quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Loja Solidária aberta a todos em Linda-a-Velha

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Novo estabelecimento vende a preços simbólicos e dá a quem não pode comprar Aberta a todos os fregueses, com preços simbólicos e cartão de descontos em múltiplos estabelecimentos comerciais, a Loja Solidária de Linda-a-Velha, inaugurada no passado sábado, pretende dinamizar e centralizar os mecanismos de distribuição de artigos e géneros alimentares a quem mais precisa. Anseio antigo, a criação deste novo instrumento de coesão social tornava-se cada vez mais premente devido à crise. Mais recentemente, à urgência juntou-se a oportunidade, quando o posto de atendimento da Câmara de Oeiras mudou de local deixando vago o espaço que ocupava no Mercado Municipal. Rapidamente, um grupo de cerca de 20 voluntários – do Banco de Voluntariado daquela freguesia – assumiu grande parte do trabalho de adaptação da sala, transformando-a, em menos de dois meses, numa loja semelhante a qualquer outra... excepto nos preços: muitas peças a um euro, algumas a três euros e cinco euros para excepções (como uma televisão ou carrinhos de bebé). Produtos que o cidadão comum é convidado a adquirir, assim contribuindo para amealhar verbas a usar em acções de solidariedade, mas que terão preços ainda mais reduzidos (a metade) para as famílias carenciadas sinalizadas pelos técnicos de Acção Social. Em última instância, serão mesmo cedidos gratuitamente às pessoas que não possam, de todo, adquiri-las pelo menor custo. “Optámos por dar apenas em último caso porque o acto de compra valoriza os produtos e responsabiliza mais todos os intervenientes”, explicou ao JR, Carlos Moreira, presidente da Junta de Freguesia, uma das três entidades que estão a gerir a novel estrutura, criada no âmbito da Comissão Social de Freguesia (CSF) – as outras duas são a Academia Recreativa e o Banco de Voluntariado local. “O que nos faltava era o espaço, cedido pela Câmara, o resto foi rápido”, resume aquele autarca, mostrando, com orgulho no trabalho dos voluntários, os móveis fornecidos por duas 'boutiques' da freguesia, mais um pequeno vestiário, uma casa de banho, um gabinete e um armazém no piso superior, tudo pintado de fresco em tons claros e onde os produtos estão expostos com dignidade. “Fizemos questão de que quem entra se sinta numa loja perfeitamente igual às outras...”. Para valorizar o gesto solidário de fazer compras naquela loja, foram criados o cartão Cidadão Solidário e o dístico Empresa Solidária, destinados às pessoas e aos estabelecimentos que ajudem com produtos ou dinheiro – no primeiro caso a partir de 10 euros por ano e no segundo desde 30 euros – proporcionando um sistema de descontos nas lojas aderentes e a estas um reconhecimento como empresa solidária. Para além de receber doações de roupas, brinquedos ou livros, a Loja Solidária terá, também, uma componente de recolha e distribuição de géneros alimentares às famílias sinalizadas na freguesia. Estas são, de momento, “cerca de 200, mas com tendência a aumentar”. “O objectivo é distribuir um cabaz de alimentos mensalmente”, adianta Carlos Moreira, destacando o “papel primordial” da Nestlé e da Sumol/Compal nesta vertente. “Além destes cabazes regulares, estamos já a preparar um cabaz de Natal, brinquedos para as crianças, e uma ceia natalícia inédita entre nós (a realizar na Escola Prof. José Augusto Lucas) para a qual vamos convidar todas as famílias carenciadas e idosos que vivem sozinhos”. No dia de inauguração ficou, desde logo, visível a capacidade de mobilização da nova Loja Solidária, pois cada convidado trouxe um produto alimentar, originando uma recolha significativa. Estiveram presentes, entre outros, a presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, Elza Chambel, os vereadores Ricardo Barros e Ricardo Rodrigues, os presidentes das juntas de freguesia de Queijas e Oeiras, para além de representantes de empresas e de quase todas as instituições da CSF. A Loja Solidária estará aberta às terças-feiras, das 16 às 20h00, e aos sábados, das 10 às 13h00.

Corte de subsídios alarma Banco Alimentar

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O Banco Alimentar vai promover, nos próximos dias 26 e 27 de Novembro, mais uma campanha de recolha de alimentos para ajudar as famílias mais necessitadas. No distrito de Setúbal os voluntários da instituição da luta contra a fome vão estar em 174 superfícies comerciais, sendo 48 delas em Almada. Um concelho onde o trabalho do Banco Alimentar consegue apoiar cerca de 3800 pessoas, através do acordo estabelecido com mais de 30 instituições locais de solidariedade. “A população de Almada e Seixal, no distrito, são das que mais contribuem”, diz António Alves, presidente do Banco Alimentar da região. Na campanha que decorreu em Maio deste ano, os cerca de 2500 voluntários, em 164 superfícies do distrito, conseguiram recolher 224 toneladas de alimentos com a população destes dois concelhos a contribuírem com 47,3 toneladas (Almada) e 32,8 toneladas (Seixal). Um índice que o responsável distrital gostaria de ver aumentado, mas não esconde a preocupação com a situação de crise actual. “São dois concelhos populosos,muito solidários, onde existem muitas pessoas com estabilidade financeira, mas também muitas famílias em grande situação de carência”. Só que a instabilidade económica pode implicar uma quebra na dádiva de alimentos. “Há muitas empresas a fechar e outras a diminuírem o número de trabalhadores”, comenta António Alves que antevê um país “com mais desempregados e um Estado sem capacidade para criar empregos”. E com isto, “cada vez temos mais pedidos de ajuda e não temos alimentos para dar”. Através das instituições de solidariedade do distrito, que duas vezes por semana recolhem alimentos no armazém de Palmela do Banco Alimentar, tem sido possível dar de comer a quase 25 mil pessoas, mas “temos quase 50 instituições em lista de espera” o que significa “cerca de 5 mil pessoas” que anseiam por ajuda alimentar, diz o responsável distrital, um número que tende a “aumentar”. A própria presidente do Banco Alimentar, Isabel Jonet, recentemente mostrou- se preocupada que as medidas do actual Governo impliquem uma quebra no sistema de solidariedade das populações. Na altura em que foi anunciado o corte nos subsídios de Natal, de Férias e aumento de impostos, Jonet afirmou que estas medidas eram “muito duras”. Para além de afectarem as famílias com pequenos ordenados, vão limitar a classe média “ou remediada”. Com esta “penalização”, também a possibilidade de participar em acções solidárias acaba por ser dificultada, acrescenta António Alves. “A conjuntura nacional dificulta o sistema de solidariedade, apesar de existir muita generosidade na população do distrito”. Com as superfícies comerciais a venderem menos, o Banco Alimentar do distrito tem procurado outras soluções, e uma delas passa pelo contributo dos reclusos dos estabelecimentos prisionais de Setúbal e Pinheiro da Cruz. Em cada uma, a instituição conta com dois hectares de terreno onde são plantados produtos hortícolas para serem distribuídos às pessoas com mais carências. “É gratificante ver que os reclusos sentem-se úteis quando trabalham para ajudar quem mais necessita”. Mas também há o reverso da medalha: o armazém do Banco Alimentar de Palmela, que funciona maioritariamente em voluntariado, “não tem acesso por transportes públicos”, o que “obriga os voluntários a terem de assumir os custos de deslocação em viatura própria”.

ALMADA Oferta reforçada na reabilitação cardíaca

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Instituto de Cardiologia Preventiva inaugura nova sede com uma vasta área de especialidades O Instituto de Cardiologia Preventiva de Almada (ICPA), presidido pelo professor Manuel Carrageta, inaugurou formalmente, no passado dia 11 de Novembro, o novo edifício sede, no Monte de Caparica. Um equipamento que vem reforçar a oferta à população na área da reabilitação cardíaca, envolvendo uma vasta área de especialidades médicas e valências. Iniciado em 2009, o novo edifício desta IPSS representou um investimento de 6 milhões de euros, financiado por capitais próprios, ocupando um espaço com 8200 m2, composto por 21 gabinetes de consultas e exames, 4 áreas de reabilitação e ginásios, uma área de colheitas para análises, uma sala de conferências, uma cafetaria, uma biblioteca, parque de estacionamento, um SPA Médico e uma Cozinha Pedagógica. A Cozinha Pedagógica, um espaço de aprendizagem aberto à população, é uma das valências significativas entre o conjunto de serviços inovadores para esta área da saúde, onde se realçam as vantagens da alimentação mediterrânica para a saúde, um tema largamente defendido pelo professor Manuel Carrageta. Curiosamente, todo o edifício é rodeado de oliveiras numa referência às vantagens do uso do azeite na alimentação. Construído em terreno cedido pela autarquia, a sede do ICPA pretende ser o edifício de saúde mais completo e inovador com um vasto conjunto de serviços diferenciados, mas “a situação actual é difícil”, referia o professor Manuel Carrageta durante a inauguração. “Temos um conjunto de projectos já pensados, mas neste momento o mais importante é consolidar o que temos”. Na mesma altura o presidente do ICPA elogiava o trabalho da secretária-geral do instituto, Rita Andrade, e a cooperação da presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa. “Sem o seu apoio nada disto seria possível”, e apontava-lhes o “optimismo, energia e humanismo” que permitiram por este projecto de pé. “É com este optimismo moderado que haveremos de conseguir que os portugueses tenham uma vida melhor”. Para Maria Emília de Sousa o esforço e dedicação de um conjunto de médicos do antigo Serviço de Cardiologia do Centro Policlínico de Almada, deu ao concelho “um recurso médico e científico de referência nacional”. E mais importante ainda quando isto acontece numa época “quase só preenchida por momentos de profunda angústia e depressão que resultam da crise que se instalou”. Mas para a edil o esforço do ICPA é “uma resposta positiva às dificuldades que nos são impostas”, e constitui, do mesmo modo, “um extraordinário exemplo do caminho que deve ser percorrido para combater de forma eficaz e séria os efeitos nefastos que as dificuldades económicas e financeiras produzem em toda a sociedade”.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Realizadora russa vence Estoril Film Festival

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Longa-metragem de estreia de realizadora russa, Angelina Nikonova, convence júri A longa-metragem "Twilight Portrait", de Angelina Nikonova, conquistou o Prémio de Melhor Filme do Lisbon & Estoril Film Festival 2011, revelou, no domingo, a organização, em Lisboa. O filme, que constitui uma estreia da realizadora russa, retrata a história de Marina, uma assistente social que decide enfrentar o próprio passado traumático. O júri da edição de 2011 do Lisbon&Estoril Film Festival foi composto pelos escritores John M. Coetzee, Nobel da Literatura, e ainda Don DeLillo, Paul Auster e Siri Hustvedt, o violinista Gidon Kremer e o artista plástico José Barrias. "Une Vie Meilleure", do realizador francês Cédric Kahn, conquistou o Prémio Especial do Júri – João Bénard da Costa. Esta película é protagonizada por Guillaume Canet e Leïla Bekhti e conta a história de Yann e Nadia, que decidem abrir um restaurante, mas cujo sonho ameaça ruir quando ela decide aceitar um emprego no estrangeiro. A decorrer desde 4 de Novembro, em Lisboa e no Estoril, o festival, dirigido por Paulo Branco, encerrou com o anúncio dos premiados, no Cinema São Jorge, em Lisboa, e com a exibição do filme, em ante-estreia nacional, de "La piel que Habito" ("A pele onde eu vivo"), do cineasta espanhol Pedro Almodóvar. O júri decidiu ainda atribuir duas Menções Especiais às longas-metragens "Amnesty", de Bujar Alimani, filme albanês sobre um homem e uma mulher que se apaixonam enquanto os respectivos companheiros se encontram presos, e a "Oslo, August 31st", de Joachim Trier, que acompanha um dia na vida de um jovem toxicodependente em reabilitação, enquanto vagueia pela capital norueguesa. "Une Vie Meilleure", de Cédric Kahn, também conquistou o Prémio Cineuropa, atribuição decidida por Cristina Soldano, dramaturga, cenógrafa e directora Artística do Festival de Cinema Europeu de Lecce. O Encontro de Escolas Europeias promovido pelo Lisbon & Estoril Film Festival 2011 reuniu igualmente um júri para premiar curtas- metragens do certame, o Prémio MEO. Este galardão foi atribuído ‘ex aequo’ às curtas-metragens "Here I am", de Bálint Szimler, da University of Theatre and Film, de Budapeste, e "Aman (Safe and Sound)", de Ali Jaberansari, da London Film School. O júri deste prémio foi constituído pela actriz e realizadora Valeria Bruni-Tedeschi, o director de fotografia Peter Suschtizky, o escritor e dramaturgo Peter Handke e o coreógrafo Rui Horta. O júri atribuiu ainda Menções Honrosas aos filmes "Frozen Stories", de Grzegorz Jaroszuk, da Polish National Film Television and Theater School, em Lodz, e a "L’Estate che non Viene", de Pasquale Marino, do Centro Sperimentale di Cinematografia – Scuola Nazionale di Cinema, de Roma. O Prémio L’Oreal, que distingue os mais promissores talentos do cinema nacional, foi entregue este ano ao actor Miguel Nunes. O Prémio Canon foi atribuído à curta-metragem "Encadeados", realizada por Ana Delgado Martins.

Hospital realizou 2031 partos

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Unidade de Cascais rejeita eventual encerramento da maternidade O Hospital de Cascais Dr. José de Almeida realizou, entre Janeiro e Outubro deste ano, um total de 2031 partos. O número foi revelado na sequência de notícias veiculadas sobre o encerramento ou fusão de maternidades que registem menos de 1500 partos por ano, como admitiu o próprio ministro da Saúde, Paulo Macedo. "Enquanto maternidade de referência para a população de todo o concelho de Cascais e oito freguesias do concelho de Sintra, esta unidade hospitalar realizou entre Janeiro e Outubro de 2011 um total de 2031 partos, o que corresponde a um crescimento de 37% em comparação como período homólogo em 2010", salienta a administração do Hospital de Cascais em comunicado. A unidade hospitalar presta "um serviço personalizado por uma equipa de médicos especializados em Ginecologia e Obstetrícia, bem como por enfermeiros experientes e com formação específica neste domínio, para proporcionar toda a segurança e conforto à população da área de influência", esclarece ainda a administração da unidade de saúde. O comunicado surge na sequência das declarações do ministro da Saúde de que as maternidades que registam menos de 1500 partos por ano não deveriam estar a funcionar, admitindo o encerramento e a fusão destas unidades. "As maternidades que tiverem menos de 1500 partos por ano, de acordo com os indicadores da Organização Mundial de Saúde, não deveriam estar a funcionar", sublinhou Paulo Macedo. O governante revela que "poderá haver aqueles (encerramentos) que se justificarem", acrescentando que "terá que se fazer o que for melhor e, mais uma vez, aquilo que os impostos dos portugueses possam suportar". Paulo Macedo referiu que "agora toda a gente faz justiça ao ex-ministro (da Saúde) Correia de Campos", lembrando que a medida permite aumentar a qualidade do serviço prestado e diminuir a taxa de mortalidade infantil. Entretanto, o jornal Público revelou, na quinta-feira, que o antigo Hospital de Cascais, desactivado desde Fevereiro de 2010, continua a ter um conselho de administração e mesmo 16 médicos e técnicos de diagnóstico e terapêutica que ainda são remunerados sem exercerem funções. Apesar do actual Governo ter entrado em funções em Julho, só há cerca de duas semanas, revela o diário, foi enviada a portaria de extinção do centro hospitalar para o Ministério das Finanças, para publicação em Diário da República. O Orçamento de Estado de 2011 ainda consagrou 7,9 milhões de euros para despesas do centro hospitalar.

Artéria comercial de cara lavada

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Opiniões dividem-se quanto ao projecto de reabilitação da avenida Santos Mattos Os edifícios habitacionais da “velhinha” avenida Santos Mattos foram alvo de uma intervenção nos últimos oito meses e estão agora como novos. Trata-se de um projecto levado a cabo pela Câmara da Amadora, cujo investimento rondou meio milhão de euros e pretende ser exemplo para outras zonas da cidade. As obras que permitiram a requalificação do parque habitacional de uma das avenidas mais centrais da cidade da Amadora integram um projecto- piloto que permitiu a uniformização dos nove edifícios ali implementados, todos eles de épocas diferentes, através da intervenção nas fachadas, aplicação de ripados de madeira e estores nos pisos de habitação. Os toldos das lojas foram substituídos por uma pala comum e alinhada, com iluminação própria e cores uniformes. No início da pequena avenida podem ver-se as placas de cada loja colocadas estrategicamente de forma alinhada. Este projecto representou um investimento de 550 mil euros, totalmente suportados pela autarquia. A obra foi faseada para não prejudicar os comerciantes. A sua conclusão estava prevista para o final do Verão e os prazos foram cumpridos. Entre os que por ali passam, há quem note a diferença e a valorize. “Esta avenida está agora muito mais bonita e pode vir a funcionar como um cartão de visita para o resto da cidade”, refere Maria Lourenço, moradora da Venteira desde a década de 60. “As coisas mudaram muito na Amadora no últimos anos. Houve coisas que não correram tão bem, mas entendo que estes projectos valorizam a nossa cidade não apenas porque fica mais bonita, mas porque é um exemplo”, acrescenta. No entanto, como em tudo, há quem não perceba o montante gasto neste projecto. Na opinião de Bela Cavaleiro, também moradora nas imediações, esta obra “não faz sentido”. “Passo aqui todos os dias e não percebo porque se fez esta intervenção, foi tão discreta que nem dei por ela. Certo é que o pavimento da rua continua uma desgraça, por isso, acho que foi dinheiro mal gasto”, confessa. Elsa Azevedo, proprietária de um pronto-a-vestir na avenida Santos Mattos, há 23 anos, também não viu ainda as vantagens das obras. “Está esteticamente mais bonito, mas até agora não senti um aumento de clientes”, considera a empresária, acrescentando “a ideia é boa, mas falta o resto e é do resto que vivemos”. Elsa Azevedo diz ter sido prejudicada no decorrer das obras, assim como numa primeira intervenção feita na avenida que alterou o pavimento. “A calçada ficou uma vergonha, tendo levantado depois da intervenção e os locais de cargas e descargas não funcionam”, assegura. Optimista está José António, comerciante, para quem “está tudo mais bonito e essa é a opinião geral das pessoas. Assim, a avenida torna-se mais atractiva e mais apelativa aos consumidores”. Uma montra da cidade Esta intervenção pretende ser uma “montra” do projecto levado a cabo pela autarquia, através da “criação uma imagem moderna e urbana da cidade, mesmo em zonas que integram edifícios de épocas diferentes”, referiu a vereadora na CMA,Rita Madeira, responsável pela Divisão da Reabilitação do Parque Municipal da Amadora, quando há um ano atrás arrancava este projecto. A ideia é “incentivar a requalificação de outras zonas da Amadora”, garantia. Para isso, a autarquia pretende vir a apoiar as candidaturas a programas de financiamento de forma a garantir a requalificação de outras zonas, assim como todo o apoio técnico.

Melhorar o ambiente em Alfornelos

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Junta sensibiliza população para necessidade de alterar comportamentos Para melhorar a higiene urbana distinguidos de Alfornelos, a Junta de Freguesia local está a promover um conjunto de reuniões de sensibilização ambiental com as administrações de condomínios. Estes encontros servem também para passar alguns conselhos sobre protecção civil e preparação em caso de catástrofe. A primeira reunião realizou-se no mês passado e teve como principal objectivo juntar um conjunto de administrações dos prédios para tentar identificar os problemas e melhorar o ambiente da freguesia de Alfornelos. Neste encontro foram também abordadas questões relacionadas com a protecção civil e como agir em caso de catástrofe ambiental. Das cerca de 90 administrações existentes estiveram representadas mais de metade. Este conjunto de reuniões surge depois de detectados alguns problemas na freguesia. “Nos últimos tempos temos dado conta que junto aos ecopontos, papeleiras e em algumas esquinas de prédios existe a deposição de sacos de lixo doméstico indiferenciado”, refere Filipa Albino, coordenadora da secção de Ambiente e Espaços Verdes da Junta de Freguesia de Alfornelos. Para melhorar esta situação, Filipa Albino considera que é importante numa primeira fase sensibilizar os condomínios que muitas vezes podem alterar directamente alguns hábitos dos moradores. “É importante incutir nos habitantes a responsabilidade de cumprir as regras, mas também fiscalizá-las”, considera a responsável acrescentando que “a autarquia gasta muito dinheiro na remoção destes depósitos ilegais, através da afectação de uma viatura que circula ao longo do dia em toda a freguesia”. Esta situação acontece porque a freguesia de Alfornelos é a única do concelho da Amadora que tem implementado o sistema de recolha de lixo porta a porta. “Notámos que o perfil dos moradores mudou muito. Os proprietários das casas já não vivem aqui, aumentando o número de casas alugadas”, refere. “Há muitas condutas dos prédios seladas e muitas vezes os novos inquilinos não têm a chave dos locais onde é necessário depositar o lixo”, acrescenta. Esta reunião começou a ser preparada em Fevereiro através de uma recolha de informações sobre os contactos actualizados das administrações dos condomínios. “Interessava-nos estabelecer o contacto de forma a permitir uma maior comunicação entre a Junta e os representantes dos moradores”, explica a responsável, de forma a tornar possível a “sensibilização ambiental junto dos moradores”. No sentido de promover uma melhor higiene urbana, a Junta irá promover outras reuniões. “Esperamos conseguir reunir no próximo ano pelo menos três vezes”, acrescenta Filipa Albino.