quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Trabalhadores da Académica em protesto

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Há seis meses sem salários, funcionários do clube exigem respostas concretas Com cerca de seis meses de salários em atraso, um grupo de trabalhadores da Associação Académica da Amadora (AAA) manifestou-se à porta das instalações do clube na última sexta-feira, dia 23 de Setembro. Temem a falência daquela colectividade criada em 1940 e acusam a direcção de má gestão. Laurinda Carvalho trabalha há cerca de 20 anos na AAA e desde Fevereiro não recebe ordenados nem subsídio de férias. Garante que é a muito custo que as coisas se vão aguentando em casa. “Tenho uma filha na universidade e o salário do meu marido não chega”, lamenta. “Nem tinha dinheiro para comprar o passe para poder vir trabalhar sem receber, tentei pedir esse dinheiro de volta e só a muito custo consegui”, acrescenta. Esta funcionária explica ainda que pediu “a suspensão do contrato em Julho, com a promessa da direcção que nos iriam buscar de novo". Porém, "estamos quase em Outubro e até agora não nos disseram nada”. Uma situação que não entende porque, “as pessoas procuram muito a instituição para inscrever as suas crianças nas várias modalidades, como a ginástica ou o hóquei”, acrescenta. O dinheiro das inscrições que diz “não se sabe para onde vai”. Rui Adão, um outro funcionário, está em casa desde Abril altura em que fechou o Bingo, adianta: “Tive que pedir a suspensão do meu contrato e agora vivo dias de incerteza. Tenho que procurar emprego mas continuo com vínculo à associação. E a direcção da Académica não nos diz nada”. António Henrique Trindade, outro funcionário, vai mais longe e considera que “o que originou esta situação pode ter sido dinheiro a mais, mas mal gerido. Tivemos há pouco tempo o Torneio Rui Costa que foi pago no final e nenhum trabalhador viu esse dinheiro”. Esta situação que afecta cerca de 75 trabalhadores, entre os funcionários do antigo Bingo que fechou portas em Abril e os trabalhadores que asseguravam a manutenção dos pavilhões da Associação. De acordo com o presidente da direcção do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul, Rodolfo Caseiro, “houve uma reunião no Ministério do Trabalho, em Abril, onde a direcção se comprometeu a dar informações sobre o processo, mas até agora não sabemos de nada”. “Esta direcção tal como as anteriores têm feito uma gestão ruinosa e irresponsável, empurrando a instituição para uma situação de falência e este é um problema também dos munícipes da Amadora, uma vez que a Académica presta um serviço público”, acrescenta o sindicalista. Os trabalhadores estiveram concentrados ao longo da tarde de sexta-feira à porta das instalações chegando mesmo a cortar o trânsito da rua que foi restabelecido após a chegada da polícia. Apesar das várias tentativas, o JR não conseguiu entrar em contacto com a direcção da AAA até ao fecho desta edição.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

ALMOÇAGEME Novo centro clínico

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Obras arrancam no dia 10 no edifício do antigo CCO Os Bombeiros Voluntários de Almoçageme vão disponibilizar à população um novo centro clínico, com melhores instalações e mais valências médicas. O desejo dos responsáveis da associação, que comemorou 116 anos no passado domingo, é abrir o novo equipamento ainda em 2011. Para o efeito, vão arrancar, no dia 10 de Outubro, as obras de renovação da cobertura do antigo CCO (Centro de Coordenação Operacional), numa área que se destinava a heliporto, para acabar de vez com as infiltrações de água no interior do imóvel. O novo centro clínico vai funcionar paredes-meias com o Centro de Fisioterapia, que será entregue à exploração privada, e beneficiar desta proximidade. "Vamos expandir as instalações para o dobro em comparação com o actual centro médico e em articulação com o Centro de Fisioterapia", adiantou Maurício Barra ao JR, à margem da sessão solene comemorativa dos 116 anos da associação. Segundo o presidente da direcção, "as obras da cobertura começam no dia 10 e serão relativamente rápidas. No interior, o espaço está construído e será apenas fazer as subdivisões". Este responsável, que preside à associação humanitária há três meses, não esconde o objectivo de oferecer "uma prenda de Natal à população de Almoçageme": a entrada em funcionamento do novo centro clínico. Mas, Maurício Barra adverte que a realização de obras é sempre sujeita a imponderáveis que podem impedir a concretização desse objectivo. O novo centro clínico vai dispor de mais valências médicas, como pediatria e dermatologia, que se juntam às actuais especialidades de medicina interna, fisiatria, ginecologia/obstetrícia, otorrino, oftalmologia, odontologia/dentista, urologia, psicologia, terapia da fala e psiquiatria. Se o actual centro já permite a realização de análises clínicas, está previsto para o próximo mês, mesmo antes da mudança de instalações, passar a disponibilizar o serviço de imagiologia (ecografia e ecocardiograma). Apesar das limitações de espaço, que, até ao final do ano, vão quase duplicar, "o Centro Clínico de Almoçageme é, a par do Centro de Saúde de Colares, o equipamento mais procurado nesta zona ocidental da Serra de Sintra", realça Maurício Barra, que destaca o papel do dr. Teixeira Botelho na direcção do centro, "uma pessoa muito proactiva e sempre com intenção de dinamizar o centro clínico em termos de serviços à comunidade". A criação do novo centro clínico é vista com bons olhos pelo presidente da Junta de Colares, Rui Santos, "por se tratar de uma mais-valia" para Almoçageme e para a freguesia em geral. O autarca, que integrou os órgãos sociais da associação ao longo de mais de 13 anos, recorda que esta intervenção já constituía um anseio de anteriores direcções, mas que acabou por nunca ser concretizado. Os responsáveis da associação humanitária continuam apostados em servir a comunidade de Almoçageme e dispõem de instalações que gostariam que fossem ocupadas com uma farmácia. A localidade não dispõe de farmácia, desde há cerca de dois anos, quando o alvará existente permitiu a abertura de estabelecimento na zona urbana do concelho. "Temos feito tentativas junto do Infarmed, mas até agora não conseguimos nada", revela Rui Aguiar Silva, vice-presidente da associação, dando conta que a legislação é muito rígida, com um limite de alvarás de funcionamento de farmácias, "o que deixa esta terra completamente isolada" e obrigada a recorrer à farmácia de Colares. As instalações estão disponíveis, "mas precisamos de um alvará", acentua Rui Aguiar Silva que, ainda na passada semana, voltou a solicitar ao Infarmed uma resposta a esta pretensão.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ALGÉS 'É muito fácil ser-se atropelado aqui'

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Velocidade na Avenida dos Bombeiros Voluntários de Algés ‘arrepia’ peões Ao longo da Avenida dos Bombeiros Voluntários, em Algés, é fácil encontrar, por entre moradores ou comerciantes, quem haja escapado por pouco a um atropelamento ou saiba de alguém que foi, de facto, vítima do intenso e veloz tráfego rodoviário naquela artéria, muito procurada por dar acesso a importantes vias como a A5 ou a Marginal. Os sustos são diários, geralmente nas próprias passadeiras, não poupando novos ou velhos, embora estes últimos sejam mais vulneráveis.Ocaso mais recente foi o de uma jovem, mas Cremilde Martins, de 74 anos, lembra-se de “um senhor arquitecto que faleceu ali ao fundo, uma senhora que partiu uma perna… ao meu marido, apanharam-lhe um sapato!”. A população da zona já fez abaixo-assinados e ‘e-mails’ endereçados à Junta de Freguesia e à Câmara Municipal, mas até agora sem resultados concretos. No entanto, basta passar alguns minutos a observar a forma como circulam as viaturas naquele quilómetro de asfalto para se perceber, claramente, que só por milagre os danos humanos não são ainda maiores. A Câmara reconhece a sua perigosidade, pois, segundo revelou ao JR a vereadora Madalena Castro, “estava previsto para este ano o lançamento de um concurso público destinado à colocação de semáforos redutores de velocidade em várias vias do concelho, incluindo naquela avenida de Algés”. Todavia, não houve luz verde para avançar. Razão: a crise financeira do município e do país “atropelou” o referido concurso… “A Câmara tem em desenvolvimento um projecto para a requalificação daquela via, o qual estava a ser coordenado com a duplicação da Ribeira de Algés naquela mesma zona urbana, que é uma obra para 10 a 12 milhões de euros”, explica a vereadora, dando a entender que não valeria a pena fazer alterações na via antes de se avançar com aquela outra empreitada, de maior dimensão. “O município comprometeu-se a financiar metade dessa obra e a Administração Central arcaria com a outra metade; estava previsto que o projecto ficasse pronto até ao final deste mandato para ser lançado concurso a seguir, mas a verdade é que não estamos a ver que o Poder Central possa avançar com a sua parte do investimento”, adianta Madalena Castro, numa alusão às actuais "dificuldades na disponibilização de verbas e financiamento”. Os moradores é que não se conformam. Um dos mais inquietos é Luís Paulino, que desde 2006 vem chamando a atenção de diversas entidades, a vários níveis do poder político e administrativo, para as ratoeiras lançadas aos peões na Avenida dos Bombeiros Voluntários. “Têm havido imensos casos!”, garante. Ele próprio é um sobrevivente, pois só não foi colhido, no passado dia 8, na passadeira existente junto a um supermercado, “por uma unha negra”. Mas, no dia seguinte, outro cidadão teve menos sorte, noutra passadeira, acidente a que Luís Paulino assistiu e que motivou a presença de bombeiros, polícia e INEM. Os moradores propõem a colocação de semáforos redutores de velocidade (em que a luz passa a vermelha quando ultrapassado o limite permitido – 40 km/hora), a colocação de lombas, e o reforço das placas com indicação do limite de velocidade. “Isto não pode continuar assim, a avenida está transformada numa pista onde se fazem velocidades de 80 e mais km/hora. É muito fácil ser-se atropelado aqui. Quantas mais vítimas têm de haver?!”, indignam-se os queixosos. Para Francisco Nunes, o problema é estrutural. “Aos olhos de quem não mora cá, a avenida parece uma recta que convida a acelerar, mas quem mora aqui sabe que esta é uma zona residencial, cheia de gente, com muitos carros a estacionar em segunda fila, autocarros a parar e arrancar, inversões de sentido…”. As consequências deste paradoxo podem causar arrepios. “Já tive aquela sensação horrível de ficar parada ameio da passadeira porque o carro da primeira faixa parou, mas o da outra a seguir passou a uma velocidade incrível, só fica aquela ventania e a impressão de que não se morreu por muito pouco”, testemunha Isabel Pereira, adiantando que, além do mais, não é fácil usar a “zebra”, pois “passam seis ou sete carros e nem reparam, ou então ainda mandam vir se a gente chama a atenção”…

CONCELHO ALMADA Crimes preocupam autarcas

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Assaltos em série levam a pedido de reunião no MAI Numa só semana, Almada foi palco de vários assaltos sendo que o mais violento aconteceu na Quinta do Bau-Bau, Sobreda, quando um idoso, de 73 anos, abriu a porta a três indivíduos; eram sete horas da manhã. Os homens encapuzados sequestraram a família, que os levou aos pertences mais valiosos, enquanto António Macedo foi deixado na garagem com um gorro na cabeça e fita adesiva à volta, acabando por morrer asfixiado. O assalto ocorreu no dia 15 e, logo na madrugada de dia 16, uma perfumaria no centro de Almada era assaltada, cerca das 3 horas, alegadamente por dois indivíduos. Segundo um vizinho, os indivíduos que se faziam transportar numa carrinha, terão utilizado um pé-de-cabra para começar a partir a montra. “Apenas roubaram os perfumantes e os cosméticos mais caros”, refere o proprietário da perfumaria ao Jornal da Região. E a precisão do assalto leva-o a acreditar que os assaltantes tinham espiado anteriormente a loja, reaberta há cerca de quinze dias depois de ter sido remodelada. Na mesma madrugada terá sido assaltado ainda um café na zona de Cacilhas e dois outros no Pragal. E dias antes duas tabacarias no centro da cidade de Almada. Uma sequência de casos que justificaram o envio, dia 16 deste mês, de um ofício do presidente da Assembleia Municipal de Almada em conjunto com a presidente da Câmara, ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. “Estamos a assistir a um aumento da criminalidade violenta no concelho”, afirma preocupado o presidente da Assembleia, José Manuel Maia. “O efectivo das forças de segurança é insuficiente”, acrescenta, pelo que é pedida uma reunião “com carácter de urgência” ao ministro. Aliás, a 20 de Junho deste ano, a Assembleia Municipal aprovava e dava a conhecer ao Ministério da Administração Interna, o parecer do Conselho Municipal de Segurança que indica a necessidade urgente de reforçar as forças de segurança em efectivo e meios e exigia a rápida construção do posto da GNR na zona do Plano Integrado de Almada, Caparica. Refere ainda o documento que este observatório detectava um sentimento de grande insegurança na população. “É possível que o aumento do desemprego na sequência da crise económica e social esteja a desencadear uma vaga de assaltos”, comenta José Manuel Maia. Contudo, refere ter sido apurado pelo observatório, na comparação do primeiro semestre entre 2010 e 2011, que apesar de se ter verificado uma diminuição do crime participado, “aumentou o crime violento”. Um dos exemplos foi o que aconteceu na Quinta do Bau-Bau, que está a ser investigado pela Polícia Judiciária. Também em investigação está o assalto da perfumaria no centro de Almada, enquanto o presidente da delegação de Almada da Associação de Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal afirma que vai solicitar uma reunião com o comando da PSP e GNR de Almada para “saber o que se está a passar”. Gonçalo Paulino acredita que o concelho de Almada “é seguro”, mas estranha esta repentina série de assaltos. “Neste momento a iluminação pública é ligada mais tarde e desligada antes do dia nascer, isto pode motivar os assaltantes”, comenta. Mas também acontece que os lojistas, para poupar, passaram a desligar a iluminação das montras, ao passo que a circulação no centro da cidade também diminuiu. São uma série de questões que o representante dos comerciantes gostaria de ver clarificadas. Estatísticas contrariam clima de insegurança. No entanto, o que se passou durante a passada semana em Almada, pode não ter passado de uma coincidência. Segundo os dados estatísticos apurados pela comandante da Divisão da PSP de Almada, Sofia Gordinho, desde 1 Janeiro de 2011 até 15 de Setembro de 2011, e em comparação com o período homólogo do ano transacto “pude concluir que a criminalidade geral na área desta Divisão Policial regista, inclusive, uma diminuição de cerca de 1,5 por cento”. Já no que se concerne especificamente ao crime de furto em estabelecimento, “regista-se apenas um aumento de 1,5 por cento". Perante estes indicadores, a comandante conclui que existe “uma estatística pouco relevante”. Já quanto ao processo de investigação dos assaltos a estabelecimentos, a comandante não avança informações por não ser, de momento, conveniente.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CASCAIS Escolas abrem sem atrasos

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Arranque do ano lectivo merece nota positiva O novo ano lectivo abriu sem dificuldades, disse ao JR, a vereadora da Educação, Ana Clara Justino, que assegurou que “não existe nenhum atraso nas escolas públicas, que abriram todas entre 12 e 15 de Setembro”. Em termos de obras, desde o passado ano lectivo, as escolas do 1.º Ciclo têm sido alvo de intervenção de requalificação que, segundo a autarca, ainda “não terminou, mas nesta abertura de ano lectivo antecipámos a abertura do JI de Birre (antiga Birre 1) e JI de Alcabideche (antiga Alcabideche 1) possibilitando 100 vagas adicionais de pré-escolar. Eram escolas de 1.º Ciclo, de duas salas, que foram convertidas devido à reorganização da rede escolar destes territórios”. Também, na passada quinta-feira, a autarquia procedeu à abertura do JI de Sassoeiros que permitiu dar resposta a “mais 50 crianças ao nível do pré-escolar, a que acrescentaremos ainda duas novas salas na nova Escola do Monte, se possível ainda este ano lectivo”. Ana Clara Justino garantiu ainda que “a nova escola do Monte Estoril (construída para receber 250 alunos, 50 dos quais em Jardim-de-Infância), Matos Cheirinhos (para 250 alunos, 50 das quais em Jardim-de-Infância) e São Pedro do Estoril (para 150 alunos, dos quais 50 em Jardim-de-Infância, mantêm o bom ritmo de construção”. A autarca revelou, ainda, que foram realizados vários melhoramentos “com vista a garantir uma tranquila abertura do novo ano escolar, designadamente na escola da Malveira, Jardim-de-Infância de Bicesse, Abóboda 2 (uma sala nova), etc., realizando pinturas e introdução de equipamentos de recreio”. Também no Ensino Secundário são esperadas mudanças no futuro. O que se pretende, segundo a vereadora da Educação, é aumentar a capacidade das escolas para receber mais alunos. Várias escolas serão intervencionadas. Uma delas é a Frei Gonçalo de Azevedo, cujos trabalhos já estão a decorrer, mas também serão alvo de intervenção a Ibn Mucana (Alcabideche), Carcavelos, Polivalente (Escola Secundária de Cascais), São João do Estoril, Alvide e a Fernando Lopes Graça. “Essa intervenção está a cargo da Parque Escolar e tanto a Secundária deCarcavelos, como a Frei Gonçalo de Azevedo, têm as obras a decorrer. Esperamos ter brevemente notícias dos restantes projectos”, salientou a vereadora. O Conselho Municipal de Educação aprovou, entretanto, um novo esquema de Acção Social que se traduz nos apoios do material escolar, bem como nas actividades complementares (visitas de estudo). Ana Clara Justino explicou que se tratou do “alargamento do apoio social às visitas de estudo, como projecto educativo que são. Foi também alargado o apoio aos transportes escolares aos alunos em estágio e, por outro lado, a Câmara vai pôr em funcionamento em breve um minibus para transporte de alunos com necessidades educativas especiais”. Segundo os dados do município, a rede escolar pública do concelho de Cascais conta com 27 jardins-de-infância, com 44 salas e frequentados por cerca de 1100 alunos; 45 escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico com 5700 alunos, do 1.º ao 4.º ano; seis escolas do 2.º e 3.º ciclos e oito escolas secundárias, três das quais integram 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico. O Ensino Secundário é frequentado por cerca de 5000 alunos e há 3000 alunos a frequentar o 2.º Ciclo e 5100 no 3.º Ciclo. A estas escolas juntam-se a Escola Superior de Saúde e Reabilitação de Alcoitão, Escola Superior de Turismo e Hotelaria do Estoril, o Conservatório de Música de Cascais, a Escola Profissional de Teatro de Cascais, entre outras, e umvasto leque de oferta privada nos vários graus de ensino.

MISERICÓRDIA DA AMADORA À espera da comparticipação do Estado

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Unidade de Cuidados Continuados está pronta, mas só abre com contas saldadas A Unidade de Cuidados Continuados de Longa Duração da Misericórdia da Amadora, situada na Cova da Moura, Buraca, está pronta a funcionar. No entanto, apesar da inauguração estar prevista para o mês de Outubro, a instituição não vai abrir portas sem ter a garantia do pagamento da comparticipação a que o Estado se havia comprometido. Em apenas dez meses, a obra de construção de uma Unidade de Cuidados Continuados da Amadora, a primeira do concelho, foi levada a cabo “sem que existisse qualquer derrapagem no orçamento ou nos prazos”, garante Manuel Girão, director- geral da Misericórdia da Amadora. Prova disso é o facto de o edifício, situado paredes-meias com o bairro da Cova da Moura, estar concluído e equipado. “Falta-nos apenas colocar o material nos locais certos”, adiantou o responsável no final da semana passada, acrescentado que “tudo está preparado para a abertura”. Com capacidade para acolher 30 utentes, este equipamento representou um investimento global de dois milhões de euros. A Câmara Municipal da Amadora (CMA) comparticipou em cerca de 20 por cento e o Ministério da Saúde, através de um protocolo celebrado pela Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, assumiu o financiamento de cerca de 35 por cento. “Até agora o Ministério da Saúde ainda não pagou um terço do que se havia comprometido no protocolo que assinámos. De cerca de 750 mil euros de financiamento do Estado ainda só recebemos perto de 200 mil”, garante Manuel Girão. Por isso, Manuel Girão considera: “Não podemos abrir o equipamento sem garantir essa verba, porque não nos podemos comprometer sem saber quando o Estado irá pagar”. A viver um impasse, a Misericórdia da Amadora “não vai esperar muito mais tempo e se até Janeiro não houver pagamentos iremos ter que pensar noutro modelo de funcionamento do equipamento, nomeadamente estabelecer parcerias com privados”, acrescenta Manuel Girão. “Numa cidade com mais de 170 mil habitantes, com uma realidade própria, em que basta ir ao Hospital Amadora-Sintra e ver que não há camas disponíveis para os doentes, a única resposta no concelho nesta área está pronta, mas a aguardar abertura por falta de financiamento. Estamos certos, contudo, que o Estado vai honrar os seus compromissos e confiantes de que tudo se vai resolver, porque a população não pode esperar muito mais”, considera Manuel Girão. O novo edifício, construído nos terrenos da Misericórdia da Amadora, vai ter 30 camas, salas de espera, hidroterapia, refeitório, copas, balneários e um ginásio. Este novo equipamento irá integrar o Complexo Social da Sagrada Família da Buraca onde já funciona um lar de idosos, com 90 camas, e a creche, para 75 crianças. Esta nova valência irá dar emprego a 28 pessoas, entre as quais nove enfermeiros e nove auxiliares de acção médica. Numa altura em que se fala do aumento do desemprego e da pobreza das famílias, neste momento, cinco mil utentes passam por dia pelas várias valências e actividades da Misericórdia da Amadora, instituição que emprega cerca de 400 funcionários. “Hoje já somos dos maiores empregadores do concelho”, realça Manuel Girão.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ESTAÇÃO DE AGUALVA-CACÉM ‘Estamos enclausurados’

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Comerciantes desesperados com obras na Estação de Agualva-Cacém, que só terminam em Abril de 2012 Os comerciantes do Largo da Estação de Agualva-Cacém estão desesperados com o atraso na conclusão das obras de requalificação da infra-estrutura ferroviária, agora prevista para Abril de 2012. Com obras à porta desde Janeiro de 2010, e com quebras de vendas na ordem dos "60 a 80%", os cerca de 50 comerciantes admitem recorrer a tribunal com pedidos de indemnização e lançaram mãos à recolha de assinaturas a reclamarem a rápida conclusão dos trabalhos, que deveriam estar concluídos em Agosto último, e a abertura de um acesso pedonal provisório que permita o acesso dos utentes dos comboios ao Largo da Estação. Com o acesso dos utentes a fazer- se através da Rua Elias Garcia, os comerciantes instalados no Largo da Estação, na Rua Afonso de Albuquerque e na Avenida D. Nuno Álvares Pereira, cortadas ao trânsito, vivem um calvário desde que ali decorrem as obras. Mas, se aguentaram o andamento dos trabalhos em nome da requalificação da estação, consideram que chegou a hora de dizer "Basta" perante o atraso das obras, que agora se arrastam com um reduzido número de trabalhadores. "Isto é uma situação insustentável, encontramo-nos num beco sem saída, temos um gradeamento à porta", lamenta Helena Rebelo, em nome da Comissão de Comerciantes da Zona Contígua à Estação de Agualva-Cacém. "Estamos aqui enclausurados", reforça esta comerciante, proprietária da pastelaria/restaurante Minabela, que se queixa de prejuízos mensais causados pelas obras no valor de 30 mil euros. "Como é óbvio, as pessoas deslocam-se, o mínimo possível, para este lado da estação", sublinha a empresária, que aponta que, quando chegar o Inverno, a zona promete transformar-se num autêntico lamaçal. "Tudo tem um limite, tudo tem um prazo e os prazos são para ser cumpridos", sentencia a proprietária da Minabela, que escreveu, em meados de Agosto, à Refer (Rede Ferroviária Nacional) a solicitar uma reunião para expor as suas razões de queixa. A resposta chegou na volta do correio a informar que "a previsão da conclusão da obra foi alterada para o final do primeiro trimestre de 2012". Quanto à abertura de um acesso pedonal provisório para o Largo da Estação, a Refer remetia para "o mais brevemente possível". Esta resposta, para os comerciantes, é muito vaga e "até uma falta de respeito da parte da Refer por tanta imprecisão". O tempo passa e os empresários não vêem uma ‘luz ao fundo do túnel’. "Estamos aqui a falar, mas as contas não esperam e todos nós lutamos por ter as nossas casas abertas. Mas, também não conseguimos aguentar muito mais tempo", adverte esta empresária, que já foi obrigada a encerrar uma papelaria e um ‘cyber’ café. Se outros espaços comerciais também já estão em agonia e foram obrigados a dispensar pessoal, há quem, logo no início das obras, tenha fechado portas. Uma óptica colocou um aviso a advertir que estaria encerrado "por todo o período em que decorrerem as obras de beneficiação da Estação da CP" e remetia os eventuais clientes para a sua loja em Monte Abraão. Os protestos dos comerciantes merecem o apoio da Comissão de Utentes da Linha de Sintra, já que "comerciantes e moradores estão a ser gravemente lesados pelo prolongamento, inexplicável, das obras da estação". Para Rui Ramos, mesmo as últimas previsões de conclusão das obras em Abril de 2012 podem não ser credíveis e "há uma grande preocupação de utentes e comerciantes" pelo arrastamento dos trabalhos. Na passada quarta-feira, além da CULS, também a CDU de Sintra foi ouvir os protestos dos comerciantes. Pedro Ventura, vereador em exercício, prometeu levar o assunto a reunião do executivo municipal e proceder a diligências para que esta questão seja levantada em sede de Assembleia da República (como, entretanto, já sucedeu). "Estranhamos como é que a Refer não aprende com os problemas que vai criando e se repetem", acentua o eleito da CDU,que traçou o paralelismo da situação com o que aconteceu na requalificação da estação de Massamá. Os autarcas da CDU também já apresentaram uma moção em sede de Assembleia de Freguesia de Agualva, que foi aprovada por unanimidade, em que defendem "a abertura imediata de entradas e saídas para os utentes através do Largo da Estação" e "o ressarcimento dos comerciantes" pelos prejuízos que estão a sofrer. A Refer confirmou, entretanto, a conclusão dos trabalhos no final do primeiro trimestre de 2012. Uma fonte da empresa adiantou à Lusa que os atrasos devem-se à "condicionante urbana". "Qualquer intervenção profunda, na infra-estrutura ferroviária, desenvolvida em ambiente urbano, implica inevitáveis e inultrapassáveis transtornos para a população confinante, que naturalmente lamentamos e tentamos obviar", referiu a fonte da Refer.