terça-feira, 5 de julho de 2011

ABASTECIMENTO DE ÁGUA Algueirão vai estar três anos em obras

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Investimento a rondar os três milhões de euros Os SMAS de Sintra vão investir cerca de três milhões de euros, nos próximos três anos, na remodelação da rede de distribuição de água do Algueirão. As obras vão arrancar de imediato e prometem acabar com as constantes rupturas nas condutas de abastecimento, algumas com mais de quatro décadas. Além do núcleo central do Algueirão, a intervenção abrange os bairros da Coopalme e da Cavaleira, cujo reservatório vai ser reactivado para aumentar a pressão de água nos pisos mais altos. O auto de consignação da obra, que assinala o arranque dos trabalhos, decorreu na passada semana, nas instalações oficinais dos SMAS. Actualmente composta por 32 quilómetros, a rede passará a ter uma extensão de 52 km, sendo substituídas as condutas em fibrocimento, material já obsoleto, numa extensão de onze quilómetros. A intervenção vai resolver os problemas de "roturas frequentes e fugas de água, motivadas pelo desgaste das condutas, fraca pressão, mau funcionamento das válvulas de seccionamento e inadequação dos diâmetros das condutas ao volume dos consumos", frisou Cardoso Martins, administrador dos SMAS de Sintra. A remodelação da rede vai compreender, em muitas ruas, "a duplicação das condutas", no sentido de "evitar os custos com o arranque e reposição dos pavimentos para substituição dos ramais". As obras vão ter lugar, pelo prazo de 880 dias, numa zona delimitada a norte pela Rua Vasco da Gama, a sul pela linha férrea, a leste pela Avenida Capitães de Abril e a oeste pelos reservatórios apoiado e elevado da Cavaleira. Neste caso, este equipamento, que já esteve para ser demolido por se inserir na servidão da Base Aérea n.º 1, vai ser reactivado e resolver os problemas de pressão que se sentem em alguns imóveis da urbanização. Apesar da dimensão das obras, os SMAS vão procurar "evitar perturbações no abastecimento e, por outro lado, evitar ou minorar, sempre que possível, os incómodos dos trabalhos", acentuou Cardoso Martins. Para minimizar esses incómodos, aliás, a empreitada terá uma maior duração, no sentido do empreiteiro poder acautelar os problemas. "Fizemos um caderno de encargos com muito cuidado, em que o empreiteiro é obrigado a fazer a obra com muita calma. Não vai abrir buracos em todo o lado: faz uma rua, fecha, e depois é que vai para outra artéria", acentua Baptista Alves, presidente do conselho de administração dos SMAS de Sintra, que garante acompanhamento junto de moradores e comerciantes a alertar para a realização das obras. O presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, Manuel do Cabo, reconhece que esta intervenção vai trazer incómodos para a população, que podem mesmo levar a alterar, pontualmente, alguns sentidos de trânsito no núcleo central do Algueirão, mas acentua a importância das obras. "É uma obra de uma envergadura extraordinária, num sector tão importante como o abastecimento de água, um bem de primeira necessidade", sublinha o autarca, que destaca o trabalho dos SMAS que, na freguesia de Algueirão-Mem Martins, têm ainda em curso uma intervenção em Coutinho Afonso, que se estende à execução da rede de esgotos. "As obras trazem sempre incómodos. Tive o cuidado de falar com os responsáveis do empreiteiro, que me garantiram que vão ter o cuidado de minimizar esses incómodos", frisou Manuel do Cabo sobre o andamento dos trabalhos, que devem avançar no terreno no início do corrente mês.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

SMAS Torneira aberta a novos projectos

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Novo edifício técnico e projecto Água Vida Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Oeiras e Amadora preparam-se para avançar com dois projectos muito diferentes entre si, mas de impacto muito significativo, seja no quotidiano de uma boa parte dos seus trabalhadores e das suas actividades, seja na imagem da instituição e até do próprio concelho. O novo Edifício dos Serviços Técnicos, a erguer em Leceia, e o emblemático pavilhão Água Vida, previsto para junto a uma das entradas do Parque dos Poetas, foram recentemente apresentados em reunião de Câmara por Nuno Campilho, administrador dos SMAS e, apesar de algumas críticas e dúvidas de parte dos vereadores da oposição, acabariam por abrir caminho rumo à sua execução, a qual terá, também, ritmos diferenciados. O preço é que será, sensivelmente, o mesmo: cerca de quatro milhões de euros cada um… Com horizonte mais próximo quanto ao início de obras de construção – o que poderá acontecer no 2.º semestre do próximo ano – o Edifício dos Serviços Técnicos surgirá perto do reservatório de água dos SMAS em Leceia. Vai acolher as funcionalidades que têm estado nas instalações da empresa municipal no Casal do Deserto (perto do Lagoas Park, em Porto Salvo), as quais são necessárias para dar lugar a novas casas para o realojamento de algumas dezenas de moradores no âmbito da 1.ª fase do Plano de Renovação Urbana daquele bairro que a Câmara de Oeiras tem na forja. “Concretizada a aprovação do projecto, segue-se a adjudicação e a abertura do concurso para a obra”, situa Nuno Campilho, detalhando um pouco mais a utilização do futuro Edifício de Serviços Técnicos: “Vai albergar a componente técnica ligada à parte oficinal, como sejam viaturas, os bate- chapas que trabalham com as tampas dos esgotos, entre outros, e uma componente administrativa ligada à gestão das redes: água e saneamento, entrega de projectos, laboratório… Portanto, tudo o que não seja a parte comercial, financeira, de administração, direcção, pois isso fica onde está actualmente”. A descrição do projecto – a implantar numa área bruta de construção de 5410 m2 com vista sobre Barcarena e o vale – explica que o edifício “é constituído por dois volumes que assumem características distintas em termos de materialidade e aberturas, criando à distância, uma imagem de um conjunto de volumes abstractos, o qual, dialoga com a escala dos depósitos de água que lhe são próximos”. Água Vida Quanto ao projecto Água Vida, pretende ser “um marco dos dois concelhos abrangidos pelos SMAS, mas também da própria Área Metropolitana de Lisboa e até do país”, estabelece Nuno Campilho. Até porque não se encontra facilmente algo semelhante. “Há o Pavilhão da Água instalado no Parque da Cidade, no Porto, que é o mesmo que estava na Expo 98”, referencia o nosso interlocutor, confiante de que os visitantes vão entender que valer a pena vir a Oeiras ver o Água Vida. “Quem vem visitar o Oceanário também poderá associar ao seu passeio uma passagem pelo Água Vida, faria sentido integrar essa rede”, antecipa o administrador dos SMAS, esclarecendo que “tal como nós não vamos ter peixes, o Oceanário não tem o que nós nos propomos ter, que é a abordagem da água na perspectiva do serviço público de abastecimento, desde a sua recolha até à deposição, e não única e exclusivamente enquanto elemento fulcral da natureza”. Naturalmente,num projecto com tanta água, os conteúdos não podem correr o risco de serem “uma seca” para os visitantes, sobretudo para as crianças. “Serão fundamentais”, garante Nuno Campilho, justificando a quantia próxima de um milhão de euros que poderá ser despendida só nesta área, que terá uma “forte dimensão lúdica e interactiva, incluindo a reprodução de todo o ciclo da água, com espaços para 'workshops', iniciativas científicas com manipulação, experiências virtuais e físicas, além de um pequeno núcleo museológico...”. A tudo isto acresce “um edifício lindíssimo, ele próprio um elemento expositivo”. A proposta, segundo o projecto, passa por “uma pele abstracta convertida num ícone urbano gerando uma nova referência no imaginário da cidade”.Mas uma pele “em constante movimento, transformando-se subtilmente com o vento, o movimento do Sol e a posição relativa do observador”. Já no coração do edifício encontra- se a Fábrica da Chuva, que deverá converter-se “na referência de identidade do museu”. Trata-se de “um dispositivo harmonioso e optimista, à imagem de alguns dos inventos renascentistas”, um espaço vertical que “vai mudando de forma conforme sobe, procurando a luz natural, revestido por uma bandeja contínua em espiral de aço inoxidável”... O projecto emblemático – que em reunião de Câmara foi aprovado por maioria, com quatro abstenções e nenhum voto contra – não deverá, no entanto, começar a ser materializado tão cedo. “As verbas estão cativadas, a ideia está adjudicada, vamos abrir concurso para os conteúdos, depois projecto final e obra. Diria que em 2013 se poderá começar a obra”, revela Nuno Campilho, com indisfarçável entusiasmo.

CONCELHO ALMADA Plano contra incêndios é para manter

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Alterações governativas não afectam prevenção A extinção do Governo Civil de Setúbal – a par dos restantes a nível nacional por decisão do Governo de Passos Coelho – “não vai afectar a articulação de meios” no combate a incêndios no concelho de Almada durante este Verão. “O nosso plano tem maior ligação com o Comando Distrital de Operações de Socorro, por isso não haverá problema”, afirma o presidente da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (CMDFCI). Durante a apresentação do plano elaborado por este órgão, na passada terça-feira, Henrique Carreiras, garantiu que as equipas “estão prontas para enfrentar mais uma época de incêndios”. Para este responsável, o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, que começou a ser elaborado há dez anos e “é constantemente actualizado”, tem sido de “grande eficácia”. Prova disso é que o concelho de Almada, comparativamente com os outros do distrito, “é o que regista maior número de ignições mas tem menos hectares de floresta ardida”. Na opinião do responsável pelo CMDFCI isto tem sido possível devido à constante presença de meios estacionados no denso manto verde da Mata dos Medos, na Paisagem Protegida da Costa da Caparica. Assim, já a partir do dia 1 de Julho arranca a fase “Charlie”, que irámanter-se até Setembro, e na zona da Mata dos Medos irá estar uma viatura, com cinco elementos, pronta a entrar em acção. “Mas sempre que o risco de incêndio aumentar será colocada uma segunda viatura no terreno”, acrescenta António Godinho, operacional do CMDFCI. Esta forma de organização de meios “possibilita que o tempo de resposta a uma ignição seja muito reduzido” ficando “muito abaixo da média nacional”, acrescenta. Para além do pré-posicionamento de meios dos três corpos de bombeiros do concelho de Almada no triângulo da Mata dos Medos, a equipa de ataque aos fogos conta ainda com a acção da GNR e PSP e, aos fins-de-semana e feriados, com a colaboração voluntária de associações civis. A operação Floresta Segura, Floresta Verde 2011 conta ainda com o esforço de trinta desempregados, inscritos no Programa Ocupacional, que diariamente vão trabalhar na desmatação preventiva. O Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios contempla ainda acções de sensibilização à população, reforço da manutenção das bocas-de-incêndio entre a Trafaria e a Fonte da Telha, vigilância de locais estratégicos de estacionamento, vigilância móvel e activação do posto de vigia do Cabo da Malha. Entretanto, em colaboração com as Forças de Segurança, está a ser avaliada a restrição de circulação e alteração do sentido de trânsito em locais identificados como problemáticos. Este será um dos ajustes ao plano para este ano, havendo ainda a possibilidade de serem criadas pequenas bolsas de estacionamento ao longo da estrada nacional, junto ao acacial. “Não é possível evitar que as pessoas estacionem ao longo da via”, diz Henrique Carreiras, por isso, por sugestão do capitão da GNR Pinto Amaral, “vão ser estudados alguns espaços na zona à beira do acacial”. Para o presidente da CMDFCI, a revisão de acessibilidades e estacionamento é ainda mais importante este ano porque “com a crise financeira das famílias esperamos que muito mais pessoas procurem a Costa da Caparica este Verão”.

CAPARIDE Nova creche abre portas em Outubro

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Equipamento do Centro Comunitário de Tires, em Caparide, vai dar resposta a 66 crianças Estão abertas as inscrições para a futura Creche do Centro Comunitário de Tires (CTT), em Caparide, que deverá estar concluída em Setembro e com as portas abertas no mês seguinte. O novo equipamento social, que vai receber e cuidar de 66 crianças dos 3 meses aos três anos, pretende, assim, dar uma resposta na área da infância na freguesia de São Domingos de Rana e, em particular, na localidade de Caparide, aumentando o número de vagas disponíveis na valência de creche. A construção deste novo equipamento vem ao encontro das necessidades identificadas na Carta Social do Concelho de Cascais que, tendo em conta as projecções demográficas até 2016, recomenda a criação de nove creches na freguesia de S. Domingos de Rana. Atenta à realidade do concelho e de São Domingos de Rana, a directora do CCT, Sandra Afonso, disse ao JR que “mais do que um desafio, este equipamento traduz a nossa intervenção social. É uma necessidade prioritária na freguesia e, por isso, tivemos de redobrar as nossas atenções”.“ Trata-se de um projecto que nasceu em 2006 e que foi amadurecendo ao longo dos anos. Em 2007, foi estabelecido um protocolo de comparticipação financeira com o município de Cascais, tornando possível que o sonho começasse a ser real. Após uma exaustiva candidatura ao PARES III (Programa de Alargamento de Rede de Equipamentos Sociais), existiu também um parecer positivo por parte do Instituto da Segurança Social, culminando na assinatura de um contrato de comparticipação financeira. Todos estes passos, juntamente com o esforço e investimento institucional, permitiram em 2009 o início dos processos de concurso e as consequentes adjudicações de serviços de empreitada, de modo a que em Julho de 2010 a obra se iniciasse”, explicou esta responsável. O novo equipamento representa um investimento de cerca de um milhão e 220 mil euros, dos quais o PARES III assume 330 mil euros; a Câmara de Cascais 450 mil euros e o restante cabe ao Centro Comunitário de Tires, informou Rafael Pereira, assistente social e assessor da direcção técnica da instituição. Este responsável sublinha que “trata- se de um equipamento importante para esta zona que está carente deste tipo de equipamentos sociais. Há instituições que vêm dar apoio, mas não há equipamentos. Daí, avançarmos com esta creche”. “O novo espaço vai ter quatro salas que dão directamente para um jardim infantil e dois berçários (com capacidade para oito bebés cada)”, explicou Rafael Pereira. “Temos ainda no piso térreo o refeitório, que serve também de sala multiusos para espectáculos ou reuniões de pais, a secretaria e uma outra sala para fazermos as entrevistas com os pais”, revelou Rafael Pereira. O piso superior está reservado para a parte técnica, maquinaria e painéis solares. O edifício, da autoria da arquitecta Maria Amélia Cabrita, foi concebido com uma particular preocupação pela eficiência energética. O piso inferior está reservado para os serviços, cozinha, lavandaria. Rafael Pereira adianta que “a visão estratégica da instituição passa também pela rentabilização dos recursos. Em termos técnicos, vamos poder utilizar o edifício para outro tipo de resposta, como o aumento do serviço domiciliário. A cozinha permite cerca de 300 refeições e a lavandaria também tem grande capacidade”. As inscrições ainda estão abertas, para a abertura do próximo ano lectivo. “Existe um acordo com a Segurança Social para 60 crianças. Em termos de mensalidade, cada família irá pagar segundo o seu rendimento mensal e o volume de despesas. Estimamos que o valor mínimo da mensalidade por criança seja na ordem de 70 euros e o máximo em 280 euros”, revela Rafael Pereira.

REBOLEIRA Obras não param, Metro chega em 2012

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Anúncio da suspensão do prolongamento da linha não afecta ligação Amadora-Reboleira Apesar do anúncio feito pela administração do Metropolitano de Lisboa sobre a suspensão de projectos de expansão da rede, as obras de prolongamento da Linha Azul, que vai ligar as estações Amadora Este à estação da CP da Reboleira, estão a decorrer “a bom ritmo” e são para levar até ao fim. Tudo indica, conforme o previsto, que o novo troço da linha “deverá entrar em funcionamento até ao final de 2012”. “É uma nova Amadora que vai nascer na zona do futuro interface da estação da Reboleira. A mobilidade de todos os habitantes das várias freguesias envolventes vai melhorar, uma vez que terão a opção de chegar a Lisboa via Metro ou via CP, logo a partir da primeira estação”, garante Gabriel Oliveira, vereador da Mobilidade na Câmara Municipal da Amadora (CMA). Numa visita efectuada ao local, o responsável adianta que “os túneis entre a estação Amadora Este e a Reboleira já estão ligados. Toda a obra estrutural já está praticamente concluída”, desmentindo assim rumores que davam conta da paralização da obra. A futura estação de metro da Reboleira irá chamar-se Amadora-Sul. “Compreende a construção de uma galeria dupla de cerca de duzentos metros, um término de 280 metros e uma estação com cais de cem metros de comprimento de interface com a actual estação de comboios da Reboleira, na linha de caminhos- de-ferro de Sintra”, refere uma nota da autarquia. Com a conclusão das obras que vão ligar a Linha Azul do Metro à estação da CP da Reboleira, previstas para o final de 2012, à superfície irão decorrer arranjos arquitectónicos exteriores no início do próximo ano, num investimento de cerca de 2,5milhões de euros. Para além da chegada do metropolitano a esta zona da cidade, toda a área envolvente à futura estação vai ser requalificada paisagisticamente, com a criação de espaços verdes, cerca de uma centena de lugares de estacionamento, assim como, a criação de terminais de autocarros e de uma praça de táxis. Esta obra também será executada pelo Metro. Nos arranjos exteriores estão identificadas as três grandes áreas de intervenção: a zona envolvente à Estação da Refer, a avenida D. Carlos I e o Parque Romão. Na primeira área está prevista a construção de uma zona de estacionamento com 47 lugares, e um interface de autocarros e táxis composto por 15 terminais e táxis para servir a zona norte do concelho. A avenida D. Carlos I, para além do reperfilamento das vias para 4 faixas de circulação, reordenamento dos arruamentos com a construção de diversas rotundas, vai ser ainda construído um outro interface de autocarros e táxis, com capacidade para 15 autocarros e dez táxis para servir não só a zona sul da Amadora, mas também Lisboa, Sintra e Oeiras. No Parque Armando Romão, serão criados 49 lugares de estacionamento, ampliado o equipamento infantil e criadas grandes manchas verdes. Com a ligação da Linha Azul do Metro à Estação de Comboios da Reboleira, Gabriel Oliveira vê assim concluída uma aspiração antiga e salienta que “vem beneficiar em muito a população da Amadora nas suas deslocações para Lisboa, mas também alguns habitantes de Sintra que diariamente utilizam o comboio”.

terça-feira, 28 de junho de 2011

‘A minha Sintra, o meu Concelho’

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Município promove sítio na Internet para crianças Assumindo-se como um espaço pedagógico e de reforço das questões de cidadania, o sítio "A minha Sintra, o meu Concelho" (www.aminhasintra.net) apresenta aos mais pequenos, até aos 12/13 anos, a sua terra, o concelho de Sintra. Desde o dia 1 de Junho, data consagrada internacionalmente à Criança, o novo sítio intensificou a sua interacção com o público-alvo, ao desafiar os mais pequenos a enviarem desenhos, textos e outros trabalhos alusivos ao concelho e aos temas em destaque. Conhecer e entender as actividades municipais, o Concelho e as suas instituições, através de um sítio na Internet, é o conceito deste projecto que nasceu a partir da tese de Mestrado de Novos Media e Práticas Web de Luís Cardoso, técnico municipal afecto ao Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara de Sintra. Um projecto municipal que assenta na disponibilização de conteúdos didácticos, informativos e úteis em diversas áreas, em especial a Educação, Ambiente, Desporto, Cultura, História, Geografia, para além de outros vectores da vida autárquica. "Cidadania e responsabilidade social como alicerces de formação – Sítio ‘online’ institucional do Município de Sintra para as crianças do Ensino Básico" é o tema da tese de Mestrado, orientada pelos docentes Francisco Rui Cádima e Vítor Badalinho, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova. "Este projecto centra-se, sobretudo, na questão da cidadania. Conferir, reforçar e sensibilizar as crianças para a responsabilização social, para questões de cidadania, nomeadamente em áreas como a Educação, a Cultura, o Desporto e o Ambiente", salienta Luís Cardoso, em declarações ao JR aquando da apresentação do projecto. Deixando de lado a área do entretenimento, através de jogos (embora esta vertente esteja prevista para breve), a aposta reside no reconhecimento de que as novas tecnologias são "uma ferramenta que pode ser muito útil para a formação cívica dos adultos de amanhã". "A ideia deste ‘site’ não é tanto uma corrida de 100 metros, que as crianças encontram ‘online’ através dos jogos, mas é mais uma maratona, ou seja, estamos a produzir agora para colher resultados no futuro: um ‘site’ que seja uma ferramenta pedagógica para as escolas do concelho e para as famílias em geral", salienta Luís Cardoso. "Fazer com que as crianças percebam o meio onde vivem e como é importante preservar esse meio", reforça o técnico da autarquia. Neste contexto, assume particular importância a "Sintraclopédia, um local de encanto e magia", uma enciclopédia em formato ‘online’ dedicada ao concelho, "que acaba por ser quase um ‘site’ dentro do ‘site’". Em permanente actualização, este "de A a Z" revela informações úteis sobre Sintra, desde o geógrafo árabe Al-Bacr, que se encantou pela Vila, até ao Zé Povinho, inventado por Rafael Bordalo Pinheiro, exímio na caricatura também tão apreciada pelo Mestre Leal da Câmara, que deixou aos sintrenses a sua casa-museu na Rinchoa. Apesar de privilegiar a linguagem acessível a crianças e jovens, a "Sintraclopédia" apresenta "textos para os adultos, quer em contexto familiar, quer em contexto escolar, trabalharem com as crianças", revela Luís Cardoso, que enuncia a preocupação da linguagem não ser infantil em excesso. "Muitas vezes, existe uma certa tentação de se ser mais infantil que as próprias crianças, mas, como o ‘site’ tem uma perspectiva de formação, procuramos que a linguagem seja, de facto, para crianças,mas já com um intuito de aprendizagem". Aliás, inicialmente reservado ao 1.º Ciclo, o projecto acabou por ser alargado ao 2.º Ciclo, por desafio de professores e pais dos dois estabelecimentos de ensino que contactaram, enquanto experiência-piloto, com "A minha Sintra, o meu Concelho": três turmas do 4.º ano da Escola EB1/JI da Portela de Sintra e do Externato Nossa Senhora da Apresentação (Agualva). Muitos dos trabalhos já carregados no sítio, que esteve em fase de teste durante o mês de Maio, são provenientes de alunos desses estabelecimentos, mas Luís Cardoso adverte que este espaço está aberto à colaboração de todos. "Os próprios destinatários podem ser emissores, assente numa lógica de interactividade", realça. Com secções fixas, como a Agenda (de actividades especificamente dedicadas às crianças), Notícias e Uma Imagem por Dia (em colaboração com o Arquivo Municipal), há ainda espaço para "uma espécie de televisão animada que apresenta notícias sobre Sintra" e o Tema do Mês, que em Maio foi a Protecção Civil, enquanto o mês de Junho está dedicado às Praias. No próximo mês, a atenção vai recair sobre Património e Turismo. Numa mensagem aos mais pequenos, em que aparece virtualmente acompanhado de algumas das personagens animadas que funcionam como guias do sítio, o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, salienta que "esta página, este sítio na ‘Web’, é um lugar de partilha. Partilha do ambiente, da cultura, do desporto, do património e das gentes do concelho de Sintra". As crianças e jovens, através deste meio, vão descobrir novos mundos: "Aqui vais aprender mas também vais ensinar".

sexta-feira, 24 de junho de 2011

PALÁCIO DOS ARCOS Mais-valia para a região

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Poesia inspira conceito do futuro Hotel Vila Galé O futuro Hotel Vila Galé Palácio dos Arcos trará valor acrescentado à zona onde se vai inserir quando estiver pronto a receber hóspedes, em 2013. “Estão reunidas todas as condições para criar em Paço de Arcos um pólo de desenvolvimento turístico para o concelho de Oeiras”, sublinhou Jorge Rebelo de Almeida, presidente do segundo grupo hoteleiro a nível nacional, sábado passado, durante a apresentação do projecto que irá adaptar aquele vetusto palácio (construído nos finais do século XV e reedificado no século XVIII) a hotel de cinco estrelas. Falando na capela do monumental edifício, rodeado de garrafas de vinho (do grupo) com nome muito adequado às circunstâncias (“Santa Vitória”), aquele responsável salientou a oportunidade do projecto “tendo em conta a situação difícil que o país atravessa e porque gostamos de fazer coisas para que Portugal consiga dar a volta por cima”. A seu lado, o presidente da Câmara de Oeiras corroborou a importância do empreendimento para o concelho e acrescentou- lhe ainda mais dimensão ao adiantar a intenção de construir uma marina mesmo em frente ao futuro hotel (ver caixa). “A nossa ideia é fazer uma espécie de Saint-Tropez moderna... mas, na minha opinião, melhor ainda”. Resultado de um investimento na ordem dos 10 milhões de euros, o Hotel Vila Galé Palácio dos Arcos – que será o primeiro 5 estrelas do grupo em Portugal – pretende alterar “o menos possível” a traça antiga do edifício e o espaço verde que o rodeia, sendo que o exuberante jardim tradicional “é intocável e manter-se-á absolutamente aberto ao público”, segundo promessa renovada por Jorge Rebelo de Almeida. No edifício do palácio propriamente dito ficarão as áreas nobres, ou seja, o bar e o restaurante “Inevitável” – a proposta topo de gama do grupo em termos de restauração – bem como as duas suites, três dos 74 quartos previstos, a biblioteca e a recepção. Por seu turno, os edifícios novos serão construídos encostados à zona mais recuada do terreno e albergarão os restantes quartos e equipamentos como a piscina e o Spa Satsanga. Em frente a estas construções ficará situada uma área verde com piscina. Está prevista, igualmente, a reabilitação da antiga adega e o seu aproveitamento para sala de reuniões. A ligação da ala nova ao Palácio será feita pela Galeria da Capela, com material envidraçado para reduzir o impacto visual. E não faltará um chá da tarde no jardim como uma das grandes apostas para cativar visitantes e hóspedes. Cumprindo a regra de dedicar cada unidade hoteleira a um determinado tema, o presidente do Grupo Vila Galé anunciou que o projecto de Paço de Arcos terá a Poesia como mote inspirador da decoração e da animação cultural. “Associei este tema a uma iniciativa de grande qualidade da Câmara de Oeiras e que eu acho que não é suficientemente divulgada: o Parque dos Poetas”, explicou, adiantando, a propósito, que o grupo que dirige já “comparticipou voluntariamente” nos custos daquela obra de grande envergadura. Levantando um pouco do véu sobre a influência da temática escolhida, “vamos ter paredes com várias poesias de todo o mundo, privilegiando a língua portuguesa, e teremos noites de poesia…”. Jorge Rebelo de Almeida aproveitou o facto de estar numa capela para confessar que o investimento na recuperação do Palácio dos Arcos corresponde, também, ao pagamento de uma dívida antiga. “Porque ganhámos algum dinheiro com uma parceria interessante que tivemos há 20 anos – o Parque do Alto do Duque, em Miraflores – quando lançámos o primeiro projecto de limpeza de barracas e realojamentos, em que a Câmara e nós próprios fomos pioneiros”, explicou o empresário, acrescentando: “Além do prazer tremendo de termos comparticipado no realojamento de 80 famílias nesse projecto, o negócio em si correu excelentemente e deu para construirmos dois hotéis”. Por parte da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais agradeceu o empreendedorismo activo depois dos 50 anos de idade de Jorge Rebelo de Almeida e corroborou de que o investimento privado pode e deve poupar o erário público na missão de restaurar e conservar o património. “Das coisas que me faz maior impressão é ver por esse país fora património histórico extraordinário, sejam fortes, sejam castelos, palácios, estar entregue a ministérios, forças armadas, forças policiais, ou então estarem desocupados e, de vez em quando, servem para uma festa ou para algum ministro ir dormir. Realmente, só um país riquíssimo se pode dar a esse luxo”, criticou o edil, dando como exemplos o Forte de São Julião da Barra ou o Paço Real de Caxias. O Palácio dos Arcos tornou- se propriedade da Câmara de Oeiras, em 1997, aquando da morte do seu último proprietário, o Conde de Arrochella e de Castelo de Paiva.