segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ABATE DE ÁRVORES DIVIDE OPINIÕES

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Ministro do Ambiente abate críticas à PS-ML A forma como está a ser conduzido o programa de abate de árvores na serra de Sintra, com vista a reforçar a segurança naquela zona classificada pela UNESCO, não suscita sombra de dúvida ao ministro do Ambiente. Em contraponto às críticas e inquietações que o processo tem gerado nos últimos dias, nomeadamente junto do antigo director do Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC), Carlos Albuquerque, e do grupo parlamentar do PCP, Nunes Correia deixou clara a sua posição, no passado dia 26, no final da cerimónia de inauguração do Centro de Interpretação Ambiental do Parque da Pena, ao afirmar aos jornalistas que “o que se está a fazer é o que tem que ser feito”. Apolémica chegou ao Parlamento através dos deputados comunistas Miguel Tiago e António Filipe, que questionaram o ministro (no passado dia 22) sobre a forma como está a decorrer a campanha de erradicação de espécies infestantes, em especial acácias, levada a cabo pela sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua (PS-ML) como medida destinada a, entre outras vertentes, melhorar a prevenção de incêndios. Constatando que “quem circula na estrada de ligação entre os Capuchos e a Pena verifica que se cortaram não apenas acácias, mas também cedros, pinheiros e carvalhos, entre outras espécies” que “não apresentavam sinais de doença”, os deputados quiseram saber “que medidas tomará o Governo para assegurar que se cumpra o objectivo de limpeza da serra de Sintra sem levar ao corte de espécies arbóreas importantes” e, ainda, qual o destino último a dar às madeiras cortadas.(...) (...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Oeiras 160, de 3 a 9 de Fevereiro de 2009

8 comentários:

António Rodrigues disse...

Mais uma vez, a culpa vai morrer solteira. Mas que dizer desta situação, quando temos um PM que aporvou o abate de milhares de sobreiros, espécie protegida por lei, em Setúbal???
António Rodrigues

Porfírio Seabra disse...

Ao menos, podiam oferecer a lenha para quem tem lareira...
Porfírio Seabra

Anónimo disse...

Esperemos que venha a nascer em plena Serra de Sintra, um condomínio de luxo... como aconteceu na malveira da serra logo a seguir ao incêndio.
É lamentável contarmos com uma classe política pouco séria e oportunista.

Anónimo disse...

Esperemos que não venha a nascer em plena Serra de Sintra, um condomínio de luxo... como aconteceu na malveira da serra logo a seguir ao incêndio.
É lamentável contarmos com uma classe política pouco séria e oportunista.

Carlos Correia disse...

Apesar dos receios, uma coisa é certa: Sintra não é Alcochete e não vai acontecer o mesmo à nossa serra que aconteceu à zona de reserva natural do estuário do Tejo. Descansem, que por mais que tentem, o presidente da Câmara não permitirá situações menos claras...

João Pardal disse...

Ao contrário do que diz o senhor Carlos Correia, há exemplos que contrariam essa tese. Veja-se o crescimento do Belas Clube, da Penha Longa, da Quinta da Beloura, etc... Tudo em áreas protegidas. E agora ainda querem uma Cidade do Cinema, para a TVI, na zona rural... Afinal, Alcochete há muitos!!!

João Reis disse...

Eu faço btt na Serra e já tirei algumas fotos para ilustrar esta vergonha pois acho que não sei bem em prol de quê, estão a tornar a Serra num espaço mais quente e menos acolhedor para a prática de desporto. Agora podem vir com histórias de que há árvores doentes, etc, etc, mas sinceramente, a Serra parece-me muito mais doente agora do que estava antes! Neste momento à beira do estradão que sobe da Barragem da Mula até aos Capuchos podemos ver muita madeira, na qual se destacam eucaliptos e pinheiros. Doentes? Não me parece. Fizeram também uma "autoestrada" que destruíu o belíssimo trilho das pontes, sem qualquer apelo ou consideração paisagística. Sinceramente, parece-me que está ali um atentado ambiental e paisagístico! A culpa parece não ser da CMS, mas temo que um dia destes o desporto deixe de poder ser praticado na Serra de Sintra, em prol de outras coisas que sinceramente não me parecem minimamente importantes.

Anónimo disse...

Abate indiscriminado de arvores de grande interesse com centenas de anos não me parece algo lógico e racional. Abate selecionado, sim, abate como tem sido feito NÃO!!!
Encontram-se zonas onde tudo foi abatido e plantaram agora pequenas arvores..... Com os incêndios o resultado é o mesmo!!! Valerá a pena o investimento para tal degradação da paisagem que caracteriza SINTRA????