quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CASCAIS Escolas abrem sem atrasos

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Arranque do ano lectivo merece nota positiva O novo ano lectivo abriu sem dificuldades, disse ao JR, a vereadora da Educação, Ana Clara Justino, que assegurou que “não existe nenhum atraso nas escolas públicas, que abriram todas entre 12 e 15 de Setembro”. Em termos de obras, desde o passado ano lectivo, as escolas do 1.º Ciclo têm sido alvo de intervenção de requalificação que, segundo a autarca, ainda “não terminou, mas nesta abertura de ano lectivo antecipámos a abertura do JI de Birre (antiga Birre 1) e JI de Alcabideche (antiga Alcabideche 1) possibilitando 100 vagas adicionais de pré-escolar. Eram escolas de 1.º Ciclo, de duas salas, que foram convertidas devido à reorganização da rede escolar destes territórios”. Também, na passada quinta-feira, a autarquia procedeu à abertura do JI de Sassoeiros que permitiu dar resposta a “mais 50 crianças ao nível do pré-escolar, a que acrescentaremos ainda duas novas salas na nova Escola do Monte, se possível ainda este ano lectivo”. Ana Clara Justino garantiu ainda que “a nova escola do Monte Estoril (construída para receber 250 alunos, 50 dos quais em Jardim-de-Infância), Matos Cheirinhos (para 250 alunos, 50 das quais em Jardim-de-Infância) e São Pedro do Estoril (para 150 alunos, dos quais 50 em Jardim-de-Infância, mantêm o bom ritmo de construção”. A autarca revelou, ainda, que foram realizados vários melhoramentos “com vista a garantir uma tranquila abertura do novo ano escolar, designadamente na escola da Malveira, Jardim-de-Infância de Bicesse, Abóboda 2 (uma sala nova), etc., realizando pinturas e introdução de equipamentos de recreio”. Também no Ensino Secundário são esperadas mudanças no futuro. O que se pretende, segundo a vereadora da Educação, é aumentar a capacidade das escolas para receber mais alunos. Várias escolas serão intervencionadas. Uma delas é a Frei Gonçalo de Azevedo, cujos trabalhos já estão a decorrer, mas também serão alvo de intervenção a Ibn Mucana (Alcabideche), Carcavelos, Polivalente (Escola Secundária de Cascais), São João do Estoril, Alvide e a Fernando Lopes Graça. “Essa intervenção está a cargo da Parque Escolar e tanto a Secundária deCarcavelos, como a Frei Gonçalo de Azevedo, têm as obras a decorrer. Esperamos ter brevemente notícias dos restantes projectos”, salientou a vereadora. O Conselho Municipal de Educação aprovou, entretanto, um novo esquema de Acção Social que se traduz nos apoios do material escolar, bem como nas actividades complementares (visitas de estudo). Ana Clara Justino explicou que se tratou do “alargamento do apoio social às visitas de estudo, como projecto educativo que são. Foi também alargado o apoio aos transportes escolares aos alunos em estágio e, por outro lado, a Câmara vai pôr em funcionamento em breve um minibus para transporte de alunos com necessidades educativas especiais”. Segundo os dados do município, a rede escolar pública do concelho de Cascais conta com 27 jardins-de-infância, com 44 salas e frequentados por cerca de 1100 alunos; 45 escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico com 5700 alunos, do 1.º ao 4.º ano; seis escolas do 2.º e 3.º ciclos e oito escolas secundárias, três das quais integram 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico. O Ensino Secundário é frequentado por cerca de 5000 alunos e há 3000 alunos a frequentar o 2.º Ciclo e 5100 no 3.º Ciclo. A estas escolas juntam-se a Escola Superior de Saúde e Reabilitação de Alcoitão, Escola Superior de Turismo e Hotelaria do Estoril, o Conservatório de Música de Cascais, a Escola Profissional de Teatro de Cascais, entre outras, e umvasto leque de oferta privada nos vários graus de ensino.

MISERICÓRDIA DA AMADORA À espera da comparticipação do Estado

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Unidade de Cuidados Continuados está pronta, mas só abre com contas saldadas A Unidade de Cuidados Continuados de Longa Duração da Misericórdia da Amadora, situada na Cova da Moura, Buraca, está pronta a funcionar. No entanto, apesar da inauguração estar prevista para o mês de Outubro, a instituição não vai abrir portas sem ter a garantia do pagamento da comparticipação a que o Estado se havia comprometido. Em apenas dez meses, a obra de construção de uma Unidade de Cuidados Continuados da Amadora, a primeira do concelho, foi levada a cabo “sem que existisse qualquer derrapagem no orçamento ou nos prazos”, garante Manuel Girão, director- geral da Misericórdia da Amadora. Prova disso é o facto de o edifício, situado paredes-meias com o bairro da Cova da Moura, estar concluído e equipado. “Falta-nos apenas colocar o material nos locais certos”, adiantou o responsável no final da semana passada, acrescentado que “tudo está preparado para a abertura”. Com capacidade para acolher 30 utentes, este equipamento representou um investimento global de dois milhões de euros. A Câmara Municipal da Amadora (CMA) comparticipou em cerca de 20 por cento e o Ministério da Saúde, através de um protocolo celebrado pela Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, assumiu o financiamento de cerca de 35 por cento. “Até agora o Ministério da Saúde ainda não pagou um terço do que se havia comprometido no protocolo que assinámos. De cerca de 750 mil euros de financiamento do Estado ainda só recebemos perto de 200 mil”, garante Manuel Girão. Por isso, Manuel Girão considera: “Não podemos abrir o equipamento sem garantir essa verba, porque não nos podemos comprometer sem saber quando o Estado irá pagar”. A viver um impasse, a Misericórdia da Amadora “não vai esperar muito mais tempo e se até Janeiro não houver pagamentos iremos ter que pensar noutro modelo de funcionamento do equipamento, nomeadamente estabelecer parcerias com privados”, acrescenta Manuel Girão. “Numa cidade com mais de 170 mil habitantes, com uma realidade própria, em que basta ir ao Hospital Amadora-Sintra e ver que não há camas disponíveis para os doentes, a única resposta no concelho nesta área está pronta, mas a aguardar abertura por falta de financiamento. Estamos certos, contudo, que o Estado vai honrar os seus compromissos e confiantes de que tudo se vai resolver, porque a população não pode esperar muito mais”, considera Manuel Girão. O novo edifício, construído nos terrenos da Misericórdia da Amadora, vai ter 30 camas, salas de espera, hidroterapia, refeitório, copas, balneários e um ginásio. Este novo equipamento irá integrar o Complexo Social da Sagrada Família da Buraca onde já funciona um lar de idosos, com 90 camas, e a creche, para 75 crianças. Esta nova valência irá dar emprego a 28 pessoas, entre as quais nove enfermeiros e nove auxiliares de acção médica. Numa altura em que se fala do aumento do desemprego e da pobreza das famílias, neste momento, cinco mil utentes passam por dia pelas várias valências e actividades da Misericórdia da Amadora, instituição que emprega cerca de 400 funcionários. “Hoje já somos dos maiores empregadores do concelho”, realça Manuel Girão.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ESTAÇÃO DE AGUALVA-CACÉM ‘Estamos enclausurados’

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Comerciantes desesperados com obras na Estação de Agualva-Cacém, que só terminam em Abril de 2012 Os comerciantes do Largo da Estação de Agualva-Cacém estão desesperados com o atraso na conclusão das obras de requalificação da infra-estrutura ferroviária, agora prevista para Abril de 2012. Com obras à porta desde Janeiro de 2010, e com quebras de vendas na ordem dos "60 a 80%", os cerca de 50 comerciantes admitem recorrer a tribunal com pedidos de indemnização e lançaram mãos à recolha de assinaturas a reclamarem a rápida conclusão dos trabalhos, que deveriam estar concluídos em Agosto último, e a abertura de um acesso pedonal provisório que permita o acesso dos utentes dos comboios ao Largo da Estação. Com o acesso dos utentes a fazer- se através da Rua Elias Garcia, os comerciantes instalados no Largo da Estação, na Rua Afonso de Albuquerque e na Avenida D. Nuno Álvares Pereira, cortadas ao trânsito, vivem um calvário desde que ali decorrem as obras. Mas, se aguentaram o andamento dos trabalhos em nome da requalificação da estação, consideram que chegou a hora de dizer "Basta" perante o atraso das obras, que agora se arrastam com um reduzido número de trabalhadores. "Isto é uma situação insustentável, encontramo-nos num beco sem saída, temos um gradeamento à porta", lamenta Helena Rebelo, em nome da Comissão de Comerciantes da Zona Contígua à Estação de Agualva-Cacém. "Estamos aqui enclausurados", reforça esta comerciante, proprietária da pastelaria/restaurante Minabela, que se queixa de prejuízos mensais causados pelas obras no valor de 30 mil euros. "Como é óbvio, as pessoas deslocam-se, o mínimo possível, para este lado da estação", sublinha a empresária, que aponta que, quando chegar o Inverno, a zona promete transformar-se num autêntico lamaçal. "Tudo tem um limite, tudo tem um prazo e os prazos são para ser cumpridos", sentencia a proprietária da Minabela, que escreveu, em meados de Agosto, à Refer (Rede Ferroviária Nacional) a solicitar uma reunião para expor as suas razões de queixa. A resposta chegou na volta do correio a informar que "a previsão da conclusão da obra foi alterada para o final do primeiro trimestre de 2012". Quanto à abertura de um acesso pedonal provisório para o Largo da Estação, a Refer remetia para "o mais brevemente possível". Esta resposta, para os comerciantes, é muito vaga e "até uma falta de respeito da parte da Refer por tanta imprecisão". O tempo passa e os empresários não vêem uma ‘luz ao fundo do túnel’. "Estamos aqui a falar, mas as contas não esperam e todos nós lutamos por ter as nossas casas abertas. Mas, também não conseguimos aguentar muito mais tempo", adverte esta empresária, que já foi obrigada a encerrar uma papelaria e um ‘cyber’ café. Se outros espaços comerciais também já estão em agonia e foram obrigados a dispensar pessoal, há quem, logo no início das obras, tenha fechado portas. Uma óptica colocou um aviso a advertir que estaria encerrado "por todo o período em que decorrerem as obras de beneficiação da Estação da CP" e remetia os eventuais clientes para a sua loja em Monte Abraão. Os protestos dos comerciantes merecem o apoio da Comissão de Utentes da Linha de Sintra, já que "comerciantes e moradores estão a ser gravemente lesados pelo prolongamento, inexplicável, das obras da estação". Para Rui Ramos, mesmo as últimas previsões de conclusão das obras em Abril de 2012 podem não ser credíveis e "há uma grande preocupação de utentes e comerciantes" pelo arrastamento dos trabalhos. Na passada quarta-feira, além da CULS, também a CDU de Sintra foi ouvir os protestos dos comerciantes. Pedro Ventura, vereador em exercício, prometeu levar o assunto a reunião do executivo municipal e proceder a diligências para que esta questão seja levantada em sede de Assembleia da República (como, entretanto, já sucedeu). "Estranhamos como é que a Refer não aprende com os problemas que vai criando e se repetem", acentua o eleito da CDU,que traçou o paralelismo da situação com o que aconteceu na requalificação da estação de Massamá. Os autarcas da CDU também já apresentaram uma moção em sede de Assembleia de Freguesia de Agualva, que foi aprovada por unanimidade, em que defendem "a abertura imediata de entradas e saídas para os utentes através do Largo da Estação" e "o ressarcimento dos comerciantes" pelos prejuízos que estão a sofrer. A Refer confirmou, entretanto, a conclusão dos trabalhos no final do primeiro trimestre de 2012. Uma fonte da empresa adiantou à Lusa que os atrasos devem-se à "condicionante urbana". "Qualquer intervenção profunda, na infra-estrutura ferroviária, desenvolvida em ambiente urbano, implica inevitáveis e inultrapassáveis transtornos para a população confinante, que naturalmente lamentamos e tentamos obviar", referiu a fonte da Refer.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO Ano novo, escolas novas

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Justificar completamenteInvestimento ascende a 16 milhões de euros Subsistem “alguns pormenores que estão a ser ultimados, nomeadamente nos arranjos exteriores”,mas, no essencial, “as escolas de nova geração”, a EB1/JI de Algés e a de Porto Salvo, estão prontas a mostrarem o que valem em termos de aumento da qualidade de ensino para o nível “das melhores do país”, justificando o investimento da Câmara de Oeiras: cerca de 16 milhões de euros repartidos de forma quase igual por ambos os estabelecimentos. “Estas escolas têm uma importância crucial – a par da que está a ser construída em Oeiras (EB1/JI Gomes Freire de Andrade) e que entrará em funcionamento no ano lectivo 2012/2013 – representando uma aposta no redimensionamento da rede escolar do 1.º ciclo e do pré-escolar”, salientou ao JR Isaltino Morais, lembrando que o trio de estabelecimentos suscitou um esforço dos cofres camarários na ordem dos quase 24 milhões de euros. Respondendo a perguntas relativas às expectativas quanto à abertura deste ano lectivo, marcada, essencialmente, pelas novas escolas de Algés e Porto Salvo – sem esquecer a renovação do velho Liceu de Oeiras (Escola Secundária Sebastião e Silva) que também foi alvo de grandes investimentos (13,5 milhões de euros), neste caso, por parte do Poder Central – o edil destaca que este é o resultado da eleição da Educação como “prioridade deste mandato”. Na verdade, os estabelecimentos de ensino a estrear corporizam “um novo conceito de escola, caracterizado pela polivalência dos espaços, congregando a qualidade da oferta educativa e a prestação de serviços à comunidade”, uma vez que “enquanto a escola não está ocupada, ao final do dia e aos fins-de-semana, a comunidade pode usar as instalações como local de encontro, como espaço para a aprendizagem ao longo da vida, para cidadãos de todas as idades”. A EB1/JI do Alto de Algés já teve reuniões com os pais esta terça e quarta-feira, devendo as aulas começar “a doer” na próxima segunda-feira, dia 19. A inauguração com a presença do presidente da Câmara, essa, está marcada para 28 de Outubro. Quanto à EB1/JI de Porto Salvo, as apresentações estão marcadas para esta sexta-feira, dia 16, devendo as aulas começar em ritmo normal, também, na segunda-feira. A inauguração está aprazada para dia 12 de Novembro. “Vamos dar tempo para os alunos e professores, nas duas escolas que começarão a funcionar neste ano lectivo, se adaptarem às novas condições, apropriarem-se dos edifícios, para concretizarmos, depois, a sua inauguração oficial, a qual pretendemos, neste momento de algum desalento que vivemos, que seja para comemorar com alegria e esperança”, antecipa o presidente da Câmara de Oeiras, adiantando que o início dos anos lectivos tem decorrido, “desde há muitos anos, com serenidade”, sendo hábito que o edil visite as escolas durante o mês de Setembro, reunindo com as direcções das escolas. Todavia, “a ambição de termos as melhores escolas do país” não deixará de trazer consigo, certamente, um sabor especial ao arranque do presente ano lectivo em Oeiras... Cada um destes estabelecimentos terá capacidade para acolher 384 alunos do 1.º ciclo e 75 do pré-escolar. No caso do Alto de Algés, a sua abertura permitirá a desactivação da EB1 Sofia de Carvalho (em Algés), frequentada até ao final do ano lectivo passado por 354 alunos, que funcionava “num edifício com insuficientes condições de segurança face aos padrões actuais, não dispondo de espaços adequados para actividades de enriquecimento curricular e que tem uma cozinha e refeitório claramente subdimensionados para a sua população escolar”. Com a entrada em funcionamento da nova escola é aumentadaem75% o número de vagas de pré-escolar da rede pública da freguesia de Algés. Quanto à EB1/JI Porto Salvo, a sua abertura implicará a desactivação das EB1 José Canas (4 turmas), em Vila Fria, e da Firmino Rebelo (8 turmas), em Porto Salvo, que “funcionavam em edifícios sem potencial de requalificação”. A abertura desta escola permitirá aumentarem100% o número de vagas de pré-escolar da rede pública da freguesia de Porto Salvo. Novos espaços e valências, como salas de expressão plástica, de música, laboratórios para a iniciação à experimentação científica, informática, centros de recursos/bibliotecas, salas de estudo, cozinha e refeitório em conformidade, espaços para a actividade física e desportiva, e espaços exteriores seguros e atractivos, fazem parte do conceito “escola a tempo inteiro”, adaptado às necessidades das famílias, mas também garantindo “os padrões de habitabilidade e funcionalidade adequados” a este mesmo modelo. As duas novas escolas resultam de financiamentos garantidos através de parcerias público-privadas, estratégia que “permitirá a construção dos sete estabelecimentos de ensino de nova geração previstos para os próximos anos, num investimento total de 40 milhões de euros”, no âmbito do Plano Estratégico de Equipamentos Educativos do concelho de Oeiras.

ALMADA Semana da Mobilidade em bicicleta

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Almada volta a assinalar iniciativa europeia, desta vez centrada na zona do Pragal A Semana Europeia da Mobilidade (SEM) 2011 começa amanhã, dia 16, e até 22 de Setembro no concelho estão agendadas várias iniciativas em nome do ambiente. Este ano a Comissão Europeia recomendou que o tema a ser desenvolvido pelas milhares de cidades participantes, a nível mundial, é a “Mobilidade Alternativa”, e Almada decidiu dar especial destaque à bicicleta. “É um veículo que, em muitas situações, pode ser encarado verdadeiramente como um transporte de uso diário”, refere Catarina Freitas, directora do Departamento de Estratégia e Gestão Ambiental Sustentável (DEGAS). Mas para isso “é necessário continuar a trabalhar em novas infra-estruturas”. Assim, o primeiro dia da Semana Europeia da Mobilidade será marcado pelo lançamento da publicação “O meu livro de bicicletas”, no Fórum Romeu Correia, editado pela Câmara de Almada e pela Agência Municipal de Energia de Almada. Trata-se de uma publicação infanto-juvenil que reúne as múltiplas formas, vantagens, regras de utilização, cuidados de manutenção e o futuro da bicicleta no mundo. “É um projecto que obrigou a uma larga pesquisa para que fosse o mais completo possível”, adianta Catarina Freitas. Paralelamente será inaugurada a exposição “Pedalar pelo mundo de bicicleta”, patente até 3 de Outubro, e conta com a participação de várias entidades. Depois de Almada ter vencido, entre 2200 cidades, o prémio “European Mobility Week Award 2010”, Catarina Freitas reconhece que a fasquia ficou mais elevada sendo necessário “dar ainda maior visibilidade à mobilidade urbana sustentável”. Daí este ano ter sido escolhida a praça central do Almada Business Center, uma zona de escritórios e hotel, no Pragal. Isto obriga a que no dia 22, entre as 7 e as 19 horas, será condicionada a circulação automóvel na Rua Conde D.Henrique, Rua Infanta Dona Isabel, Rua Martins Afonso de Sousa e Rua do Forte, entre a Rua Cidade de Ostrava e a Rua Martins Afonso de Sousa. Segundo a responsável, a escolha desta freguesia este ano teve ainda em consideração o trabalho desenvolvido pela Escola Básica Integrada do Pragal sobre o tema acessibilidades, e ainda o futuro Parque da Quinta dos Crastos, em fase de construção, que irá ligar-se como Parque da Paz.“O acesso entre os dois espaços será uma medida permanente onde o uso de bicicleta será preponderante”. Para além das várias entidades que participam na SEM, também as empresas de transportes vão dar o seu contributo. Mais uma vez a Fertagus, MTS, Transtejo e TST vão contribuir na campanha “Viagens a troco de lixo”. Entretanto a Fertagus, concessionária do comboio da Ponte 25 de Abril, vai assinar, dia 16, nas instalações da estação do Pragal, a Carta de Princípios que terá por base cinco eixos estratégicos de compromisso com uma gestão sustentável. Trata-se de um documento que teve por base a consulta a várias entidades externas e grupos de colaboradores, e que entre as várias acções compromete a empresa a envolver-se com a comunidade através de políticas de sensibilização, cidadania e inclusão social. Entretanto, a Fertagus, nas estações da Margem Sul, vai desenvolver o programa “6 Dias/5 Estações/6 Temas” que inclui uma feira de produtos ecológicos, passeios de cicloturismo, diversos projectos de solidariedade social (Liga dos Amigos do Hospital Garcia da Horta, Operação Nariz Vermelho, CERCISA, Dovska’ Pets e Cáritas de Setúbal), demonstrações de exercício físico e vários rastreios de saúde gratuitos. “Estamos a viver um momento difícil a nível da economia nacional onde as boas políticas gestão e de sustentabilidade ambiental são ainda mais importantes”, refere Catarina Freitas. “As iniciativas de sensibilização são uma aposta quase ganha, mas é necessário continuar, envolvendo todos os sectores da sociedade, até que os comportamentos mudem de facto”, acrescenta.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Centro Comunitário amplia instalações

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Paróquia de Carcavelos dispõe de berçário e creche com capacidade para mais de 60 crianças O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, inaugurou as novas instalações do Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos, que acolhem uma creche projectada para 66 crianças, mas com possibilidade de receber 82 utentes. A cerimónia decorreu no passado sábado e teve a bênção do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e a presença do presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras. A construção do novo edifício implicou um investimento de dois milhões e 113 mil euros e contou com o apoio da Câmara de Cascais na ordem de um milhão e 350 mil euros. A nova construção contempla um berçário, com capacidade para 16 bebés a partir dos quatro meses, e uma creche para 50 crianças. Pretende-se que a creche funcione de forma a facilitar a conciliação da vida familiar com a vida profissional e, neste sentido, funcionará durante todo o ano sem interrupção, incluindo o mês de Agosto, num horário que vai das 7h45 às 19h00. Esta nova valência implica um aumento do quadro de pessoal que passa a integrar mais 12 pessoas. As instalações contemplam ainda uma oficina de artesanato com capacidade para 10 jovens com dificuldades de integração no mercado laboral, duas salas do Espaço ABC– 'aprender, brincar e crescer', uma com capacidade para 25 crianças do 1.º ciclo e outra para 25 adolescentes do 2.º ciclo. E ainda duas salas de ateliês com capacidade para um total de 50 pessoas. No piso 0, as novas instalações têm condições para um serviço de refeições que pode chegar às 400 diárias, o que vem possibilitar alargar este serviço ao domicílio.O piso -1 será destinado aos equipamentos técnicos. Funcionará, ainda, o Banco Alimentar com capacidade para apoiar 90 famílias carenciadas e o apoio à toxicodependência com o programa“Esperança Renovar” com capacidade para 40 toxicodependentes sem abrigo. Haverá ainda serviço de lavandaria para os clientes do apoio domiciliário e que estará aberta à comunidade com preços mais acessíveis para os seniores com menos rendimentos. Conceição Fernando, directora do Centro Comunitário de Carcavelos, disse ao JR que “agora é que é o grande desafio: pôr isto a funcionar”. A responsável não escondeu que “finalmente podemos respirar. É muito bom poder juntar aqui todos os amigos que nos deram força para prosseguir esta obra, que nasceu numa altura de crise”. “Além da Câmara que nos deu uma ajuda fundamental, em termos de equipamento contámos com o apoio da EDP – Central do Carregado (através da cedência de grande parte do equipamento de cozinha), da Brisa, da Associação D. Pedro V e do Rotary Club Parede- Carcavelos também com apoio financeiro para este equipamento”, salientou Conceição Fernando. Segundo o presidente da direcção do Centro Comunitário, padre Manuel Marques Gonçalves, “a creche para 66 crianças (dos três meses aos quatro anos de idade) poderá alargar a sua actividade para 82 crianças se se justificar”. Ao ministro da Solidariedade, o padre Manuel Gonçalves pediu “estreita colaboração com as instituições”, adiantando que “falta ainda bastante equipamento que irá ser adquirido num investimento de 2400 euros”. O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, salientou a importância das novas instalações. “Hoje, estamos na última pedra, mas a ambição das gentes de Carcavelos é maior, por isso estamos a meio de um caminho”. Carlos Carreiras frisou que “entre a primeira pedra (lançada em Maio de 2009) e a última pedra há muitas pedras que se foram construindo, mas há pedras com muita ansiedade e com muitas dúvidas. Estes são tempos em que não podemos deixar nenhum de nós para trás. O dinheiro que se colocou aqui não é meu, é vosso, é dos contribuintes e a nós só nos cabe redistribuí-lo. Por isso, essas pedras foram constantes”. Fazendo uma “referência especial” a António Capucho, “que assistiu ao nascimento desta obra”, o ministro da Solidariedade e Segurança Social iniciou o seu discurso a alertar para a necessidade de “o Estado adoptar uma missão solidária”. “Se por um lado não abdicamos nunca das nossas responsabilidades e de melhorar os sistemas sociais e assegurar a sua sustentabilidade, por outro temos que ter a humildade de pedir ajuda junto daqueles que nasceram para ajudar, como as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as misericórdias e as mutualidades”. Sobre as novas instalações do centro comunitário, Pedro Mota Soares realçou que “este centro poderá, se assim o entender, aumentar a capacidade de resposta. Onde hoje estão 60 crianças poderão estar mais algumas, pois há condições e capacidade para isso. Podem estar cerca de 80 ”. Segundo o ministro, “desburocratizando, facilitando, sem nunca hipotecar parâmetros de qualidade e segurança a que nos habituámos, estaremos a responder às necessidades do país”.

DIA DO MUNICÍPIO DA AMADORA Críticas à esquerda e à direita

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Sessão solene marcada por troca de ‘galhardetes’ Joaquim Raposo recusa-se a acreditar que o Governo queira cortar no apoio às instituições de solidariedade social, depois de terem sido assumidos compromissos durante a governação anterior, mas também que o Estado pondere acabar com o apoio às refeições escolares ou à escola a tempo inteiro. “Estou certo que esta é uma campanha contra o Governo, porque não acredito que o Estado leve as instituições ao suicídio e deixe de apoiar a classe média”, ironizou o presidente da Câmara durante a sessão solene que assinalou o 32.º aniversário do município da Amadora. Durante a cerimónia realizada na noite do passado domingo, 11 de Setembro, nos Recreios da Amadora, Joaquim Raposo salientou que “a Amadora tem vindo a reduzir a gorduras”, mas tem “continuado a apostar no apoio social”. O edil respondia assim ao deputado do CDS-PP, João Paulo Castanheira, que acusou a maioria socialista de gastar dinheiro, em particular, durante “o habitual arraial de obras pré-eleitorais”, referindo- se aos “jardins, canteiros, rotundas e ao restante pechisbeque”, assim como a “‘outdoors’ pagos com o orçamento da Câmara”. No entanto, Raposo rebateu as críticas: “Se o folclore for apoiar a construção de uma unidade de cuidados continuados na Amadora, tenho orgulho desse folclore”. O autarca acrescentou que “a Amadora foi escolhida para a apresentação de um plano nacional de emergência social, porque tem bons exemplos. Mas, não é necessário um plano nacional para apresentarmos ideias e, por isso, vamos continuar a investir nesta área”, garantiu. Sobre a reorganização administrativa do concelho, com a eventual fusão de freguesias, o líder da autarquia concordou com João Paulo Castanheira: “É necessário haver um amplo debate e o maior consenso possível, envolvendo todos os partidos. Isto para que a solução parta daqui e nunca de um gabinete”. Acentuadas as divergências à direita, ficaram também patentes as críticas das bancadas mais à esquerda. Joaquim Raposo até se mostrou bastante “magoado” com o discurso de Inês Alexandre, deputada municipal do PCP. A jovem, de 24 anos, lamentou que a cidade onde sempre viveu e “onde gostava de continuar, esteja a ser transformada num dormitório, onde o emprego é cada vez mais escasso e as oportunidades começam a ser limitadas”. Inês Alexandre afirmou que “a Amadora está, de dia para dia, mais despida de empresas, de comércio local e de pontos culturais onde os jovens se possam divertir”, acrescentando que “é pena chegarmos às 20 horas e a cidade já estar fechada”. “Não há um paraíso entre 1979 (quando foi criado o município) e 1997 (altura em que o PS ganhou pela primeira vez eleições) e a partir daí é tudo um inferno”, retorquiu o edil, para quem a criação do município se deveu “à vontade de todos”. “Todos os autarcas que passaram pelo município fizeram o que acharam melhor para a Amadora”, acrescentou. Por seu lado, Carlos Silva, vereador do PSD, preferiu lembrar que “o movimento associativo é uma das principais riquezas do município”, voltando a considerar que “o processo de parcerias da autarquia é feito de forma fechada e opaca, não aproveitando as mais-valias e o conhecimento de inúmeras associações”. O vereador laranja acredita, porém, que a Amadora necessita de um processo “mais democrático” nesta matéria. Já Manuela Rodrigues, do CIPA (Cidadãos Independentes Pela Amadora), resolveu salientar a importância de “recordar a história do concelho” e a sua “luta pela autonomia”. “Temos que incutir no concelho alma, identidade, ambição e orgulho”, adiantou. Mesmo em tempo de crise, Manuela Rodrigues afirmou que “o papel dos munícipes é essencial”, apelando à participação de todos “pela educação, saúde pública, melhoria do ambiente e questões sociais”. Adão Tavares, do Bloco de Esquerda, também abordou as questões da crise e as políticas do novo Governo. Sobre a Amadora, o bloquista acusou a autarquia de uma política "dúbia", face a um dos maiores problemas do município como é o caso da Cova da Moura. “Nem sempre é notícia na imprensa pelas melhores razões”, adiantou.