terça-feira, 15 de novembro de 2011

HOSPITAL FERNANDO DA FONSECA Inquérito aponta melhorias no serviço

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Urgência continua como ‘calcanhar de Aquiles’ da unidade hospitalar Amadora-Sintra De acordo com um inquérito de satisfação de utentes do Hospital Fernando da Fonseca, vulgarmente conhecido por Amadora-Sintra, num total de dois mil e quinhentos inquiridos, a média de insatisfação baixou nas valências de consulta externa, urgências e cirurgia ambulatória, mas manteve-se nos internamentos, quando comparados os dados com o ano anterior. Um resultado que a direcção classifica como “muito positivo”, embora admita que este estudo servirá para melhorar o que está menos bem. Acreditado pelo protocolo de Manchester King’s Fund, desde 2001, obrigando ao rigoroso cumprimento de regras para a prestação dos cuidados de saúde, o Amadora-Sintra sempre foi criticado pelo funcionamento das urgências, alvo de múltiplas críticas por parte dos utentes. É este o serviço que acolhe a maior insatisfação dos utentes inquiridos, embora tenha melhorado substancialmente em relação ao ano de 2010, com uma avaliação global de 7,34, numa classificação de 1 a 10. “Acima de tudo são queixas pelo elevado tempo de espera, mas isto deve-se ao facto de existirem falsas urgências, que acabam por dificultar o bom funcionamento do serviço”, explicou Fátima Pinheiro, directora de qualidade da unidade de Saúde. A funcionar com um sistema de triagem em que os doentes são atendidos de acordo comas prioridades, “na urgência não temos queixas sobre a qualidade da prestação dos cuidados de saúde”, garante a responsável. Com capacidade para prestar apoio a uma população de cerca de 350 mil habitantes, a unidade de saúde Amadora-Sintra abrange cerca de 600 mil habitantes. “Temos sempre que nos debater com os problemas do subdimensionamento da unidade e essa será sempre uma decisão do Ministério da Saúde”, referiu. A urgência é o ‘calcanhar de Aquiles’ de todos os hospitais e o Amadora-Sintra não é excepção. “Temos uma média de 400 urgências por dia e temos ainda picos de afluência. Por muito que se melhore vamos estar sempre subdimensionados para a população que abrangemos”, acrescenta ainda a responsável do Hospital Amadora-Sintra. Mas, para melhorar este serviço, a administração do hospital resolveu investir cerca de quatro milhões de euros na melhoria das instalações das urgências, onde deixou de existir papel e o doente já não anda a circular de gabinete em gabinete. “Mas as obras foram levadas a cabo depois da realização deste inquérito. Pensamos que os resultados para o ano serão substancialmente melhores”, acrescenta. Segundo o inquérito feito através de entrevista telefónica a 2520 inquiridos, utentes que tiveram um episódio no primeiro semestre de 2010 nas valências de consulta externa, cirurgia de ambulatório, urgências ou internamento, a média do grau de satisfação é alto. Muito embora, a urgência seja o serviço com maior grau de insatisfação global (17,8 por cento dos utentes deu nota negativa). O internamento é a valência que tem o mais elevado grau de satisfação. No entanto, quando comparados os dados relativos ao ano passado foi o único a reduzir ligeiramente, embora sem relevância estatística. “Vamo-nos centrar na análise estatística dos resultados, mas iremos cruzá-la com outras fontes de informação de que dispomos para tomar medidas, desde que exequíveis, para melhorar as respostas”, conclui Fátima Pinheiro.

SECUNDÁRIA FERREIRA DIAS Obras não passam do papel

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Modernização da escola travada pelo Governo A comemorar o 25.º aniversário, a Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) da Escola Secundária de Ferreira Dias, em Agualva, continua à espera da prenda mais desejada: a requalificação do estabelecimento de ensino. Previstas no âmbito do plano da modernização das escolas do Ensino Secundário, as obras de requalificação acabaram por não avançar e a mudança de Governo, que suspendeu novas intervenções da empresa Parque Escolar até à realização de uma auditoria, defraudou as expectativas da comunidade educativa da Ferreira Dias. O presidente da APEE, Álvaro Silva, já definiu como objectivo, para o corrente ano lectivo, trazer à escola o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e o ministro da Educação, Nuno Crato, para sensibilizar os governantes para o estado de degradação do estabelecimento de ensino. "Há salas que estão em muito mau estado, casas de banho em mau estado, é uma escola com 52 anos", adiantou este responsável da APEE, à margem da cerimónia comemorativa dos 25 anos da associação, na passada quinta-feira. Para Álvaro Silva, apesar da contenção orçamental decorrente do défice das contas públicas, há investimentos que justificam a adopção de excepções. "Compreendemos perfeitamente as medidas de austeridade, mas há casos e casos; não fazer obras aqui pode ter consequências imprevisíveis: temos alguns tectos em muito mau estado", frisou este dirigente do movimento associativo de pais, que aponta o dedo à Parque Escolar na definição de prioridades de intervenção nos estabelecimentos de ensino, em todo o país. "Foram requalificadas escolas em muito melhor estado, construídas há muito menos tempo, e a Ferreira Dias, que devia ter ficado na 1.ª fase, passou para a 2.ª e nem sequer na 3.ª ficou, mesmo com o projecto aprovado", acentuou Álvaro Silva, que considera estarmos perante "um tratamento de desigualdade". Apesar do empenho da direcção da escola, "há muitas dificuldades em concretizar obras de manutenção" e "estar a remediar com pequenas obras, não resolve, efectivamente, o problema e acaba por se gastar mais dinheiro". Se as obras de requalificação não avançaram na escola de Agualva, muitos alunos estão a ser prejudicados por outros trabalhos, os de requalificação da estação de Agualva-Cacém, que também já ultrapassaram os prazos de execução. Os acessos à estação não são os melhores e há quem arrisque a vida ao atravessar o túnel da Avenida dos Bons Amigos. Também nesta situação, a APEE da Escola Secundária de Ferreira Dias está preocupada não só com a deficiência dos acessos, como com a propensão para os assaltos em função da deficiente iluminação. "Temos muita urgência em que essas obras sejam concluídas", frisa Álvaro Silva. Com1750 alunos em período diurno e 300 à noite, a escola devia estar em obras desde o início do último ano lectivo, em Setembro de 2010, confirmou ao JR a directora Leonídia Cunha. "Um dos motivos das obras não avançarem foi a necessidade do curso de água, que passa na escola, ser desviado para o exterior, o que atrasou a elaboração do projecto e, com esse atraso, o contexto político alterou-se e as obras da Parque Escolar foram suspensas", lamenta a directora da Escola Secundária de Ferreira Dias, que, no entanto, expressa "a esperança" de que as obras possam avançar logo que haja uma decisão política, porque "o projecto está pronto e tudo preparado na Parque Escolar para se avançar com as obras". "Temos esperança de que, logo que o Ministério decida avançar com as obras da Parque Escolar, inclua a Ferreira Dias nas empreitadas a executar", salienta a docente, que acentua que algumas escolas já intervencionadas têm metade do tempo de existência do estabelecimento sintrense. "Temos mais de 50 anos e não temos tido nem 900 ou 1000 alunos. Chegou a haver, na década de 80, vários anos em que tínhamos à volta de sete mil alunos", frisa Leonídia Cunha, que destaca o "grande serviço público" prestado pela Ferreira Dias. Os espaços mais problemáticos são os reservados à prática desportiva, "porque as portas de vidro e madeira estão em péssimo estado". A nova Ferreira Dias, com base num projecto do ateliê de arquitectura Risco, será "um edifício lindíssimo, moderno, com uma entrada que enriqueceria esta zona da cidade, uma biblioteca junto à entrada, virada para a comunidade, e um auditório também aberto à comunidade", realça Leonídia Cunha, com a nova escola a ter capacidade para 70 turmas e todas em regime normal.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Alunos da Gonçalves Zarco arriscam nos acessos à escola

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Falta de bermas e lombas na Rua João Chagas Parte dos alunos da Escola 2,3 João Gonçalves Zarco, situada na Rua Quirino da Fonseca, na confluência das freguesias da Cruz Quebrada-Dafundo (em que está inserida), Algés e Linda-a-Velha, têm a sua segurança em risco na deslocação, a pé, de e para aquele estabelecimento de ensino. O presidente do conselho executivo da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Zarco (APEZARCO), João Cortes de Matos, sublinhou ao JR que há cerca de três anos vem apelando à colocação de lombas e/ou uma passadeira sobreelevada no local da Rua João Chagas (vulgo Estrada da Junça, via principal que passa junto à escola) em que muitos alunos atravessam para alcançarem a paragem de autocarro ali existente. Actualmente, apenas têm ao seu dispor uma passadeira com semáforos de activação voluntária. Adicionalmente, afastado algumas dezenas de metros para o lado de Linda-a-Velha, há, ainda, um dispositivo semafórico que faz cair a luz vermelha em caso de excesso de velocidade. No entanto, o mesmo “tem-se revelado manifestamente insuficiente pois tem havido inúmeros relatos de incidentes com condutores que não respeitam o limite de velocidade porque já sabem que não se destina a assinalar nenhum cruzamento, mas apenas uma passadeira, além de que a recta com boa visibilidade convida a ignorar o sinal vermelho”. Tal situação, segundo o presidente da APEZARCO, tem representado “perigo mortal para quem tem de atravessar essa rua”. Isso mesmo, de resto, terá sido reconhecido pela Câmara de Oeiras, que chegou a enviar, no início de 2010, um ofício dirigido ao Agrupamento de Escolas Zarco (com conhecimento à respectiva associação de pais) anunciando a intenção de corresponder aos pedidos formulados, colocando não uma, mas sim “duas lombas redutoras de velocidade no acesso à escola, concretamente entre a Rua Quirino da Fonseca e a Rua Duarte de Almeida, em Algés (uma das quais na passadeira semaforizada), complementadas por sinalização horizontal e vertical adequada”. Todavia, faz notar João Cortes de Matos, “o aval da CMO, por oficio, até à data, não foi além dissomesmo”, pois “nada mais se passou…”. O JR submeteu a situação a análise da vereadora daMobilidade da Câmara, Madalena Castro, que manifestou estranheza quanto ao teor do referido ofício – assinado pela directora municipal de Desenvolvimento Social e Cultural. “O que está previsto é a instalação de semáforos para serem accionados carregando no respectivo botão”, adiantou, traçando, afinal, o retrato do que já existe no local em causa... Quanto à opção de uma passadeira sobreelevada, aquela responsável esclareceu que “evitamos ao máximo colocar esse tipo de mecanismos no pavimento nas vias onde passam autocarros e veículos de emergência”. Por seu turno, a directora da Escola2,3 Gonçalves Zarco, Natércia Tavares, começou por lamentar o facto de a direcção do estabelecimento de ensino não ter sido contactada sobre este assunto. Embora reconhecendo que há riscos na zona de atravessamento mencionada em resposta aos quais as prometidas lombas fariam falta, aquela responsável não deixou de adiantar que “em 15 anos que aqui estou houve um miúdo que levou um toque na passadeira, mas nada de grave”. Bem mais preocupante, aponta Natércia Tavares, é a Rua João Chagas quando esta artéria começa a descer em direcção ao Parque Anjos, centro de Algés. “Aí é que é um perigo enorme, com os autocarros da Vimeca em velocidades loucas por aí abaixo e os miúdos num palmo de passeio, às vezes, nem isso há e têm de ir para a estrada, devem ter protecção divina para ainda não ter acontecido nada!...”, faz notar a directora, concluindo. “Os acessos à escola não foram bem pensados e precisavam, de facto, de serem melhor pensados”.

OEIRAS Redução da oferta de transportes motiva contestação

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Assembleia de Freguesia de Cruz Quebrada-Dafundo aprova moção contra supressão da carreira 76 A possibilidade de vir a ser suprimida a carreira 76 da Carris – que liga Algés à Faculdade de Motricidade Humana (na Cruz Quebrada) – no âmbito da reestruturação da oferta das empresas públicas de transportes colectivos que o Governo tem na forja, já está a ser alvo de luta e protesto por parte das populações actualmente servidas pelos autocarros alocados àquele troço, através, nomeadamente, dos seus órgãos eleitos a nível local. De facto,em face das notícias vindas a público, a Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo decidiu não ficar de braços cruzados à espera da eventual confirmação daquela medida e, na sua última reunião, de carácter extraordinário, realizada no passado dia 4, aprovou – apenas com dois votos contra, dos eleitos pelo PSD – uma moção no sentido de organizar e mobilizar a população daquela freguesia para acções de protesto contra o corte anunciado. Apresentada pelo PS e tendo recolhido votos a favor do IOMAF, PS e da CDU, o documento, intitulado “Transporte para todos na freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo”, sublinha que a anunciada supressão da carreira 76 da Carris “representa um autêntico ataque às necessidades básicas das populações mais carenciadas e necessitadas”. Passando da teoria à prática, a moção inclui já uma proposta para “que se crie uma comissão organizacional, transversal a todos os partidos, que mobilize a população numa acção concreta, de modo a chamar as atenções dos responsáveis por esta decisão e de toda a comunicação social, por esta medida gravosa para a nossa Freguesia”. Para Paulo Freitas do Amaral, presidente (independente) da Junta da Cruz Quebrada-Dafundo, o facto de ainda não haver uma decisão final do Poder Central não invalida a tomada prévia de posições claras a marcar o sentimento das populações sobre esta matéria. Até porque as notícias não deixam dúvidas quanto à intenção de cortar e ajustar carreiras na Carris em 2012, sendo que tudo aponta para a supressão do 76. De resto, os ‘reajustamentos’ nesta linha não são de agora: em Março deste ano havia desaparecido um dos três autocarros adstritos a este percurso. Com efeitos que foram, entretanto, atenuados pela passagem do Combus naquele mesmo itinerário. “O Governo invoca que o comboio pode fazer a vez da carreira 76. Mas não é bem assim, pois dois terços dos moradores da nossa freguesia moram no Dafundo e, portanto, ficam distantes da estação da Cruz Quebrada cerca de 1 km, sendo que a de Algés também fica longe”, salienta Paulo Freitas do Amaral. Ou seja: “O Dafundo fica a meio caminho entre as duas estações de comboio, envolvendo distâncias consideráveis e penosas para uma freguesia em que 55% das pessoas são idosas, tendo muitas delas, naturalmente, dificuldades de se deslocarem por falta de mobilidade e problemas de saúde diversos. Não faz sentido obrigá-las a andarem à chuva e ao frio, ou ao sol abrasador”. Além do mais, acrescenta o autarca, há uma Unidade de Saúde Familiar a funcionar no Dafundo que torna mais pertinente a questão da mobilidade neste troço, sem esquecer os alunos e funcionários da Faculdade de Motricidade Humana. Mais sentido teria – aproveita para lembrar Paulo Freitas do Amaral – “a reactivação do troço do eléctrico, voltando a trazer este meio de transporte não poluente desde Algés até perto da Faculdade de Motricidade Humana (FMH) e do Jamor, na Cruz Quebrada”. Uma medida que “traria turistas que vêm de Lisboa até Algés, daria outra visibilidade ao Aquário Vasco da Gama, dinamizaria o comércio em toda esta faixa de território e daria mais mobilidade à população”.

TRANSPORTES O Tejo até pode ser um deserto

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Autarcas e utentes não aceitam cortes cegos A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul (CUTMS) vai manifestar-se hoje, dia 10 de Novembro, a partir das 14 horas, junto à Assembleia da República contra a Reformulação da Rede de Transportes Públicos na Área Metropolitana de Lisboa, proposta pelo grupo de trabalho criado pelo Governo em Outubro. Isto acontece no mesmo dia em que os autarcas da comissão de Mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa contam entregar à Junta Metropolitana uma proposta conjunta sobre a articulação da rede de transportes que, depois de analisada por este órgão, deve ser apresentado pelo seu presidente, Carlos Humberto, até dia 17 deste mês ao grupo de trabalho governamental liderado por Pedro Gonçalves e à Secretaria de Estado dos Transportes. O conteúdo da proposta que irá emanar dos municípios será de certo bem diferente daquela que foi apresentada pelo grupo de trabalho criado pelo Governo aos municípios, na passada semana. “Há outras alternativas em que não é preciso cortar serviços”, garante Joaquim Santos, vice-presidente da Câmara do Seixal e coordenador do grupo de vereadores da Mobilidade. “O que é preciso é adequá-los”, afirma. A proposta do grupo de trabalho do Governo corta 23 carreiras e altera percursos e horários de outras 24. Para além dos cortes na Transtejo. “Isto será o princípio do fim dos do serviço público de transportes”, diz Luísa Ramos, porta-voz da CUTMS. Aliás, a sua opinião é que “a pretensão do Governo é, para além de acabar com o passe social intermodal, privatizar os transportes”. No caso de Almada este corte acaba de vez com a carreira da Carris 753 entre a Praça José Fontana e o Centro Sul que, a horas de ponta, é das mais procuradas pelos utentes e abre um verdadeiro rombo no serviço de travessias da Transtejo, sendo o mais violento na travessia entre Trafaria, Porto Brandão e Belém, que acaba de vez. Esta hipótese que a presidente da Junta de Freguesia de Caparica, Teresa Coelho (CDU), considera “inaceitável” e a sua congénere socialista da Trafaria, Francisca Parreira, diz ser um “ataque à qualidade de vida das populações”, tem sido contestada também por dois grupos de cidadãos das duas freguesias que já realizaram vigílias para alertar o Governo que o corte nesta carreira fluvial “é matar estas localidades”. Entretanto o Jornal da Região sabe que estão a ser preparadas mais acções de luta. Teresa Coelho não consegue perceber os fundamentos do grupo de trabalho governamental para acabar com esta ligação fluvial. “Dizem que transporta apenas 400 pessoas, o que é completamente falso”, afirma a autarca. Para além da população que usa esta travessia, lembra que “só a Faculdade de Ciências e Tecnologia e o Instituto Egas Moniz têm 8 mil alunos, para além de professores e funcionários”, e “muitos deles vêm de Lisboa”. E do ponto de vista da travessia fluvial o problema de mobilidade por transporte público piora ainda mais quando estão previstos cortes no número de carreiras entre Cacilhas e o Cais do Sodré e Seixal e Cais do Sodré. “A concretização desta medida seria gravíssima”, afirma a presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa que acrescenta que “não podemos aceitar tudo em nome da ‘troika’. O grupo para Reformulação da Rede de Transportes Públicos na Área Metropolitana de Lisboa prevê dois cenários com o primeiro a traçar, no caso das ligações fluviais entre Lisboa e Cacilhas e entre Lisboa e o Barreiro, para a antecipação da hora de encerramento do serviço diário e para a redução da frequência das carreiras ao fim-de-semana. A acrescer sugere a suspensão da ligação fluvial entre Seixal e Lisboa e a manutenção da ligação ao Montijo apenas nos dias úteis e em períodos de ponta. Para Luísa Ramos estas medidas são “um regresso ao passado onde não existia um sistema de transportes públicos”, a isto acrescenta que “o serviço público é a base da democracia” e que o actual Governo “está a colocar tudo em causa em nome das privatizações”. Entretanto, o ministro da Economia Álvaro Santos Pereira já veio dizer sobre a revisão da rede de transportes públicos que nada está decidido e que até agora “apenas existem propostas e não decisões do Governo”, ao mesmo tempo garante que quando o relatório do grupo de trabalho estiver concluído o Governo “vai ouvir as autarquias”.

ALMADA Unidade de retaguarda avança

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Projecto da Liga dos Amigos do Hospital Garcia de Orta escapa a cortes As medidas de contenção financeira do actual Governo não vão afectar a construção da Unidade de Cuidados Integrados Continuados promovida pela Liga de Amigos do Hospital Garcia de Orta (LAHGO). Com terreno disponibilizado pela Câmara de Almada, a obra começou em Fevereiro deste ano e “vai estar concluída entre Junho e Agosto de 2012”, garante Fernando Neves, presidente da Liga. Um equipamento que só vai continuar como foi programado porque as obras já tinham começado quando, em Outubro deste ano, a LAHGO recebeu da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo a informação sobre o despacho do secretário de Estado da Saúde, que mandava suspender os equipamentos financiados pelo Programa Modelar que ainda não tivessem iniciado a construção. Com um investimento de 10 milhões de euros, a Unidade de Cuidados Integrados Continuados da LAHGO é comparticipadaem750mil euros pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) através do programa Modelar 2, que envolve os ministérios da Saúde e o do Trabalho e Solidariedade Social. Logo na altura do lançamento da primeira pedra desta unidade, cerimónia onde esteve presente a então ministra da Saúde, Ana Jorge, o presidente da LAHGO apontava a urgência deste equipamento como “apoio” ao Hospital Garcia de Orta (HGO), uma vez que irá libertar camas no hospital reduzindo o tempo de espera para cirurgias e, com isto, “reduzir os custos do Estado na saúde”. Foi por esta urgência que a obra começou de imediato no terreno e fez prova disso quando a ARSLVT requisitou à Liga o envio de fotografias comprovando o avanço da mesma, o que foi feito. Comeste equipamento no Laranjeiro, a Liga disponibiliza 60 camas para reforçar a rede de saúde da Área Metropolitana de Lisboa, que irão funcionar em articulação com o HGO. Esta unidade terá ainda mais 60 camas na valência de lar para a terceira idade, para além de servir a população de Almada irá “receber utentes dos concelhos limítrofes e de outros locais”. Outra das oportunidades que esta unidade irá criar é em postos de trabalho. “Estamos constantemente a receber candidaturas para várias áreas”, diz Fernando Neves. Quanto a gestão do equipamento vai ficar entregue a Humberto Ramalhinho e a Vera Romão, actualmente membros dos corpos sociais da Liga, enquanto o lar e o serviço de apoio ao domicílio irá ficar com Célia Dias.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CERCICA já tem certificação de qualidade

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Distinção foi entregue por Maria Cavaco Silva Maria Cavaco Silva presidiu à cerimónia de entrega à CERCICA (Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Cascais), no passado dia 4 de Novembro, da Certificação de Qualidade EQUASS (European Quality in Social Services), para o período de Julho de 2011 a Julho de 2013, pela qualidade dos serviços que presta à comunidade cascalense. A cerimónia contou ainda com a presença do presidente da direcção da CERCICA, Pedro Alarcão, da vice-presidente da Associação Portuguesa para a Qualidade (APQ), Ana Andrade, e do presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras. Para Pedro Alarcão, “este é um dia de grande significado para a nossa instituição que está a comemorar 35 anos de existência”. O responsável lembrou que, com o arranque do processo de certificação (que demorou dois anos), “não se trata de fazer uma revolução, mas de integrar uma certificação”. “Com o arranque do processo de certificação envolveram-se, conjuntamente, os colaboradores da CERCICA, os parceiros e os utentes. Com vista à obtenção da qualidade” e salientou que “não foi fácil. O trabalho ao longo destes anos foi árduo”. O presidente da CERCICA frisou, ainda, que a certificação constitui um incentivo: “Este é um trabalho contínuo com vista à perfeição destes serviços”. “Que a certificação seja um incentivo para que a CERCICA possa continuar a alegrar os utentes e as famílias”, concluiu. A cerimónia contou ainda com o testemunho de uma das utentes. Susana Moreira, em nome dos utentes, revelou que gosta “muito de estar na CERCICA. Estou cá há 20 anos e tenho muito gosto em estar cá. Se a CERCICA não existisse, eu e os meus colegas estávamos em casa sem ter ocupação e trabalho. A nossa vida era muito diferente”. Maria Cavaco Silva entregou o certificado a Rosa Neto, directora-geral da CERCICA, que o partilhou com outros colaboradores. Apesar da chuva que se fazia sentir, Maria Cavaco Silva disse que “hoje é um dia de sol” e interrogou: “O que seria se não houvesse a CERCICA?”. Passados 35 anos da fundação da CERCICA, Maria Cavaco Silva disse que “é extraordinário pensar que nasceram no dia 11 de Março de 1976. Quando tudo estava tão fresco ainda, estava tudo tão novinho ainda”. Também Carlos Carreiras se congratulou com este reconhecimento da actividade da instituição. "Hoje é também um dia muito feliz e de um enorme orgulho para Cascais. Orgulho na CERCICA, nos seus dirigentes, nos seus colaboradores e nos seus alunos e utentes. Orgulho porque esta distinção não se esgota numa mera certificação de qualidade. É mais do que isso. Ao longo de 35 anos, a CERCICA tem sido uma fonte contínua de dignidade para aqueles que, por serem mais frágeis, mais dependentes ou apenas vítimas de preconceito, estavam condenados à tirania do determinismo e da lotaria social". "Ao longo de 35 anos, a CERCICA tem trabalhado para que Cascais seja um concelho mais justo, coeso e solidário. Aproveito também para acrescentar, mais bonito. Porque é da CERCICA que saem as flores que fazem com que Cascais tenha os seus espaços verdes públicos cheios de cor e que todos admiram e elogiam", realçou ainda o edil.