quarta-feira, 6 de julho de 2011

Loja Amiga abre portas na Adroana

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Conferência Vicentina Nossa Senhora da Paz inaugura Loja Amiga no bairro da Adroana “Aqui há de tudo” é o nome da “Loja Amiga” da Conferência Vicentina Nossa Senhora da Paz, inaugurada na passada sexta-feira, no Largo Amor Perfeito, na Adroana. Há roupa de criança e adulto, calçado, artigos para casa. Há mesmo um pouco de tudo e a valores verdadeiramente especiais. Com preços de amigo, o objectivo da loja solidária não é o lucro, mas angariar dinheiro para ser investido em detergentes e produtos de limpeza, assim como leite em pó para bebé e trazer de volta a moda das fraldas de pano. Situada no bairro social da Adroana, o novo estabelecimento está aberto a toda a comunidade (segundas, terças e quintas-feiras das 15h00 às 17h00) e, além da venda de produtos novos ou em segunda mão, outro dos grandes objectivos é ser um ponto de encontro entre vendedores e compradores. Maria Odete Valério, responsável da "Loja Amiga", abriu as portas ao JR e contou o que lá existe. “Há de tudo, desde roupa, a sapatos, talheres e outros artigos para o lar”. Porquê Amiga? “Porque atribuímos valores que não são verdadeiros. As pessoas podem comprar uma camisola a 50 cêntimos”. Sem preços fixos, esta responsável explicou como funcionam as compras. “Estamos a vender conforme achamos que as pessoas podem pagar. Podemos vender um fato a 20 euros e uma camisa a 20 cêntimos.Mas uma coisa é certa: não é por as pessoas serem pobres que são agraciadas. As pessoas têm de ter a noção de que as coisas têm um valor”. A conversa merece também destaque, disse. “É muito importante que seja um local de conversa, como antigamente existia nas farmácias, por exemplo. Queremos desta forma abrir o bairro à comunidade”. O dinheiro angariado na loja será utilizado para benefício da população. “Queremos aplicar o dinheiro das vendas em bens que eles mais procuram como detergentes, produtos de limpeza, leite em pó para bebés e queremos trazer de volta as fraldas de pano”, sublinhou Maria Odete Valério que espera reforçar o número de voluntários para a Loja Amiga estar aberta mais dias por semana. A inauguração contou com a presença do presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, e da vereadora da Acção Social, Mariana Ribeiro Ferreira. “A Câmara de Cascais disponibilizou o espaço”, explicou ao JR Mariana Ribeiro Ferreira. “Aderimos de imediato quando o projecto foi apresentado. Do ponto de vista da reutilização dos bens é um bom exemplo. Com preços acessíveis as pessoas podem ter bens de qualidade”, disse. Carlos Carreiras realçou que “na loja existe um conjunto de bens que não nos faz falta, mas para outras pessoas são muito importantes”. Para quem vai utilizar este estrutura, realçou o edil, “é uma loja que vai beneficiar muita gente e por isso deve ser reconhecida por todos. Como tal, é importante viabilizar o funcionamento desta loja”.

COMÉRCIO NA AMADORA Promoções para iludir a crise

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Saldos antecipados não garantem mais vendas
A abertura oficial da época de saldos só está prevista para 15 de Julho. Todavia, no centro da Amadora “as promoções”, que variam entre os 10 e os 60 por cento, já decoraram as montras da maior parte das lojas ali instaladas. É assim desde meados de Junho. Sinais da crise ou, simplesmente, porque atrás de uns vão os outros, o que é certo é que no centro da Amadora já se podem comprar artigos, desde sapatos, bijutaria, passando por electrodomésticos, a preços mais reduzidos. Cada vez mais cedo os comerciantes da Amadora vêem-se forçados a aderir às promoções que antecipam a época de saldos. Em muitos casos, as reduções chegam aos 50 por cento. No centro da cidade, nas imediações da estação de comboios da CP, junto ao parque Delfim Guimarães, a grande maioria das montras está decorada com “promoções”, sob forma de cartazes ou autocolantes colocados nas vitrinas, que vão dos 10 aos 60 por cento. “As coisas estão muito fracas e esta é uma forma de atrair mais clientes”, refere Maria Lúcia Braga, funcionária de um pronto-a-vestir de cerimónia de senhora, no centro da cidade. “Nós nunca fazemos promoções ou saldos, mas este ano, devido à crise e porque os restantes estabelecimentos também fazem, resolvemos promover alguns artigos”. Apesar de reconhecer que na Amadora o comércio tradicional é forte e de trabalhar num sector onde não há concorrência das grandes superfícies, “as pessoas estão assustadas com a crise e não consomem”, considera. Esta funcionária, há 40 anos no sector, sublinha ainda que “nunca estivemos tão mal de vendas como nos últimos dois anos. Tínhamos clientes que não olhavam ao preço, mas agora já não é assim e mesmo com promoções há poucas pessoas a comprar”. Do mesmo se queixa Fátima Carvalho. Recorda os tempos em que nos saldos não havia mãos a medir. “Trabalhei numa loja na baixa de Lisboa e quando era a época dos saldos, que começavam ao mesmo tempo em todas as lojas, havia filas para entrar”, lembra. Queixa-se, por isso, que “cada vez há promoções mais cedo, os clientes estão cada vez mais habituados a elas. A grande maioria só vem comprar mesmo no fim dos saldos, porque procuram o mais barato”. Também ali, num pronto-a-vestir situado no centro, “a clientela acaba por ser sempre a mesma” e conclui que “cada vez mais, as pessoas da Amadora estão a perder o poder de compra”. Ora, numa das sapatarias da Avenida Santos Matos, Ruy Raimundo também aderiu às chamadas “promoções” que antecipam os saldos. Mas nem assim as vendas estão melhores. “Entendi baixar um pouco os preços para ver de conseguimos escoar alguns ‘stocks’ e fazer algum dinheiro, porque as contas continuam a ser as mesmas no final do mês”, refere. No entanto, afirma que “nem assim se consegue vender mais”. “As coisas estão muito mal e embora não seja pessimista, acredito que metade destas lojas vai desaparecer dentro de anos”, acrescenta. Contra a abertura de novos centros comerciais Para Associação Comercial e Empresarial dos Concelho de Oeiras e Amadora (ACECOA) este é mais um sinal da crise, provocada não apenas pela situação financeira das famílias, mas também pela a abertura de grandes espaços comerciais, em particular na Amadora. “Somos contra a abertura indiscriminada de grandes centros comerciais, porque há uma apetência muito grande por parte dos clientes pelas grandes superfícies, devido à oferta de muitas lojas e de estacionamento gratuito”, refere João Pedro Rodrigues, vice-presidente da ACECOA. Este responsável, também comerciante do centro da Amadora, garante que “até eu fui forçado a aderir às promoções, uma antecipação dos saldos que tenta atrair mais clientes”. “O poder de compra caiu muito e as promoções sempre ajudam a escoar o produto”, considera, acrescentando que “as promoções são um mal necessário”.

terça-feira, 5 de julho de 2011

ABASTECIMENTO DE ÁGUA Algueirão vai estar três anos em obras

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Investimento a rondar os três milhões de euros Os SMAS de Sintra vão investir cerca de três milhões de euros, nos próximos três anos, na remodelação da rede de distribuição de água do Algueirão. As obras vão arrancar de imediato e prometem acabar com as constantes rupturas nas condutas de abastecimento, algumas com mais de quatro décadas. Além do núcleo central do Algueirão, a intervenção abrange os bairros da Coopalme e da Cavaleira, cujo reservatório vai ser reactivado para aumentar a pressão de água nos pisos mais altos. O auto de consignação da obra, que assinala o arranque dos trabalhos, decorreu na passada semana, nas instalações oficinais dos SMAS. Actualmente composta por 32 quilómetros, a rede passará a ter uma extensão de 52 km, sendo substituídas as condutas em fibrocimento, material já obsoleto, numa extensão de onze quilómetros. A intervenção vai resolver os problemas de "roturas frequentes e fugas de água, motivadas pelo desgaste das condutas, fraca pressão, mau funcionamento das válvulas de seccionamento e inadequação dos diâmetros das condutas ao volume dos consumos", frisou Cardoso Martins, administrador dos SMAS de Sintra. A remodelação da rede vai compreender, em muitas ruas, "a duplicação das condutas", no sentido de "evitar os custos com o arranque e reposição dos pavimentos para substituição dos ramais". As obras vão ter lugar, pelo prazo de 880 dias, numa zona delimitada a norte pela Rua Vasco da Gama, a sul pela linha férrea, a leste pela Avenida Capitães de Abril e a oeste pelos reservatórios apoiado e elevado da Cavaleira. Neste caso, este equipamento, que já esteve para ser demolido por se inserir na servidão da Base Aérea n.º 1, vai ser reactivado e resolver os problemas de pressão que se sentem em alguns imóveis da urbanização. Apesar da dimensão das obras, os SMAS vão procurar "evitar perturbações no abastecimento e, por outro lado, evitar ou minorar, sempre que possível, os incómodos dos trabalhos", acentuou Cardoso Martins. Para minimizar esses incómodos, aliás, a empreitada terá uma maior duração, no sentido do empreiteiro poder acautelar os problemas. "Fizemos um caderno de encargos com muito cuidado, em que o empreiteiro é obrigado a fazer a obra com muita calma. Não vai abrir buracos em todo o lado: faz uma rua, fecha, e depois é que vai para outra artéria", acentua Baptista Alves, presidente do conselho de administração dos SMAS de Sintra, que garante acompanhamento junto de moradores e comerciantes a alertar para a realização das obras. O presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, Manuel do Cabo, reconhece que esta intervenção vai trazer incómodos para a população, que podem mesmo levar a alterar, pontualmente, alguns sentidos de trânsito no núcleo central do Algueirão, mas acentua a importância das obras. "É uma obra de uma envergadura extraordinária, num sector tão importante como o abastecimento de água, um bem de primeira necessidade", sublinha o autarca, que destaca o trabalho dos SMAS que, na freguesia de Algueirão-Mem Martins, têm ainda em curso uma intervenção em Coutinho Afonso, que se estende à execução da rede de esgotos. "As obras trazem sempre incómodos. Tive o cuidado de falar com os responsáveis do empreiteiro, que me garantiram que vão ter o cuidado de minimizar esses incómodos", frisou Manuel do Cabo sobre o andamento dos trabalhos, que devem avançar no terreno no início do corrente mês.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

SMAS Torneira aberta a novos projectos

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Novo edifício técnico e projecto Água Vida Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Oeiras e Amadora preparam-se para avançar com dois projectos muito diferentes entre si, mas de impacto muito significativo, seja no quotidiano de uma boa parte dos seus trabalhadores e das suas actividades, seja na imagem da instituição e até do próprio concelho. O novo Edifício dos Serviços Técnicos, a erguer em Leceia, e o emblemático pavilhão Água Vida, previsto para junto a uma das entradas do Parque dos Poetas, foram recentemente apresentados em reunião de Câmara por Nuno Campilho, administrador dos SMAS e, apesar de algumas críticas e dúvidas de parte dos vereadores da oposição, acabariam por abrir caminho rumo à sua execução, a qual terá, também, ritmos diferenciados. O preço é que será, sensivelmente, o mesmo: cerca de quatro milhões de euros cada um… Com horizonte mais próximo quanto ao início de obras de construção – o que poderá acontecer no 2.º semestre do próximo ano – o Edifício dos Serviços Técnicos surgirá perto do reservatório de água dos SMAS em Leceia. Vai acolher as funcionalidades que têm estado nas instalações da empresa municipal no Casal do Deserto (perto do Lagoas Park, em Porto Salvo), as quais são necessárias para dar lugar a novas casas para o realojamento de algumas dezenas de moradores no âmbito da 1.ª fase do Plano de Renovação Urbana daquele bairro que a Câmara de Oeiras tem na forja. “Concretizada a aprovação do projecto, segue-se a adjudicação e a abertura do concurso para a obra”, situa Nuno Campilho, detalhando um pouco mais a utilização do futuro Edifício de Serviços Técnicos: “Vai albergar a componente técnica ligada à parte oficinal, como sejam viaturas, os bate- chapas que trabalham com as tampas dos esgotos, entre outros, e uma componente administrativa ligada à gestão das redes: água e saneamento, entrega de projectos, laboratório… Portanto, tudo o que não seja a parte comercial, financeira, de administração, direcção, pois isso fica onde está actualmente”. A descrição do projecto – a implantar numa área bruta de construção de 5410 m2 com vista sobre Barcarena e o vale – explica que o edifício “é constituído por dois volumes que assumem características distintas em termos de materialidade e aberturas, criando à distância, uma imagem de um conjunto de volumes abstractos, o qual, dialoga com a escala dos depósitos de água que lhe são próximos”. Água Vida Quanto ao projecto Água Vida, pretende ser “um marco dos dois concelhos abrangidos pelos SMAS, mas também da própria Área Metropolitana de Lisboa e até do país”, estabelece Nuno Campilho. Até porque não se encontra facilmente algo semelhante. “Há o Pavilhão da Água instalado no Parque da Cidade, no Porto, que é o mesmo que estava na Expo 98”, referencia o nosso interlocutor, confiante de que os visitantes vão entender que valer a pena vir a Oeiras ver o Água Vida. “Quem vem visitar o Oceanário também poderá associar ao seu passeio uma passagem pelo Água Vida, faria sentido integrar essa rede”, antecipa o administrador dos SMAS, esclarecendo que “tal como nós não vamos ter peixes, o Oceanário não tem o que nós nos propomos ter, que é a abordagem da água na perspectiva do serviço público de abastecimento, desde a sua recolha até à deposição, e não única e exclusivamente enquanto elemento fulcral da natureza”. Naturalmente,num projecto com tanta água, os conteúdos não podem correr o risco de serem “uma seca” para os visitantes, sobretudo para as crianças. “Serão fundamentais”, garante Nuno Campilho, justificando a quantia próxima de um milhão de euros que poderá ser despendida só nesta área, que terá uma “forte dimensão lúdica e interactiva, incluindo a reprodução de todo o ciclo da água, com espaços para 'workshops', iniciativas científicas com manipulação, experiências virtuais e físicas, além de um pequeno núcleo museológico...”. A tudo isto acresce “um edifício lindíssimo, ele próprio um elemento expositivo”. A proposta, segundo o projecto, passa por “uma pele abstracta convertida num ícone urbano gerando uma nova referência no imaginário da cidade”.Mas uma pele “em constante movimento, transformando-se subtilmente com o vento, o movimento do Sol e a posição relativa do observador”. Já no coração do edifício encontra- se a Fábrica da Chuva, que deverá converter-se “na referência de identidade do museu”. Trata-se de “um dispositivo harmonioso e optimista, à imagem de alguns dos inventos renascentistas”, um espaço vertical que “vai mudando de forma conforme sobe, procurando a luz natural, revestido por uma bandeja contínua em espiral de aço inoxidável”... O projecto emblemático – que em reunião de Câmara foi aprovado por maioria, com quatro abstenções e nenhum voto contra – não deverá, no entanto, começar a ser materializado tão cedo. “As verbas estão cativadas, a ideia está adjudicada, vamos abrir concurso para os conteúdos, depois projecto final e obra. Diria que em 2013 se poderá começar a obra”, revela Nuno Campilho, com indisfarçável entusiasmo.

CONCELHO ALMADA Plano contra incêndios é para manter

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Alterações governativas não afectam prevenção A extinção do Governo Civil de Setúbal – a par dos restantes a nível nacional por decisão do Governo de Passos Coelho – “não vai afectar a articulação de meios” no combate a incêndios no concelho de Almada durante este Verão. “O nosso plano tem maior ligação com o Comando Distrital de Operações de Socorro, por isso não haverá problema”, afirma o presidente da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (CMDFCI). Durante a apresentação do plano elaborado por este órgão, na passada terça-feira, Henrique Carreiras, garantiu que as equipas “estão prontas para enfrentar mais uma época de incêndios”. Para este responsável, o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, que começou a ser elaborado há dez anos e “é constantemente actualizado”, tem sido de “grande eficácia”. Prova disso é que o concelho de Almada, comparativamente com os outros do distrito, “é o que regista maior número de ignições mas tem menos hectares de floresta ardida”. Na opinião do responsável pelo CMDFCI isto tem sido possível devido à constante presença de meios estacionados no denso manto verde da Mata dos Medos, na Paisagem Protegida da Costa da Caparica. Assim, já a partir do dia 1 de Julho arranca a fase “Charlie”, que irámanter-se até Setembro, e na zona da Mata dos Medos irá estar uma viatura, com cinco elementos, pronta a entrar em acção. “Mas sempre que o risco de incêndio aumentar será colocada uma segunda viatura no terreno”, acrescenta António Godinho, operacional do CMDFCI. Esta forma de organização de meios “possibilita que o tempo de resposta a uma ignição seja muito reduzido” ficando “muito abaixo da média nacional”, acrescenta. Para além do pré-posicionamento de meios dos três corpos de bombeiros do concelho de Almada no triângulo da Mata dos Medos, a equipa de ataque aos fogos conta ainda com a acção da GNR e PSP e, aos fins-de-semana e feriados, com a colaboração voluntária de associações civis. A operação Floresta Segura, Floresta Verde 2011 conta ainda com o esforço de trinta desempregados, inscritos no Programa Ocupacional, que diariamente vão trabalhar na desmatação preventiva. O Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios contempla ainda acções de sensibilização à população, reforço da manutenção das bocas-de-incêndio entre a Trafaria e a Fonte da Telha, vigilância de locais estratégicos de estacionamento, vigilância móvel e activação do posto de vigia do Cabo da Malha. Entretanto, em colaboração com as Forças de Segurança, está a ser avaliada a restrição de circulação e alteração do sentido de trânsito em locais identificados como problemáticos. Este será um dos ajustes ao plano para este ano, havendo ainda a possibilidade de serem criadas pequenas bolsas de estacionamento ao longo da estrada nacional, junto ao acacial. “Não é possível evitar que as pessoas estacionem ao longo da via”, diz Henrique Carreiras, por isso, por sugestão do capitão da GNR Pinto Amaral, “vão ser estudados alguns espaços na zona à beira do acacial”. Para o presidente da CMDFCI, a revisão de acessibilidades e estacionamento é ainda mais importante este ano porque “com a crise financeira das famílias esperamos que muito mais pessoas procurem a Costa da Caparica este Verão”.

CAPARIDE Nova creche abre portas em Outubro

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Equipamento do Centro Comunitário de Tires, em Caparide, vai dar resposta a 66 crianças Estão abertas as inscrições para a futura Creche do Centro Comunitário de Tires (CTT), em Caparide, que deverá estar concluída em Setembro e com as portas abertas no mês seguinte. O novo equipamento social, que vai receber e cuidar de 66 crianças dos 3 meses aos três anos, pretende, assim, dar uma resposta na área da infância na freguesia de São Domingos de Rana e, em particular, na localidade de Caparide, aumentando o número de vagas disponíveis na valência de creche. A construção deste novo equipamento vem ao encontro das necessidades identificadas na Carta Social do Concelho de Cascais que, tendo em conta as projecções demográficas até 2016, recomenda a criação de nove creches na freguesia de S. Domingos de Rana. Atenta à realidade do concelho e de São Domingos de Rana, a directora do CCT, Sandra Afonso, disse ao JR que “mais do que um desafio, este equipamento traduz a nossa intervenção social. É uma necessidade prioritária na freguesia e, por isso, tivemos de redobrar as nossas atenções”.“ Trata-se de um projecto que nasceu em 2006 e que foi amadurecendo ao longo dos anos. Em 2007, foi estabelecido um protocolo de comparticipação financeira com o município de Cascais, tornando possível que o sonho começasse a ser real. Após uma exaustiva candidatura ao PARES III (Programa de Alargamento de Rede de Equipamentos Sociais), existiu também um parecer positivo por parte do Instituto da Segurança Social, culminando na assinatura de um contrato de comparticipação financeira. Todos estes passos, juntamente com o esforço e investimento institucional, permitiram em 2009 o início dos processos de concurso e as consequentes adjudicações de serviços de empreitada, de modo a que em Julho de 2010 a obra se iniciasse”, explicou esta responsável. O novo equipamento representa um investimento de cerca de um milhão e 220 mil euros, dos quais o PARES III assume 330 mil euros; a Câmara de Cascais 450 mil euros e o restante cabe ao Centro Comunitário de Tires, informou Rafael Pereira, assistente social e assessor da direcção técnica da instituição. Este responsável sublinha que “trata- se de um equipamento importante para esta zona que está carente deste tipo de equipamentos sociais. Há instituições que vêm dar apoio, mas não há equipamentos. Daí, avançarmos com esta creche”. “O novo espaço vai ter quatro salas que dão directamente para um jardim infantil e dois berçários (com capacidade para oito bebés cada)”, explicou Rafael Pereira. “Temos ainda no piso térreo o refeitório, que serve também de sala multiusos para espectáculos ou reuniões de pais, a secretaria e uma outra sala para fazermos as entrevistas com os pais”, revelou Rafael Pereira. O piso superior está reservado para a parte técnica, maquinaria e painéis solares. O edifício, da autoria da arquitecta Maria Amélia Cabrita, foi concebido com uma particular preocupação pela eficiência energética. O piso inferior está reservado para os serviços, cozinha, lavandaria. Rafael Pereira adianta que “a visão estratégica da instituição passa também pela rentabilização dos recursos. Em termos técnicos, vamos poder utilizar o edifício para outro tipo de resposta, como o aumento do serviço domiciliário. A cozinha permite cerca de 300 refeições e a lavandaria também tem grande capacidade”. As inscrições ainda estão abertas, para a abertura do próximo ano lectivo. “Existe um acordo com a Segurança Social para 60 crianças. Em termos de mensalidade, cada família irá pagar segundo o seu rendimento mensal e o volume de despesas. Estimamos que o valor mínimo da mensalidade por criança seja na ordem de 70 euros e o máximo em 280 euros”, revela Rafael Pereira.

REBOLEIRA Obras não param, Metro chega em 2012

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Anúncio da suspensão do prolongamento da linha não afecta ligação Amadora-Reboleira Apesar do anúncio feito pela administração do Metropolitano de Lisboa sobre a suspensão de projectos de expansão da rede, as obras de prolongamento da Linha Azul, que vai ligar as estações Amadora Este à estação da CP da Reboleira, estão a decorrer “a bom ritmo” e são para levar até ao fim. Tudo indica, conforme o previsto, que o novo troço da linha “deverá entrar em funcionamento até ao final de 2012”. “É uma nova Amadora que vai nascer na zona do futuro interface da estação da Reboleira. A mobilidade de todos os habitantes das várias freguesias envolventes vai melhorar, uma vez que terão a opção de chegar a Lisboa via Metro ou via CP, logo a partir da primeira estação”, garante Gabriel Oliveira, vereador da Mobilidade na Câmara Municipal da Amadora (CMA). Numa visita efectuada ao local, o responsável adianta que “os túneis entre a estação Amadora Este e a Reboleira já estão ligados. Toda a obra estrutural já está praticamente concluída”, desmentindo assim rumores que davam conta da paralização da obra. A futura estação de metro da Reboleira irá chamar-se Amadora-Sul. “Compreende a construção de uma galeria dupla de cerca de duzentos metros, um término de 280 metros e uma estação com cais de cem metros de comprimento de interface com a actual estação de comboios da Reboleira, na linha de caminhos- de-ferro de Sintra”, refere uma nota da autarquia. Com a conclusão das obras que vão ligar a Linha Azul do Metro à estação da CP da Reboleira, previstas para o final de 2012, à superfície irão decorrer arranjos arquitectónicos exteriores no início do próximo ano, num investimento de cerca de 2,5milhões de euros. Para além da chegada do metropolitano a esta zona da cidade, toda a área envolvente à futura estação vai ser requalificada paisagisticamente, com a criação de espaços verdes, cerca de uma centena de lugares de estacionamento, assim como, a criação de terminais de autocarros e de uma praça de táxis. Esta obra também será executada pelo Metro. Nos arranjos exteriores estão identificadas as três grandes áreas de intervenção: a zona envolvente à Estação da Refer, a avenida D. Carlos I e o Parque Romão. Na primeira área está prevista a construção de uma zona de estacionamento com 47 lugares, e um interface de autocarros e táxis composto por 15 terminais e táxis para servir a zona norte do concelho. A avenida D. Carlos I, para além do reperfilamento das vias para 4 faixas de circulação, reordenamento dos arruamentos com a construção de diversas rotundas, vai ser ainda construído um outro interface de autocarros e táxis, com capacidade para 15 autocarros e dez táxis para servir não só a zona sul da Amadora, mas também Lisboa, Sintra e Oeiras. No Parque Armando Romão, serão criados 49 lugares de estacionamento, ampliado o equipamento infantil e criadas grandes manchas verdes. Com a ligação da Linha Azul do Metro à Estação de Comboios da Reboleira, Gabriel Oliveira vê assim concluída uma aspiração antiga e salienta que “vem beneficiar em muito a população da Amadora nas suas deslocações para Lisboa, mas também alguns habitantes de Sintra que diariamente utilizam o comboio”.