terça-feira, 12 de abril de 2011

CONCELHO DE CASCAIS Polícia Municipal recolhe veículos abandonados

Ver edição completa
Serviço prestado de forma gratuita Para contribuir para uma melhor gestão do espaço público, do ambiente e da segurança urbana, a Polícia Municipal de Cascais (PMC) procede, desde 2001, a uma remoção gratuita de viaturas abandonadas na via pública. Até à passada quinta-feira, altura em que o JR acompanhou uma dessas operações que abrangeu a recolha de dois automóveis na Malveira da Serra, freguesia de Alcabideche, a PMCjá tinha retirado 7622 veículos do espaço público. Um trabalho que, em muito, contribui para o bem-estar social, segurança e limpeza urbana, mas que também depende dos munícipes para a sua concretização, conforme disse ao JR o director Municipal da Segurança e Fiscalização, Domingos Antunes, que salienta que “qualquer pessoa que possua um automóvel em mau estado, ou saiba de algum veículo que ocupe, de forma indevida, um lugar de estacionamento, deve contactar a Polícia Municipal e solicitar que o mesmo seja removido”. “As viaturas em estado de abandono prejudicam a gestão do espaço público. E todos nós sabemos que as cidades têm problemas de estacionamento e de mobilidade”, reforçou. Por outro lado, sublinha este responsável, “esta é também uma questão ambiental e um problema de insegurança, porque temos a noção que as pessoas ligam sempre as viaturas abandonadas a carros furtados”. Domingos Antunes salienta que “não vale a pena as pessoas abandonarem as viaturas porque este serviço é gratuito. Nós encaminhamos os carros para um operador licenciado que emite o certificado de abate, que entregamos às pessoas sempre que nos solicitem e assim poderão dar baixa do veículo junto da administração fiscal”. Para solicitar este serviço, basta enviar uma mensagem com a indicação do local para policia.municipal@cm-cascais.pt ou contactar a Polícia Municipal através do telefone 21 481 56 11, sete dias por semana, 24 horas por dia, para recolha. “Os meios que temos para executar esta operação é um serviço de reboque permanente com dois agentes em exclusividade de funções”, acentua Domingos Antunes. Porém, nem sempre a remoção dos veículos tem sido fácil, revelou Luís Couxão, agente de 1.ª da PMC: “As maiores dificuldades que temos são as direcções dos veículos que condicionam a sua colocação no reboque. Por outro lado, o serviço de reboque tem um equipamento normal que não está preparado para as remoções em avançado estado de degradação”. Casos mais insólitos, este agente revela que “já houve perseguições de proprietários que nos confrontaram com a remoção. Também já aconteceu indivíduos se meterem à frente dos reboques com pedras ou atravessarem-se à frente do reboque”.

Forum Sintra já abriu

Ver edição completa
Criação de 2500 postos de trabalho directos e 800 indirectos
Um investimento global de 170 milhões de euros, 2500 postos de trabalho directos e 800 indirectos, 182 lojas, 20 espaços de restauração e sete salas de cinema são os números que dão forma ao Forum Sintra, que abriu as portas na passada segunda-feira, dia 11 de Abril, após dois anos de obras de ampliação e requalificação do antigo hipermercado Feira Nova. Situado no Alto do Forte, freguesia de Rio de Mouro, o novo centro comercial da Multi Development Portugal (MDP), com uma área comercial de 55 mil metros quadrados, pretende afirmar-se pela diferença. "A arquitectura e o espaço que concebemos é mesmo uma ruptura em relação a outros projectos", salientou Pedro Congrinho, director comercial da MDP, que já detém 13 centros comerciais a nível nacional. Em dimensão, o Forum Sintra assume-se como o segundo, a seguir ao Forum Almada, que tem 78 mil metros quadrados de área comercial. Com uma aposta forte em lojas-âncora, casos da Worten, Zara, Primark, H&M, Sportzone, C&A, New Yorker e Modalfa, o Forum Sintra inclui um hipermercado Pingo Doce, o maior do país. A nova aposta do Grupo Jerónimo Martins, na sequência da intervenção realizada na unidade de Braga (que abriu em Março de 2010), passa mais pelo sector alimentar e produtos frescos e menos pelos têxteis, que apresenta uma loja específica (New Code) para vestuário. Um restaurante, com capacidade para 300 pessoas, é outra das imagens de marca do hipermercado Pingo Doce. "Temos uma loja muito apelativa, que não tem só a ver com a dimensão (sete mil m2), é no fundo um mercado de comida, com tudo o que são soluções de comida", frisou João Neves, director da Loja Pingo Doce. Marcado pelas linhas modernas, com uma diferenciação de corredor para corredor e muita luminosidade, o Forum Sintra divide-se por três pisos, com o último reservado para os espaços de restauração e as sete salas de cinema Castello Lopes que, neste caso, só vão abrir em meados de Maio. O centro comercial desenvolve- se ao longo do IC19, mas também com a Serra de Sintra na linha do horizonte. Aliás, um dos pontos em destaque na arquitectura do centro, um conceito da ARX, são as duas esplanadas exteriores que colocam os visitantes, por um lado, em relação visual com o ‘Monte da Lua’ e, por outro, com a floresta de betão do corredor urbano de Sintra. Com uma área de influência na ordem dos 621 mil habitantes, o Forum Sintra está dotado de 2520 lugares de estacionamento subterrâneo e 130 lugares à superfície e espera receber, ao fim de um ano, cerca de dez milhões de visitantes. Os acessos, esses, é que prometem entupir em períodos de maior afluência de clientes. "Há muito que Sintra precisava de um centro comercial como este, já que os sintrenses faziam compras nos concelhos limítrofes, nomeadamente em Lisboa e Cascais", sublinhou Pedro Congrinho. Algumas lojas-âncora, como a Primark e a New Yorker, são mesmo uma novidade na área dos concelhos de Sintra, Cascais e Oeiras. A inauguração do Forum Sintra contou com a presença do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, do governador civil de Lisboa, António Galamba, e do presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, além de representantes do Grupo Jerónimo Martins, Francisco Soares dos Santos, e da Multi Development, Benno Van Veggel. Para Fernando Seara, o novo centro comercial é "um espaço único de oportunidade e de investimento, num momento único da vida de Portugal", realçando o montante do investimento, cerca de 170 milhões de euros, mas, acima de tudo, a criação de 2500 postos de trabalho directos, recrutados no âmbito de uma bolsa de emprego que registou nove mil inscritos. Também Fernando Serrasqueiro enalteceu a ousadia da MDP em concretizar este investimento, "quando o país atravessa dificuldades e investir cerca de 170 milhões de euros é algo que apenas os mais ousados são capazes de fazer". A criação de 2500 postos de trabalho, reforçou o responsável do Governo, "é algo que só por si justifica significativos elogios à Multi Development".

ESTRADA MILITAR DA DAMAIA Bairro à espera de condições dignas deste século

Ver edição completa
Com o PER em ‘banho-maria’, moradores exigem melhor qualidade de vida Quem passa na Reboleira, junto à estação da CP, nem se apercebe do aglomerado de barracas que povoa a Estrada Militar da Damaia, entre as duas freguesias. Trata-se de um dos bairros integrados no Programa Especial de Realojamento (PER), mas o processo tarda em avançar. Até lá, a Comissão de Moradores apela a que “se melhorem as condições dos seus habitantes”. Ruas esburacadas, árvores que brotam do meio das casas, lixo que invadiu as ruas e entulho a cobrir aquilo que já foram habitações. A contribuir para o mau cheiro há ainda contentores do lixo por lavar e que nem tampas têm, dado o avançado estado de degradação. Estas são algumas das queixas da Comissão de Moradores do bairro, constituída em 2009, para “fazer valer as reivindicações junto do poder local, como a Junta de Freguesia da Damaia e a Câmara Municipal”, refere Anabela Cunha, actual presidente da Comissão de Moradores da Estrada Militar da Damaia. Andar pelas ruas do bairro é, muitas vezes, uma aventura. A única rua de ligação à escola primária, não é mais do que um morro coberto de entulho. Quando chove “fica transformadonumaribeira” e no Verão não é melhor, “enchendo-se de bicharada”, refere, Armindo Cunha, também elemento da Comissão deMoradores. Mas, para além do lixo acumulado em todos os cantos do bairro, também os buracos da Estrada Militar, alcatroada em meados da década de 80 do século passado a expensas dos moradores, vão sendo cada vez maiores. “De vez em quando vêm cá tapar um ou outro, mas depois volta tudo ao mesmo, especialmente com as fortes chuvadas”, reconhece Anabela Cunha. Os camiões do lixo lá vão passando no bairro para efectuar a recolha, mas Anabela queixa-se que “de pouco ou nada serve” porque os contentores estão sem tampas. “Podemos estar sempre a pedir desratizações para o bairro que volta tudo ao mesmo”, considera. A imagem do bairro não é a melhor e a comissão de moradores sente-se “sozinha”. Caso houvesse uma intervenção “por parte da autarquia, que lavasse a cara do bairro, a população que aqui reside também acabaria por cooperar”, afiança Anabela Cunha, acrescentando ainda: “Não há previsões para o início do processo de realojamento do bairro, podendo ser mais cinco, dez, 20 ou 30 anos de espera, por isso queremos ter condições enquanto aqui estivermos”, adianta. Maria José Costa vai mais longe nas críticas. Ali residente há cerca de 20 anos, lembra que “a imagem degradada que o bairro tem, tem vindo a aumentar nos últimos dez anos”, em particular quando “se começaram a centrar as atenções no bairro da Cova da Moura”. Queixa-se de “assaltos a toda a hora e em vários locais do bairro”. Sendo que, para melhorar os níveis de segurança, a Comissão de Moradores pede um reforço de iluminação pública. A comissão garante já ter reunido com a vereação da Habitação para levantar estes problemas, “mas até agora pouco ou nada foi feito”. Desde que foi constituída a comissão, em Maio de 2009, “temos vindo a tentar que sejam feitos melhoramentos”, refere Anabela Cunha. O bairro da Estrada Militar da Damaia cresceu ainda antes do 25 de Abril de 1974. No entanto, depois dessa altura começou a ganhar outra dimensão. Francisca Silva é uma das mais antigas moradoras do bairro, onde vive desde 1975. Lembra-se de como no início as habitações eram verdadeiras barracas feitas de madeira e zinco, que depois vieram a dar lugar a casas de tijolo. “As casas estão melhores agora, já temos água canalizada e electricidade, mas as exigências deste século são outras”, refere. Carla Tavares, vereadora da Habitação na Câmara Municipal da Amadora (CMA), adiantou já ter recebido as queixas dos moradores, mas por este ser um bairro PER "as intervenções estão limitadas, não havendo para já uma data para a sua demolição".

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Lago do Parque da Paz perde água mas não seca

Ver edição completa
Água tem dado lugar à lama e ao mau cheiro Nos últimos dias, o lago principal do Parque da Paz tem estado meio vazio, o que levantou algum descontentamento em quem procura este pulmão verde para passar algumas horas afastado do reboliço da cidade. Muitos são também os pais e avós que aproveitam para passear com as crianças e divertirem-se com as muitas aves que frequentam este espelho de água. Mas a água tem dado lugar à lama, muitas das aves aquáticas afastaram-se e instalou-se o mau cheiro. “Frequentemente, à tarde, eu venho para aqui passear com a minha neta, dar de comer aos patos e vê-la divertir-se. Mas com o lago quase sem água fica muito triste”, lamenta a avó Natália. Tal como esta residente no Feijó, o casal Fernandes costuma aproveitar algumas das tardes para brincar com o seu filho de dois anos. “Tenho medo que este lodo possa causar problemas. Os patos andam aqui pela relva com as patas sujas e receio deixar o meu filho andar aqui a brincar”, diz a mãe Fátima. “Estamos ambos desempregados, pelo menos vir para aqui ajuda a esquecer um pouco os problemas”. A solução tem sido procurar a zona interior do Parque da Paz, mas “o Ivo só quer estar ao pé dos patos”, acrescenta. Apesar de ser triste ver o lago principal deste espaço verde quase sem água, o certo é que esta situação “é normal” em períodos sem chuva, esclarece o vereador responsável pela Valorização Urbana.Na verdade aquele lago “é uma grande bacia de retenção das águas pluviais”, criada para evitar cheias, nomeadamente na Cova da Piedade. Outro motivo para haver menos água é “quando se prevê que vá chover com intensidade. As comportas são abertas para baixar o nível da água e receber a pluviosidade”, diz Rui Jorge Martins. A realçar que a intenção da autarquia não foi criar ali um grande espelho de água para recreio, o vereador diz que as aves aquáticas ali existentes não resultaram de um povoamento programado. “Foram surgindo aos poucos, talvez alguém as tenha trazido”, e o mesmo aconteceu com os peixes. Seja, como for, “ainda bem que isso aconteceu”, comenta Rui Jorge Martins. Entretanto o recente abaixamento do nível das águas tem outra explicação. “Regularmente é necessário fazer a limpeza das comportas para garantir o funcionamento do sistema de elevação e nessa altura o lago tem de estar mais vazio para se poder executar a obra”. Mas, Rui Jorge Martins descansa as muitas centenas de pessoas que procuram o Parque da Paz por lazer ou exercício físico. “No Verão o lago vai continuar com água”.

PROTECÇÃO DE MENORES Risco de maus-tratos está a subir

Ver edição completa
Crise pode traduzir-se em aumento de novos casos São várias as novidades que marcam o relatório da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Oeiras referente a 2010: pela primeira vez, o número de novos processos diminuiu; os pais e familiares mostram-se mais actuantes e passaram para uma inédita terceira posição na lista das entidades que mais sinalizam casos; e foi introduzida uma nova problemática – a dos comportamentos de risco – que logo se destacou no seu impacto, sobretudo nos jovens com mais de 15 anos. Quanto ao maior factor de surpresa, Luísa Costa, presidente da CPCJ de Oeiras, mantém, todavia, uma atitude de prudência quanto à continuidade desta tendência. “A diminuição do número de processos novos – de 419 em 2009 para 327 em 2010 – poderá querer dizer que as entidades de 1.ª linha, que fazem de tampão, conseguem resolver o problema antes de ele chegar cá, que é o que a lei diz que deve acontecer e é bom sinal que assim seja!”. No entanto, com a crise instalada não será de estranhar que comecemos agora a ver os seus efeitos acumulados e é sabido que "à medida que as famílias começam a ter problemas económicos gravíssimos também aumenta o risco de maus-tratos. Vamos a ver…”. Ainda assim, para já, a diminuição de novos casos abertos é um facto a celebrar. Entre as explicações conta-se o “muito trabalho” das entidades reunidas na modalidade alargada da CPCJ de Oeiras – onde estão reunidas variadas instituições que, numa 1.ª linha de actuação, podem resolver os problemas na origem antes de a sua gravidade obrigar à intervenção da Comissão. É o caso da recente constituição dos núcleos de Apoio à Criança e Jovem em Risco (NACJR) no ACES (Agrupamento de Centros de Saúde) de Oeiras, Oriental e Ocidental, e no Hospital de São Francisco Xavier, o que “veio constituir um factor facilitador da articulação e da agilização de procedimentos”. Sem esquecer o trabalho com as escolas e outras entidades. “Esta tendência positiva da redução dos novos processos evidencia o reconhecimento pela comunidade das suas funções na 1.ª linha da protecção da criança, assim como uma abordagem e um trabalho de proximidade com as famílias mais vulneráveis”, conclui Luísa Costa, repetindo, porém, “o risco de a lógica da crise vir a afectar esses resultados…”. Outra nota de realçar é a passagem das sinalizações feitas por pais e familiares do 4.º para o 3.º lugar (com 13,5%) na lista de agentes sinalizadores, igualmente pela primeira vez, ultrapassando o sector da Saúde (que se ficou pelos 7,4%). A maior fonte de sinalizações continua a ser a escola, seguido das forças de segurança. “Significa, por um lado, que os pais sentem a necessidade de apoio e, por outro, que os pais foram ganhando o conhecimento – seja pelos vizinhos e amigos ou pela comunicação social – de que nós podemos mesmo ajudar”, regozija-se a presidente da CPCJ de Oeiras. “Penso que é já um bocadinho o começar, apenas o começar, da inversão daquele preconceito de que a comissão significa retirar as crianças”. Quanto à introdução de uma nova categoria de problemática – a dos comportamentos de risco – Luísa Costa informa que a mesma particulariza “situações de risco de crianças e jovens, às quais os pais não conseguem opor-se de modo a removerem essa ameaça geradora de perigo para os menores”. É sobretudo no escalão etário entre os 11 e os 14 que se verifica a maior subida das novas sinalizações feitas no ano passado. Nesta franja etária, de 2009 para 2010 aumentou a prática de acto considerado crime, os comportamentos de risco atinge mais de 15%, o abandono escolar baixou moderadamente e o abandono das crianças, que não existia em 2009 subiu para quase 5% dos casos sinalizados. No escalão dos 0 aos 5 anos, mantém-se a negligência como a primeira causa de sinalização, destacando-se o aumento dos maus tratos físicos e psicológicos. No escalão dos 6 aos 10 já surge a problemática dos comportamentos de risco, que se evidencia no escalão dos 11 aos 14 anos e que assume o seu maior valor nos jovens com mais de 15 anos (perto de 26%). É também neste último escalão que o abandono escolar assume o seu valor mais elevado (31%). Os processos reabertos em 2010 baixaram muito relativamente a 2009 (de 116 para 67) e corresponderam, na sua maioria (68%), a uma nova situação de perigo. Foram mais numerosos nos escalões 6 aos 10 e 15 aos 17 anos.Quanto aos motivos de reabertura, verifica- se no escalão 0 aos 5 um valor de 82% para a negligência parental, no 6 aos 10 são os maus-tratos físicos (30%) e nos jovens os comportamentos de risco assumem valor de 62%. Na análise por freguesias, do relatório 2010 da CPCJ de Oeiras destaca-se a posição preocupante de Algés, “a única que apresenta tendência crescente desde 2007, tanto na percentagem de novos processos como no valor de permilagem por número de crianças residentes”, em que é segunda classificada com 13,1%o. Carnaxide continua a ter o maior número de novos processos instaurados (60, correspondendo a 18,4%), mas desde 2009 que mostra tendência decrescente: -6,3 % nesse ano e -1,2%em2010. A freguesia de Porto Salvo está em 2.º e também baixou em relação a 2009 (-3,6%). Em 3.º na lista vem Oeiras, também com tendência de baixa. Cruz Quebrada-Dafundo está a crescer desde 2007 nesta contagem, mas na relação como número de crianças residentes, até decresceu em 2010. As freguesias de Barcarena e Queijas inverteram a sua tendência decrescente e, em 2010, subiram para 6,4% e 3,7%, respectivamente. Finalmente, Caxias, Linda- a-Velha e Paço de Arcos baixaram face a 2009.

SÃO DOMINGOS DE RANA Centro Social e Paroquial apresenta melhores condições

Ver edição completa
Obras, no montante de 600 mil euros, beneficiam cerca de 350 crianças
As cerca de 350 crianças do Centro Social e Paroquial de S. Domingos de Rana (CSPSDR) já beneficiam do espaço requalificado por aquela instituição junto ao actual edifício. A sua inauguração decorreu no passado dia 30 de Março, no âmbito das comemorações dos 50 anos da sua fundação, e contou com a presença do presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, e do bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos de Azevedo, que o visitou e abençoou. A requalificação, que abrangeu igualmente o edifício existente, vem criar melhores condições para as 350 crianças que frequentam as respostas proporcionadas pelo CSPSDR, como sejam as actividades de tempos livres (100 crianças dos 6 aos 10 anos), de enriquecimento curricular da Escola Básica n.º 1 de S. Domingos de Rana (200 crianças), e ensino pré-escolar (seis salas frequentadas por 50 crianças). Em declarações ao JR, Maria Amélia Cabrita, da direcção do CSPSDR, salientou que “estávamos perante um edifício que já tinha chegado ao fim de vida e o Centro Social e Paroquial resolveu requalificar este espaço para as valências que já existiam terem melhores condições para as crianças que estão inscritas. Mas, não dá para recebermos mais”. A responsável explicou que “o recreio foi aproveitado a partir de um espaço aparentemente invisível e no edifício aproveitámos a cave para o apoio técnico, equipamentos, vestuário e uma sala do pessoal. No rés-do-chão ficámos com duas salas de pré-escolar e um espaço polivalente que também servirá para reuniões. No terraço, está a parte técnica”. Maria Amélia Cabrita frisou que “tudo foi feito com muito carinho para proporcionarmos às crianças um melhor ambiente”. O novo edifício foi financiado maioritariamente com capitais próprios. “Teve um custo de cerca de 600 mil euros”, sublinhou Amélia Cabrita e contou ainda com o apoio do Ministério da Educação, no âmbito do alargamento da rede do Ensino Pré-Escolar (117 mil euros). Na Infância, para além das AEC e Ensino Pré-Escolar, o CSPSDR integra a plataforma "Crescer melhor em Cascais" e tem ainda em funcionamento cinco salas de creche frequentadas por 86 crianças, às quais acrescem mais duas: uma no Bairro do Zambujal e outra no Bairro de Brejos, apoiando um total de 16 crianças dos 4 meses aos três anos. Ao nível da 3.ª Idade, o Centro Social e Paroquial de S. Domingos de Rana dá resposta em Centro de Dia a 35 idosos e de Centro de Convívio (durante a parte da tarde) a 46 munícipes, distribuídos entre os espaços de S. Domingos de Rana e Arneiro. Acrescem a estas respostas, ainda ao nível da idade maior, o Apoio Domiciliário prestado a 48 pessoas, bem como apoios diversos no âmbito das Ajudas Técnicas e Desenvolvimento Social, protocolos em que esta entidade é parceira da Câmara de Cascais e que têm como objectivos auxiliar as pessoas dependentes residentes no concelho, assegurando a satisfação das suas necessidades básicas.

‘Amigos sem Fronteiras’

Ver edição completa
Alunos e professores da EB2,3 de Albarraque felizes por auxiliarem a Ajuda de Berço Na Escola EB2,3 de Albarraque, há alunos que estão a dar uma lição à sociedade consumista e anestesiada: afinal, os jovens podem entusiasmar-se mais a dar do que a receber, podem discutir e ter ideias que vão para além do futebol e das séries televisivas, e até podem agir em vez de cruzarem os braços, pondo a render, em favor de quem mais precisa, acções plenas de criatividade, empreendedorismo e de sensibilidade social. É o que têm feito os alunos que passam pelo ‘Clube Amigos sem Fronteiras’, criado naquele estabelecimento de ensino há cerca de três anos. Neste período, já auxiliaram associações que apoiam animais em risco (como um canil em Tercena e a Associação de Protecção de Cães Abandonados de Sintra) e, ainda, a Ajuda de Berço. Para o fazerem habituaram-se a planear os passos a dar, analisar os problemas, descobrir soluções. Estas podem ser, por exemplo, a organização de uma caminhada com inscrições a preços simbólicos e venda de ‘t-shirts’ no local, ou o sorteio de um mp3. No caso desta última iniciativa, os alunos desenvolveram mesmo artes de empreendedor: com o dinheiro das rifas – e ainda sobrou – mandaram imprimir um desenho (também executado pelos jovens) em sacos de tecido numa pequena gráfica de Belas; depois, venderam-nos, a pais e amigos, na festa de Natal do ano passado, conseguindo uml ucro assinalável. Resultado: em breve, os ‘Amigos sem Fronteiras’ e os professores que os enquadram vão deslocar-se, uma segunda vez, à Ajuda de Berço, para entregar em cerca de 500 euros em dinheiro e um vasto conjunto de produtos para bebé que, entretanto, os alunos têm andado a recolher!... Ainda não se sabe ao certo quando será feita a entrega, mas já todos sabem como vai terminar o passeio àquela instituição, em Lisboa… “Vai ser uma choradeira pegada”, antecipa Marta Ramos, uma das duas professoras que têm acompanhado desde o início as actividades do Clube. A docente de Ciências recorda como a emoção tomou conta dos miúdos aquando da primeira visita, no ano lectivo 2008/2009. “Eles fizeram lá uma peça de teatro e ficaram muito comovidos com as reacções dos pequeninos, os seus sorrisos e a sua alegria, apesar das histórias de vida tristes…”, recorda Marta Ramos, frisando que esse é um dos principais impactos do projecto. “No início, havia quem estranhasse: ‘Então vamos dar coisas aos outros e não recebemos nada em troca?’. Mas, no fim, quando estiveram com os bebés, tal como, antes disso, quando puderam passear os cãezinhos que também ajudaram, nessas alturas, eles percebem que, afinal, recebem muito em troca”. Algo que consegue cativar mesmo alguns dos miúdos mais rebeldes. “Esses, aliás, acabam por ser dos mais entusiastas”, confirma Marta Ramos, acentuando as potencialidades do projecto: “Surgiram obstáculos, sobretudo no início,mas até isso é bom porque permite aos miúdos perceberem que nem tudo é fácil e que vale a pena não desistir logo perante as dificuldades”. Lançado pela docente de Educação Musical Catarina Crespo – ao pretender ir mais além do que a recolha de produtos para o Banco Alimentar que a escola costuma realizar - o Clube está vocacionado para os 5.º e 6.º anos, mas actualmente conta com a colaboração de alunos do 7.º ano. Além disso, as turmas 5.º A e 5.º B aderiram a esta iniciativa no âmbito da disciplina de Área Projecto, tendo já criado folhetos, cartazes e até um blogue. Por outro lado, também as escolas do 1.º Ciclo do Agrupamento Alfredo da Silva (com sede na EB2,3 de Albarraque) estão a participar na recolha de bens para aAjuda de Berço. “Não tem sido fácil, pois até nesta micro-sociedade que é a nossa escola se nota a crise, mas é gratificante ver que todos se unem por uma mesma causa! E para nós professoras o mais importante é a experiência devida que estas iniciativas proporcionam às crianças”, conclui Marta Ramos. Moral da história: professoras mais realizadas profissionalmente, apesar da sobrecarga horária; alunos mais solidários, apesar do bombardeamento consumista. E muito mais esperança em dias melhores…