quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vamos de férias



Conhecer a Costa do Estoril de bicicleta


BiCas são de utilização gratuita

É fácil, é barato, não dá milhões mas dá para conhecer todas as zonas históricas de Cascais, percorrer o litoral, passar um dia de aventura e com a merenda ‘às costas’, ou melhor no cestinho da frente. Colocadas em pontos estratégicos, as BiCas, bicicletas de Cascais, estão disponíveis para quem as quiser utilizar. São de borla. Os utilizadores só têm de deixar um documento legal de identificação para as levar e depois é só pedalarem para onde quiserem. Ir até à praia de bicicleta permite também fugir ao trânsito e ao estacionamento. Alternativas de passeio em Cascais são muitas. A volta mais procurada é a da ciclovia até ao Guincho que, no regresso, passa pela Boca do Inferno, Marina, Baía e baixa da vila. O levantamento pode ser feito às 8h00 e a entrega das BiCas é feito até as 19h00. “Mas convém que venham buscar as bicicletas logo pela manhã porque durante o dia é mais complicado encontrar alguma disponível”, avisa Alicia Fonseca, responsável pela entrega das BiCas na Ecocabana, junto ao Parque Marechal Carmona, em Cascais. Esta responsável salienta que “actualmente quem procura mais as BiCas são os turistas. Os portugueses que cá vêm buscar são os que têm a rotina do desporto”. Em Cascais, existem actualmente três postos: junto à estação da CP de Cascais, no Largo da Estação; junto ao Posto de Informação de Turismo da Natureza (Ecocabana); e na Guia, na Avenida Nossa Senhora do Cabo. Na Estação da CP, estão disponíveis 22 bicicletas, na Ecocabana 18 e na Guia 24 BiCas.
Francisco Lourenço

Um dia em África sem sair da Amadora


Projecto ‘Sabura’ coloca a Cova da Moura no mapa das atracções turísticas

Há muita coisa boa para ver e sentir na Cova da Moura. Por isso, partimos à descoberta do projecto ‘Sabura’, que dá a conhecer o quotidiano, as actividades económicas e a multiculturalidade do bairro, nem sempre conhecido pelas melhores razões. “Mostrar o lado bom do
bairro” foi o princípio que norteou a criação do projecto ‘Sabura’. Em 2004, quando foi implementado, revolucionou a visão que a população tinha da Cova da Moura. “Com estas visitas, quem vive fora do bairro pode perceber com os seus próprios olhos como aqui se vive e deixar de ter a ideia errada daquilo que passa nos órgãos de comunicação social, que só dão as más notícias”, refere Silvino Furtado, mais conhecido por Bino, o guia "turístico" que nos acompanhou nesta visita. Bino desempenha as funções de guia há seis anos. Leva grupos de turistas pelos mais variados percursos. “Alguns grupos procuram o ‘Sabura’ pela gastronomia do bairro, outros apenas pelo modo de vida, fazemos os percursos de acordo com aquilo que pretendem”, explica acrescentando que “este projecto tem ajudado bastante o bairro, ajudando a combater o estigma”. Na Cova da Moura é possível encontrar mais de 20 restaurantes de comida tradicional africana, sobretudo das várias ilhas de Cabo Verde e São Tomé, mas também da Guiné, Angola ou Moçambique. Existem mais de trinta cabeleireiros especializados em “afro penteados” e muitas mercearias que vendem os ingredientes necessários para um cozinhado bem africano. Por apenas 7,5 euros, os visitantes podem provar pratos típicos de Cabo Verde, como a cachupa, mas também de outros locais de África. Percorrendo as ruas é possível encontrar à venda milho assado ou peixe fresco. Em dias de sol, a Cova da Moura consegue ser um dos locais mais deslumbrantes da Amadora, com uma vista invejável sobre Monsanto, a par das cores e cheiros que povoam as suas ruas. Uma cidade sem praia, mas rica em diversidade cultural. Bino fala das coisas boas que trouxe o projecto ‘Sabura’, criado pela associação Cultural Moinho da Juventude, mas também de todo o trabalho que tem sido desenvolvido ao longo de anos pela instituição. “A associação tem desenvolvido um trabalho muito importante com os jovens, criando ocupação e emprego. Muitas vezes a história do Moinho confunde-se coma do bairro”, afirma o jovem, lembrando que “o projecto está consolidado”. Opinião semelhante tem José Carlos Tavares, proprietário de um cabeleireiro africano. “O bairro está melhor, as pessoas olham para ele de outra forma, desde a criação deste projecto”. Este empresário integra o ‘Sabura’ desde o início e recorda que “o bairro era muito mal afamado, mas depois da criação deste projecto muita coisa mudou. Muitas pessoas vêm de fora sem receios e procuram os produtos e serviços que nós disponibilizamos”. A expressão crioula “Sabura” significa em português “tudo bom”. Por isso, foi este o nome escolhido pelos coordenadores do projecto, que nasceu no seio da Associação Cultural Moinho da Juventude, mas que se trata de uma réplica de visitas turísticas guiadas feitas às favelas no Rio de Janeiro. As visitas custam 5 euros, sendo que para grupos é apenas 2,5 euros por pessoa. O almoço típico acresce apenas 7,5 euros.  
Milene Matos Silva

Pelos recantos de Sintra


Uma forma diferente, divertida, ecológica e inovadora de conhecer a área Património Mundial

“A renovação do olhar sobre a paisagem única” de Sintra Património Mundial é o que propomos para este Verão. Uma forma diferente, divertida, ecológica e inovadora de conhecer Sintra é o que os visitantes têm ao dispor com os Sight Sintra. Pequenos veículos eléctricos, equipados com sistema de GPS e áudio-guia, que levam qualquer um a conhecer de perto os principais recantos da Paisagem Cultural. Com três percursos predefinidos, os visitantes podem conhecer o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena (2h30/45 euros), Monserrate com ou sem visita à Quinta da Regaleira (2h30/45 euros ou 1h30/35 euros) e os recantos de Sintra (0h30/15 euros). O aluguer à
hora, pelo preço de 25 euros, está também disponível. A estes preços acresce o pagamento das entradas nos parques e palácios da Parques de Sintra-Monte da Lua. De origem italiana, os veículos têm uma autonomia de 60 km, mas, após uma utilização, “levam uma carga de uma a duas horas e ficam a 80 por cento”, salienta João Paulo Soares, director comercial da Sight Sintra. Num destes dias, em que o microclima sintrense não fez das suas e a brisa da deslocação amenizava o calor, o JR teve oportunidade de constatar o quão agradável se torna um passeio até ao Parque de Monserrate a bordo dos pequenos veículos, fáceis de conduzir e silenciosos e que permitem apreciar a paisagem. Com o sistema áudio disponível em três línguas, português, inglês e espanhol (em breve será alargado a francês e italiano), houve preocupação das informações do GPS se intrometerem, o menos possível, com a fruição da paisagem. E mesmo as explicações históricas de Sintra, que não esquecem as inúmeras fontes que brotam da serra, também permitem manter despertos todos os cinco sentidos. Na Rota da Pena, o guia áudio desvenda, ainda, lendas de Sintra, enquanto se sobe em direcção ao Castelo dos Mouros e ao Parque da Pena, com retorno por São Pedro de Sintra. Nos recantos de Sintra, o passeio de 30 minutos permite conhecer zonas menos turísticas, mas, ao mesmo tempo, dignas de serem apreciadas como o Jardim da Vigia e a Igreja de Santa Maria. A caminho de Monserrate, não são esquecidos alguns famosos que se encantaram por Sintra, como Lord Byron, mas também a constatação de que este projecto, que se iniciou no terreno em final de Março, não está isolado numa ilha: “No final deste passeio, aproveite para assinalar este dia, levando uma típica peça de artesanato, para degustar os doces típicos de Sintra ou, porque não, visitar um dos nossos museus”. Os responsáveis da Sight Sintra, que não se esqueceram de destacar “as saborosas queijadas e os deliciosos travesseiros”, querem, aliás, estreitar parcerias com os empresários locais no sentido de “promover produtos típicos” de Sintra. Com cerca de uma centena e meia de alugueres por mês, são os estrangeiros que mais procuram este meio alternativo de conhecer aVila e a Serra de Sintra, com diferentes nacionalidades, como australianos, americanos, holandeses, belgas, italianos, brasileiros e do leste europeu. Instalados num parque de estacionamento junto à estação ferroviária, a frota de cinco Sight Sintra acaba por ser procurada, fundamentalmente, por quem se desloca a Sintra de comboio. “São turistas que vêm visitar Lisboa e que, no mínimo, tiram um dia para vir a Sintra. Mas, também acontece que alguns
ficam tão encantados com Sintra e voltam outro dia”, destaca José Paulo Gonçalves, outro dos responsáveis da empresa. Ainda este Verão, um novo pólo Sight Sintra vai ser criado na Volta do Duche, junto à entrada do Parque da Liberdade, para captar mais clientes. “Mas, a Vila é que seria ouro sobre azul”, frisa José Paulo Gonçalves, que aguarda que estejam reunidas as condições logísticas para o efeito. Tanto à entrada de Monserrate como do Castelo dos Mouros e do Parque da Pena, os pequenos veículos têm reservado um espaço para estacionamento e os turistas poderem visitar, com tranquilidade, os monumentos. “Contamos, desde o início, com o apoio da Câmara de Sintra, da Parques de Sintra e da Empresa Municipal de Estacionamento”, salienta João Paulo Soares. “São parceiros fundamentais a este tipo de negócio”, reforça José Paulo Gonçalves. Em carteira, também já para este Verão, está a aquisição de mais alguns veículos e a disponibilização de um veículo familiar, com quatro lugares, para captar novos segmentos de clientes.  
João Carlos Sebastião

Quatro meses sozinho a remar contra a crise


A bordo do ‘Paraguaçú’, remador português vai enfrentar o Atlântico Sul

Sozinho num barco a remos, durante quase quatro meses, enfrentando a vastidão do Atlântico desde a costa africana até ao Brasil. O desafio que José Tavares coloca a si próprio, a partir de 15 de Dezembro, quando largar de Marrocos no pequeno “Paraguaçú”, é quase tão difícil como o de exprimir esta aventura em palavras e ter a sensação de que são suficientes. Não é por acaso que o intrépido remador vai dedicar a esta expedição, de mais de 5000 km, um livro – “Ensaio sobre a Solidão” – que já vai ameio só com os preparativos. Para além de toda a carga em mantimentos e equipamentos diversos, que chega aos 600 quilos, este lisboeta de 45 anos vai transportar consigo o peso da responsabilidade dos grandes desígnios e alertas que escolheu para bandeiras da sua viagem. “Chamar a atenção para a ecoeficiência energética e a necessidade de defender a Natureza e a Amazónia em particular como pulmão do mundo; associar-me aos 90 anos da travessia aérea pioneira de Gago Coutinho e Sacadura Cabral; e, na sequência de livros que já publiquei sobre os grandes exploradores lusos, dos de ‘quinhentos’ aos modernos (como o João Garcia ou a Elisabete Jacinto), manter acesa a chama dessas gloriosas epopeias”, resumiu José Tavares ao JR. Ao mesmo tempo que vira costas à crise que grassa no país e na Europa, vê nesta aventura um factor positivo para ajudar os que ficam em terra a enfrentar esse “Adamastor” da nossa era… “Além de lembrar que a eficiência energética é algo que pode estimular a economia e criar muitos empregos, será sempre um bom tónico para que os portugueses consigam ver mais do que o lado negativo, terem alguma iniciativa…”, explica. Quem vai ao mar, avia-se em terra. José Tavares tem estado a treinar no Tejo e em remo ‘indoor’ (com o apoio do Clube Naval de Lisboa). Agosto será passado nas praias do Algarve, em iniciativas promocionais. A componente psicológica será o factor mais importante. Naverdade, José Tavares nunca fez algo parecido. Nem, de resto, qualquer outro português. Como salienta, “foram feitas 86 travessias do Atlântico neste tipo de condições, mas todas das Canárias para as Caraíbas, sempre no Hemisfério Norte. Cruzando o Equador para Sul só houve um navegador italiano a fazê-lo”. E entre quem se propôs atravessar oceanos a remos, uns quantos tiveram de ser resgatados e alguns desapareceram… “Trata-se de um grande desafio de resistência, física e psicológica”, confirma o multifacetado explorador luso, que nos últimos anos tem trabalhado na Serra Nevada, em Espanha. “Sou instrutor de ski e também organizo acampamentos na montanha”, revela, aproveitando para recordar outra façanha: “No ano passado, fui o primeiro português a fazer uma descida de ski a partir dos oito mil metros, na 6.ª montanha mais alta, o Cho Oyu, no Nepal”. Olhando a licenciatura feita em Gestão de Empresas, quem diria?!... Para ajudar a enfrentar a solidão, José Tavares leva um mp3 e livros. “Acho que o tempo passa depressa dentro do barco… Provavelmente, ao fim de algumas semanas vou sentir qualquer coisa, mas penso que será só uma fase”. A ementa a bordo será muito à base de comida liofilizada (porções secas a que se juntam água quente e… ‘bon appetit’). Mas, como bom português, não faltará um ou outro chouriço para desenjoar… Quanto a bebida, será obtida a partir de um dessalinizador, embora o lastro do barco inclua 130 litros em garrafas de água. A energia para alguns destes equipamentos virá de três placas solares que o ecológico “Paraguaçú” leva “às costas”. Quando estiver cansado ou a dormir o barco ficará à deriva. “No Inverno, os ventos são favoráveis para sul”, perspectiva o explorador, que terá a ajuda de GPS, bússola e, claro, binóculos. Numa embarcação com 7,2 mx 2mx 1,6 m, ficar exposto na frente de um navio ou de uma baleia distraída não é nada aconselhável. Para se “fazer ver”, poderá usar o sistema rádio e, em caso de perigo maior, accionar o socorro de um sistema de vigilância com sede em Inglaterra, onde o “Paraguaçú” está registado. Sem filhos, mas com um pai que já desistiu de o fazer desistir e se aliou ao projecto, José Tavares está preparado para lidar com a saudade. Sabendo que sem ela os reencontros não seriam tão memoráveis. “Se pudesse, partia já hoje”, diz ao JR.Mas ainda falta reunir apoios e patrocínios. Nesse sentido, o navegador oferece um lugar na história desta aventura a quem puder ajudar: com um mínimo de 50 euros, o benemérito ganha direito a ter o seu nome escrito no convés do barco e no livro; a partir de 100 euros, para além disso, receberá uma chamada para o telemóvel com origem em pleno oceano. Não é todos os dias… Mais informações em tra vessiaoceanica.blogspot.com ou pelo 92 569 87 76.
Texto: Jorge A. Ferreira
Fotos: Filipe Guerra

Palmilhar Lisboa, até que a voz nos doa


Lisboa é vista como a terra do Fado, mas será que alguma vez partimos à descoberta da cidade com a canção na boca? É essa a proposta do Museu do Fado para quem passa o Verão em casa. Nomes tão conhecidos como Ana Sofia Varela, António Pinho Basto ou Teresa Tapadas, num naipe
consideravelmente abrangente, fazem a visita guiada, perdão, a visita cantada a um dos bairros mais castiços da capital: a Mouraria. Acompanhados à guitarra portuguesa com António Parreira ou Ricardo Parreira, e à viola de fado com Guilherme Carvalhais, as visitas do Museu do Fado extravasam as portas e saem para as ruas típicas das desgarradas, só neste Verão. A Mouraria tem uma ligação privilegiada com o Fado que remonta aos tempos da Severa e do Conde de Vimioso, do Amâncio e da Adelaide da Facada e é interessante adivinhar o que diriam aquelas pedras da calçada se falassem. As visitas são orientadas pelos guias da Associação Renovar a Mouraria e realizam-se todas as sextas-feiras, sábados e domingos de Julho, Agosto e Setembro, sempre às 18h30. O ponto de encontro é na Igreja de Nossa Senhora da Saúde, no Martim Moniz, e daí parte num de dois percursos pelo bairro. A participação é gratuita. Está à espera de quê para dar corda aos sapatos e sair para o coração de Lisboa? Mais informações pelo telefone 92 219 18 92 ou ‘e-mail’ geral@renovamouraria.pt.

Tudo ao léu ao sol da Caparica


Na Costa da Caparica ainda há praias desertas, próprias para a prática do naturismo

Com praias classificadas como de “oiro” pela associação ambientalista Quercus e com cinco zonas galardoadas com Bandeira Azul, mais do que no ano passado, as praias da Costa da Caparica, como ambiente natural, estão classificadas entre as melhores do país e mesmo da Europa. Por outro lado, ao estarem às portas de Lisboa são das mais frequentadas. Os dados estatísticos apontam que a Costa da Caparica é procurada por cerca de 8 milhões de turistas na época balnear. Esta grande afluência leva a que muitos banhistas procurem areais menos ocupados e rumem na direcção de zonas entre a frente de praias urbanas e a Fonte da Telha e mesmo para lá desta localidade. E aqui também os amantes do naturismo encontram o seu espaço. Há largos anos que os naturistas frequentam praias da Costa da Caparica e, em 1996, a da Belavista foi reconhecida pela Assembleia da República com praia oficial de Naturismo. Um extenso areal ao qual se pode ter acesso tanto pela estrada que liga a Costa da Caparica à Fonte da Telha, como através do Transpraia até à paragem 19. Caso se queira desfrutar ainda de um passeio com o mar
e mata florestal no horizonte, a opção certa é mesmo usar esta linha do comboio de praia. Mas ainda há mais oferta naturista nas praias do concelho. Outra das opções é seguir pela Fonte da Telha, no sentido sul, até a uma longa extensão de areal que se prolonga até à Lagoa de Albufeira, onde a prática de naturismo é tolerada. O único problema é que o acesso é menos fácil obrigando a uma boa caminhada pela praia, o que até pode ser bom para quem leva o resto do ano sem praticar qualquer exercício. Inconveniente ainda é a ausência de apoios de praia apesar da segurança no mar ser assegurada pelos nadadores-salvadores da Associação Âncora. Já no caso da praia da Bela Vista, para além da vigilância assegurada pela Caparica Mar, tem concessionários que lhe permitem sair da praia e refrescar-se numa das esplanadas. O incómodo são as filas de automóveis para sair da praia e o pó levantado pelo piso de terra. Para fugir a este nervosismo depois de um bom dia de praia, a melhor opção mesmo é usar o Transpraia e em 20 minutos está na área urbana da Costa da Caparica. Mas, na Margem Sul existe ainda outra opção para os naturistas. Do lado de Sesimbra têm a praia do Meco, outra praia oficial, entre a Praia do Moinho de baixo e a Praia das Bicas. Porém aqui é melhor estar atento ao mar porque não é dos mais confiáveis.
Humberto Lameiras