quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Realizadora russa vence Estoril Film Festival

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Longa-metragem de estreia de realizadora russa, Angelina Nikonova, convence júri A longa-metragem "Twilight Portrait", de Angelina Nikonova, conquistou o Prémio de Melhor Filme do Lisbon & Estoril Film Festival 2011, revelou, no domingo, a organização, em Lisboa. O filme, que constitui uma estreia da realizadora russa, retrata a história de Marina, uma assistente social que decide enfrentar o próprio passado traumático. O júri da edição de 2011 do Lisbon&Estoril Film Festival foi composto pelos escritores John M. Coetzee, Nobel da Literatura, e ainda Don DeLillo, Paul Auster e Siri Hustvedt, o violinista Gidon Kremer e o artista plástico José Barrias. "Une Vie Meilleure", do realizador francês Cédric Kahn, conquistou o Prémio Especial do Júri – João Bénard da Costa. Esta película é protagonizada por Guillaume Canet e Leïla Bekhti e conta a história de Yann e Nadia, que decidem abrir um restaurante, mas cujo sonho ameaça ruir quando ela decide aceitar um emprego no estrangeiro. A decorrer desde 4 de Novembro, em Lisboa e no Estoril, o festival, dirigido por Paulo Branco, encerrou com o anúncio dos premiados, no Cinema São Jorge, em Lisboa, e com a exibição do filme, em ante-estreia nacional, de "La piel que Habito" ("A pele onde eu vivo"), do cineasta espanhol Pedro Almodóvar. O júri decidiu ainda atribuir duas Menções Especiais às longas-metragens "Amnesty", de Bujar Alimani, filme albanês sobre um homem e uma mulher que se apaixonam enquanto os respectivos companheiros se encontram presos, e a "Oslo, August 31st", de Joachim Trier, que acompanha um dia na vida de um jovem toxicodependente em reabilitação, enquanto vagueia pela capital norueguesa. "Une Vie Meilleure", de Cédric Kahn, também conquistou o Prémio Cineuropa, atribuição decidida por Cristina Soldano, dramaturga, cenógrafa e directora Artística do Festival de Cinema Europeu de Lecce. O Encontro de Escolas Europeias promovido pelo Lisbon & Estoril Film Festival 2011 reuniu igualmente um júri para premiar curtas- metragens do certame, o Prémio MEO. Este galardão foi atribuído ‘ex aequo’ às curtas-metragens "Here I am", de Bálint Szimler, da University of Theatre and Film, de Budapeste, e "Aman (Safe and Sound)", de Ali Jaberansari, da London Film School. O júri deste prémio foi constituído pela actriz e realizadora Valeria Bruni-Tedeschi, o director de fotografia Peter Suschtizky, o escritor e dramaturgo Peter Handke e o coreógrafo Rui Horta. O júri atribuiu ainda Menções Honrosas aos filmes "Frozen Stories", de Grzegorz Jaroszuk, da Polish National Film Television and Theater School, em Lodz, e a "L’Estate che non Viene", de Pasquale Marino, do Centro Sperimentale di Cinematografia – Scuola Nazionale di Cinema, de Roma. O Prémio L’Oreal, que distingue os mais promissores talentos do cinema nacional, foi entregue este ano ao actor Miguel Nunes. O Prémio Canon foi atribuído à curta-metragem "Encadeados", realizada por Ana Delgado Martins.

Hospital realizou 2031 partos

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Unidade de Cascais rejeita eventual encerramento da maternidade O Hospital de Cascais Dr. José de Almeida realizou, entre Janeiro e Outubro deste ano, um total de 2031 partos. O número foi revelado na sequência de notícias veiculadas sobre o encerramento ou fusão de maternidades que registem menos de 1500 partos por ano, como admitiu o próprio ministro da Saúde, Paulo Macedo. "Enquanto maternidade de referência para a população de todo o concelho de Cascais e oito freguesias do concelho de Sintra, esta unidade hospitalar realizou entre Janeiro e Outubro de 2011 um total de 2031 partos, o que corresponde a um crescimento de 37% em comparação como período homólogo em 2010", salienta a administração do Hospital de Cascais em comunicado. A unidade hospitalar presta "um serviço personalizado por uma equipa de médicos especializados em Ginecologia e Obstetrícia, bem como por enfermeiros experientes e com formação específica neste domínio, para proporcionar toda a segurança e conforto à população da área de influência", esclarece ainda a administração da unidade de saúde. O comunicado surge na sequência das declarações do ministro da Saúde de que as maternidades que registam menos de 1500 partos por ano não deveriam estar a funcionar, admitindo o encerramento e a fusão destas unidades. "As maternidades que tiverem menos de 1500 partos por ano, de acordo com os indicadores da Organização Mundial de Saúde, não deveriam estar a funcionar", sublinhou Paulo Macedo. O governante revela que "poderá haver aqueles (encerramentos) que se justificarem", acrescentando que "terá que se fazer o que for melhor e, mais uma vez, aquilo que os impostos dos portugueses possam suportar". Paulo Macedo referiu que "agora toda a gente faz justiça ao ex-ministro (da Saúde) Correia de Campos", lembrando que a medida permite aumentar a qualidade do serviço prestado e diminuir a taxa de mortalidade infantil. Entretanto, o jornal Público revelou, na quinta-feira, que o antigo Hospital de Cascais, desactivado desde Fevereiro de 2010, continua a ter um conselho de administração e mesmo 16 médicos e técnicos de diagnóstico e terapêutica que ainda são remunerados sem exercerem funções. Apesar do actual Governo ter entrado em funções em Julho, só há cerca de duas semanas, revela o diário, foi enviada a portaria de extinção do centro hospitalar para o Ministério das Finanças, para publicação em Diário da República. O Orçamento de Estado de 2011 ainda consagrou 7,9 milhões de euros para despesas do centro hospitalar.

Artéria comercial de cara lavada

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Opiniões dividem-se quanto ao projecto de reabilitação da avenida Santos Mattos Os edifícios habitacionais da “velhinha” avenida Santos Mattos foram alvo de uma intervenção nos últimos oito meses e estão agora como novos. Trata-se de um projecto levado a cabo pela Câmara da Amadora, cujo investimento rondou meio milhão de euros e pretende ser exemplo para outras zonas da cidade. As obras que permitiram a requalificação do parque habitacional de uma das avenidas mais centrais da cidade da Amadora integram um projecto- piloto que permitiu a uniformização dos nove edifícios ali implementados, todos eles de épocas diferentes, através da intervenção nas fachadas, aplicação de ripados de madeira e estores nos pisos de habitação. Os toldos das lojas foram substituídos por uma pala comum e alinhada, com iluminação própria e cores uniformes. No início da pequena avenida podem ver-se as placas de cada loja colocadas estrategicamente de forma alinhada. Este projecto representou um investimento de 550 mil euros, totalmente suportados pela autarquia. A obra foi faseada para não prejudicar os comerciantes. A sua conclusão estava prevista para o final do Verão e os prazos foram cumpridos. Entre os que por ali passam, há quem note a diferença e a valorize. “Esta avenida está agora muito mais bonita e pode vir a funcionar como um cartão de visita para o resto da cidade”, refere Maria Lourenço, moradora da Venteira desde a década de 60. “As coisas mudaram muito na Amadora no últimos anos. Houve coisas que não correram tão bem, mas entendo que estes projectos valorizam a nossa cidade não apenas porque fica mais bonita, mas porque é um exemplo”, acrescenta. No entanto, como em tudo, há quem não perceba o montante gasto neste projecto. Na opinião de Bela Cavaleiro, também moradora nas imediações, esta obra “não faz sentido”. “Passo aqui todos os dias e não percebo porque se fez esta intervenção, foi tão discreta que nem dei por ela. Certo é que o pavimento da rua continua uma desgraça, por isso, acho que foi dinheiro mal gasto”, confessa. Elsa Azevedo, proprietária de um pronto-a-vestir na avenida Santos Mattos, há 23 anos, também não viu ainda as vantagens das obras. “Está esteticamente mais bonito, mas até agora não senti um aumento de clientes”, considera a empresária, acrescentando “a ideia é boa, mas falta o resto e é do resto que vivemos”. Elsa Azevedo diz ter sido prejudicada no decorrer das obras, assim como numa primeira intervenção feita na avenida que alterou o pavimento. “A calçada ficou uma vergonha, tendo levantado depois da intervenção e os locais de cargas e descargas não funcionam”, assegura. Optimista está José António, comerciante, para quem “está tudo mais bonito e essa é a opinião geral das pessoas. Assim, a avenida torna-se mais atractiva e mais apelativa aos consumidores”. Uma montra da cidade Esta intervenção pretende ser uma “montra” do projecto levado a cabo pela autarquia, através da “criação uma imagem moderna e urbana da cidade, mesmo em zonas que integram edifícios de épocas diferentes”, referiu a vereadora na CMA,Rita Madeira, responsável pela Divisão da Reabilitação do Parque Municipal da Amadora, quando há um ano atrás arrancava este projecto. A ideia é “incentivar a requalificação de outras zonas da Amadora”, garantia. Para isso, a autarquia pretende vir a apoiar as candidaturas a programas de financiamento de forma a garantir a requalificação de outras zonas, assim como todo o apoio técnico.

Melhorar o ambiente em Alfornelos

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Junta sensibiliza população para necessidade de alterar comportamentos Para melhorar a higiene urbana distinguidos de Alfornelos, a Junta de Freguesia local está a promover um conjunto de reuniões de sensibilização ambiental com as administrações de condomínios. Estes encontros servem também para passar alguns conselhos sobre protecção civil e preparação em caso de catástrofe. A primeira reunião realizou-se no mês passado e teve como principal objectivo juntar um conjunto de administrações dos prédios para tentar identificar os problemas e melhorar o ambiente da freguesia de Alfornelos. Neste encontro foram também abordadas questões relacionadas com a protecção civil e como agir em caso de catástrofe ambiental. Das cerca de 90 administrações existentes estiveram representadas mais de metade. Este conjunto de reuniões surge depois de detectados alguns problemas na freguesia. “Nos últimos tempos temos dado conta que junto aos ecopontos, papeleiras e em algumas esquinas de prédios existe a deposição de sacos de lixo doméstico indiferenciado”, refere Filipa Albino, coordenadora da secção de Ambiente e Espaços Verdes da Junta de Freguesia de Alfornelos. Para melhorar esta situação, Filipa Albino considera que é importante numa primeira fase sensibilizar os condomínios que muitas vezes podem alterar directamente alguns hábitos dos moradores. “É importante incutir nos habitantes a responsabilidade de cumprir as regras, mas também fiscalizá-las”, considera a responsável acrescentando que “a autarquia gasta muito dinheiro na remoção destes depósitos ilegais, através da afectação de uma viatura que circula ao longo do dia em toda a freguesia”. Esta situação acontece porque a freguesia de Alfornelos é a única do concelho da Amadora que tem implementado o sistema de recolha de lixo porta a porta. “Notámos que o perfil dos moradores mudou muito. Os proprietários das casas já não vivem aqui, aumentando o número de casas alugadas”, refere. “Há muitas condutas dos prédios seladas e muitas vezes os novos inquilinos não têm a chave dos locais onde é necessário depositar o lixo”, acrescenta. Esta reunião começou a ser preparada em Fevereiro através de uma recolha de informações sobre os contactos actualizados das administrações dos condomínios. “Interessava-nos estabelecer o contacto de forma a permitir uma maior comunicação entre a Junta e os representantes dos moradores”, explica a responsável, de forma a tornar possível a “sensibilização ambiental junto dos moradores”. No sentido de promover uma melhor higiene urbana, a Junta irá promover outras reuniões. “Esperamos conseguir reunir no próximo ano pelo menos três vezes”, acrescenta Filipa Albino.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

HOSPITAL FERNANDO DA FONSECA Inquérito aponta melhorias no serviço

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Urgência continua como ‘calcanhar de Aquiles’ da unidade hospitalar Amadora-Sintra De acordo com um inquérito de satisfação de utentes do Hospital Fernando da Fonseca, vulgarmente conhecido por Amadora-Sintra, num total de dois mil e quinhentos inquiridos, a média de insatisfação baixou nas valências de consulta externa, urgências e cirurgia ambulatória, mas manteve-se nos internamentos, quando comparados os dados com o ano anterior. Um resultado que a direcção classifica como “muito positivo”, embora admita que este estudo servirá para melhorar o que está menos bem. Acreditado pelo protocolo de Manchester King’s Fund, desde 2001, obrigando ao rigoroso cumprimento de regras para a prestação dos cuidados de saúde, o Amadora-Sintra sempre foi criticado pelo funcionamento das urgências, alvo de múltiplas críticas por parte dos utentes. É este o serviço que acolhe a maior insatisfação dos utentes inquiridos, embora tenha melhorado substancialmente em relação ao ano de 2010, com uma avaliação global de 7,34, numa classificação de 1 a 10. “Acima de tudo são queixas pelo elevado tempo de espera, mas isto deve-se ao facto de existirem falsas urgências, que acabam por dificultar o bom funcionamento do serviço”, explicou Fátima Pinheiro, directora de qualidade da unidade de Saúde. A funcionar com um sistema de triagem em que os doentes são atendidos de acordo comas prioridades, “na urgência não temos queixas sobre a qualidade da prestação dos cuidados de saúde”, garante a responsável. Com capacidade para prestar apoio a uma população de cerca de 350 mil habitantes, a unidade de saúde Amadora-Sintra abrange cerca de 600 mil habitantes. “Temos sempre que nos debater com os problemas do subdimensionamento da unidade e essa será sempre uma decisão do Ministério da Saúde”, referiu. A urgência é o ‘calcanhar de Aquiles’ de todos os hospitais e o Amadora-Sintra não é excepção. “Temos uma média de 400 urgências por dia e temos ainda picos de afluência. Por muito que se melhore vamos estar sempre subdimensionados para a população que abrangemos”, acrescenta ainda a responsável do Hospital Amadora-Sintra. Mas, para melhorar este serviço, a administração do hospital resolveu investir cerca de quatro milhões de euros na melhoria das instalações das urgências, onde deixou de existir papel e o doente já não anda a circular de gabinete em gabinete. “Mas as obras foram levadas a cabo depois da realização deste inquérito. Pensamos que os resultados para o ano serão substancialmente melhores”, acrescenta. Segundo o inquérito feito através de entrevista telefónica a 2520 inquiridos, utentes que tiveram um episódio no primeiro semestre de 2010 nas valências de consulta externa, cirurgia de ambulatório, urgências ou internamento, a média do grau de satisfação é alto. Muito embora, a urgência seja o serviço com maior grau de insatisfação global (17,8 por cento dos utentes deu nota negativa). O internamento é a valência que tem o mais elevado grau de satisfação. No entanto, quando comparados os dados relativos ao ano passado foi o único a reduzir ligeiramente, embora sem relevância estatística. “Vamo-nos centrar na análise estatística dos resultados, mas iremos cruzá-la com outras fontes de informação de que dispomos para tomar medidas, desde que exequíveis, para melhorar as respostas”, conclui Fátima Pinheiro.

SECUNDÁRIA FERREIRA DIAS Obras não passam do papel

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Modernização da escola travada pelo Governo A comemorar o 25.º aniversário, a Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) da Escola Secundária de Ferreira Dias, em Agualva, continua à espera da prenda mais desejada: a requalificação do estabelecimento de ensino. Previstas no âmbito do plano da modernização das escolas do Ensino Secundário, as obras de requalificação acabaram por não avançar e a mudança de Governo, que suspendeu novas intervenções da empresa Parque Escolar até à realização de uma auditoria, defraudou as expectativas da comunidade educativa da Ferreira Dias. O presidente da APEE, Álvaro Silva, já definiu como objectivo, para o corrente ano lectivo, trazer à escola o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e o ministro da Educação, Nuno Crato, para sensibilizar os governantes para o estado de degradação do estabelecimento de ensino. "Há salas que estão em muito mau estado, casas de banho em mau estado, é uma escola com 52 anos", adiantou este responsável da APEE, à margem da cerimónia comemorativa dos 25 anos da associação, na passada quinta-feira. Para Álvaro Silva, apesar da contenção orçamental decorrente do défice das contas públicas, há investimentos que justificam a adopção de excepções. "Compreendemos perfeitamente as medidas de austeridade, mas há casos e casos; não fazer obras aqui pode ter consequências imprevisíveis: temos alguns tectos em muito mau estado", frisou este dirigente do movimento associativo de pais, que aponta o dedo à Parque Escolar na definição de prioridades de intervenção nos estabelecimentos de ensino, em todo o país. "Foram requalificadas escolas em muito melhor estado, construídas há muito menos tempo, e a Ferreira Dias, que devia ter ficado na 1.ª fase, passou para a 2.ª e nem sequer na 3.ª ficou, mesmo com o projecto aprovado", acentuou Álvaro Silva, que considera estarmos perante "um tratamento de desigualdade". Apesar do empenho da direcção da escola, "há muitas dificuldades em concretizar obras de manutenção" e "estar a remediar com pequenas obras, não resolve, efectivamente, o problema e acaba por se gastar mais dinheiro". Se as obras de requalificação não avançaram na escola de Agualva, muitos alunos estão a ser prejudicados por outros trabalhos, os de requalificação da estação de Agualva-Cacém, que também já ultrapassaram os prazos de execução. Os acessos à estação não são os melhores e há quem arrisque a vida ao atravessar o túnel da Avenida dos Bons Amigos. Também nesta situação, a APEE da Escola Secundária de Ferreira Dias está preocupada não só com a deficiência dos acessos, como com a propensão para os assaltos em função da deficiente iluminação. "Temos muita urgência em que essas obras sejam concluídas", frisa Álvaro Silva. Com1750 alunos em período diurno e 300 à noite, a escola devia estar em obras desde o início do último ano lectivo, em Setembro de 2010, confirmou ao JR a directora Leonídia Cunha. "Um dos motivos das obras não avançarem foi a necessidade do curso de água, que passa na escola, ser desviado para o exterior, o que atrasou a elaboração do projecto e, com esse atraso, o contexto político alterou-se e as obras da Parque Escolar foram suspensas", lamenta a directora da Escola Secundária de Ferreira Dias, que, no entanto, expressa "a esperança" de que as obras possam avançar logo que haja uma decisão política, porque "o projecto está pronto e tudo preparado na Parque Escolar para se avançar com as obras". "Temos esperança de que, logo que o Ministério decida avançar com as obras da Parque Escolar, inclua a Ferreira Dias nas empreitadas a executar", salienta a docente, que acentua que algumas escolas já intervencionadas têm metade do tempo de existência do estabelecimento sintrense. "Temos mais de 50 anos e não temos tido nem 900 ou 1000 alunos. Chegou a haver, na década de 80, vários anos em que tínhamos à volta de sete mil alunos", frisa Leonídia Cunha, que destaca o "grande serviço público" prestado pela Ferreira Dias. Os espaços mais problemáticos são os reservados à prática desportiva, "porque as portas de vidro e madeira estão em péssimo estado". A nova Ferreira Dias, com base num projecto do ateliê de arquitectura Risco, será "um edifício lindíssimo, moderno, com uma entrada que enriqueceria esta zona da cidade, uma biblioteca junto à entrada, virada para a comunidade, e um auditório também aberto à comunidade", realça Leonídia Cunha, com a nova escola a ter capacidade para 70 turmas e todas em regime normal.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Alunos da Gonçalves Zarco arriscam nos acessos à escola

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Falta de bermas e lombas na Rua João Chagas Parte dos alunos da Escola 2,3 João Gonçalves Zarco, situada na Rua Quirino da Fonseca, na confluência das freguesias da Cruz Quebrada-Dafundo (em que está inserida), Algés e Linda-a-Velha, têm a sua segurança em risco na deslocação, a pé, de e para aquele estabelecimento de ensino. O presidente do conselho executivo da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Zarco (APEZARCO), João Cortes de Matos, sublinhou ao JR que há cerca de três anos vem apelando à colocação de lombas e/ou uma passadeira sobreelevada no local da Rua João Chagas (vulgo Estrada da Junça, via principal que passa junto à escola) em que muitos alunos atravessam para alcançarem a paragem de autocarro ali existente. Actualmente, apenas têm ao seu dispor uma passadeira com semáforos de activação voluntária. Adicionalmente, afastado algumas dezenas de metros para o lado de Linda-a-Velha, há, ainda, um dispositivo semafórico que faz cair a luz vermelha em caso de excesso de velocidade. No entanto, o mesmo “tem-se revelado manifestamente insuficiente pois tem havido inúmeros relatos de incidentes com condutores que não respeitam o limite de velocidade porque já sabem que não se destina a assinalar nenhum cruzamento, mas apenas uma passadeira, além de que a recta com boa visibilidade convida a ignorar o sinal vermelho”. Tal situação, segundo o presidente da APEZARCO, tem representado “perigo mortal para quem tem de atravessar essa rua”. Isso mesmo, de resto, terá sido reconhecido pela Câmara de Oeiras, que chegou a enviar, no início de 2010, um ofício dirigido ao Agrupamento de Escolas Zarco (com conhecimento à respectiva associação de pais) anunciando a intenção de corresponder aos pedidos formulados, colocando não uma, mas sim “duas lombas redutoras de velocidade no acesso à escola, concretamente entre a Rua Quirino da Fonseca e a Rua Duarte de Almeida, em Algés (uma das quais na passadeira semaforizada), complementadas por sinalização horizontal e vertical adequada”. Todavia, faz notar João Cortes de Matos, “o aval da CMO, por oficio, até à data, não foi além dissomesmo”, pois “nada mais se passou…”. O JR submeteu a situação a análise da vereadora daMobilidade da Câmara, Madalena Castro, que manifestou estranheza quanto ao teor do referido ofício – assinado pela directora municipal de Desenvolvimento Social e Cultural. “O que está previsto é a instalação de semáforos para serem accionados carregando no respectivo botão”, adiantou, traçando, afinal, o retrato do que já existe no local em causa... Quanto à opção de uma passadeira sobreelevada, aquela responsável esclareceu que “evitamos ao máximo colocar esse tipo de mecanismos no pavimento nas vias onde passam autocarros e veículos de emergência”. Por seu turno, a directora da Escola2,3 Gonçalves Zarco, Natércia Tavares, começou por lamentar o facto de a direcção do estabelecimento de ensino não ter sido contactada sobre este assunto. Embora reconhecendo que há riscos na zona de atravessamento mencionada em resposta aos quais as prometidas lombas fariam falta, aquela responsável não deixou de adiantar que “em 15 anos que aqui estou houve um miúdo que levou um toque na passadeira, mas nada de grave”. Bem mais preocupante, aponta Natércia Tavares, é a Rua João Chagas quando esta artéria começa a descer em direcção ao Parque Anjos, centro de Algés. “Aí é que é um perigo enorme, com os autocarros da Vimeca em velocidades loucas por aí abaixo e os miúdos num palmo de passeio, às vezes, nem isso há e têm de ir para a estrada, devem ter protecção divina para ainda não ter acontecido nada!...”, faz notar a directora, concluindo. “Os acessos à escola não foram bem pensados e precisavam, de facto, de serem melhor pensados”.