quarta-feira, 11 de maio de 2011

Chalet da Condessa recupera esplendor

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Parques de Sintra-Monte da Lua ‘devolve’ imóvel histórico aos visitantes do Parque da Pena Renascido das cinzas, do incêndio que o consumiu em 1999, o Chalet da Condessa volta a exibir o seu esplendor na zona ocidental do Parque da Pena. Juntamente com a requalificação dos jardins envolventes, o imóvel deixou para trás os andaimes que, após mais de uma década, ensobravam a arquitectura de um edifício construído pelo Rei D. Fernando II, em 1870, para a sua segunda mulher, Elise Hensler. A Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML) assinalou, esta terça-feira, a conclusão dos trabalhos de consolidação e reforço estrutural, reconstrução até à fase de toscos (paredes, pavimento e coberturas, vãos e varanda) e instalação de infra-estruturas (electricidade, comunicações, segurança, água e esgotos), numa cerimónia que contou com a presença da ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, do presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, assim como da embaixadora da Noruega, Inga Magistad. Esta primeira fase dos trabalhos, que arrancou em 2007, representou um investimento de cerca de um milhão e meio de euros, comparticipados em 840 mil euros pelo mecanismo europeu EEA Grants. A partir de agora, o investimento de reabilitação do interior, sala a sala, poderá ascender a igual montante e durar mais "um a dois anos". Durante a realização dos trabalhos, à semelhança do que aconteceu nesta primeira fase, os visitantes são convidados a visitar a realização das obras e constatarem o andamento da intervenção. O objectivo é, a par da reabilitação de um património único, ao estilo dos ‘chalets’ de montanha das regiões alpinas do Norte da Europa,criar um novo pólo de atracção do Parque da Pena. Uma alternativa de visita ao Palácio da Pena, que surge no horizonte ao visitante da zona de envolvência do Chalet da Condessa. Um imóvel que poderá acolher "pequenas exposições, lançamento de livros, pequenos eventos culturais ligados a D. Fernando, à Condessa, ao Romatismo, a Sintra", como salienta o arquitecto José Maria Lobo de Carvalho, responsável pelo restauro do Chalet. O espaço vai acolher um espaço multimédia, uma sala de apoio ao visitante, para as pessoas serem enquadradas na realidade do tempo de D. Fernando, da Condessa d’Edla e da construção do imóvel. Na cerimónia de inauguração, António Lamas, presidente do conselho de administração da PSML, recordou que "recuperar o Chalet e o Jardim da Condessa era uma prioridade há muito reivindicada por todos os que se interessam pelo património de Sintra e pela própria UNESCO", Trata-se de "um edifício muito simples, mas com uma forte carga cénica, não só pelo local e pelas vistas que dele se avistam, mas também pelo reboco exterior, em massa, pintada a fingir um revestimento em madeira e pelo uso exaustivo da cortiça como elemento decorativo". O revestimento exterior da cortiça, aliás, volta agora a ser uma das principais imagens demarca do imóvel. Para trás ficou uma imagem de completa degradação, que ainda estava visível em 2006. "Os escombros estavam no chão e esta zona envolvente estava quase impenetrável, com a queda de ramos e o crescimento do coberto vegetal ao longo de mais de 50 anos", frisou António Lamas. Desde 2007, a PSML tem promovido um árduo trabalho de reabilitação, marcado pelo rigor histórico e autenticidade histórica. "A recuperação do Chalet da Condessa assumiu-se, desde o início, como uma reposição de uma perda cultural por acto humano e, portanto, como reconstrução de um imóvel classificado, em 1993, e de grande importância histórica e artística em contexto paisagístico no Parque da Pena", reforçou o presidente do conselho de administração da PSML. Além do Chalet, também o jardim envolvente foi alvo de profundo restauro, com a reposição e introdução de espécies botânicas oriundas de várias espécies do mundo, num investimento que ascendeu a cerca de um milhão e 350 mil euros (600 mil do EEA Grantes). Coordenado pelo engenheiro Nuno Oliveira, o programa de restauro devolveu ao espaço, na zona ocidental do Parque da Pena, todo o carácter romântico dos jardins. "Na valorização da colecção botânica, removeram-se as espécies infestantes e, após uma aprofundada pesquisa histórica, procedeu-se à plantação de mais de oito mil plantas", realçou António Lamas. A intervenção de requalificação do Chalet da Condessa contemplou, ainda, a requalificação do portão e da casa do guarda, que serve agora como bilheteira, "nas traseiras da qual será construída uma cafetaria e instalações sanitárias para toda a zona".

terça-feira, 10 de maio de 2011

Metro obriga a criar interface na Reboleira

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Câmara da Amadora vai avançar com projecto para zona envolvente da estação Com a conclusão das obras que vão ligar a Linha Azul do Metro à estação da CP da Reboleira, previstas para o segundo semestre de 2012, a Câmara Municipal da Amadora (CMA) espera lançar a obra de arranjos arquitectónicos exteriores no início do próximo ano. Para isso, já aprovou o estudo prévio para avançar com o concurso público da obra que irá custar cerca de 2,5 milhões de euros. Toda a zona envolvente à futura estação de Metro vai ser requalificada paisagisticamente, com a criação de espaços verdes, cerca de uma centena de lugares de estacionamento, assim como a criação de terminais de autocarros e de uma praça de táxis. A obra será executada pelo Metro e irá custar cerca de 2,5 milhões de euros. A Câmara aprovou, na semana passada, estudo prévio do “Projecto de Arquitectura Paisagística” que irá permitir “lançar o concurso público para a obra que esperemos que arranque no início do próximo ano”, adiantou Gabriel Oliveira, vereador dos Transportes e Obras Municipais na CMA. De acordo com o responsável, “para dar como concluída a obra de ligação do Metro à Estação de Comboios é necessário que esteja feita também a ligação ao interface, promovendo também a ligação aos autocarros e táxis”. Neste estudo, “bastante detalhado”, como define Gabriel Oliveira, são identificadas as três grandes áreas de intervenção. São elas: a zona envolvente à Estação da REFER, a Av. D. Carlos I e o Parque Romão. Na primeira área está prevista a construção de uma zona de estacionamento com 47 lugares e um interface de autocarros e táxis composto por 15 terminais e táxis para servir a zona norte do concelho. Na Av. D. Carlos I, para além do reperfilamento das vias para quatro faixas de circulação, reordenamento dos arruamentos com a construção de diversas rotundas, vai ser ainda construído um outro interface de autocarros e táxis, com capacidade para 15 autocarros e 10 táxis para servir não só a zona sul da Amadora, mas também Lisboa, Sintra e Oeiras. No Parque Armando Romão, serão criados 49 lugares de estacionamento, ampliado o equipamento infantil e criadas grandes manchas verdes. E para dar apoio a este Interface, o vereador lembra que “a REFER dispõe nas proximidades de um silo automóvel com capacidade para 600 automóveis”. Com a ligação do Linha Azul do Metro à Estação de Comboios da Reboleira, o autarca vê assim concluída uma aspiração antiga e salienta que “vem beneficiar em muito a população da Amadora nas suas deslocações para Lisboa, mas não só. Com esta ligação irá permitir uma maior mobilidade das pessoas de Sintra”.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Governo recusa prorrogar Costa Polis

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Presidente da Junta diz que ‘andam a brincar com o futuro da Costa da Caparica’ Almada quis prorrogar o prazo da sociedade Costa Polis até Dezembro de 2017, para dar mais garantias à conclusão do programa Polis para a Costa da Caparica, mas o Estado vetou a proposta da autarquia e decidiu que a sociedade vai continuar apenas até Dezembro de 2013. “O accionista município detém 40 por cento da sociedade e o Estado 60 por cento do capital social, portanto a sua decisão é que prevalece”, afirma a presidente da Câmara de Almada. Maria Emília de Sousa deu a saber da decisão à Assembleia Municipal de Almada que, no dia anterior, quinta-feira dia 28, tinha aprovado a prorrogação do prazo até 2017, decisão que agradou ao presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, António Neves. Explicou então a edil que a proposta da autarquia foi recusada porque “o Governo está demissionário”, perante isto a Câmara “absteve-se” e “recomendou que o Estado reconsidere a resposta do município”. O prolongamento de vigência da sociedade até 2017 tinha em vista “a concretização do plano de desenvolvimento estratégico da intervenção Polis na Costa da Caparica”, que neste momento tem apenas executados dois dos seus sete planos pormenor. Com o prazo de conclusão do programa Polis para a Costa da Caparica a derrapar largamente, o presidente da junta local começa a recear que este nunca será concretizado. “O Estado não pode andar a brincar com a Costa da Caparica. Se não há condições para continuar é melhor parar, rever o programa e depois avançar decididamente”. Para António Neves é ainda mais estranho que o Estado mantenha a vigência da sociedade Costa Polis até 2013 quando a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), Teresa Almeida, “disse que o prazo da sociedade era até 2017”. Perante tudo isto, o autarca exige que alguém seja “responsabilizado”. E os primeiros culpados, diz serem o ex-presidente da CCDR – LVT, “Fonseca Ferreira”, e o ex-ministro do Ambiente (PSD) “Isaltino Morais”. Foram os “primeiros coveiros da Costa da Caparica”, afirma. Entretanto, esta semana, durante a inauguração da ETAR de Paio Pires, Seixal, a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, reafirmou que o Polis será “reavaliado” em 2013, e que não serão as prorrogações a impedirem que o programa avance. "Os indicadores que dispúnhamos sobre a sociedade não permitiram que houvesse desde já a prorrogação até 2017. O facto de ser prorrogada até 2013 não quer dizer que nessa altura, se tiver sido feito trabalho, não seja prorrogada até 2017". Segundo a ministra a recomendação de manter a data de 2013 veio do Ministério das Finanças.Perante todo este impasse António Neves apenas lembra que “o Estado assinou um compromisso com a Costa da Caparica e não o está a cumprir. O Polis já devia ter terminado há muito e, neste momento, mal começou”.

OEIRAS Festas valorizam recursos

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Redução do investimento não afecta diversidade Porque tristezas não pagam dívidas e o PIB da felicidade sempre há-de valer alguma coisa, as Festas de Oeiras estão à porta e prometem voltar a juntar oeirenses e forasteiros numa comemoração para todos os gostos e que visa não só “animar a malta”, mas também prestar o “devido reconhecimento” aos agentes culturais, desportivos, associativos e, afinal, a todos os recursos humanos envolvidos na animação do município, como salientou o presidente da edilidade, esta terça-feira, na apresentação do programa de festejos, que decorreu na Adega do Casal da Manteiga (antiga Estação Agronómica). O cartaz das festas prevê uma grande variedade de propostas entre 4 e 19 de Junho, com duas limitações assumidas: uma é a realização de eleições logo no primeiro fim-de-semana (dia 5), o que obrigou a sobrecarregar o dia de véspera; outro é a menor disponibilidade financeira dos cofres camarários, o que se traduzirá em cerca de menos 40% de verbas destinadas a este efeito relativamente a 2010: a autarquia estima gastar, este ano, 257 644,30 euros contra 428 040,31 euros gastos no ano transacto. “É nestas alturas de menores recursos financeiros que vem ao de cima o que temos de melhor em recursos humanos”, contrapôs, a propósito, o vice-presidente Paulo Vistas. Também o presidente da Câmara se referiu à “redução significativa” de verbas para as festas de Oeiras 2011, admitindo haver reflectido sobre a hipótese de não propiciar o fogo-de-artifício. Contudo, apesar do risco de “poder parecer mal em tempo de crise” para que foi alertado, decidiu manter o seu entendimento e a postura contra o politicamente correcto. O cenário principal e regular das festas mantém-se o mesmo: o Jardim Municipal de Oeiras. Mas há muitos outros palcos de animação, desde a Marginal à Praia de Santo Amaro, passando pelo Complexo Desportivo de Porto Salvo, de Algés e Dafundo, o Pavilhão Celorico Moreira (Miraflores) ou a Fábrica da Pólvora em Barcarena, entre outros. Devido à realização das eleições legislativas no domingo, 5 de Junho, o primeiro dia do cartaz, sábado, é bastante preenchido, com um festival de natação, torneio de petanca, Open de ténis, mini-festival infantil de patinagem, jogos ambientais e, à noite, o concerto da cantora Áurea. Em termos de espectáculos musicais, o programa inclui, ainda, os Diabo na Cruz (dia 10), a dupla Miguel Gameiro e Miguel Ângelo (a 11), os Deolinda (17) – todos eles no palco do Jardim Municipal de Oeiras – e, a encerrar, os Corvos (45 minutos antes do início do fogo-de-artifício, no Porto de Recreio). Na vertente desportiva, destaque para o tradicional Mexa-se na Marginal que, ao contrário do que vem sendo habitual, desta feita realiza-se, não no primeiro, mas no segundo fim-de-semana (12 de Junho), permitindo à população, de todas as idades, uma manhã em que poderá correr, caminhar, andar de bicicleta ou realizar qualquer outra actividade, sem a presença do trânsito. Aquela mesma via volta a ser cenário de outras duas actividades desportivas: antes, no dia 10 de Junho, realiza-se o Triatlo do Ambiente, e, no dia 18 é a vez da corrida nocturna de oito quilómetros Marginal à Noite. No âmbito das actividades promovidas pelo movimento associativo cultural, destaque-se o Festival de Folclore e o espectáculo com Batoto Yetu. Em termos do trabalho promovido por associações desportivas, realce para o XVI Open de Badminton de Oeiras, o 94.º Aniversário do Sport Algés e Dafundo (com diversas iniciativas ao longo do período das Festas) e o Torneio Internacional de Escolinhas de Futsal do C.R. Leões de Porto Salvo. Ainda no campo desportivo, não deixará de causar impacto a iniciativa sugerida pelo ex-campeão olímpico de judo Nuno Delgado e que foi acolhida pelo cartaz das Festas, através da qual se pretende juntar 800 miúdos para realizar a maior aula de judo do mundo. Destaque, ainda, para a Mostra Gastronómica, a 18 e 19 de Junho, no Palácio dos Arcos (Paço de Arcos) e para o Passeio de Automóveis Antigos, dia 19, em Oeiras. Paralelamente, realiza-se a tradicional feira das Festas, no Jardim Municipal de Oeiras, entre as 17h00 e as 24h00 (nos dias úteis) e das 15h00 às 24h00 (aos sábados, domingos e feriados).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

‘Sanas Cascais’ reforça segurança de banhistas

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Embarcação vai realizar 12 rondas diárias pelo litoral do concelho, entre as 8h00 e as 19h00 O semi-rígido salva-vidas ‘Sanas Cascais’, o primeiro na Europa a ostentar a Bandeira Azul para embarcações, vai reforçar o patrulhamento da zona costeira do concelho este Verão com 12 rondas diárias em Cascais, no período entre as 8h00 e as 19h00. A embarcação conta com uma tripulação constituída por um mergulhador, um nadador-salvador e um enfermeiro. O novo equipamento foi apresentado na Praia dos Pescadores, no passado dia 28 de Abril, por Rodrigo Gomes Leal, presidente do Sanas- Corpo Voluntário de Salvadores Náuticos. Orgulhoso pela embarcação ser fabricada 100% em Portugal, revelou ao JR que “é a primeira a ostentar a Bandeira Azul na Europa e no Mundo. É uma embarcação de proximidade com um motor de 50 cv que vai juntar-se às duas outras costeiras (com capacidade para 17 pessoas e dois motores de 90 cv) que o Sanas tem”. Este Verão, disse, “vamos passar de quatro rondas para 12 rondas diárias em Cascais, entre as 8h00 e as 19h00. Vamos abranger todas as praias, inclusive o Guincho, e queremos atingir os resultados do ano passado, ou seja, zero vítimas mortais no concelho”. “A nossa actividade vai consistir também num controlo de posicionamento dos nadadores- salvadores e no seu auxílio”, explicou ainda este responsável. O‘Sanas Cascais’ representa um investimento de 50 mil euros suportado pelos patrocinadores do Corpo Sanas. Conta também com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, que se traduz em 2800 litros de combustível, como aconteceu no ano passado, “o que pode atingir uma verba de cinco mil euros”, referiu o presidente da Câmara de Cascais. Para Carlos Carreiras, “são verbas que são bem investidas se não houver mortes”. O edil congratulou-se ainda pela existência do sistema de comunicações integrado com os 11 nadadores-salvadores em serviço nos apoios de praia. "Esta parceria com o Corpo SANAS permite-nos ter mais meios para garantir condições excepcionais de segurança nas nossas praias", disse Carlos Carreiras que aguarda até ao dia 5 de Maio “para saber a concretização das nossas expectativas de receber este ano 12 Bandeiras Azuis, que é o dobro do maior número que alcançámos até hoje, que foi seis”. Para o comandante da Capitania do Porto de Cascais, Peixoto Queiroz, "todos os reforços são bem-vindos", para enfrentar uma época balnear que começou no passado domingo.

‘Salvem a Praia do Magoito’

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Abaixo-assinado subscrito por mais de 1100 pessoas exige a reabertura do principal acesso "Salvemos a Praia do Magoito". O apelo foi assumido por mais de 1100 residentes e ‘Amigos do Magoito’ que expressaram, em abaixo-assinado, a sua indignação pela forma como está vedado o acesso à zona balnear. Para permitir a reabertura do principal acesso à Praia do Magoito, vedado desde Outubro de 2010, os ‘Amigos do Magoito’ apelam a uma intervenção de reabilitação da Duna Consolidada, "que se encontra em grave perigo", apesar de se tratar de um geomonumento. A Duna Consolidada "desde há vários anos que se encontra num estado de abandono e degradação, chegando ao ponto de a rampa de acesso se encontrar vedada aos utentes da praia, e população em geral, pois corre um sério risco de derrocada", salientam os ‘Amigos do Magoito’, no texto do abaixo-assinado remetido a entidades da Administração Central, como o Ministério do Ambiente, Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e Administração da Região Hidrográfica (ARH), assim como órgãos autárquicos: Assembleia Municipal e Câmara de Sintra e Junta de São João das Lampas. No documento, os subscritores exigem que as entidades oficiais "elaborem um projecto de consolidação e de preservação da Duna, permitindo a acessibilidade à praia". Paula Timóteo Pinto, uma das impulsionadoras do movimento ‘Amigos do Magoito’, não esconde que a população "está com muita vontade de retirar" a grade de ferro que, desde o último trimestre de 2010, impede o acesso à praia. A escadaria existente, num outro topo da zona balnear, é um obstáculo difícil de superar para "pessoas que tenham carrinhos de bebé ou dificuldades de mobilidade". "Mas, também no caso de haver um acidente e de alguma ambulância precisar de chegar lá abaixo, não chega", lamenta Paula Pinto. Esta moradora não esconde a sua indignação pelo cenário com que os frequentadores do Magoito são confrontados. "É chocante chegar a uma praia tão bonita, ver uma duna que constitui um geomonumento, e ver uma grade, sem jeito nenhum, que foi colocada ali", lamenta esta ‘Amiga do Magoito’, que levou o assunto à última sessão da Assembleia Municipal (AMS), na passada quinta-feira. Além da vontade de retirar a grade, há quem ignore, pura e simplesmente, aquele obstáculo e o transponha, "junto da duna emesmo da arriba, correndo sérios riscos". Uma situação constatável, aliás, na Sexta-Feira Santa, com a habitual tradição de apanha do mexilhão. Os ‘Amigos do Magoito’ exigem medidas imediatas e comparam esta situação com a ocorrida no Algarve, na Praia Maria Luísa, em Agosto de 2009. "Morreram cinco pessoas, havia uma arriba instável que caiu e, no dia seguinte, a praia continuava acessível aos banhistas e apenas colocaram um cartaz a avisar do perigo da arriba", recorda Paula Pinto. "Porque não fazem o mesmo no Magoito, permitindo o acesso às pessoas, e cada um decidir, em consciência, se desce ou não por uma rampa que tem por cima uma arriba potencialmente perigosa?", questiona. "Não é aceitável fechar caminhos, é preciso arranjar soluções para a estabilização da duna e permitir o acesso à praia", alerta ainda Paula Pinto. Na sessão da AMS, também Isaura Monteiro alertou para as consequências do encerramento do acesso à Praia do Magoito. "As pessoas continuam a passar e, se acontece algum acidente na praia, dificilmente alguém é socorrido com a rapidez necessária". "A nossa praia diz-nos muito: a minha vida é aquela praia", desabafa esta moradora, que lamenta ainda "os acessos péssimos" que caracterizam outras zonas balneares da freguesia como a Aguda e a Vigia. Preocupações que são partilhadas pelo presidente da Junta de Freguesia de São João das Lampas, Guilherme Ponce de Leão, que reitera as críticas à ARH "pela situação caótica no Magoito" e a realidade de que "temos algumas praias e não temos praias nenhumas: Magoito não tem acesso principal, São Julião é uma praia banal do lado de Sintra, Vigia não existe, Samarra não tem acesso e Aguda está fechada". Em relação ao Magoito, Ponce de Leão espera que, a curto prazo, a praia tenha um acesso "seja de helicóptero, através de um porta-aviões, seja de que maneira for" e está preocupado com as condições de socorro naquela zona balnear.

AMADORA Prédios junto à linha com sinais de risco

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Trepidação provocada pela passagem de comboios está a causar estragos nas habitações Para além do ruído provocado pela passagem dos comboios na linha férrea, a escassos metros dos prédios, os moradores da Praceta Sagres debatem-se agora com o alastrar de várias fissuras nas paredes e tectos das suas casas. Segundo Fernanda Carvalho, “as rachas eram tão grandes que tive que as tapar, estava tudo muito feio”. Residente há cerca de dez anos no número 7 daquela praceta, confessa “receio que o prédio caia”, bastando “um pequeno tremor de terra”. Garante que na cozinha, virada para a linha férrea, na hora da refeição “ouvem-se os copos tilintar”. Desde a quadruplicação da linha de Sintra e do consequente aumento do número de comboios, os moradores da Praceta Sagres não têm tido descanso. Depois de vários anos de queixas, medições de ruído, cartas enviadas à Provedoria de Justiça, Presidência da República, Ministério do Ambiente, entre outras entidades, a REFER procedeu, em Fevereiro de 2006, à colocação de barreiras acústicas junto a habitações, mas o ruído e a trepidação continuam a fazer-se sentir. António Pereira, representante do condomínio do n.º 7, salienta que “as fissuras nas paredes estão cada vez maiores” e garante relação directa com “a passagem dos comboios a grande velocidade a tão poucos metros das casas”. Este morador acrescenta ainda que as próprias composições usadas pela CP “não são muito ecológicas, porque fazem muito ruído”. Mesmo após a colocação das barreiras acústicas os moradores voltaram a pedir, em 2007, medições de ruído à CMA. Estas, revelaram níveis de ruído muito acima do permitido por lei, mesmo com as janelas fechadas, na ordem dos 14 decibéis, quando o valor permitido por lei é de apenas 5. Agora, passados quatro anos sem que tenha sido tomada qualquer medida, António Pereira pediu ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um parecer sobre a situação. Porém, para ser realizada uma vistoria, o pedido formal terá de ser feito pela Câmara da Amadora. Segundo o vereador responsável pelo pelouro da Protecção Civil, Eduardo Rosa, "por enquanto o pedido ainda não chegou" ao seu gabinete. "Deverá estar a ser analisado pelo Departamento Administração Urbanística da Câmara, que avaliará a situação”, conclui.