quarta-feira, 7 de março de 2012

AMADORA Câmara volta a apresentar boas contas

Ver edição completa
Amadora lidera o ‘ranking’ dos grandes municípios com melhor gestão financeira Pelo terceiro ano consecutivo a Câmara Municipal da Amadora (CMA) ocupa o primeiro lugar no ‘ranking’ global dos melhores municípios de grande dimensão em eficiência financeira. Para o presidente da autarquia, Joaquim Raposo, este é “um resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos que se deve a uma rigorosa gestão”, que tem por base o corte “na despesa e não no investimento”. “Este resultado deve-se ao rigor nas contas, só se gasta o que se tem”, sublinha o autarca, justificando assim os bons resultados da Amadora alcançados no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, referente às contas consolidadas de 2010, divulgado, na semana passada, pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, com o patrocínio do Tribunal de Contas e do Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade. Numa altura em que os municípios defrontam fortes restrições orçamentais, “estes resultados alcançados pela Câmara têm ainda maior significado. Decorrem de uma política de gestão criteriosa de gestão de dinheiros públicos ao serviço do desenvolvimento e apoio de projectos e acções centrais para a prossecução da estratégia global de qualificação do quadro de vida das pessoas e das empresas que aqui trabalham e vivem”, refere a autarquia em comunicado. Mas, apesar das boas contas da Câmara Municipal, esta vê-se impedida de contrair um empréstimo “para conseguir cumprir os compromissos assumidos pelo Estado, nomeadamente para resolver as questões da habitação”, lamenta o autarca que apontando o dedo ao Governo. Raposo considera mesmo que “os municípios que cumprem são penalizados”, tendo em conta que, neste momento, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) conseguiu negociar uma linha de crédito para que as autarquias com dívidas a fornecedores possam fazer os respectivos pagamentos.“É injusto que os municípios que não cumprem possam contrair empréstimo, mas os que não têm dívidas continuam impedidos de o fazer”, reafirma o autarca. Apesar da posição da Amadora garantir um lugar “confortável”, caso a autarquia necessite de “recorrer a crédito bancário”, considera o autarca. Alcançar estes resultados pelo terceiro ano consecutivo, é para Joaquim Raposo “motivo de orgulho”, mas só é possível graças ao “corte na despesa”. O município, ainda assim, vai continuar a apostar na área da coesão e inclusão social e, simultaneamente, na inovação e da modernidade. Para chegar a estes resultados, há já alguns anos, por exemplo, os vereadores da CMA não têm direito a cartão de crédito e cada um deles tem apenas um adjunto. Milene Matos Silva

AMADORA Plano municipal combate violência doméstica

Ver edição completa
Autarquia da Amadora pioneira em plano que envolve várias entidades como parceiras Com o objectivo de identificar os casos de violência, acompanhar as vítimas, prevenir situações futuras e estudar o fenómeno social, a autarquia da Amadora lançou na semana passada o Plano Municipal contra a Violência Doméstica (PMCVD), tornando-se no primeiro município do país a fazê-lo. De acordo com a vice-presidente da Câmara, Carla Tavares, este projecto “só foi possível com o envolvimento de todos os parceiros”. O Ministério Público, a PSP, o Hospital Fernando da Fonseca (vulgo Amadora-Sintra), associações e instituições, juntas de freguesia, centros de saúde, entre outras entidades locais, são todos parceiros da Câmara Municipal da Amadora (CMA) para a sinalização, encaminhamento e acompanhamento dos casos de violência doméstica, quer das vítimas, quer do agressor. “Somos o primeiro município do país a apresentar este plano porque temos tido um grande desenvolvimento nesta área, mas isto não seria possível sem um verdadeiro trabalho em rede”, explicou a autarca, na quinta-feira, 1 de Março, durante a apresentação do PMCVD, que teve lugar na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos. De acordo com a vice-presidente da autarquia, o que se pretende com este plano “é intervir de forma mais estruturante e mais efectiva”, para que nas mais variadas situações “possam ser encaminhados os casos para as diferentes respostas sociais”. A responsável deu como exemplo casos em que a PSP, depois de receber uma queixa, pode encaminhar a vítima para uma instituição de acolhimento, se necessário. No âmbito do plano será criado um observatório que irá estudar o fenómeno da violência doméstica no município da Amadora. Este estudo será realizado em parceria com o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa. Dália Costa, professora deste instituto, apelou à participação de todos os parceiros “com o fornecimento de dados”, tendo em conta que “este observatório só terá razão de existir com esta partilha”. Os resultados do estudo permitirão analisar melhor o fenómeno e depois tomar decisões políticas. “Temos tido, por exemplo, acções nas escolas e sabemos que essa será uma aposta a ser feita porque sabemos que quanto mais cedo se actuar nesta área mais efeitos positivos teremos”, refere Carla Tavares. Desde que foi criado, em 2008, no gabinete de apoio à vítima no âmbito da Rede Integrada de Intervenção para a Violência na Amadora (RIIVA), já foram feitos 183 atendimentos. O trabalho já efectuado e as práticas implementadas na Amadora já serviram de exemplo nacional. “Sempre que falamos de boas práticas a nível nacional referimos o Município da Amadora porque tem sido pioneiro de algumas medidas, seguindo as políticas nacionais”, salientou Marta Silva da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CCIG), organismo do Estado de que dependem as campanhas nacionais contra a violência doméstica. Milene Matos Silva

Cascais lança linha para os seniores

Ver edição completa
No âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações A Câmara de Cascais já tem em funcionamento a Linha Sénior Cascais, um atendimento telefónico especializado para prestar apoio sobre questões relacionadas com a idade sénior. Apresentado, no passado dia 2 de Março, no Centro Cultural de Cascais, no âmbito do programa de comemorações do município para o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, este novo serviço conta com a parceria do Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos. Com a Linha Sénior Cascais é possível obter informações sobre as mais variadas temáticas relacionadas com a faixa etária sénior: abandono, solidão, violência doméstica, acção social, serviços, projectos e equipamentos existentes, habitação, isolamento, lazer, legislação, obrigações familiares, respostas sociais, entre outras. Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, lançou a linha de apoio aos cidadãos seniores: “Eu acredito que só seremos um território próspero e feliz se combatermos a solidão. Solidão que é, no fundo, muitas vezes a grande doença que afecta os nossos idosos”. Além do envelhecimento activo, Carlos Carreiras falou também da solidariedade entre gerações, sublinhando a herança deixada àqueles que agora começam o seu percurso profissional: “A solidariedade entre gerações é uma estrada com dois sentidos”, reconheceu, dizendo de seguida que “o futuro dos nossos jovens foi amplamente prejudicado por gerações mais velhas que lutaram por direitos adquiridos para si, à custa de direitos subtraídos a outros”. Para que haja harmonia social, disse, “é fundamental que algumas injustiças que estão a ser cometidas contra os nossos jovens sejam reconhecidas. Sem isso, não há solidariedade entre gerações que resista”. A apresentação do programa direccionado aos seniores de Cascais foi ainda marcado pelos testemunhos de um munícipe sénior de Cascais e de três jovens estudantes da Escola Ibn Mucana (Alcabideche) envolvidos num dos muitos projectos intergeracionais desenvolvidos no concelho, destinados a proporcionar um envelhecimento activo à população. Na sessão estiveram também presentes Mariana Ribeiro Ferreira, presidente do Instituto da Segurança Social, e Frederico Pinho de Almeida, vereador da Habitação e Acção Social da Câmara de Cascais. A Linha Sénior junta-se, assim, à ampla oferta já existente no concelho de Cascais nos domínios do envelhecimento e da velhice, através de centros de convívio, apoio alimentar, lares para idosos, serviço da oficina social, teleassistência, ajudas técnicas, centros de dia e projectos como o Avós n@ net e Academia Móvel (formação em Tecnologias da Informação e da Comunicação), Seniores em Movimento (exercício físico), e outros – da responsabilidade da autarquia e organizações não- -governamentais. A Câmara de Cascais quer preparar o seu plano de actuação junto dos seniores, com base nos pilares do envelhecimento activo: “Participação, saúde e segurança”. Francisco Lourenço

CASCAIS Em plena harmonia com a Natureza

Ver edição completa
Quinta Pedagógica Armando Villar permite vivenciar tradições e o contacto com fauna e flora O moinho de vento desperta a curiosidade de quem passa na 3.ª Circular. Mas é dentro da Quinta Pedagógica Armando Villar, situada na Quinta das Patinhas, que se fazem as maiores descobertas. Aprende-se a amassar o pão, conviver com os animais (burro de Miranda, porco preto, galinhas pretas lusitânicas, ovelhas da raça merino, peru saloio, entre outros) e conhecer os tradicionais instrumentos de rega (como a picota e a nora), bem como distinguir o cheiro das diferentes ervas aromáticas. Quando se atravessa a ponte de madeira, o mundo citadino fica para trás e uma nova realidade surge à frente do visitante, especialmente dos mais pequenos. Semeadas em fila, inúmeras plantações vão aparecendo. Pessegueiros, ameixoeiras, macieiras, antecedem a chegada à zona das hortas onde é possível ver alfaces, couves, amendoeiras em flor, favas, ervilhas, entre muitos outros produtos hortícolas. “A captação de água é feita pelosmeios tradicionais através do moinho americano de vento, anterior a 1900, que já esteve no mercado de Cascais, da picota (original da Mesopotâmia) e da nora, uma das principais atracções para as crianças que a visitam”, descreve Ricardo Villar. O responsável da Quinta Pedagógica Armando Villar contou ao JR como surgiu a ideia de criar este espaço direccionado para as crianças, famílias e visitas de estudo. “Nasci aqui e isto era o nosso jardim e tínhamos muitos animais domésticos. Com o passar dos anos, constatei que era uma obrigação minha partilhar um pouco com as crianças esta vivência que eu tive com os animais e as hortas. Dei o nome do meu avô à Quinta Pedagógica porque foi ele que a comprou (em 1940) e fez as primeiras obras”. A quinta pedagógica foi fundada em 2010 (Ano Internacional da Biodiversidade), mas até conseguir reunir as condições para concretizar o projecto de educação ambiental foi um longo caminho. “Quando peguei nela era um matagal de três metros de altura. Lembro que por causa das cheias, os muros da Ribeira das Vinhas estavam todos caídos. Tive de limpar quase um quilómetro de ribeira (da 3.ª Circular até à A5). Era tudo silvado e matagal”, frisou Ricardo Villar. Mas agora, “temos uma grande biodiversidade de espécies hortícolas e todos os animais de uma quinta portuguesa, com a particularidade de estarem em ambientes adequados. Por exemplo, temos as cabras em cima das rochas, patos e gansos com acessos directos ao rio, porco preto alentejano ao pé do sobreiro. Tudo raças autóctones reconhecidas por especialistas”. Um espaço para visitar, mas, acima de tudo, para aprender. “Isto não é um jardim zoológico. Aqui as crianças podem entrar e brincar com os animais. Pretendemos que as crianças interajam com os animais, que mexam nos ovos, nas galinhas e nos pintos e, assim, tenham respeito pelos animais, enquanto seres vivos”, revela Ricardo Villar. As espécies aromáticas são também uma das atracções: “Temos um espaço só de aromáticas, onde se pode distinguir a alfazema, do alecrim, a erva do caril”. Além disso, acrescentou este responsável, “as crianças têm também contacto com as formas de adubar as terras, como o composto (folhas secas e verdes) onde entram as minhocas e tornam isto num nutriente natural fabuloso”. Várias actividades pedagógicas decorrem ao longo da visita à Quinta. Elisabete Cortegano, engenheira agrónoma e coordenadora da Quinta Pedagógica, salienta que “este espaço foi projectado com o intuito de proporcionar às crianças a realização das actividades diárias de uma quinta tradicional, alertando-as para a importância da preservação da água e do meio ambiente. Para além de experimentarem os engenhos tradicionais de captação de água (picota e nora), e observarem o funcionamento de sistemas de rega tradicionais, o moinho de vento, as nossas hortas biológicas, pomares e jardim de aromáticas, os nossos pequenos visitantes podem interagir directamentecomos animais, participando na alimentação e tratamento diários das nossas espécies autóctones. As nossas actividades têm a duração de 2h30. Poderá escolher uma visita geral de duas horas ou quatro ateliês de trinta minutos”. Elisabete Cortegano acrescentou ainda que, “durante a semana, estamos reservados para escolas, temos como novidade a actividade relacionada com o ciclo do pão, na qual as crianças aprendem todo o processo de panificação”. “Aos sábados de manhã, das 10h00 às 12h30, estamos abertos para famílias. O valor da entrada é de 5 euros, excepto para crianças com menos de dois anos que não pagam. As inscrições devem ser feitas até à 5.ª-feira que antecede a visita. Dispomos ainda de um programa mensal de ‘workshops’ que podem ser consultados no nosso ‘site’: www.quintadovillar.com”, salienta esta responsável. Para os períodos de pausas lectivas, “dispomos de programas de Férias na Quinta. Já temos planeado o programa Férias na Quinta - Páscoa 2012 , que inclui actividades como passeios de burro, ateliês na horta, tratamento dos animais, ateliês de culinária, visita ao hotel para cães, insufláveis, artes plásticas e muitas surpresas”. A não perder, e tão perto do mundo urbano, paredes-meias com a A5, junto à 3.ª Circular. Francisco Lourenço

terça-feira, 6 de março de 2012

SINTRA Vontade de mudar

Ver edição completa
José Falé apresenta candidatura à AESintra Em oposição à continuidade à frente da Associação Empresarial do Concelho de Sintra (AESintra), foi apresentada, na passada quarta-feira, a candidatura de José Valério Falé a presidente da direcção da associação. Embora assumindo esta candidatura em nome de um grupo de associados, sob o lema "Ao Serviço de Todos. A Vontade de Mudar", a cerimónia de apresentação, que decorreu no centro comercial Atrium Chaby, em Mem Martins, limitou-se a desvendar o candidato à direcção. Os restantes elementos serão anunciados a seu tempo, adiantou José Valério Falé, que aponta a necessidade de uma "associação mais forte, mais capaz, mais trabalhadora, para que esta ajude todos os comerciantes e empresários a resolver alguns dos seus problemas diários". ‘Ao serviço de todos os associados’ significa que a instituição não deve servir "apenas para satisfazer os caprichos de alguns", alertou José Falé. "Precisamos de uma associação para os novos tempos; que ajude quem queira iniciar um negócio". Para ajudar à criação de novos negócios, a candidatura agora apresentada defende a criação de uma incubadora de empresas, "dotada dos recursos necessários para auxiliar quem tem valor, boas ideias, ambição e capacidade de trabalho". Uma estrutura para dar resposta aos milhares de alunos que saem do Ensino Secundário e que "apenas precisam de uma pequena ajuda para criar o seu próprio negócio". Apesar de remeter para o corrente mês a apresentação do programa completo de candidatura, José Falé adiantou, ainda, outras propostas como a realização de uma Feira de Actividades Económicas, tal como já aconteceu no passado. "Não conhecemos nenhum concelho do país, que se preze, que não tenha uma feira de actividades económicas", lamentou o candidato, que classifica como "indispensável" a existência do certame como "modo de afirmação do potencial valor empresarial de que Sintra dispõe e não está a aproveitar". Enunciando como objectivo o aumento do número de associados, actualmente na ordem dos três mil, José Falé quer, ainda, assegurar mais benefícios a favor dos sócios. Para o efeito, tem em agenda a criação de uma central de compras "por forma a que os associados possam, directamente, beneficiar com a obtenção dos melhores preços na aquisição de matérias-primas que utilizam no seu negócio". O candidato cita o exemplo da energia eléctrica. "O mercado tende a liberalizar-se e com ele novos operadores vão entrar no negócio da venda de energia. Somos ou não mais fortes se em vez de um contrato podermos estabelecer condições para celebrar 1000 contratos?", questiona. Com as eleições agendadas para o mês de Abril, a equipa de José Falé vai iniciar, agora, um conjunto de reuniões com empresários e comerciantes do concelho de Sintra por forma a recolher os seus contributos. "É importante a participação de todos eles para que o nosso programa seja o mais representativo das suas necessidades e ambições", concluiu o candidato às eleições na AESintra.

‘Limpar Portugal’ está de volta

Ver edição completa
Iniciativa vai decorrer no próximo dia 24 de Março Dois anos depois do ‘Limpar Portugal’, que mobilizou mais de 100mil voluntários, a Associação Mãos à Obra Portugal (AMO Portugal) volta a lançar o desafio para, no próximo dia 24 de Março, os portugueses darem mais uma lição ambiental. Desta vez no âmbito de uma acção internacional denominada "Let’s do It! World Cleanup 2012" que, à escala planetária e até 25 de Setembro, pretende envolver a participação de 300 milhões de pessoas, em cerca de 100 países, para procederem à recolha de 100 milhões de toneladas de resíduos nas florestas e nos espaços públicos. "Para além da recolha efectiva de todos os resíduos, o principal objectivo da iniciativa é promover a educação ambiental e reflectir sobre a problemática do lixo, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável", sublinham os responsáveis da AMO Portugal, organização não governamental de ambiente, herdeira do movimento cívico ‘Limpar Portugal’ que, a 20 de Março de 2010, constituiu a maior acção de limpeza a nível nacional. Após assinalarem a passagem de um ano sobre a iniciativa de forma discreta, os voluntários querem que o "exemplo de civismo e cidadania" revelado em 2010, que contou mesmo com a presença do Presidente da República na limpeza do Pinhal do Banzão (Colares), volte a ter uma significativa adesão. "A melhor forma de sensibilizar as pessoas para o problema da deposição ilegal de lixo nas nossas florestas e espaços naturais é confrontá-las com a verdadeira dimensão do problema, pelo que gostaríamos de, este ano, conseguir trazer mais voluntários a participar", salienta a associação, presidida por Rui Cardoso, em 2010um dos principais impulsionadores do movimento cívico e coordenador do distrito de Lisboa do ‘Limpar Portugal’. Também no concelho de Sintra, a máquina do ‘Limpar Portugal’ começa a ser reactivada e conta, desde já, com o apoio da Câmara de Sintra, que vai assegurar em termos logísticos a interligação com a HPEM, para a recolha do lixo, e a articulação com a Tratolixo. A coordenadora da estrutura local de Sintra, Julieta Soares, está convicta que também as juntas de freguesia vão contribuir para o sucesso da iniciativa, tal como sucedeu em 2010, com a disponibilização de luvas e sacos e até de transporte aos voluntários. Com experiência vasta no domínio do voluntariado, Julieta Soares recorda-se bem do Dia L em 2010, em que também coordenou a estrutura de Sintra-Cascais, e tem esperança de que seja possível fazer ainda melhor. "Em Sintra, tivemos para cima de 3000 voluntários a trabalhar no terreno", evoca Julieta Soares, que enuncia como meta, no mínimo, manter este número ao nível de adesão. A mobilização, este ano, parece mais difícil, até por uma menor atenção por parte da comunicação social. Mas, a pouco mais de 15 dias para a acção, a coordenadora da estrutura local recorda que, também há dois anos atrás, os portugueses decidiram participar em cima da data. "Em 2010, a cerca de três semanas do evento, também só tínhamos à volta de 90/100 pessoas inscritas". A formalidade da inscrição na Internet, para mera coordenação dos meios disponíveis, é algo que os portugueses não vêem com bons olhos. Em contrapartida, "temos recebido inúmeros contactos, de responsáveis de empresas, que querem participar com grupos de 80 e 100 trabalhadores". Para Julieta Soares, apesar dos tempos de crise, os portugueses continuam sensibilizados para as questões ambientais e para as iniciativas ao nível do voluntariado. "As pessoas estão extremamente sensibilizadas para o voluntariado e, mesmo quem não tem nada para dar, tem o seu sorriso, o seu abraço", frisa esta voluntária em várias instituições sociais e também do Banco Alimentar Contra a Fome. No âmbito do ‘Limpar Portugal’, em 2010, os portugueses evidenciaram "o seu gosto pelo ambiente e por querer transformar tudo aquilo que nos rodeia em algo melhor", até porque, como destaca Julieta Soares, "Portugal é um local extraordinário para viver". João Carlos Sebastião

segunda-feira, 5 de março de 2012

Jornal da Região com edição quinzenal

A partir de 1 de Março, o Jornal da Região passa a estar disponível quinzenalmente em versão impressa, reforçando, em contrapartida, os conteúdos e a presença na sua página de Internet (com versões para PC, Tablet e Iphone) e nas redes sociais.