quinta-feira, 15 de março de 2012

COSTA DA CAPARICA Cansados de esperar por obras

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Populares e autarcas exigem conclusão do Polis A indefinição sobre a continuidade do Programa Polis, os riscos decorrentes da erosão costeira e a falta de transportes públicos estiveram à cabeça das preocupações levantadas pela população no encontro Opções Participativas dedicado à cidade da Costa da Caparica. Mas sobre estas questões os autarcas lembraram que pouco mais podem fazer do que tomar nota e continuar a pressionar o Governo para que ponha em marcha compromissos anteriormente assumidos pelo Estado. “Temos persistido junto da tutela para que a Sociedade CostaPolis reúna para nomear os órgãos de gestão para poder decidir a continuidade do programa e exigir a manutenção e reparação da obra a quem de direito”, afirma o presidente da Junta da Costa da Caparica. Para António Neves é necessária uma decisão “urgente” e o mesmo diz a presidente da Câmara de Almada. Maria Emília de Sousa defende que a Costa da Caparica pode ser um destino turístico de qualidade, mas para isso é preciso que o Polis avance. O problema é que a Sociedade CostaPolis, após a extinção da Parque Expo “está sem conselho de administração”. Aliás, de uma sociedade que depende em 60 por cento do Estado e 40 por cento da autarquia, apenas o elemento nomeado pela Câmara é conhecido. É que outro dos elementos nomeados pelo Estado era a ex-presidente da CCDR-LVT, Teresa Almeida, que já não está em funções. “O Polis está a marcar passo há mais de um ano, mas não vamos desistir”, afirma a edil que relembra que em conjunto com o presidente da Junta da Costa de Caparica e com o presidente da Assembleia Municipal pediram “uma audiência ao primeiro-ministro” que remeteu resposta para o mega Ministério de Assunção Cristas. Porém, “ainda não tivemos resposta”, acrescenta António Neves. Entretanto os autarcas dizem já ter contactado também com o Ministério das Finanças e Ministério da Defesa, ao mesmo tempo que insistem ser recebidos por Pedro Passos Coelho. Isto porque na Costa da Caparica “há vários ministérios envolvidos”, mas até agora “ainda não tivemos resposta”, reafirma a presidente da Câmara. Outro dos problemas apontados neste encontro foi a erosão dunar. “As pessoas estão muito preocupadas”, afirma António Neves, que aponta a defesa costeira entre a praia Norte e a de S. João como em “elevado risco de colapso”. Sobre isto Maria Emília de Sousa leu as diligências que têm sido feitas junto da ministra Assunção Cristas. “Em Setembro dissemos que era importante o Orçamento de Estado ter verba para a última fase de alimentação artificial de areias para as praias”. E como já não existe Governo Civil, órgão que anteriormente acompanhava o processo, a autarquia deu conhecimento ao Ministério da Administração Interna sobre o perigo de, em caso de avanço, o mar causar danos em pessoas e bens. Mas o carácter de urgência pedido para a continuidade do Polis mereceu a mesma resposta para o risco da erosão dunar, dizem os autarcas que continuam à espera de respostas. Já quanto aos transportes públicos para a Costa da Caparica, António Neves afirma que esta cidade turística “não pode estar dependente apenas dos TST” e Maria Emília de Sousa reafirmou a necessidade do Metro Sul do Tejo chegar a esta localidade. A edil diz existirem dinheiros do QREN para a obra e que esta implica pouco mais do que “montar carril entre a zona da Universidade da Caparica e a Costa da Caparica”, uma vez que esta operação decorre em terrenos já definidos para receberem o Metro. “No projecto ficou previsto o espaço canal e há também material circulante para fazer esta operação”. Aliás, já se sabe que o Metro, se chegar à Costa da Caparica, vai conjugar com a rotunda a ser construída na estrada 377-2 à entrada da cidade. O MST seguirá pela Avenida 1.º de Maio, Avenida General Humberto Delgado até ao início do Bairro do Campo da Bola onde inverte por dentro até ao actual cruzamento que dá acesso ao IC20. “Tudo depende da vontade do Governo avançar”, lembrou a edil. Mas ao que se sabe o Governo não está muito virado para a execução de obras. Humberto Lameiras

CACILHAS Falências na Cândido dos Reis

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Socialistas insistem no apoio ao comércio de Cacilhas Desde o início das obras de requalificação da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas, “já encerraram cerca de uma dezena de lojas”, entre estas “três restaurantes”, afirma o socialista Manuel Baptista, elemento da Assembleia de Freguesia local e da Assembleia Municipal de Almada. Estes números foram apurados no terreno em recente visita organizada pelo PS de Almada. “Os comerciantes estão muito preocupados”, afirma. Os socialistas continuam a apontar o dedo à gestão da Câmara de Almada por não ter tomado medidas quando “em Agosto do ano passado soube” que as obras nesta rua iam derrapar no tempo – deveriam ter terminado em Dezembro de 2011 – e insistem que a Câmara avance com um mecanismo de compensação para o comércio local em Cacilhas. Aliás, como o Jornal da Região noticiou na última edição, esta matéria foi apresentada pelo grupo parlamentar do PS na Assembleia Municipal de Fevereiro e foi chumbada com os votos da CDU. Manuel Baptista esclarece que este mecanismo de compensação para os comerciantes “para minimizar a perda de negócio durante as obras pode não ser monetário, mas sim ao nível da isenção de taxas”. Sobre este plano acrescenta que a Junta de Freguesia de Cacilhas durante este período “deixou de cobrar taxa pelas esplanadas”, mas também diz que esta operação “não teve qualquer efeito porque com a rua em obras não podiam montar esplanadas”. Entretanto a nova empresa que vai retomar as obras de requalificação e pedonalização desta artéria da cidade, uma das mais povoadas com restauração, já montou o estaleiro mas “as obras ainda não começaram”, refere o socialista lembrando que se tudo correr agora como o planeado “só deverão estar concluídas no Verão”. O problema é que “muitos dos proprietários da restauração afirmam que não têm capacidade financeira para resistirem até lá”, a iminência “é fecharem”. Mesmo os que resistirem receiam que a pedonalização da rua não venha ajudar ao negócio. Do que ouviu dos proprietários, Manuel Baptista conta que uma boa parte da facturação destes “é ao almoço durante a semana” e com a rua sem trânsito e o estacionamento “relativamente afastado, as pessoas optam por outros lados”. A hipótese é recuperarem negócio ao fim-de-semana, mas “os comerciantes não acreditam que seja suficiente”. Mas para já “é preciso compensar a quebra do negócio por causa das obras”, afirma o socialista que revela existir um grupo dentro do partido a estudar “medidas específicas” sobre esta matéria. “A Câmara de Almada não avança com qualquer medida, mas o PS não vai ficar parado”, garante. Humberto Lameiras

Oeiras projecta novas marinas

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Município vai avançar com infra-estrutura em Paço de Arcos e privados na Cruz Quebrada Apesar da crise, o negócio das marinas vai de vento em popa. Sinal disso mesmo é a constante lista de espera no Porto de Recreio de Oeiras que, ano após ano, mostra resultados muito positivos emotiva os dirigentes da autarquia a promoverem mais locais de atracação. Essa é, de facto, a intenção da Câmara de Oeiras, que projecta construir, por sua iniciativa, uma nova marina, que será consideravelmente maior do que a actual, localizada em Paço de Arcos (quase em frente ao Palácio dos Arcos). “Estamos a elaborar estudos preliminares, em conjunto com a APL”, dá conta Paulo Vistas. Mas há mais: de responsabilidade privada, uma outra estrutura semelhante deverá nascer na zona da Cruz Quebrada (junto das antigas fábricas, abandonadas, da Lusalite e dos Fermentos Holandeses), no âmbito do empreendimento Porto Cruz, do Grupo SIL, que prevê a construção de vários espaços de serviços, escritórios e comércio naquela área. Uma intenção cuja concretização está dependente, no entanto, de aprovação por parte da Administração Central. “Oeiras tem uma enorme potencialidade também na área do turismo náutico, por força da sua frente ribeirinha, local de passagem de muitos barcos em viagem transatlântica ou para o Mediterrâneo”, destaca o vice-presidente,acrescentando: “É um tipo de turismo de elevado poder de compra, que gera muito valor do ponto de vista económico”. A propósito, a autarquia prepara-se para aproveitar a onda de promoção que se está a formar com a chegada a Lisboa de uma das etapas da famosa Volvo Ocean Race, no próximo dia 31 de Maio, um evento com a João Lagos Sports ao leme. Aquela que é considerada a maior competição de vela do mundo atracará em Pedrouços, concretamente nas antigas instalações da Docapesca. Mesmo ao lado, já em território oeirense, situa-se o Centro Náutico de Algés (uma concessão pública recente) que está preparado para acolher embarcações para reparação. A seguir, há um restaurante mexicano, depois o aterro onde costuma realizar-se o festival Optimus Alive, e à frente todo um concelho para descobrir a pé ou até de barco... Por agora só o Porto de Recreio de Oeiras tem beneficiado desta vertente turística e de lazer. Os números de 2011 falam por si: uma taxa de ocupação de cerca de 90% estabilizada, cerca de 480 mil visitantes por terra (a confluência com o Passeio Marítimo ajuda a explicar a cifra), 806 embarcações passantes, e um número de pernoitas na ordem de 3650. O balanço entre custos e proveitos reflecte-se em 796 mil euros e 1,26 milhões de euros, respectivamente. Valores que, ainda assim, revelam uma ligeira retracção face a 2010. Em termos de projectos futuros, José Manuel Constantino lembra o projecto, apresentado à Câmara, de criar uma espécie de ginásio ao ar livre na área do Porto de Recreio (a replicar no Passeio Marítimo...), com aparelhos de ‘fitness’ de características intergeracionais. Mas também a necessidade de continuar a promover um conjunto de actividades que possam ser atractivas em terra e mar, sejam as competições náuticas, a recreação de lazer (a pesca ou mergulho), uma maior abertura a organizações desportivas e associativas, para além do uso como espaço de treino e estágio para profissionais de alta competição... Jorge A. Ferreira

OEIRAS 'A nossa aposta é o turismo de negócios'

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Mais e melhor oferta para rentabilizar deslocações empresariais ou académicas a Oeiras Duas novas marinas (uma de iniciativa camarária e outra privada), vários novos hotéis (dois em construção e sete em estudo), a 3.ª fase do Passeio Marítimo, a 2.ª fase do Parque dos Poetas, os percursos pedonais e cicláveis nas margens das ribeiras, o Cabanas Golfe, o reforço da oferta cultural e, claro, a conclusão do famigerado Centro de Congressos, Feiras e Exposições… Estes são os principais argumentos com que Oeiras pretende aumentar a sua atractividade turística. Depois de uma análise aos factores diferenciadores em relação aos concelhos vizinhos, e numa lógica de complementaridade, o vice-presidente da Câmara, Paulo Vistas, não tem dúvidas quanto ao enfoque estratégico: “A nossa aposta é o turismo de negócios”, sustenta. “Independentemente de, nos últimos anos, termos já registado uma evolução muito positiva, esta área tem, ainda, um grande potencial de crescimento, seja em número de turistas, gasto médio ou tempo de permanência”, revela aquele responsável, em entrevista ao JR. Para concretizar os objectivos neste sector, o vereador do Turismo advoga mais diversidade e qualidade na oferta turística para quem vem a Oeiras no âmbito das actividades empresariais ou académicas que o concelho acolhe, mormente nos seus parques tecnológicos e empresariais. “Uma intervenção transversal que permita responder às variadas necessidades das pessoas que trabalham nessas empresas e instituições”, especifica o vereador do Turismo, propondo, sem rodeios: “Temos de ser mais fortes naquilo que os outros não têm”. Ora, se Cascais brilha pelas suas praias e pelo casino, Sintra tem trunfos insuperáveis a nível do património natural e histórico, e se Lisboa é um íman poderoso devido à própria condição de capital, deverá Oeiras explorar de forma incisiva o seu filão mais óbvio, aquele que as estatísticas destacam desde há vários anos: "As maiores empresas de tecnologias de informação e comunicação do país estão em Oeiras e mais de 10% das maiores empresas têm a sua sede no concelho, o qual foi considerado recentemente o melhor para trabalhar em Portugal”, recorda Paulo Vistas. Sem esquecer o vasto conjunto de instituições de investigação científica e universitárias que são, também elas, focos de disseminação do saber e de atracção de novos capitais humanos e financeiros. Um manancial cuja expressão turística urge potenciar, agora mais do que nunca. Por ser uma resposta possível à crise e independentemente da mesma. Paradoxal? Talvez não… “Qual o país da Europa que tem um clima como este?Ea gastronomia? Se juntarmos mais e melhores condições para recebermos os turistas, nomeadamente os que se deslocam a Oeiras em negócios ou actividades académicas, com mais hotéis, mais lazer, mais oferta cultural, teremos tudo para sermos ainda mais bem-sucedidos”, antevê Paulo Vistas. É que, “apesar da recessão económica, os nossos centros empresariais e tecnológicos e de investigação continuarão em actividade, a promover encontros e eventos, a receber inúmeros especialistas…”. Razão pela qual, o Centro de Congressos, Exposições e Feiras, malparado na Quinta da Fonte por falha de financiamento por parte dos parceiros privados, “é muito urgente, pois poderá gerar uma grande dinâmica neste segmento, sobretudo quando tivermos outras infra-estruturas turísticas concluídas, também, gerando os benefícios próprios dessa complementaridade”. A finalizar, o autarca ressalva um aspecto basilar, “a que nem sempre se tem dado o devido valor”, que é a segurança pública. “Para o turismo em geral, para o de negócios em particular, é essencial que haja um clima de segurança. E é um facto que Oeiras, desde há vários anos, projecta um sentimento positivo nesta área, muito mais do que qualquer outro concelho vizinho. Isso acontece graças à sua coesão social, que é essencial para cativar, ou pelo menos para não afastar, os turistas”, frisa Paulo Vistas, acrescentando que “paralelamente, o turismo é importante para criar emprego e riqueza, ajudando, assim, a reforçar a própria coesão social”. O que, numa altura de crise, não é coisa pouca. Jorge A. Ferreira

terça-feira, 13 de março de 2012

SINTRA Promover o empreendedorismo

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Escola Secundária de Mem Martins recebe, nos dias 20 e 21 de Março, feira de divulgação de oferta formativa e saídas profissionais Promover o empreendedorismo é o principal objectivo da 1.ª Feira da Empregabilidade e Empreendedorismo da Escola Secundária de Mem Martins, que vai decorrer nos próximos dias 20 e 21 de Março, no período compreendido entre as 10h00 e as 16h30. Palestras, ‘workshops’, ateliês e divulgação (através de 'stands') são os pontos fortes do evento, aberto a toda a comunidade escolar do concelho de Sintra, mediante inscrição prévia. Escolas profissionais, universidades, entidades empregadoras e Forças Armadas (Força Aérea, Marinha e Exército) vão divulgar aos alunos, em especial os do 9.º e do 12.ª anos, a respectiva oferta formativa. "Um dos primeiros objectivos é promover o empreendedorismo, mas também divulgar as ofertas formativas, porque vamos ter vários ‘stands’ de universidades, escolas profissionais e escolas com Cursos de Especialização Tecnológica", começa por explicar Cristina Garcia, professora de Economia e Contabilidade, uma das responsáveis pela organização do evento. "A feira pretende ainda divulgar diferentes percursos de formação, com vista à empregabilidade: divulgar negócios emergentes de jovens empreendedores, esclarecer os jovens acerca do seu percurso formativo e, ainda, apostar na formação enquanto veículo de promoção pessoal com vista ao desenvolvimento intelectual dos alunos". No fundo, pessoas esclarecidas e informadas têm melhores ferramentas com vista à criação ou obtenção do seu posto de trabalho. "Queremos abrir os horizontes dos nossos alunos,muitos dos quais, devido a dificuldades financeiras, não pensam em ir para o Ensino Superior e tencionam começar a trabalhar", sintetiza Luís Almeida, docente de Informática. "Como a escola aposta muito em cursos profissionais, temos a vantagem de dotá-los de ferramentas que podem permitir, facilmente, sem grandes custos, criar o seu próprio negócio como, por exemplo na área da Informática, através da criação de ‘websites’", salienta este professor, conferindo um grande enfoque na aposta ao nível do empreendedorismo. "Vamos ter palestras sobre o que é o empreendedorismo, o que é o investimento, assim como ateliês, por exemplo, de Marketing, Relações Públicas e Publicidade", enuncia Cristina Garcia. A feira vai servir, aliás, para a apresentação de um projecto de empreendedorismo, o Historyou (As minhas histórias nas tuas mãos), que se insere na iniciativa "Junior Achievement – Aprender a Empreender". Três jovens (do 11.º ano do Curso Profissional de Vendas) estão a "criar uma editora ‘low cost’ em que qualquer pessoa, que goste de escrever, tem a possibilidade de publicar o seu livro, utilizando as novas plataformas digitais", explica Cristina Garcia. O projecto foi seleccionado para ser apresentado no decurso da Futurália, na FIL (Parque das Nações), no próximo sábado, dia 17. "Já temos um livro disponível em IPad e IPhone e outros estão a ser trabalhados", salienta a docente, que coordena o projecto, e que tem contado com o apoio, em regime de voluntariado, do arquitecto Hugo Branco. Um exemplo prático de empreendedorismo que pode e deve ser replicado por outros jovens, mas que, para isso, precisam de ser motivados. Apesar dos tempos de crise, muitos jovens continuam alheios à realidade do mundo que os rodeia, sob a pala protectora do pais, enquanto outros, por outro lado, têm dificuldades em conciliar os estudos com os trabalhos precários a que já foram obrigados a recorrer. "Estamos a viver uma realidade em que existe uma desmotivação generalizada da própria sociedade, que rapidamente passa aos alunos, que vêem pouco futuro: ‘Bom, vou para a faculdade para quê? Há licenciados que não têm emprego e estão numa caixa de supermercado’", lamenta Cristina Garcia, que quer contrariar este conformismo. "Aos nossos jovens falta um pouco de ambição", adverte Luís Almeida. "E, a ambição é fundamental na vida. Não a ambição desmedida, mas a ambição pessoal de querer ser melhor e querer fazer mais", conclui Cristina Garcia. João Carlos Sebastião

Almoçageme dispõe de novo centro clínico

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Bombeiros Voluntários reforçam oferta de valências médicas Os Bombeiros Voluntários de Almoçageme vão inaugurar esta sexta-feira, dia 16 de Março, pelas 18h00, o seu novo centro clínico, que resulta da adaptação do edifício do antigo CCO (Centro de Coordenação Operacional) situado nas instalações da associação. O novo equipamento vai permitir oferecer mais valências médicas à população, que se encontram ainda em fase de negociação com os respectivos profissionais de saúde, e melhorar as condições de atendimento das especialidades já disponibilizadas no posto clínico existente: medicina interna, ginecologia/obstetrícia, oftamologia, odontologia/dentista, urologia, psicologia clínica, terapia da fala e psiquiatria. Embora ainda sujeito a negociação, pediatria, dermatologia e ortopedia são algumas das novas especialidades que podem reforçar os serviços à disposição da população. "O novo centro clínico vai estar mais bem equipado, deixa de ser um simples posto médico e, para além disso, tem acoplado um centro de fisioterapia", realça Maurício Barra, presidente da direcção dos Bombeiros de Almoçageme, que enuncia as vantagens do novo centro clínico em termos de aumento das valências médicas, associado à melhoria das instalações. Enfermagem e análises clínicas vão continuar também a ser disponibilizados à população de Almoçageme e zonas envolventes. "Uma outra inovação é que o novo centro clínico vai estar completamente informatizado, ou seja, todos os médicos estarão em rede para poderem cumprir as novas normas de prescrição médica", salienta o dirigente. "O Centro Clínico de Almoçageme é, a par do Centro de Saúde de Colares, o equipamento de saúde mais procurado nesta zona ocidental da Serra de Sintra", realça Maurício Barra, que continua a contar com a colaboração do dr. Teixeira Botelho, o médico que, ao longo de 30 anos, "deu fama ao posto clínico dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme". O novo equipamento vai funcionar paredes-meias com o Centro de Fisioterapia, entregue à exploração de privados. "O centro quando estava sob exploração da associação, em que não estava a funcionar rigorosamente de acordo com a lei, tinha prejuízo. Agora, uma actividade, que tinha um prejuízo anual de quase 40 mil euros, vai passar a dar lucro", salienta o responsável da associação de bombeiros. Além das obras de adaptação do interior do imóvel, a principal intervenção residiu na renovação da cobertura do edifício, numa área que se destinava a heliporto. "O telhado antigo estava estragado e deixava entrar água no edifício. Tivemos que remover a antiga pista de helicópteros, foram retiradas 160 toneladas de entulho do telhado e, depois, construir um telhado novo", adiantou Maurício Barra, dando conta de um investimento directo na ordem dos 72 mil euros, para o qual contaram com o apoio da própria população, a que acresce o empenhamento do corpo de bombeiros, "com muito trabalho gratuito por parte dos nossos operacionais". João Carlos Sebastião

quarta-feira, 7 de março de 2012

AMADORA Câmara volta a apresentar boas contas

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Amadora lidera o ‘ranking’ dos grandes municípios com melhor gestão financeira Pelo terceiro ano consecutivo a Câmara Municipal da Amadora (CMA) ocupa o primeiro lugar no ‘ranking’ global dos melhores municípios de grande dimensão em eficiência financeira. Para o presidente da autarquia, Joaquim Raposo, este é “um resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos que se deve a uma rigorosa gestão”, que tem por base o corte “na despesa e não no investimento”. “Este resultado deve-se ao rigor nas contas, só se gasta o que se tem”, sublinha o autarca, justificando assim os bons resultados da Amadora alcançados no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, referente às contas consolidadas de 2010, divulgado, na semana passada, pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, com o patrocínio do Tribunal de Contas e do Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade. Numa altura em que os municípios defrontam fortes restrições orçamentais, “estes resultados alcançados pela Câmara têm ainda maior significado. Decorrem de uma política de gestão criteriosa de gestão de dinheiros públicos ao serviço do desenvolvimento e apoio de projectos e acções centrais para a prossecução da estratégia global de qualificação do quadro de vida das pessoas e das empresas que aqui trabalham e vivem”, refere a autarquia em comunicado. Mas, apesar das boas contas da Câmara Municipal, esta vê-se impedida de contrair um empréstimo “para conseguir cumprir os compromissos assumidos pelo Estado, nomeadamente para resolver as questões da habitação”, lamenta o autarca que apontando o dedo ao Governo. Raposo considera mesmo que “os municípios que cumprem são penalizados”, tendo em conta que, neste momento, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) conseguiu negociar uma linha de crédito para que as autarquias com dívidas a fornecedores possam fazer os respectivos pagamentos.“É injusto que os municípios que não cumprem possam contrair empréstimo, mas os que não têm dívidas continuam impedidos de o fazer”, reafirma o autarca. Apesar da posição da Amadora garantir um lugar “confortável”, caso a autarquia necessite de “recorrer a crédito bancário”, considera o autarca. Alcançar estes resultados pelo terceiro ano consecutivo, é para Joaquim Raposo “motivo de orgulho”, mas só é possível graças ao “corte na despesa”. O município, ainda assim, vai continuar a apostar na área da coesão e inclusão social e, simultaneamente, na inovação e da modernidade. Para chegar a estes resultados, há já alguns anos, por exemplo, os vereadores da CMA não têm direito a cartão de crédito e cada um deles tem apenas um adjunto. Milene Matos Silva