quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

AMIAMA Animais abandonados podem ser apadrinhados

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Crise está a levar muita gente a abandonar animais domésticos Quem não tem condições para ter um cão em casa, pelos mais variados motivos, pode, assim mesmo, usufruir da sua companhia por apenas 10 euros por mês, através da campanha de apadrinhamento que está a ser desenvolvida pela Associação dos Amigos dos Animais e do Ambiente da Amadora (AMIAMA). São inúmeros os esforços da AMIAMA para doar os cães abandonados e encontrados na rua, mas também para angariar fundos para os que ainda permanecem no abrigo, de forma a dar-lhes mais conforto e uma vida digna. Como solução, a direcção da associação está a promover, para além das habituais campanhas, o apadrinhamento dos cães que ainda permanecem na instituição de forma a garantir a sua alimentação e cuidados de saúde. Por apenas 10 euros por mês, o padrinho garante que o seu afilhado possa ter diariamente comida e acesso a medicamentos ou tratamentos. Em troca, os padrinhos podem passar o fim-de-semana na sua companhia ou apenas levá-los a passear durante algumas horas. Mariana Pais, presidente da associação, refere ser esta “uma boa forma que ajuda a angariar verbas”, mas acima de tudo, promove o convívio e o lazer de animais que passam a semana fechados. “Já que não podem ter um lar pelo menos passeiam ao fim-de-semana”, acrescenta a responsável. Há mais de um ano que Luísa Pereira apadrinhou o Tony, um cão encontrado na rua com cerca de seis anos. Tem dois cães em casa, um dos quais foi buscá-lo à AMIAMA. Motivo pelo qual não pode levar mais, mas ajuda sempre que necessário. Todos os domingos passeia o seu afilhado, mas também outros cães do abrigo. Voluntária e madrinha, já tinha adoptado um cão cego e cardíaco, “aquele que ninguém queria”, refere. “Levei-o porque ele não se estava a adaptar às condições da AMIAMA,que apesar de serem boas, não são iguais às proporcionadas por um lar”, explica. Vive num apartamento, em Alfragide, e garante que “só não tem condições para ter animais quem não quer”. Esta campanha tem-se revelado “um sucesso”, de acordo com Mariana Pais, que acrescenta: “Todos os ‘Patudinhos’ que estão na AMIAMA têm um padrinho, alguns têm mesmo mais do que um, porque nem todos podem vir passeá-los”. A responsável sublinha ainda que “temos tido alguns casos em que os padrinhos levam os seus afilhados aos fins-de-semana e acabam por adoptá-los, o que é também um dos nossos objectivos”. O abrigo da AMIAMA, com capacidade para cerca de 80 cães, acolhe todos os animais errantes, porém a maioria é muitas vezes deixada à porta ou mesmo nas imediações. Mariana Pais diz que há cada vez mais situações, mas recusa a desculpa da crise: “É apenas mais uma desculpa, porque quando me ofereço para doar sacas de ração para que as pessoas mais carenciadas possam continuar a manter os seus animais domésticos, elas muitas vezes recusam”. Oq ue leva ao limite a capacidade de resposta do abrigo. “Recolhemos sempre mais animais do que aqueles que conseguimos doar”, remata. Mariana Pais é a presidente da AMIAMA desde 2009. Quando chegou à instituição encontrou dívidas, herança da direcção anterior. “Neste momento, já conseguimos equilibrar as contas da associação e todas as campanhas são necessárias para que isso aconteça”, assegura. A AMIAMA vive do trabalho voluntário.Neste momento, já são mais de 30 pessoas que dão o seu tempo para ajudar a instituição e os seus animais. Milene Matos Silva

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

SINTRA Carnaval do MTBA volta a sair à rua

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Corso das quatro aldeias não vai ser afectado pela decisão governamental de não conceder tolerância de ponto Se este ano São Pedro até parece querer colaborar, com frio mas sem chuva, a decisão de outro Pedro (Passos Coelho), ao não conceder a tolerância de ponto aos funcionários públicos na ‘terça-feira Gorda’, não agradou aos foliões de norte a sul do país. Nas quatro aldeias MTBA (Magoito, Tojeira, Bolembre e Arneiro dos Marinheiros), onde se preparam com afinco os quatro dias de folia (18 a 21 de Fevereiro), a decisão do Governo não promete vir a afectar em muito o corso carnavalesco. Em 11.ª edição, o Carnaval do MTBA vai voltar a sair à rua, com cerca de 400 participantes e dez carros alegóricos, nas tardes de domingo (dia 19), num recinto fechado delimitado na zona do Pinhal do Magoito, e de terça-feira (dia 21), num percurso pelas quatro aldeias da freguesia de São João das Lampas, com apresentação final das coreografias em pavilhão. Nas noites de sábado e de segunda-feira, a alegria vai invadir o pavilhão do MTBA, com uma primeira apresentação das coreografias das quatro aldeias (e da Marcha do MTBA) e baile com a Banda “Pirata”, respectivamente, sempre a partir das 22h00. “Parece que temos uma perseguição dos Pedros: quando não é o Pedro lá de cima, é o Pedro cá de baixo, mas creio que vamos conseguir dar a volta”, frisa Henrique Manuel, para quem a decisão do Governo não vai afectar em muito o Carnaval do MTBA porque a maior parte das empresas privadas vai respeitar o desejo de folia dos seus colaboradores. “A maior parte das empresas privadas vai estar fechada, ao nível de bancos e correios também, a própria Câmara não sabemos ainda mas, um ou outro que tiver de trabalhar, vai sair da parte da tarde”, salienta o presidente do Grupo União Recreativo e Desportivo MTBA. As limitações serão, assim, ínfimas ao nível dos participantes, na ordem, quando muito, dos cinco por cento, e “sem pôr em causa o sucesso do corso no desfile pelas quatro aldeias”. Para Henrique Manuel, a decisão de não conceder tolerância de ponto no Carnaval foi “precipitada” e, ao mesmo tempo, tardia, atendendo ao volume do trabalho que implica a organização dos festejos. “Se tivesse sido anunciada em Outubro ou Novembro, as pessoas já ficavam à espera, com alguma antecedência, de não haver tolerância de ponto na terça-feira e tinham planeado de outra maneira o Carnaval”, salienta este dirigente, que acentua que, apesar de ser uma tradição com pouco mais de uma década, longe da dimensão que assume em concelhos como Torres Vedras, Loures ou Sesimbra, o Carnaval do MTBA não é preparado em 'cima do joelho'. “Quinze dias após o Carnaval, fazemos uma reunião de balanço e de expectativas para o ano seguinte, há uma calendarização anual que é rigorosamente cumprida e, a partir de Setembro, as quatro comissões já têm o programa delineado”, revela Henrique Manuel. “Apesar de ser um Carnaval modesto, comparativamente com outros, já tem um investimento de alguns milhares largos de euros e que não poderíamos pôr em causa”, reforça este responsável, ao mesmo tempo que destaca o apoio concedido, embora sujeito aos inevitáveis constrangimentos financeiros, por parte da Câmara de Sintra e da Junta de São João das Lampas “para valorizar o nosso Carnaval”. Henrique Manuel garante que “as expectativas são muito favoráveis, o pessoal está animado e, apesar de ser uma época de crise, o Carnaval do MTBA vai permitir libertar o espírito de convívio e de confraternização”. Nas últimas cinco semanas, afinaram-se os preparativos, com os ensaios em cada uma das aldeias, assente no voluntariado. “Esta festa é, essencialmente, dos participantes que vivem e gozam o Carnaval, que comparticipam no custo dos trajes e participam na decoração dos carros alegóricos. É, sem dúvida, uma festa que sentem como sua”, salienta o presidente do MTBA. Com as receitas angariadas a reverterem para o clube, as quatro aldeias MTBA prometem muita animação e devidamente organizada, já que cada uma apresenta um tema: Magoito vai viajar até à "Pré-História"; Tojeira apresenta os dois lados da barricada: "Polícias &Ladrões"; Bolembre promete desvendar "Contos de Fadas" e Arneiro dos Marinheiros vai recuar à "Época Medieval". Estão, assim, lançados os dados para mais quatro dias de animação. João Carlos Sebastião

SINTRA Hospital em eterna ponderação

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Ministério não garante avanço do projecto “O Hospital de Sintra é um projecto que terá de ser analisado e ponderado, mas dentro desta conjuntura e do que são as prioridades”. As palavras do ministro da Saúde, Paulo Macedo, à margem da inauguração da Unidade de Saúde da Tapada das Mercês no passado sábado, revelam que a construção da unidade hospitalar de Sintra vai continuar na gaveta. Questionado pelo JR, Paulo Macedo acentuou que a prioridade passa por “rentabilizar e aproveitar a capacidade que está instalada, designadamente em Cascais, e aproveitar as capacidades na sequência da abertura do Hospital de Loures”. Segundo o ministro, “há hospitais em Lisboa que ficam com uma grande capacidade instalada por aproveitar”, o que exige uma “visão de conjunto”. Sobre a possibilidade de aumentar a área de influência do Hospital de Cascais, que já atende oito freguesias do concelho de Sintra na área materno-infantil, o ministro limitou-se a afirmar que o Ministério da Saúde está a “analisar as diferentes alternativas, mas estamos conscientes que Sintra, pelo crescimento da sua população, tem de ser objecto de uma atenção especial”. Antes já o responsável governamental tinha afirmado que o distrito de Lisboa tem “um excesso de camas em termos de hospitais” e significativas lacunas ao nível dos cuidados primários, com défice de médicos de família. Para colmatar estas lacunas, a aposta passa por construir uma dezena de centros ou extensões de saúde e a constituição de 30 unidades de saúde familiar (USF), na área da região de Lisboa, embora sem concretizar se Sintra vai ser beneficiado com mais estruturas. A constituição de USF é uma das prioridades do Governo, revelou o ministro. “Vamos continuar a generalizar este modelo em que médicos de família, enfermeiros e outros profissionais gerem as suas unidades com espírito de equipa”, frisou Paulo Macedo. Questionado pelos jornalistas sobre o anseio do novo hospital, Fernando Seara argumentou que “é evidente que queremos o Hospital de Sintra. Temos meio hospital, em parceria com a Amadora. Mas, também sou realista: em razão de determinadas opções nos últimos tempos, Sintra foi o único concelho, e é o segundo a nível nacional, em relação ao qual não foram concretizadas opções de construção de um novo hospital”. Com os concelhos de Loures e de Vila Franca de Xira a serem privilegiados, “de certo, em razão de algum estudo muito aprofundado”, o presidente da Câmara de Sintra lamentou que “a natureza e a especificidade do segundo concelho de Portugal ficou com meio hospital”. Mas, enunciou como prioridade a criação de USF em aglomerados mais deficitários, ao nível dos cuidados primários de saúde, como Agualva, Belas e Queluz. Para o efeito, defendeu a necessidade de “desenvolver os projectos” para construção ou adaptação de “infra-estruturas municipais” para receber novas unidades. “Conseguiremos mostrar ao país que, com pouco dinheiro, se dá saúde a muita gente”, concluiu Fernando Seara. Na cerimónia de inauguração da Unidade de Saúde da Tapada das Mercês, também o presidente da Junta de Freguesia, Manuel do Cabo, além de enaltecer a importância da inauguração –"Hoje é dia de festa na Tapada”, reivindicou que Algueirão-Mem Martins fosse escolhido para receber o futuro Hospital de Sintra. “Estamos no centro da malha urbana e rural do concelho, de um aglomerado de 161 080 habitantes”, invocou o autarca, aludindo à proximidade com Rio de Mouro e com a zona histórica de Sintra. Mas, além do Hospital de Sintra, a freguesia continua a carecer de uma unidade de saúde construída de raiz. “O Centro de Saúde de Algueirão-Mem Martins funciona num prédio de seis andares, construído para habitação, e não reúne as condições para que os utentes possam ser atendidos com dignidade”, em especial os que têm dificuldades de locomoção, acentuou o autarca. “O Governo deve preocupar-se mais com a freguesia de Algueirão-Mem Martins, quer no âmbito da saúde, quer social, quer da segurança”, desafiou Manuel do Cabo. João Carlos Sebastião

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

OEIRAS Censos Solidários procuram detectar idosos em isolamento

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Iniciativa promovida pela Junta da Cruz Quebrada-Dafundo A Freguesia de Cruz Quebrada-Dafundo iniciou, esta quarta-feira, uma “grande operação estatística e solidária em simultâneo” destinada a detectar eventuais casos de idosos que estejam a viver isolados e cuja integridade física e mental possam estar em risco por esse facto. A iniciativa partiu do presidente da Junta local, Paulo Freitas do Amaral, preocupado com o facto de esta ser a mais envelhecida freguesia do concelho de Oeiras. “Apesar de termos instituições que reportam casos de que se apercebam, o ideal é fazer um levantamento exaustivo e total do que se passa na nossa freguesia”, explicou ao JR aquele autarca. Ultimamente, têm-se sucedido notícias de idosos encontrados mortos em suas casas, havendo estimativas que apontam para 400 000 idosos em Portugal em situação de solidão. Para levar a cabo esta missão, o território da Cruz Quebrada-Dafundo foi dividido por zonas, as quais serão trilhadas, porta a porta, por equipas de voluntários credenciados, utilizando o mesmo método da operação “Census 2011”. “A maior parte dos voluntários é constituída por idosos, muitos deles já colaboraram com a Junta de Freguesia local a outros níveis como é o caso dos ‘patrulheiros das obras’ ou os voluntários da Loja Solidária, entre outros”, salienta Paulo Amaral, mencionando, ainda, o envolvimento da assistente social da Junta e dos seus funcionários. Paralelamente a este trabalho de identificação serão efectuadas reuniões mensais em que funcionários e voluntários “farão uma visita mensal aos idosos carenciados e realizarão acções concretas de apoio social, desde a entrega de comida e bens primários à leitura de contos a idosos ao domicílio, passando pela integração em excursões a vários locais do país, actividades lúdicas e recreativas, etc.…”.

PAÇO DE ARCOS Parque de superfície substitui estacionamento selvagem

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Terreno baldio situado junto ao antigo quartel de bombeiros Transformado em lamaçal no Inverno e gerador de poeira no Verão, o terreno baldio situado por detrás do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos, no centro daquela freguesia – mas, felizmente, algo escondido – vai mesmo ser convertido num parque de estacionamento mais de acordo com as regras mínimas de urbanidade. A garantia foi deixada pelo próprio presidente da Câmara, em visita efectuada há poucas semanas ao local. Oobjectivo é que o recinto, de dimensões significativas, seja asfaltado e possa acolher um total de aproximadamente 80 viaturas. “Assim como o parque da Ribeira de Algés”, deu como exemplo Isaltino Morais, adiantando que o futuro parque deverá ter grelhas para escoamento de águas de modo a atenuar a impermeabilização dos solos naquela zona, que é algo elevada em relação a áreas residenciais próximas. O direito de superfície do referido terreno chegou a estar cedido à Parques Tejo, por dois anos, prazo que, no entanto, se esgotou, em 2010, sem que aquela empresa municipal avançasse com obras que eram diferentes da solução agora apontada, prevendo dois pisos subterrâneos, além da superfície, num total de 200 lugares. “O estacionamento feito apenas à superfície é uma solução provisória porque o número de lugares previstos não chega para a grande falta de estacionamento sentida no centro de Paço de Arcos”, disse ao JR Nuno Campilho, presidente da Junta de Freguesia, apesar de tudo conformado com a decisão, justificada com a falta de capacidade financeira própria da Parques Tejo e a consequente necessidade de financiamento bancário, algo que, de momento, é muito difícil de obter. “Mas não significa que não se possa avançar, mais tarde, para um projecto de maior dimensão”, faz notar o autarca.

SMAS DE ALMADA Investimento em obras vai continuar

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14,9 milhões para reforço da rede e equipamentos Os SMAS de Almada vão investir este ano 14,9 milhões de euros na qualificação da rede e equipamentos, dos quais cerca de 10 milhões estão já no terreno. Segundo José Gonçalves, presidente daqueles serviços municipalizados, este volume de investimento, para além da modernização do serviço e melhoria das condições de trabalho, passa também pela decisão dos SMAS assumirem a partir de 2012 “a gestão integral do ciclo urbano”. Ou seja, depois de “há muitos anos” controlarem na totalidade a gestão do ciclo da água e mais recentemente o tratamento das águas residuais através das quatro ETAR, “este ano passaremos a ser gestores a 100 por cento também na drenagem de saneamento”, afirma o vereador. Com esta decisão todas as habitações do concelho “serão ligadas à rede de saneamento”, com os SMAS a “assumirem o investimento” dos ramais de ligação. Quanto às casas cuja localização geográfica não permita ainda esta operação os serviços “garantem” a recolha dos seus efluentes. Este planeamento conjuntamente com as obras em equipamentos, representam até 2013 um investimento que atinge o patamar dos “20 milhões de euros”, onde estão consagrados 12 milhões de fundos comunitários já com candidaturas aprovadas. “Para termos acesso aos fundos comunitários primeiro temos de fazer a obra”, lembra José Gonçalves. “Vamos continuar a investir e a dar trabalho às empresas. Quando avançamos é porque temos condições para pagar”, afirma. E neste quadro de obra estão programados 3 milhões de euros para arranque da renovação da ETAR da Quinta da Bomba – no total será cerca de 10 milhões de euros –, furos de captação na Ponta dos Corvos (ambas no Seixal) e a construção da Estação da Tagol, no Raposo. O planeamento para este ano considera ainda o emissário doméstico entre o Torrão e a Trafaria, a requalificação da rede de águas e esgotos pluviais na Avenida da Liberdade (Almada), a terceira fase da rede de Águas do Feijó e ainda o lançamento da Estação Elevatória do Torrão e da Costa da Caparica. Para além deste leque de obras, os SMAS de Almada vão avançar com a empreitada de Remodelação da Estação Elevatória de Água de Vale de Milhaços, um investimento de mais de 500 mil euros que prevê a concentração e integração de todas as áreas ligadas à produção de água, nas instalações de Vale de Milhaços, no Seixal. Aliás, grande parte dos equipamentos dos serviços são precisamente no concelho vizinho. O acto de consignação foi assinado no passado dia 3 de Fevereiro, por José Gonçalves como presidente do conselho de administração dos SMAS e o representante da empresa Arquicom. Um investimento na ordem dos 500 mil euros que implica a reconstrução e ampliação desta estação para dispor de salas técnicas para as operações de comando de Telegestão e para receber as actividades de oficina mecânica, novos espaços com capacidade para gabinetes técnicos, administrativos e de apoio à área oficinal, um espaço de exposição, novas instalações destinadas a copa e balneários. Com um prazo de execução de 300 dias, o arquitecto responsável pela empresa instalada no mercado há 27 anos, José Gramacho, deixou a garantia de que “vamos tentar terminar a obra antes do prazo” isto porque “as condições de mercado são extremamente desfavoráveis e quanto mais tempo demorarmos menos obras conseguimos fazer”. Ao mesmo tempo lamentava por a banca ter fechado as portas ao empréstimo às empresas. “Todas as nossas obras dependem de material importado que tem de ser pago antecipadamente, e isso tem levado muitas empresas de obras públicas à falência”.

ALMADA Carnaval sem ponte nem corso

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Colectividades estranham posição da Câmara de Almada Este ano, o Carnaval não tem tolerância de ponto nem corso em Almada. A própria autarquia não sabe ainda como vai lidar com a decisão do Governo de fazer da terça-feira, dia 21, um dia normal de trabalho, mas já decidiu que este ano “não haverá o corso dos adultos”, avança António Matos. Quanto à tolerância de ponto, no início da semana o responsável pelo pelouro da Cultura dizia que “ainda não tomámos uma decisão”. Para a autarquia, a opção de não haver corso está relacionada com a “contenção de verbas”, mas mesmo assim António Matos garante que “não vai faltar animação no centro de Almada”. E parte da festa vai ser feita no domingo, dia 19, com os Homens da Luta. Acompanhados por oito músicos, Neto de megafone e Falâncio de guitarra a entoar “kirikiri” vão trazer “A Cantiga é uma arma” e muito humorismo à Praça S. João Baptista, pelas 15 horas. A folia vai ainda estender- se ao Parque Urbano com várias actividades. Segundo António Matos, a falta de corso dos adultos “não significa o fim do Carnaval em Almada”, sendo apenas “uma situação excepcional” perante a actual situação económica. Por outro lado, argumenta, depois de contactos com várias instituições locais “não nos pareceu existir grande disponibilidade para participarem no corso”. Mas, também há associações que dizem ter ficado surpreendidas por não haver corso. É o caso da "Assim Ser" – Associação Intercultural Brasílica de Portugal – que estava preparada para a dança e folia. “Depois de ouvirmos a Câmara de Almada afirmar que não ia cortar na cultura ficámos admirados por não haver corso”, afirma Cármen Queiroz, presidente desta associação direccionada para a juventude. “Estávamos a contar participar com cerca de 200 pessoas”, diz. Mesmo assim, a "Assim Ser" não vai ficar em casa e promete vir para o centro de Almada com muita percussão e dança. “Mesmo sem o apoio da autarquia vamos fazer Carnaval”, diz a presidente da associação que preferia que a Câmara “investisse no corso em vez de o fazer num espectáculo”. Também a presidente do Beira Mar Atlético Clube, outra associação que adere normalmente ao corso, diz ter ficado “admirada” com a falta de contacto da Câmara para a participação no Carnaval. “Discordo, mas compreendo que têm de ser feitos alguns cortes”, afirma. Agora só espera que o mesmo não aconteça com as Marchas Populares. Diz Gina Caeiro que este tipo de manifestações culturais “atraem” muitas pessoas às colectividades, tanto jovens como idosos, e “muitos vão ficar aborrecidos”. Contudo, tal como o vereador da Cultura, acredita que esta decisão da autarquia não implica “o fim do Carnaval em Almada”, aliás, “pode ser uma forma para rever a atribuição de verbas”, comenta. Na sua opinião, esta paragem pode “ajudar a repensar este investimento e fazer com que as colectividades, no futuro, dêem ainda maior relevo aos grupos que apresentam”. Uma coisa é certa, diz: “O Carnaval em Almada tem de continuar”, mais que não seja, “recuperando a tradição do mascarado”. Onde não vai faltar alegria é nas escolas e instituições de infância do concelho que estão a trabalhar para trazer o Carnaval para a rua. Será na quinta-feira, dia 16, a partir das 14h30, entre a Praça S. João Baptista e a Avenida Rainha Dona Leonor. Humberto Lameiras