quarta-feira, 29 de agosto de 2012

CASCAIS Câmara investe quatro milhões em novas escolas


Construção de equipamentos escolares em Matos Cheirinhos e São Pedro do Estoril

A Câmara de Cascais investiu, este ano, quatro milhões de euros na construção de novos estabelecimentos de ensino e vai disponibilizar 487 novas vagas na rede escolar concelhia, sendo 175 em jardim-de-infância e 312 no primeiro ciclo. Um reforço que decorre da abertura de dois novos estabelecimentos de ensino: a EB1/JI Rómulo de Carvalho, em Mato Cheirinhos, e a EB1/JI de S. Pedro do Estoril. Abrem também duas novas salas de jardim-de-infância em Alcabideche (EB1/JI Alto da Peça) e Monte Estoril (EB1/JI Raul Lino). Carlos Carreiras realça que “já intervencionámos 50 escolas, a que correspondeu 21 milhões de euros só de obra (com equipamento e material o valor total ronda os 40 milhões de euros). Ainda só chegámos a 80% do que o nosso parque escolar exige. Mas, nestes 20% que faltam, o nosso empenho é total”. “A questão da segurança, saúde e educação, embora não sejam competências do município, são três pilares fundamentais. Estamos empenhados em fazer as chamadas parcerias público-públicas”, reforçou o presidente da Câmara. A vereadora da Educação enuncia, por sua vez, o objectivo de colocar a totalidade dos alunos com 4 anos nos estabelecimentos públicos, nos próximos dois anos. “Estabilizámos o 1.º Ciclo. Temos feito uma forte aposta no pré-escolar e depois de, em 2010, termos alcançado os 100% de colocação dos alunos de 5 anos, queremos, nos próximos dois anos, alcançar esses números nos alunos de 4 anos de idade”. “Chegar aos meninos de três anos de idade é para nós importante”, disse, admitindo que a solução terá de passar pela participação de outros agentes educativos do concelho. No novo ano lectivo, o concelho vai contar com três novos mega-agrupamentos: o Agrupamento de Cascais, com a Escola Secundária de Cascais como sede que agrupa os estabelecimentos escolares da EB2,3 Prof. António Pereira Coutinho; o Agrupamento de Escolas Santo António (Parede) que se fundiu com a Escola Secundária Fernando Lopes Graça (Parede); e o Agrupamento da Cidadela (em Cascais) que vai agrupar as escolas da Malveira, Murches, Birre e José Jorge Letria. Ana Clara Justino salienta que, neste último caso, “foi uma decisão tomada por unanimidade pela escola, o que nos deixou muito satisfeitos porque o antigo Agrupamento da Pereira Coutinho tinha uma dispersão bastante significativa e a decisão foi bastante consensual”. No próximo ano lectivo, deverá ser constituído ainda o Agrupamento Matilde Rosa Araújo. 
Francisco Lourenço

Paquete de luxo ao largo de Cascais


Primeiro cruzeiro transportava 700 passageiros

O navio Seven Seas Mariner fundeou ao largo de Cascais, no passado dia 22 de Agosto, com cerca de 700 passageiros a bordo. Este foi o primeiro paquete de luxo que visitou o município, no âmbito do protocolo celebrado entre a Câmara de Cascais, Marina de Cascais e a empresa King’s Coast. O transbordo foi assegurado por embarcações da King’s Coast que trouxeram para terra alguns turistas. Alguns ficaram por Cascais, mas a grande maioria dos passageiros optou por adquirir previamente excursões e passeios que os levaram a conhecer melhor Lisboa, Óbidos, Fátima e Queluz. Satisfeito com esta primeira visita dos paquetes de luxo a Cascais, o presidente de Câmara, Carlos Carreiras, considera que este é o primeiro passo para Cascais entrar na rota dos cruzeiros e foi uma visita importante para promover a vila. “Esta foi a primeira de uma dúzia de visitas que está prevista até ao final do ano. Estamos a aguardar algumas confirmações. O que pretendemos é colocarmo-nos como um ponto de paragem, mas temos um objectivo mais ambicioso que é o fim e o início das viagens, o que permitiria aumentar as dormidas no concelho”, disse o edil. O Seven Seas Mariner transportava 645 passageiros. “Cerca de 500 foram em excursões a Lisboa, Óbidos, Fátima e Queluz. Os restantes ficaram no navio. Este foi o início! São pessoas com grande capacidade financeira que mais tarde regressam. O importante é situarmo-nos como um local de recepção destes cruzeiros”, reforçou Carlos Carreiras. Numa análise mais economicista, o edil explicou que foi efectuado “um investimento de 50 mil euros para
25 barcos, o que dá uma média de dois mil euros por barco. Estimamos que o valor gasto em terra pelos passageiros seja de 56 euros. Para o ano vamos ter cá o navio The World, cujo preço mais barato dos apartamentos é de três mil euros e o mais caro de três milhões”. Os passeios decorreram, sobretudo, durante a manhã, pelo que os turistas passearam por Cascais da parte da
tarde. Armando Correia, presidente da Associação Empresarial do Concelho de Cascais (AECC), salientou ao JR que “é importante lembrar que este foi ainda só o primeiro de muitos, como tal as expectativas estavam altas, mas era expectável que a maioria dos turistas não ficasse em Cascais”. O responsável da AECC disse que “os números que estimamos são de que 15 a 20% dos cerca de 650 passageiros que desembarcaram tenham ficado em Cascais. Eu andei pela baixa de Cascais e vi alguns. Contudo, ainda não tenho informação por parte de empresários acerca de valores de negócios efectuados, certo de que alguns terão feito mais negócios do que outros”. “De qualquer forma não escondemos que gostaríamos que uma percentagem maior de passageiros desembarcados ficassem por Cascais. Vamos esperar que no futuro isso seja possível, certos de que quem poderá garantir isso será o operador responsável pela vinda dos paquetes, uma vez que são eles quem organizam os programas para os turistas”, focou Armando Correia. A chegada deste primeiro navio coincidiu com as Festas do Mar que decorreram até dia 26, pelo que os viajantes puderam visitar os ‘stands’ de produtos locais montados na Baía, Largo Cidade Vitória e Jardim Visconde da Luz, para além de terem a oportunidade de provar a gastronomia local. Os próximos navios a chegar a Cascais serão o Star Flyer (9 de Setembro, 170 passageiros), o Sea-Dream I (31 de Outubro, 112 passageiros), o Wind Star 4 (Novembro de 2012, 148 passageiros), o Royal Clipper (8 de Novembro, 227 passageiros) e o Wind Spirit (25 de Novembro, 148 passageiros).
Francisco Lourenço

AMADORA Vimeca altera horários sem dar cavaco


Autarquia diz que não foi ouvida. Utentes contestam redução de carreiras 

Foi com indignação que o vereador responsável pela áreas dos transportes públicos, Gabriel Oliveira, recebeu a informação de que os horários e percursos de algumas carreiras da Vimeca haviam sido alterados. O responsável acusa a empresa de não ter ouvido a autarquia neste processo e teme que estas alterações possam levar à supressão, no futuro, de alguns percursos. Desde Julho que as alterações nas várias carreiras que servem o concelho da Amadora estão a vigorar sem que a CMA tenha dado qualquer contributo para a mudança. “Esta situação nunca tinha acontecido antes, até agora tínhamos sempre sido chamados pela Vimeca a dar a nossa opinião sobre as alterações de horários”, lamenta Gabriel Oliveira. O autarca queixa-se ainda de nem sequer ter sido consultado pela Autoridade Metropolitana dos Transportes, que por norma costuma consultar as autarquias nestes processos. “Nem, pelo menos, nos deram conta das alterações”, critica, acrescentando que “já apresentámos uma queixa ao secretário de Estado dos Transportes que até ao momento não nos respondeu”. O vereador da Câmara da Amadora vai mais longe e levanta a suspeita de que “por detrás destas alterações possam estar o querer acabar com algumas carreiras”. “Se reduzirem substancialmente a frequência, perdem-se utilizadores, e perdendo utilizadores podem justificar o fim de alguns percursos”, afirmou mostrando preocupação. Devido a estas preocupações, na semana passada, a autarquia da Amadora emitiu um comunicado onde se mostra “contra a alteração introduzida pela Vimeca, quer seja por um período experimental ou definitivo, considerando-a inaceitável e sem cabimento legislativo ou regulamentar, pois os utentes dos transportes públicos não podem ser utilizados para as experiências e no interesse das entidades concessionárias”. Alguns populares ouvidos pelo JR mostraram-se surpreendidos pelas alterações, desconhecendo que os horários eram definitivos. “Pensava que a redução da frequência da carreira que costumo apanhar tinha sido reduzida devido à época de férias”, diz Otília Martins, moradora na Venteira, junto ao Lido. Utiliza o autocarro para se deslocar ao centro da Amadora, embora com pouca regularidade. “Estou reformada e, por isso, não necessito de cumprir horários, mas a redução das carreiras afecta sobretudo os jovens que estudam no bairro”, considera. Para Luís Afonso, o serviço prestado pela Vimeca tem vindo a piorar nos últimos anos. No entanto, este morador em São Brás lembra que todos os anos, durante o Verão, aquela transportadora reduz as carreiras. “Para já, não me sinto afectado pelas alterações, mas quando começar a escola dos meus filhos vou sentir a diferença, pois São Brás está mal servida de transportes públicos”. O JR tentou obter um esclarecimento por parte da empresa Vimeca, mas até ao fecho da edição não obteve qualquer resposta. 
Milene Matos Silva

BAIRRO DE SANTA FILOMENA (AMADORA) ‘E agora vamos viver para onde?’


Câmara continua a demolir barracas, mas nem todos têm direito a realojamento

Apesar dos protestos antecipados por parte dos moradores alvo de despejos decretados pela Câmara Municipal da Amadora (CMA), as máquinas entraram naquele que é considerado um dos bairros mais degradados do município. A intenção era demolir mais algumas das barracas que ali ainda subsistem. Alguns dos habitantes sem direito a uma habitação social, uma vez que ficaram de fora do PER (Programa Especial de Realojamento), ficaram sem tecto. Um mês depois as queixas continuam, mas a vida no bairro prossegue. Eurico Cangumi queixa-se que não foi avisado do dia exacto da demolição da casa que habitava na entrada sul do bairro de Santa Filomena. No dia 26 de Julho, quando as máquinas entraram no bairro escoltadas por um forte cordão policial, estava a trabalhar. Ao regressar, apenas lhe disseram que as suas coisas tinham sido levadas para um armazém da Câmara. Reconhece que não tem direito ao PER, porque quando foi feito o recenseamento, em 1993, ainda não vivia em Santa Filomena. Agora aponta para o local que foi a sua casa desde a sua chegada a Lisboa, criticando as alternativas propostas pela CMA. Com a agravante de estar desempregado. “Não posso pagar uma renda no mercado normal de habitação e não tenho dinheiro para pagar os dois meses exigidos inicialmente, mesmo que seja reembolsado depois”, afirma. Não ficou sem tecto para dormir, pois no mesmo dia um amigo acolheu-o numa outra barraca do bairro, onde não existe ainda ordem de despejo ou avisos da Câmara. Mas, apesar disso, Eurico sabe que a solução é provisória e que todo o bairro tem os dias contados. Apesar de ainda não ter ordem para sair da casa onde vive com o filho, de 3 anos, e o irmão, de 21, Ileila Vaz queixa-se que não sabe como será o seu futuro. Só sabe que não está inscrita no PER, pois chegou ao bairro há onze anos, oito anos depois de ter sido feito o recenseamento de todos os habitantes que viviam no bairro. Já foi atendida pelas técnicas da CMA e já reuniu um conjunto de documentos, mas não sabe bem como procurar uma casa no mercado normal de habitação. “Pedem-me umarendanumT1 de 275 euros, mais de metade do meu ordenado”, lamenta. Ileila trabalha nas limpezas do Metropolitano de Lisboa, onde ganha pouco mais de 450 euros. “O meu irmão vive comigo e ele está desempregado, não deixarei esta casa para o meu irmão ficar na rua”, confessa. Apesar da contestação e apreensão por parte da maioria de moradores do bairro, há ainda quem lamente que haja aproveitamento da situação. “Há muita gente que diz viver aqui há muito tempo, mas que só veio para cá há algumas semanas, só para conseguir uma casa”, diz um morador, sem se querer identificar. A CMA, num comunicado, fez saber que “tomou a opção de erradicar o núcleo degradado de Santa Filomena, fazendo para isso um grande esforço financeiro, sem qualquer apoio da Administração Central, com vista a dar condições dignas às inúmeras famílias que desde 1993 aguardam ansiosamente e legitimamente por um lar condigno”. No documento pode ainda ler-se que “para tal, a autarquia iniciou uma nova programação de intervenção no Bairro de Santa Filomena que, nesta primeira fase, envolve 46 agregados familiares. Destes, 28 estão inscritos no PER”, aos quais a Câmara se compromete estabelecer um contrato de arrendamento de acordo com os rendimentos das famílias. No que toca às restantes 18, “esta Autarquia tem prosseguido um trabalho sério de acompanhamento com vista à sua autonomização, tentando encontrar uma resposta adequada e que tenha em conta as especificidades e necessidades de cada um destes agregados. Desde 6 de Março de 2012, e através de sucessivas reuniões com os serviços técnicos da CMA, foi possível encontrar soluções habitacionais para dez destas famílias, encontrando no parque habitacional privado arrendamentos aos mesmos valores que, na sua maioria, suportavam já no bairro”, explica o comunicado. O Programa Especial de Realojamento foi criado com vista à erradicação de barracas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.Nesse contexto, a autarquia da Amadora realizou em 1993 um recenseamento nos vários bairros existentes no seu território, entre os quais o de Santa Filomena. De acordo com esse levantamento, a autarquia da Amadora deparou-se com o desafio de realojar 562 agregados familiares, residentes em 442 habitações precárias, perfazendo um total de 1945 residentes. Ao longo destes anos foram sendo encontradas alternativas habitacionais para 165 agregados familiares, 46 deles através de realojamento e 119 através de programas habitacionais (PER Famílias, PAAR e Retorno). Como resultado destes dados, foram até ao momento demolidas 188 construções dentro do bairro, existindo ainda em Santa Filomena 284 barracas correspondendo a 173 agregados inscritos no PER e 111 famílias em situação de ocupação ilegal. 
Milene Matos Silva

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Obras em Agualva-Cacém arrastam-se


Os comerciantes do largo da estação ferroviária de Agualva-Cacém exigem a conclusão das obras
de remodelação da zona e queixam-se de quebras de facturação entre 60 a 80 por cento. A conclusão das obras estava prevista para Agosto de 2011, mas, em Setembro, a REFER (Rede Ferroviária Nacional) anunciou ter adiado o fim dos trabalhos para o primeiro trimestre de 2012. Os comerciantes queixam-se que as obras, que tiveram início há dois anos e meio, já deveriam ter terminado, pondo fim aos estabelecimentos vazios e às quebras de facturação que, nalguns casos, atingiu os 80 por cento. De acordo com Manuel Fonseca, funcionário de um café, os prejuízos provocados pelos “sucessivos atrasos das obras” são “avultados” e já levaram ao despedimento de dezenas de funcionários. “Há dois anos fazíamos cinco mil euros por dia e agora nem quinhentos fazemos. É uma diferença abissal. Éramos 50 empregados, hoje estamos reduzidos a meia dúzia e não há trabalho para todos”, lamentou. Também a proprietária de uma farmácia lamenta os atrasos na conclusão das obras. Segundo Sofia Inácio, o facto de ainda não terem sido instalados postes de iluminação afasta as pessoas do local. “À noite é inseguro. Tenho
medo de estar aqui até mais tarde. Agora é Verão e é noite mais tarde, mas no Inverno a noite chega mais cedo”, disse. Comerciantes e Comissão de Utentes da Linha de Sintra lançaram uma recolha de assinaturas a exigir a conclusão dos trabalhos e a colocação de postes de iluminação e as árvores nos buracos abertos há algumas semanas. De acordo com o porta-voz da comissão, Rui Ramos, os sucessivos atrasos da obra têm tido reflexos "negativos na estrutura económica da freguesia", prejudicando utilizadores da linha ferroviária e comerciantes. “Os comerciantes verificaram um decréscimo de facturação entre 60 e 80 por cento. Os utentes são prejudicados porque, apesar de a estação já ter sido aberta para o largo, ainda não há elevadores, nem escadas rolantes”, justificou. Em Setembro do ano passado, a Comissão de Utentes da Linha de Sintra entregou uma petição com 1250 assinaturas no Ministério da Economia, a exigir a conclusão das obras da estação ferroviária de Agualva-Cacém. 
Lusa

Mar de gente na Praia das Maçãs


Procissão em honra de Nossa Senhora da Praia

Cumprindo uma tradição que remonta a 1896, milhares de pessoas assistiram, no domingo, à procissão de Nossa Senhora da Praia, que, como habitualmente, terminou em pleno mar da Praia das Maçãs. Inúmeros devotos acompanharam a procissão ao longo das ruas da localidade da freguesia de Colares, após a missa realizada na Capelinha, culminando a deslocação no areal, onde se juntaram aos banhistas que, nesse dia, aproveitaram os raios de sol do último fim-de-semana de Agosto. Uma tradição com mais de 120 anos que surgiu na sequência da construção de uma ermida por Alfredo Keil, inspirado pela lenda de que teria sido encontrada uma imagem de Nossa Senhora junto às rochas da Praia das Maçãs. Após a morte do autor do Hino Nacional, em 1907, o culto foi interrompido, mas a tradição voltou a ser o que era, desde há cerca de 30 anos, por iniciativa de moradores e veraneantes. Além da padroeira das Maçãs, transportada por nadadores-salvadores, a procissão contou com mais oito andores, entre os quais Nossa Senhora do Carmo (padroeira dos surfistas da Praia das Maçãs), Nossa Senhora dos Mares (imagem venerada na capela das Azenhas do Mar) e São Marçal (padroeiro dos Bombeiros de Colares), acompanhados, a par da charanga da GNR, das bandas de Colares e do Mucifal. A entrada nas águas frias do Oceano voltou a contar com o lançamento de pétalas de rosa, em terra e pelo ar, neste caso provenientes de um avião particular, conferindo um simbolismo particular ao momento. Uma manifestação de fé que reúne cada vez mais devotos de vários pontos da região. "Trata-se de uma procissão bonita, invulgar, que tem a componente do mar, e que, de ano para ano, atrai cada vez mais gente, até porque as pessoas vão passando a palavra", realça Ricardo Hogan, vice-juiz da Irmandade de Nossa Senhora da Praia, a justificar o ‘mar de gente’ que esta procissão reúne de ano para ano. Este ano, Nossa Senhora da Praia foi transportada num novo andor, em talha dourada do século XVIII, oferecido pela paróquia de Santa Isabel, em Lisboa. Apenas com vertente religiosa, os festejos serviram de pretexto, este ano, para uma emissão em directo da TVI, ao longo da tarde de domingo, que trouxe muitos artistas ao areal da Praia das Maçãs. Durante a emissão, o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, destacou a importância da manutenção de tradições como a procissão de Nossa Senhora da Praia. "Estamos perante uma procissão centenária, criada e ligada a um homem que faz parte do simbolismo da Praia das Maçãs, Alfredo Keil, e é uma das procissões mais emblemáticas de Sintra, até pela entrada do andor nas sete ondas". "Um elemento marcante da ligação entre a terra e o mar", realçou o edil, destacando o facto das "gentes de Sintra" continuarem a manter tradições seculares, como aconteceu ainda recentemente com as festas de São Lourenço (Azenhas do Mar), Nossa Senhora da Assunção (Colares) e São Mamede (Janas). 
João Carlos Sebastião

quarta-feira, 25 de julho de 2012