quarta-feira, 4 de abril de 2012

CASCAIS Fomentar a inclusão nos bairros sociais

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Contrato Local de Desenvolvimento Social vai prolongar-se por mais dois anos Promover acções de combate à pobreza persistente e à exclusão social nos territórios dos bairros Calouste Gulbenkian (Cruz Vermelha), Alcoitão e Adroana é o objectivo do segundo Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDC), celebrado na Adroana, no passado dia 26 de Março, com a presença do ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares. Segundo este compromisso, nos próximos dois anos, serão investidos perto de um milhão de euros (400 000 euros por parte do Instituto da Segurança Social, e o restante pela Câmara Municipal de Cascais). Com a coordenação da Fundação Aga Khan, esta segunda edição terá uma duração de dois anos em vez dos três da primeira edição e alarga-se no território, passando a incluir também, além dos bairros Calouste Gulbenkian e Adroana, a zona do Bairro de Alcoitão. No Bairro da Adroana, o principal investimento será na área do desemprego masculino e na ocupação das lojas enquanto elementos geradores de mudança de imagem do território. Nos bairros Calouste Gulbenkian e de Alcoitão, a intervenção vai privilegiar a requalificação do território com um investimento no trabalho de rua, criação de redes de parceria e capacitação da população, com recurso a várias acções de formação. O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, salientou que a assinatura do contrato vai “renovar vontades e compromissos para com o desenvolvimento das nossas comunidades”. “Adroana, Alcoitão e Calouste Gulbenkian não são bairros que aparecem nos postais”, frisou edil, “mas as pessoas destas três comunidades fazem parte de um concelho que queremos unido de norte a sul, em todas as freguesias, em todos os bairros” Dirigindo-se ao ministro da Solidariedade e Segurança Social, Carlos Carreiras salientou que, “no meio de toda esta crise, há um dado adquirido: só ultrapassaremos os problemas se juntarmos esforços a nível central e local, se juntarmos os poderes públicos e privados. É isso que temos vindo a desenvolver em Cascais com projectos a que demos o nome de parcerias público-públicas em diversas áreas como a segurança, a educação e a saúde. Também no apoio social queremos avançar por este caminho”. Pedro Mota Soares realçou a importância do trabalho em rede, nos tempos que correm. “O Estado não pode abdicar das suas responsabilidades e de melhorar os sistemas sociais e assegurar a sua sustentabilidade, mas tem de reconhecer o trabalho valioso de outros e ter a humildade de pedir ajuda aos que nasceram para ajudar, aos que sabem ajudar”, salientou o ministro da Solidariedade, dando o exemplo, entre outros, das Instituições Particulares de Solidariedade Social e das Misericórdias. Francisco Lourenço

SAÚDE CASCAIS Uma unidade hospitalar próxima da comunidade

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Balanço de dois anos de actividade do Hospital de Cascais “O Hospital de Cascais tem de se entranhar no tecido social”, salientou o presidente da comissão executiva da unidade hospitalar de Cascais, Adalberto Campos Fernandes, na passada sexta-feira, durante a apresentação do balanço de dois anos ao serviço da comunidade de Cascais e também de oito freguesias de Sintra, na área materno-infantil. Este responsável revelou que a unidade hospitalar, desde a sua abertura em Fevereiro de 2010, tem apostado em sistemas e metodologias de melhoria contínua para prestar serviços com segurança e qualidade e, neste momento, está em processo de acreditação por uma entidade internacional – Joint Commission International, para garantir a qualidade e segurança do seu serviço assistencial. A proximidade com a comunidade é outros dos objectivos, vincou Adalberto Campos Fernandes: “O hospital faz parte do território e da comunidade e, por isso, não deve ser visto como um castelo fechado”. “Tem de se entranhar no tecido social para que os cidadãos sintam o hospital como seu”, salientou este responsável. Por esse motivo, em Maio, vão decorrer umas jornadas de abertura do hospital à comunidade. João Varandas, director clínico, acrescentou que “temos como objectivo estabelecer com a comunidade, até ao final do ano, um código de compromisso e responsabilidade para que o hospital seja uma instituição bem gerida e que possa continuar a prestar um serviço de excelência”. Do ponto de vista económico e financeiro, Adalberto Fernandes revela que a realidade “é satisfatória. Aproxima-se de um ponto de equilíbrio até ao final do ano. É um hospital sustentável nos domínios ambientais e orçamentais”. Segundo o director executivo da unidade, “todos os cascalenses que estavam afastados dos serviços de saúde estão a aproximar-se de novo do hospital”. Quanto ao número de médicos que existem, Adalberto Fernandes revelou que “está alinhado com o que existe no contrato. Em alguns casos, estão acima. Mas, temos o número de médicos suficientes para prestar auxílio ao concelho de Cascais”. Francisco Lourenço

TEATRO AMADORA Companhias lutam para sobreviver

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Aloés e Passagem de Nível são exemplo na cidade São duas as companhias de teatro com actividade regular no concelho da Amadora, sendo uma delas profissional. O Teatro dos Aloés, criado em 2000, nasceu “da vontade de fazer teatro na periferia de Lisboa”, como explica José Peixoto, actor, encenador e fundador da companhia. O Teatro dos Aloés teve na sua origem num grupo de actores que vinha da Amascultura, antiga associação cultural dos municípios de Loures, Amadora, Vila Franca de Xira e Sobral de Monte Agraço, para a gestão do espaço da Malaposta, em Odivelas. “O teatro precisa de estar ao pé da porta das pessoas”, justifica o encenador, acrescentando que “há o conceito de que a periferia é servida pela criação cultural do centro, mas as pessoas da Amadora precisam de ter uma oferta cultural porque depois do trabalho podem ir a casa desempenhar as suas tarefas e ganham mais tempo para ir depois ao teatro, se ele estiver perto de casa”. Através deste princípio, a companhia de Teatro dos Aloés apresenta a sua programação regular na sala dos Recreios da Amadora, ao abrigo de um protocolo celebrado com a autarquia. “O público começa agora a crescer, não tanto como desejaríamos, gostaríamos de ter um por cento da população da Amadora a vir aos Recreios”, confessa José Peixoto. Embora faça digressões por todo o país, a companhia faz questão de estrear sempre na cidade onde foi criada. “Tentamos cumprir sempre essa regra, já estreámos noutros locais, mas isso depende das parcerias celebradas”, explica José Peixoto. Por estes motivos, o encenador e actor “não vê a necessidade da companhia sair da Amadora”. “Foi aqui que iniciamos e é aqui que continuaremos a fazer o nosso trabalho, embora já nos tenham feito o convite para ir para outros lados”, refere. Com a crise e a incerteza de apoios por parte do Estado a todos os sectores das artes, José Peixoto garante apenas o funcionamento “da companhia até ao final do ano. A partir daí tudo será uma incógnita”. “Ambicionamos um teatro que seja serviço público, como tal deve ser apoiado, sendo que as companhias têm de ter um caderno de encargos e cumpri-lo”, tendo em conta que “o preço do bilhete não paga o espectáculo”. Apesar de amadora, também a companhia de Teatro Passagem de Nível (TPN) se debate com algumas dificuldades. Embora nenhum dos seus membros seja pago pelo papel que desempenha, as receitas de bilheteira não chegam para cobrir as despesas da maior parte das peças. “Os bilhetes custam em média cinco euros”, como faz questão de sublinhar Ricardo Mendes, explicando que há vários encargos com a montagem dos espectáculos que têm que ser suportados pela associação. Criada há 31 anos, dois anos depois da constituição do município da Amadora, a TPN tem um protocolo com autarquia para a gestão do Auditório de Alfornelos. Mas o encerramento do espaço durante cerca de um ano (2010) devido às más condições do edifício fez com que a companhia tenha perdido algum público. “Estamos, desde Setembro de 2011, a voltar em grande força com várias actividades e temos tido uma grande procura pelas peças infantis”, acrescenta Ricardo Mendes. “O público das peças infantis é maioritariamente da zona de Alfornelos, mas quando se trata de peças para adultos temos visitantes de toda a Grande Lisboa”, conclui. Luís Mendes, presidente da associação, considera haver espaço para a existência de teatro amador, no concelho, tendo em conta que “nenhum de nós vive disto, não nos podem exigir o mesmo que a uma companhia profissional”. Neste caso, os apoios financeiros não serão tão exigentes, uma vez que não há ordenados para pagar. No entanto, para permitir a sustentabilidade do projecto, o TPN abre o seu espaço também para festas de aniversários para crianças. A Câmara cede o espaço e paga o condomínio do auditório de Alfornelos, em troca o TPN apresenta uma programação regular e cuida de todo o espaço. Em paralelo são estabelecidas parcerias com outras companhias. Para o TPN,o futuro não será assim tão incerto. O objectivo será conquistar cada vez mais público e isso passará obrigatoriamente por uma aposta na divulgação. Milene Matos Silva

AMADORA Hospital abre Centro VIH/SIDA

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É nos concelhos de Amadora e Sintra que se regista o maior número de infecções do país A partir de Maio, o Hospital Fernando Fonseca, que abrange a população dos concelhos da Amadora e Sintra, passa a ter a funcionar um Centro de Atendimento e Diagnóstico de VIH/SIDA. Aberto apenas aos sábados, entre as 10 e as 18 horas, o centro vai permitir realizar testes rápidos de forma a garantir o diagnóstico precoce da doença. Isto porque, de facto, descobrir a infecção atempadamente faz toda a diferença, lembra Etelvina Calé, delegada de Saúde Adjunta do ACES (agrupamento dos Centro de Saúde) da Amadora. “Hoje em dia, o VIH/SIDA já é considerada uma doença crónica, como a diabetes e a hepatite. Pode viver- se com ela desde que se adoptem comportamentos correctos, porque é de facto uma doença crónica controlável e é preciso que não se transforme numa doença fatal”. Segundo esta responsável, que falou no âmbito da apresentação de uma campanha de sensibilização em Sintra, com o tema “Não Acontece só aos Outros”, enquadrado no projecto “Todos nós VIH” e que pretende demonstrar que qualquer um pode ser passível de ficar infectado, “quanto mais tarde for o diagnóstico, mais complicado é o tratamento, mesmo até financeiramente”. Nesta acção Clara Pais, do Conselho Local de Acção Social de Sintra (CLAS) relembrou que “há cerca de 4 ou 5 anos, tivemos no concelho de Sintra uma unidade móvel para o rastreio de testes rápidos, mas ficámos muito aquém dos números que pensávamos vir a receber. Estudámos, na altura, os locais mais reservados para colocar a unidade, mas a procura foi efectivamente muito baixa”. A responsável acredita por isso que a abertura do novo Centro no Hospital Amadora-Sintra traga mais resultados, já que passam por ali milhares de pessoas. A opinião é partilhada por Paula Simões, vereadora responsável pela Acção Social da Câmara de Sintra que relembrou que “a doença está um pouco relacionada com o sentimento de vergonha, já que se associa a comportamentos moralmente não aceites, e por isso talvez o Hospital seja o local ideal para fazer uma despistagem, já que qualquer um de nós pode entrar ali por causa de uma dor de garganta ou para fazer o rastreio, sem que seja olhado por isso”. “A prevalência do VIH/ SIDA nos concelhos de Amadora e Sintra é superior ao resto do país em mais de 0,3%”, contou Etelvina Calé revelando que para além de haver muitos casos de diagnóstico tardio, há ainda outro problema denominado “Lost to Follow-up”, já que são muitos os que depois de serem diagnosticados nunca mais aparecem. “Em 2009/2010, 19% dos doentes (cerca de 95 pessoas) desaparecem por completo, não se sabe onde estão, o que significa que andam por aí a contagiar”. Agora, neste novo centro de testes rápidos, que entre fazer o teste e saber o resultado, os utentes não perdem mais de 20 minutos, as pessoas são imediatamente acompanhadas e reencaminhadas de modo a não deixar ninguém desamparado. O pico de incidência das infecções acontece na faixa etária dos 30 aos 50 anos e Etelvina Calé revela ainda que há cada vez mais infecções quase na terceira idade, a partir dos 60 anos. “Temos muitos casos de senhoras que só descobrem que estão infectadas quando o marido morre”, reforçou a técnica de saúde. Ana Raquel Oliveira

quinta-feira, 29 de março de 2012

HOSPITAL GARCIA DE ORTA Urgência polivalente para manter

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Responsáveis defendem continuidade do serviço “Os hospitais têm de ser pensados em função das populações que servem”, afirma a ex-ministra da Saúde Ana Jorge,em defesa da manutenção da urgência polivalente no Hospital Garcia de Orta (HGO). Ao que consta, o Ministério da Saúde terá considerado a hipótese de acabar com esta valência na unidade de Almada, mas a ideia não está a ser bem acolhida pelos profissionais do HGO. Actualmente à frente do Centro de Formação, Ensino e Investigação do HGO, Ana Jorge lembra que o Governo está a equacionar as quatro urgências na região de Lisboa, sendo três delas na capital e uma na unidade hospitalar de Almada. O objectivo da tutela parece ser reduzir esta resposta para apenas três urgências polivalentes. “Estamos de acordo com essa concentração de meios”, diz Ana Jorge, mas ao mesmo tempo lembra que o hospital em Almada “não pode ser desqualificado”, porque serve uma população de 700 mil utentes e alguns também da zona do Alentejo. O HGO “é o único hospital diferenciado, polivalente, a sul do Tejo”, afirma Ana Jorge ao mesmo tempo que interroga: “Será que toda a população que vive nesta área vai ter de atravessar pontes, ser sujeita aos condicionalismos de trânsito, para ser atendido em Lisboa quando em Almada tem resposta?”. Por isso entende que a decisão do Governo “tem de ser em defesa da vida”. E caso o HGO fique sem a urgência polivalente “é a população que perde”. “A grande diferença entre uma urgência médico-cirúrgica e uma urgência polivalente é a capacidade de responder a situações de acidentes graves. E o HGO tem essa capacidade”, afirma. Entretanto estão agendadas reuniões entre a direcção do HGO e o Ministério da Saúde. Aliás, a directora clínica da unidade de Almada, Ana França, diz que o hospital tem sido ouvido sendo por isso do conhecimento da tutela a realidade local. Pelo tecido industrial e acessibilidade da região Sul “é grande a susceptibilidade de ocorrerem acidentes graves”, por isso, “o HGO tem de manter a urgência polivalente”. E defende ainda a diferenciação da mesma uma vez que “não pode ser o doente a procurar o médico que o trate de determinada lesão. Tem de ser observado num único espaço”. E, fazendo contas, a directora clínica conclui que manter a urgência polivalente no HGO tem “custos menores” para o Estado “até do ponto de vista da rápida recuperação do doente”. Com a urgência polivalente do HGO “organizada” para responder a situações de emergência, Ana França reforça que a unidade tem respostas ao nível da “diferenciação”, a única dificuldade coloca-se na “falta de recursos humanos”. Assim sendo, qualquer outra decisão implica “perdermos capacidade de tratar casos agudos de emergência”, o que será “um retrocesso em relação à oferta que sempre conseguimos dar às necessidades da população”. E acrescenta: “Desde 2007 que é reconhecido que a urgência do HGO preenche todos os critérios. De acordo com a lei, somos efectivamente uma urgência polivalente”. Seixal justifica mais serviços no Garcia de Orta Com o Governo a manifestar pouco interesse em avançar com a construção do Hospital no Seixal, o aumento demográfico deste concelho é, para a directora clínica do Hospital Garcia de Orta (HGO), mais uma razão para reforçar o serviço na unidade de Almada. Para além disso, os estudos realizados indicavam que a unidade prevista para o Seixal estaria mais vocacionada para tratar doentes em ambulatório. Para Ana França, fará assim mais sentido usar a dinâmica prevista para o Hospital no Seixal para promover mais capacidade no HGO, onde já existe uma estrutura instalada. “Como a capacidade de investimento está muito limitada, temos de dinamizar a estrutura existente e criar novas funcionalidades para dar resposta aos utentes”. Com isto a directora clínica acredita que se poderá dar “uma melhor resposta às listas de espera”. Outro factor que a directora clínica considera importante é “melhorar a interacção com os centros de saúde”. É que o hospital “não pode ser uma estrutura isolada”. Humberto Lameiras

ALMADA Quarteirão para empreendedores

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Autarquia cria novo espaço para funcionar como ninho de empresas Os antigos armazéns de S. Paulo, em Almada, estão a ser reconvertidos num espaço polivalente dedicado a iniciativas empresariais em várias áreas culturais, moda e novas tecnologias. Para além de dinamizar esta zona antiga da cidade, o Quarteirão das Artes pretende também ser um pólo gerador de emprego. A obra já arrancou e, segundo a vereadora da Administração do Território e Obras, Amélia Pardal, deverá estar concluída dentro de nove meses. O Quarteirão das Artes, na Rua Conde Ferreira, implica um investimento de meio milhão de euros e terá onze áreas equipadas para receber o arranque de novos projectos. Alguns dos espaços vão ter comunicação com o exterior podem assim ser usados como lojas de venda ao público. “Neste momento está a ser trabalhado o regulamento que vai definir os requisitos para a instalação das novas empresas” no Quarteirão das Artes e quanto tempo vão poder permanecer, refere Fernanda Matos, directora do Departamento de Planeamento Estratégico e Desenvolvimento Económico. O sistema de funcionamento deste espaço deverá ser muito idêntico dos ninhos de empresas promovidos pela autarquia, com estrutura de apoio ao desenvolvimento de iniciativas ‘start-up’. Para os empreendedores que se candidatem a este espaço “está a ser estudado um fundo municipal”.A restante parte do investimento poderá ser através do IAPMEI e captação junto da banca. Também no âmbito da formação empresarial estão a ser considerados acordos com o IAPMEI, IEFP e da Faculdade de Ciências e Tecnologia. O Quarteirão das Artes insere- se num conjunto de intervenções com financiamento comunitário que têm como objectivo valorizar o centro histórico. Além deste equipamento está também em curso a construção do Museu da Música Filarmónica, o Centro de Interpretação de Almada Velha, a Universidade Sénior de Almada e a consolidação da falésia junto ao Jardim do Rio. Humberto Lameiras

OEIRAS Reordenamento viário finalmente concluído

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Mais fácil e agradável aceder ao Jamor A obra de reordenamento viário da zona Sul do Complexo Desportivo do Jamor, entre aAvenida Pierre de Coubertin e a Cruz Quebrada, foi inaugurada no passado dia 21. A empreitada, que visou melhorar a fluidez do tráfego e tornar a circulação viária neste troço mais segura, acabou por demorar bastante mais tempo do que o prazo previsto devido a imprevistos ao nível do subsolo. A reperfilagem daquela avenida, incluindo a construção e o arranjo paisagístico de uma nova rotunda, a criação de uma zona de estacionamento frente do edifício da piscina e a implementação de um separador central arborizado, para além da reformulação dos passeios e das redes pluvial, eléctrica e de telecomunicações, orçaram em quase 480 mil euros. O presidente da Câmara de Oeiras salientou a importância da obra, lembrando que a mesma vem beneficiar as freguesias da zona no acesso àquela estrutura desportiva, para além de melhorar a imagem do Jamor numa das suas entradas principais. Mas Isaltino Morais fez notar, igualmente, que esta é uma despesa que incumbia ao Estado e que o Município só tomou a iniciativa porque a mesma data de “um tempo em que ainda não havia sido violado o contrato social existente entre a Administração Central e a Local e que levava a que Oeiras se adiantasse ao Estado em várias obras”. Uma época que, entretanto, ‘acabou’, quando freguesias e municípios foram “transformados em bodes expiatórios da dívida do país”. Ainda assim, o autarca não quis deixar de apontar, em registo conciliatório, que o projecto ora inaugurado também pode ser visto como “uma demonstração de que se o Estado e o Município se entendessem melhor para potenciar as virtudes deste espaço os cidadãos de Oeiras e de toda a área de Lisboa teriam a ganhar”, não escondendo que “desde sempre a Câmara de Oeiras teve aspirações a ter mais competências” na gestão do Complexo do Jamor. Todavia, “sucedem-se Governos que parecem ter boa-vontade,mas depois parecem tratar isto como a quinta deles e para tomarem qualquer decisão é muito complicado”, lamentou. O presidente da Câmara afirmou esperar, ainda, que não se repita “a duplicação, até triplicação de equipamentos e infra-estruturas, num e noutro sítio, quando, afinal, temos aqui o Complexo do Jamor”, apto para acolher um conjunto de actividades ligadas ao desporto “que é aqui que devem ser desenvolvidas, como o ténis, o golfe, mas também a Casa das Selecções". E não esqueceu de citar o exemplo dos novos estádios de futebol fechados “enquanto o Estádio Nacional, o primeiro que deveria ser requalificado”, continua à espera. Jorge A. Ferreira