quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Carlos Carreiras apela ao voto no Orçamento Participativo

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Período de votação termina esta quinta-feira Na qualidade de munícipe, Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, votou, no passado dia 16 de Novembro, no Orçamento Participativo (OP) de Cascais, cujas votações estão abertas a todos os cascalenses até esta quinta-feira, dia 24, para decidir o destino de uma parte do orçamento municipal (cerca de um milhão e meio de euros). A votação do edil ocorreu na carrinha que estava estacionada no Mercado de Cascais. O presidente da Câmara fez-se acompanhar do vice-presidente Miguel Pinto Luz, do vereador do Desporto, João Sande e Castro, e da vereadora do PS, Leonor Coutinho. Sem revelar o seu voto, Carlos Carreiras disse ao JR que as suas intenções foram para a Acção Social, “porque é uma prioridade do município. É uma necessidade que estamos a sentir face à situação do país. Temos de estar preparados o mais possível e estar mais perto das pessoas porque os tempos que correm são difíceis”. Leonor Coutinho revelou ao JR que votou “nas hortas sociais” porque, disse, “há muita gente que ainda gosta de cultivar e é um bom hábito para os mais novos aprenderem”. A votação pública teve o seu início no passado dia 27 de Outubro, com postos fixos em todas as freguesias (na Loja Cascais e nas Lojas Geração C), numa carrinha móvel e pela Internet (www.op.cm-cascais.pt). Depois de concluída a votação, os resultados serão apresentados no próximo sábado, a partir das 18h00, no Centro de Congressos do Estoril. Francisco Lourenço

CIDADELA Palácio da Presidência aberto ao público

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Cavaco Silva assinala término das obras de requalificação O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, assinala esta quarta-feira, às 18h00, a conclusão das obras de requalificação do Palácio da Cidadela e inaugura a exposição “Jogo da Glória”, que poderá ser visitada, pelo público em geral, a partir de domingo. O Palácio da Cidadela de Cascais, que estava em recuperação desde 2009, será a residência oficial de Verão do Chefe de Estado e vai albergar ainda o futuro Museu das Ordens Honoríficas da Presidência da República. Através de um protocolo celebrado entre a Presidência e o município, será possível ainda à Câmara utilizar o interior do edifício para determinados eventos. Encerrado há mais de 50 anos, o Palácio da Cidadela vai retomar as suas funções oficiais esta quinta-feira, com uma reunião do Conselho para a Globalização, iniciativa da COTEC Portugal que reúne líderes de empresas multinacionais com o intuito de “reflectirem sobre o impacto da globalização nas suas organizações”, revela a Presidência da República em comunicado. O imóvel será aberto ao público no domingo, com um percurso interpretativo da história do palácio, e com a exposição “Jogo da Glória - O Século XX em desenho humorístico”, promovido pelo Museu da Presidência da República, com base no espólio de Ricon Peres. Até ao final de Fevereiro de 2012, “o Palácio da Cidadela permitirá aos cascalenses e a todos os que o visitarem, não só satisfazer a curiosidade por um edifício público carregado de história, como assistir a cerca de duas dezenas de Roteiros do Património que a Câmara Municipal de Cascais, associando-se às actividades do Museu da Presidência da República, vai promover no mesmo local”, esclarece a Presidência da República. Representando um investimento de cerca de três milhões de euros, provenientes das verbas das contrapartidas da concessão de jogo do Estoril, a reabilitação, que incluiu também a Capela de Nossa Senhora da Vitória, resultou de um projecto da autoria do arquitecto Pedro Vaz, que procurou um ponto de equilíbrio entre o respeito pela arquitectura e materiais da época e as necessidades contemporâneas, nomeadamente permitindo alojar convidados do Estado português. Devido à contenção orçamental, fica adiada a instalação do Museu das Ordens Honoríficas e as caves e antigas garagens serão utilizadas apenas na realização de exposições temporárias. Para a abertura do palácio, contou-se com a colaboração de diversas instituições, que cederam peças para melhor retratar o percurso interpretativo, como a Câmara Municipal de Cascais, o Aquário Vasco da Gama, o Regimento de Artilharia Antiáerea de Queluz e alguns museus nacionais. O presidente da Câmara, Carlos Carreiras, mostrou-se satisfeito com a abertura de mais um pólo cultural em Cascais: “Quero manifestar o reconhecimento e o agradecimento ao Presidente da República por nos ter possibilitado a recuperação de um equipamento de grande valor e que se insere em outros equipamentos (Pousada de Portugal com 127 quartos e Fortaleza da Nossa Senhora da Luz) dentro da Cidadela”. “Este equipamento vem actualizar e reforçar a oferta que existe no perímetro com o Farol de Santa Marta, Museu Conde Castro Guimarães, Centro Cultural, Casa Sommer e a Casa Museu Paula Rego e que comporta um vastíssimo ponto de referência e desenvolvimento”, realça o edil. Francisco Lourenço

BAIRRO 6 DE MAIO Escalar com objectivos sociais

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Ângelo Felgueiras vai subir ao Monte Vinsion para ajudar escola de 'rugby' Depois de ter ajudado as crianças da Cova da Moura, na Buraca, seguindo-se o apoio à escola de 'rugby' da Galiza (Cascais), o alpinista Ângelo Felgueiras, na sua última expedição, subindo aos sete pontos mais altos dos cinco continentes, promete “vender” por um euro cada metro escalado, para ajudar a colocar de pé a escola de 'rugby' no bairro 6 de Maio, na Damaia, ainda em fase inicial. Após ter escalado, em 2010, a mais alta montanha dos cinco continentes, o Evereste, Ângelo Felgueiras parte ainda este mês para o último desafio, cumprindo o sonho de subir aos “Seven Summits”, os cumes mais altos de cada continente. Escalar o Monte Vinsion, no Continente Antárctico, com 4897 metros de altitude, será a sua próxima aventura que começa no dia 24 de Novembro e termina a 12 de Janeiro de 2012. O objectivo é angariar, por cada metro escalado, um euro para ajudar a construir uma escola de 'rugby' na Damaia, cujo objectivo é o de combater a exclusão social de crianças e jovens em contexto desfavorecido, através do desporto. “A Fundação EDP associa-se a esta causa e nesta expedição, por cada euro que os portugueses contribuam, a fundação oferece outro euro”, referiu o alpinista, acrescentando que “espero que consigamos levar a fundação EDP à falência, seria sinal de que tínhamos muitos portugueses a contribuir”. “Escalar por uma causa” foi uma ideia que Ângelo Felgueiras teve quando escalava a quarta montanha mais alta das sete assinaladas nos cinco continentes. “Em 2007, enquanto escalava Denali, no Alasca, Estado Unidos, lembrei-me que poderia fazê-lo associando a uma causa social”, referiu Ângelo Felgueiras, na sede da associação Máquina do Mundo, situada no bairro 6 de Maio, na Damaia, no decorrer da apresentação de mais uma aventura. A partir dessa altura, Ângelo Felgueiras não parou e, em 2008, subiu as Pirâmides de Carstenz, na Oceânia, iniciando o projecto “escalar por uma causa”, cujas verbas reverteram para a construção de uma biblioteca do Moinho da Juventude, na Cova da Moura (Buraca). Em 2010, o Alpinista ajudou a escolinha de 'rugby' da Galiza a comprar uma carrinha de transporte, subindo ao cume do Evereste, situado entre o Nepal e o Tibete. Desta vez o comandante da TAP irá ajudar a associação não governamental Máquina do Mundo a dar inicio à escola de 'rugby' do bairro 6 de Maio, na Damaia. “Esta verba irá servir para ajudar arrancar com a escola de 'rugby' que está neste momento a dar os primeiros passos. Este apoio será para cobrir as despesas com seguros, despesas como treinador, fisioterapeuta ou deslocações”, adiantou Filipa Gonçalves da Máquina do Mundo, admitindo que no futuro o objectivo é ter instalações próprias. “Neste momento temos um grande problema, as crianças treinam no campo da escola Santos Mattos que não dispõe de iluminação. No Inverno a partir das 17 horas deixa de haver luz”, acrescenta a responsável. Milene Matos Silva

CONCELHO AMADORA Orçamento recebe sugestões

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Autarquia analisa 253 propostas de munícipes São mais de 250, as propostas de munícipes recebidas pela Câmara da Amadora para incluir no próximo orçamento municipal. Foram recolhidas em reuniões realizadas nas onze freguesias do concelho e através da página do município na Internet. A freguesia de São Brás foi a que acolheu o maior número de sugestões, com 47 propostas, seguida da Venteira com 34. O Orçamento Participativo arrancou na segunda semana de Setembro e prolongou-se até 31 de Outubro, com a realização das reuniões públicas em todas as freguesias do concelho. Das 253 ideias ou propostas apresentadas, 110 chegaram por via de endereço electrónico. A maioria das propostas apresentadas diz respeito à protecção do meio ambiente e conservação da natureza, como sendo a criação de zonas verdes ou parques, mas também sobre o ordenamento do território, como a criação de passeios. Mas, se por um lado a freguesia de São Brás obteve 47 propostas, na freguesia da Reboleira houve uma baixa participação com a apresentação de apenas três projectos. No entanto, houve uma evolução em relação à participação do ano passado, o primeiro ano em que decorreu o Orçamento Participativo. Este ano houve uma acréscimo de quase uma centena de intervenções. As propostas recolhidas foram remetidas aos serviços técnicos da câmara, onde serão agora analisadas tecnicamente quanto à sua viabilidade de execução. Se assim for, serão incluídas no próximo Orçamento da Câmara Municipal. À semelhança do ano anterior, as acções a incluir nas Grandes Opções do Plano e Orçamento 2012 “serão seleccionadas em função de critérios de relevância, contributo para o reforço da coesão social e territorial que constitui um objectivo estratégico de desenvolvimento do município e de racionalidade económica e financeira”, refere a autarquia. Para 2012, a Câmara Municipal irá afectar 500 mil euros para as acções propostas pelos munícipes. Parte deste montante servirá ainda para colocar em prática as acções aprovadas no Orçamento Participativo do ano que ainda está a decorrer. Apesar dos constrangimentos económicos impostos este ano, a autarquia decidiu manter a experiência de acolher as propostas da população. Carla Tavares, a vice-presidente da autarquia, justificou a “necessidade deste projecto”, tendo em conta que “a população pode pronunciar-se sobre pequenos projectos, mas que melhoram muito a qualidade de vida das pessoas”. Milene Matos Silva

Menos carbono, mais Sintra

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Parques de Sintra promove projecto BIO+Sintra até ao final de Agosto de 2013 Como objectivo de reduzir a pegada de carbono dos visitantes e valorizar a biodiversidade, a Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML) está a desenvolver o projecto BIO+Sintra, uma das acções financiadas pelo Programa Life da Comissão Europeia que, através de plataformas inovadoras de comunicação e informação, pretende mudar atitudes que conduzam à preservação do ambiente e contribuir para a diminuição das emissões de carbono na Serra de Sintra. Com um investimento na ordem de um milhão de euros, financiado a 50% pela CE e o restante pela PS-ML, o projecto arrancou em Setembro de 2010 e decorre até ao final de Agosto de 2013. "O objectivo geral deste projecto é o de desenvolver na Paisagem Cultural de Sintra uma experiência-piloto que possa ser utilizada noutros locais, que resulte numa mudança de atitudes de forma a diminuir as emissões de carbono, sob o lema ‘menos carbono, mais Sintra’", explica Maria Inês Moreira, coordenadora do projecto. O BIO+Sintra pretende assim, segundo esta técnica,melhorar a compreensão da comunidade para as questões relacionadas com a biodiversidade, as alterações climáticas e as emissões de carbono. "As pessoas aprendem e depois ficam sensíveis aos problemas" e para a importância de uma dezena de valores naturais da Paisagem Cultural de Sintra. Após a aprendizagem e a sensibilização, é tempo de fazer. "Tomar atitudes de forma a contribuir para a valorização desta biodiversidade", reforçou esta responsável. Tendo como públicos-alvo os visitantes e os alunos de escolas de Sintra e Cascais, o projecto pretende alcançar uma redução de 128 mil toneladas de carbono, através da mudança de atitudes, como sejam, por exemplo, uma maior utilização dos transportes públicos na visita aos parques históricos ou no dia-a-dia. Está previsto ainda que 20 hectares de floresta sejam adoptadas, simbolicamente, por empresas e associações para acções de sequestro de carbono. Como principais acções a desenvolver nos próximos dois anos, estão a realização de ‘workshops’ e saídas de campo, nos parques da Pena e de Monserrate e na área do Convento dos Capuchos,"com objectivos tão diversos como a colocação de rampas para que os anfíbios não se afoguem, a colocação de abrigos para o escaravelho Vaca-Loura, a instalação de comedouros para as aves e acções de reflorestação". O projecto contempla, ainda, os percursos Talking Nature, "dando ilusão de que ‘a natureza fala connosco’", com a disponibilização de informações multimédia sobre os ‘habitats’ e as espécies em destaque em diferentes itinerários nos parques de Monserrate e da Pena. Para reduzir a pegada de carbono na deslocação à área classificada como Património Mundial, o ‘website’ do projecto, assim como quiosques multimédia instalados em pontos-chave dos parques históricos, vão permitir calcular a pegada de carbono que resulta da visita a Sintra. "A pessoa faz esse cálculo e recebe sugestões: em vez de vir de carro, venha de autocarro". Em alternativa, será recomendada ainda a utilização de uma nova rede de percursos pedestres, devidamente sinalizados e infra-estruturados com casas de banho e locais de abrigo e descanso. "A ideia é que a pessoa possa ir da Pena até aos Capuchos sempre a pé", salienta Maria Inês Moreira. "Não queremos vender a ideia de que a natureza é intocável, antes pelo contrário, venham, conheçam mas de forma sustentável". Os visitantes vão ser convidados, também, a participar em oito concursos e exposições de fotografia, alusivos aos temas da biodiversidade em cada estação do ano. O projecto BIO+Sintra revela-se importante para fazer face às alterações climáticas, que já motivaram a realização de um plano estratégico por parte da Câmara de Sintra, que perspectivou as consequências do fenómeno sobre, por exemplo, a biodiversidade. O plano alerta para o aumento da vulnerabilidade dos ecossistemas, com espécies em perigo como os répteis (lagarto-de-água), anfíbios (sapo-parteiro), peixes de água doce (boga-portuguesa) e invertebrados (escaravelho Vaca-Loura), enquanto a maior ameaça de fogos florestais, também em consequência do aumento médio da temperatura, faz prever uma maior proliferação de espécies invasoras como acácias. João Carlos Sebastião

Transportes escolares na mira dos bombeiros

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Câmara avalia forma de compensar a perda de receitas das corporações Para fazer face à crise que assola as associações de bombeiros, resultante das novas regras de transporte de doentes, a Câmara de Sintra está a estudar a possibilidade de entregar às corporações de bombeiros, já no decurso de 2012, o transporte de alunos. A autarquia é responsável pelo transporte de 6700 alunos, o que representa um investimento de cerca de dois milhões de euros, recorrendo, para isso, a empresas privadas. As associações de bombeiros, por seu turno, dispõem de viaturas que adquiriram ao longo dos últimos anos, mas que, agora, face às mudanças decretadas pelo anterior governo e reforçadas pelo actual executivo, têm assistido a uma crescente redução de serviços.Um decréscimo que se evidencia na tesouraria das associações humanitárias e que pode implicar o recurso à dispensa dos profissionais ao serviço, tal como já aconteceu em outros pontos do país. A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) estima que, desde o início do ano, as associações tenham dispensado cerca de 300 colaboradores. Em Sintra, apesar da redução do volume de serviços do transporte de doentes, as corporações vão evitando, até ao limite, adoptar medidas radicais. Para além do apoio financeiro que, todos os anos, a Câmara de Sintra atribui aos bombeiros, o vereador responsável pela Protecção Civil, Marco Almeida, admitiu dotar as nove corporações de mais receitas, como compensação pela redução do financiamento a nível governamental. No passado dia 13, nas comemorações do 80.º aniversário da Associação dos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém (ABVAC), Marco Almeida frisou que "as associações de bombeiros podem fazer mais do que aquilo que têm feito, no âmbito da prestação de alguns serviços que a Câmara contrata a entidades externas". O autarca salientou, assim, que "os recursos humanos e materiais das corporações" podem ser utilizados para o transporte de alunos. "As corporações têm, hoje em dia, recursos humanos e materiais que podem integrar a rede de transporte de alunos do concelho de Sintra". Marco Almeida adianta que, também em articulação com o pelouro da Acção Social, o serviço de transporte da população com mobilidade reduzida, "o Transporte Acessível", poderá ser, já no primeiro trimestre de 2012, entregue às associações de bombeiros, "que têm muitas viaturas completamente adaptadas e em melhores condições do que a própria viatura da autarquia que está esgotada do ponto de vista do tempo e da disponibilidade". O eleito municipal lançou o repto às associações de bombeiros para afirmarem a sua disponibilidade para assumirem o transporte de alunos, junto do Serviço Municipal de Protecção Civil, e reiterou a vontade de "encontrar outras colaborações que visem compensar a perda de financiamento por via da perda de transporte de doentes". Marco Almeida recordou que, em 2003, a colaboração se estendeu à inclusão das piscinas das corporações de Agualva-Cacém e de Colares no Programa de Natação para os alunos do 1.º Ciclo. Para 2012, apesar de restrições orçamentais na esfera dos municípios, Marco Almeida está convicto que "será possível manter um bom sistema de financiamento às corporações de bombeiros". A proposta das associações de bombeiros assumirem os transportes escolares foi recebida com satisfação, para ultrapassar os sinais de crise nas nove corporações. Luís Silva, presidente da direcção dos BVAC, mostrou a disponibilidade da sua associação para "abraçar novas áreas de actuação que venham a colmatar a perda de receitas com a alteração das regras de transporte de doentes". Em declarações ao JR, Luís Silva frisa que "já manifestámos à Câmara a nossa disponibilidade" para assumir o transporte de alunos, até por disporem de meios excedentários à actual realidade do transporte de doentes. Também Ramiro Ramos, presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Queluz, vê com bons olhos "o desafio" da Câmara de Sintra. "Consideramos essa proposta como muita positiva, mas temos de a estudar e de nos adaptar", frisa Ramiro Ramos, para quem esta medida revela-se fundamental para evitar a dispensa de colaboradores que acabam por ser essenciais, por outro lado, na vertente operacional de socorro e emergência. "Estamos com uma redução de 25% no transporte de doentes", concretiza o dirigente da corporação de Queluz, responsável pelo transporte, até à implementação das novas regras, de cerca de 40 mil doentes por ano. João Carlos Sebastião

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Parque de Santa Cruz reclama autocarros

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Moradores e utentes de novos serviços precisam de transportes públicos mais próximos Têm a Avenida João Paulo II a passar de um lado e, do outro, a Rua Irmã Lúcia, mas não há maneira de acontecer o milagre por que esperam desde há muito: verem concretizado o simples direito a terem algum transporte público a passar perto das suas casas. Habitado por largas dezenas de famílias desde que foi inaugurado, há cerca de seis anos, o condomínio Parque de Santa Cruz tem piscina, ‘court’ de ténis, salão de festas e parque infantil. Mas o luxo existente por dentro não impede que, fora de portas, subsistam alguns problemas, o maior dos quais a falta de autocarros, que afecta o quotidiano de quem não conduz, sobretudo idosos e crianças. Sem carro ou boleia, as opções são alcançar a pé as carreiras que partem do Hospital de Santa Cruz – a cerca de 800 metros de distância – ou a paragem do 114, na Estrada da Amadora, a qual, além de ser desabrigada, obriga a percorrer uma distância considerável e por caminhos sem protecção para os peões. Em dias de chuva ou sol intensos, tudo piora, mais ainda para quem tem dificuldades de locomoção. “Haverá a tendência para dizer que são pessoas ricas que moram aqui e, portanto, têm carro… Mas o facto é que nem toda a gente aqui tem carro, nem toda a gente pode conduzir, há pessoas idosas, há jovens estudantes já com o seu grau de independência, há empregadas de limpeza, pessoas que têm direito à sua autonomia e que acabam por estar dependentes de quem os possa ir buscar ou levar até à paragem de autocarro”, salienta Filomena Figueiredo, uma das moradoras mais inconformadas com uma situação que dura há demasiado tempo, apesar das diversas solicitações feitas chegar à Vimeca por parte dos moradores, mas também da Câmara de Oeiras e da Junta de Freguesia de Carnaxide. “Parecendo que estamos perto de tudo – o Continente, o Alegro, empresas como a Media Markt, a Moviflor, o próprio centro de Carnaxide, o centro de saúde … – acabamos por estar longe de tudo… se não tivermos carro”, diz Filomena Figueiredo. Para quem tem boas condições de saúde, as distâncias em causa cumprem-se em 15 ou 30 minutos. Mas para os outros... “Para chegar ao Hospital de Santa Cruz é preciso trilhar largas centenas de metros ao longo de uma avenida que é muito ventosa e desabrigada, em que quase não se consegue manter um guarda-chuva aberto no Inverno, e que, por oposição, é um suplício de percorrer nos dias de maior calor, pois não tem sombras”. Para o lado contrário, tentando apanhar o 114, rumo à Amadora, “é preciso caminhar em troços sem qualquer berma ou resguardo para os peões”. Acresce o factor insegurança, pois o isolamento da zona pode ser um convite a eventuais actos de criminalidade… “Porque é que não esticam um pouco mais a carreira 7 da Vimeca, que começa e acaba no Hospital de Santa Cruz, de maneira a virem servir estes bairros?”, questiona Filomena Figueiredo, juntando na mesma causa os moradores do Casal da Amoreira, que sofrem de mal semelhante, pelo menos os que habitam áreas mais distantes dentro do bairro. Em breve, abrirá, naquela mesma zona, o Lar de Idosos de São Vicente de Paulo e, logo adiante, já funcionam as novas instalações do Colégio Monte Flor. “Há empregados do colégio e até pais que fazem o caminho desde o Hospital a pé; será que os idosos vão ter o mesmo castigo?”, interroga- se ainda a nossa interlocutora. Novos factores que poderão levar a Vimeca a equacionar uma resposta diferente daquela que tem dado de forma repetida, nomeadamente em face das solicitações da Câmara de Oeiras: “Sempre disseram que não punham autocarros naquela área porque, simplesmente, a procura não o justificava em termos de exploração económica”, confirmou a vereadora da Mobilidade, Madalena Castro. Entretanto, a resposta da transportadora privada às questões colocadas pelo JR, apesar de muito sucinta, permite esperar alguma mudança positiva, embora sem horizonte temporal definido. De facto, Fernando Santos Costa, director do sector de Planeamento e Produção da Vimeca, esclarece que “faz parte do nosso plano estratégico a análise às condições de circulação para transportes públicos no que se refere às acessibilidades rodoviárias para aquelas novas zonas do concelho de Oeiras, não havendo, no entanto, ainda uma data prevista para conclusões dos estudos em curso”. Será desta?...