sexta-feira, 4 de março de 2011

CARNAVAL EM ALMADA Foliões alheios à crise

Ver edição completa Escolas e colectividades desfilam pela cidade
Os tempos são de crise e não tanto para brincadeiras, mas Almada promete não perder a alegria neste Carnaval e, mesmo com a Câmara a cortar no apoio financeiro, os foliões vão desfilar. “Este ano atribuímos 41 mil e duzentos euros às colectividades para fazerem o Carnaval”, diz o vereador da Cultura, António Matos. “No ano passado foram cerca de 70 mil euros”. As escolas básicas e jardins-de-infância da rede pública também receberam menos verba, doze mil setecentos e oitenta euros, mas “todos compreenderam que é necessária contenção de gastos”, comenta o vereador. E a folia começa já neste dia 3 de Março, com cerca de 2250 crianças e adultos dos vários agrupamentos da comunidade educativa e Instituições Particulares de solidariedade social do concelho a desfilarem pela Avenida Rainha D. Leonor, junto ao Parque Urbano Comandante Júlio Ferraz. A explosão de cor e alegria está marcada para as 14h30 e, este ano, o corso da miudagem vai apelar às consciências para as questões relacionadas com o ambiente, reciclagem, floresta, trânsito e solidariedade. Pelo meio vão relembrar algumas histórias tradicionais infantis. A festa vai assim ser feita pela Creche 1.º de Maio, Externato Tim-Tim, Centro Social Paroquial de Vale Figueira, Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro, Externato Paulo VI, Agrupamento de Escolas do Monte, Agrupamento de Escolas Miradouro de Alfazina, Agrupamento de Escolas Ruy Luís Gomes, Agrupamento de Escolas Francisco Simões, Associação Almadense Rumo ao Futuro, Agrupamento de Escolas Comandante Conceição e Silva, Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade, Agrupamento de Escolas. D. António da Costa e Agrupamento de Escolas da Trafaria. Ao todo vão estar envolvidos cerca de 30 estabelecimentos de ensino. Dia 8 de Março é a vez dos adultos saltarem para a rua e animar a cidade. “Almada é a cidade do trabalho e da alegria”, qualifica António Matos que diz ainda que a diminuição de verbas “não se fez sentir muito em cada uma das colectividades”. E pelas 15 horas são sete as colectividades que vão brincar ao Carnaval no Parque Urbano, junto à Praça S. João Baptista. Com o Metro Sul do Tejo o desfile teve de sair do eixo central da cidade o que acaba por “quebrar um pouco a animação”, admite o vereador da Cultura, mas por outro lado o público “tem agora um local privilegiado, em anfiteatro natural, para assistir à festa”, acrescenta. “Vai ser uma experiência nova”. Este ano a terça-feira de Carnaval coincide com o Dia Internacional da Mulher e a proposta é que os foliões façam paródia sobre isso. Aliás, a proposta é mesmo que o tema do Carnaval 2011 seja “A Mulher”. Será curioso descobrir o que vão fazer as colectividades participantes. São cerca de 650 participantes no corso da Associação de Imigrantes Concelho de Almada, Associação Intercultural Brasílica de Portugal, Associação Cultural Capa Rica, Beira Mar Atlético Clube de Almada, Clube Recreativo União Raposense, Sport Almada e Figueirinhas e Lifeshaker. Para além do desfile, o público pode saltar ainda ao ritmo dos Melech Mechaya. A proposta é uma fusão de ritmos ciganos e sons judaicos tradicionais que vão invadir o centro de Almada na tarde de 8 de Março. A música prolonga-se durante a tarde com o concerto do Quinteto Almadense.

quarta-feira, 2 de março de 2011

LOJA CASCAIS Mais de 200 atendimentos

Ver edição completa Loja do Cidadão será uma realidade ainda no primeiro semestre Com mais de 200 atendimentos presenciais por dia, aos quais se juntam, em média, 408 registos mensais, na sua maioria por correio electrónico (60%), mas também por telefone, fax ou carta, realizados entre Abril e Dezembro de 2010, o serviço de Atendimento Municipal de Cascais registou ao longo de 2010 um vasto conjunto de alterações. Medidas que reforçam um novo conceito de serviço público: orientado para o cidadão e para a transparência de procedimentos. Desde a implementação do conceito de Balcão Único, ocorrida a 1 de Março de 2010, à mudança de instalações para a nova Loja Cascais, no Edifício Cascais Center (junto aos CTT e Finanças), com melhorias ao nível da qualidade das instalações, serviço prestado e alargamento do horário de atendimento (de 2.ª a 6.ª entre as 8h30 e as 19h30 e aos sábados das 9h30 às 15h00), a Câmara de Cascais dá assim resposta às exigências dos cidadãos e empresas. A alteração mais recente prende-se com a entrada em funcionamento do serviço de Atendimento Personalizado que visa contribuir para a diminuição de tempos de espera, principal causa das 41 reclamações do Livro Amarelo, em média 20 minutos, permitindo programar o atendimento presencial nos casos mais complexos em termos burocráticos. De salientar que a espera é consideravelmente menor de 2.ª a 6.ª-feira ao início da manhã (8h30-10h00), e ao final da tarde (17h00-19h30), bem como ao sábado, alturas em que a Loja Cascais regista menor procura por parte dos cidadãos. De acordo com o relatório de dados estatísticos apresentado em recente reunião camarária, ao longo do ano 2010 (Abril a Dezembro) foram registados 41 363 atendimentos, o que significa mais de 200 atendimentos por dia com uma duração média de 11 minutos, sendo a maior parte (61%) de âmbito geral. Os três serviços mais procurados foram na categoria de informações/reclamações – solicitado por cidadãos e empresas que procuraram saber qual o ponto de situação de processos em curso nas áreas do Urbanismo e Actividades Económicas, reclamando sobre prazos demasiado longos; junção de elementos, para complementar processos; e pedido de certidões de naturezas diversas. Vinte e cinco por cento dos cidadãos que se deslocaram à Loja Cascais – Atendimento Municipal procuravam o Posto de Atendimento ao Cidadão (segunda a sexta-feira das 9h00 às 18h00) onde são disponibilizados serviços da Administração Central, nomeadamente os pedidos de substituição, alteração de dados ou revalidação da Carta de Condução (18%), pedidos de Registo Criminal e do Cartão Europeu de Seguro de Saúde, entre outros. Serviços que durante o ano em curso vão integrar o leque de oferta pública da Loja do Cidadão de Cascais, cuja abertura está prevista para este primeiro semestre de 2011, também no Edifício Cascais Center.

Carnaval do MTBA assinala dez anos

Ver edição completa Quatro dias de folia nas aldeias de Magoito, Tojeira, Bolembre e Arneiro dos Marinheiros O Carnaval vai voltar a sair à rua nas aldeias de Magoito, Tojeira, Bolembre e Arneiro dos Marinheiros, na freguesia de São João das Lampas, reunidas em torno do Grupo União Recreativo e Desportivo MTBA. Este ano, os festejos carnavalescos assinalam a 10.ª edição e prometem muita animação ao longo de quatro dias (entre 5 e 8 de Março). O evento vai envolver 400 participantes, juntamente com12 carros alegóricos, com o ponto alto a residir nos desfiles do Corso no domingo, a partir das 15h00, em recinto fechado nas ruas de Magoito, e na terça-feira de Carnaval, pelas quatro aldeias (também a partir das 15h00), com término no pavilhão do MTBA, às 18h00, com apresentação de coreografias. Nas últimas semanas, têm-se intensificado os preparativos para que tudo esteja pronto no fim-de-semana de Carnaval. "O trabalho de campo, como os ensaios, estão a decorrer desde finais de Janeiro", acentua Henrique Manuel, presidente da direcção do MTBA, que realça que alguns ensaios, oito para cada aldeia, têm lugar mesmo no pavilhão da instituição. Este ano, Arneiro dos Marinheiros apresenta a temática de "O Amor anda no ar", que convida os foliões a deixarem- se levar pela magia do dito, "do enamoramento ao namoro passando pela paixão", até acabar no casamento. Magoito aposta no tema "Doce como o Mel", "para adoçar estes tempos de mudança e de crise", coma presença garantida da Rainha Abelha-Mestre e da Abelha Maia. Bolembre, por sua vez, promete trocar os ‘b pelos v’ e vice-versa, com inspiração no filme "Do Cabaré para o Convento". Neste caso, à moda do Carnaval do MTBA, será do "Conbento para o Cavaré", com a presença do Papa e da freira Mary. Os foliões de Tojeira vão brincar com coisas mais sérias... com a Tropa, que no caso de Portugal, nos últimos séculos, se envolveu na I Guerra Mundial e na Guerra do Ultramar. Rangers, Comandos, Fuzileiros e Pára-quedistas vão ser retratados de mil e uma maneiras. Em tempo de crise, os festejos carnavalescos do MTBA não ficam à margem da situação económica do país, mas tudo está a ser feito para que a qualidade não seja prejudicada. "Temos apertado um pouco em termos de custos", reconhece o presidente da direcção, que sublinha a carolice que caracteriza o Carnaval do MTBA: "São noites e noites de trabalho a custo zero". "Não é como o Carnaval de Loures ou de Torres Vedras, em que as câmaras municipais põem lá os funcionários a trabalhar", adverte Henrique Manuel. Como os apoios não abundam, embora contem com o envolvimento do município e da Junta de Freguesia de São João das Lampas, a aposta continua a residir na "consolidação do projecto". O futuro é encarado com optimismo, "quando mais de 50% dos participantes tem idade inferior a 24/25 anos", e o ‘bichinho’ do Carnaval começa logo desde tenra idade. Uma das aldeias, destaca Henrique Manuel, conta mesmo com a adesão de cerca de 70 crianças. Mas, para quando ‘dar o salto’, ou seja, aumentar a projecção do Carnaval do MTBA? "Precisamos de apoios", acentua Henrique Manuel. "Mas, é sempre uma situação que está no nosso pensamento". E, ‘dar o salto’ significa o quê? "Partilhar o Carnaval do MTBA com toda a freguesia" e, até quem sabe, promover desfiles na própria sede do concelho. Para já, o objectivo é animar as hostes e atrair a população, se possível com a colaboração de São Pedro, para que não volte a pregar a partida do mau tempo.Os preços de acesso (três euros para associados e quatro para não sócios) vão manter-se na abertura do Carnaval no pavilhão (sábado, dia 5, a partir das 22h00), e no desfile em recinto fechado no Magoito (domingo). Para reforçar a moldura humana no baile nocturno de 2.ª-feira, que conta com a Banda ‘Os Bacanos’ e concursos de máscaras, foi decidido proporcionar entrada livre para senhoras e "só os homens que não sejam sócios é que pagam".

terça-feira, 1 de março de 2011

Sinalização insuficiente no Borel

Ver edição completa Peões contestam insegurança na principal entrada da cidade A ocorrência constante de acidentes de viação na avenida Condes Castro Guimarães, junto ao cruzamento do Borel, entre as freguesias da Reboleira e da Venteira, envolvendo muitas vezes não apenas veículos, mas também transeuntes, levam a população a questionar a autarquia sobre a sinalização ali existente. Depois de ter sido abandonado o projecto de construção de uma passagem superior para peões, o vereador responsável pelo pelouro na Câmara Municipal da Amadora (CMA), Gabriel Oliveira, garante que “a solução adoptada é das mais evoluídas do país”. Apesar de já ter sido pior o índice de sinistralidade do cruzamento do Borel, situado na entrada sul da Amadora, há quem ainda tenha dúvidas em relação à sua sinalização. E não são raras as semanas em que os bombeiros são chamados ao local para a acudir a mais uma emergência. Idalina Custódio lembra-se dos tempos em que os acidentes eram constantes, mas considera que “neste momento, está muito melhor, talvez porque as pessoas já conheçam o trajecto que devem fazer”. Mas esta moradora vai lembrando que “se todos cumprissem a sinalização era bem mais positivo”. Uma opinião também partilhada por Alice Guerreiro, moradora há 22 anos no Borel, que acrescenta que “a sinalização é muito má, só não existem mais acidentes porque muitos dos moradores da Amadora já conhecem o cruzamento, mas às vezes vimos carros a entrar em contra-mão”. Alice Guerreiro considera mesmo que “o cruzamento é muito confuso e a sinalização não é boa”. A questão dos atropelamentos é também levantada por esta moradora que chega mesmo a considerar que “às vezes assiste-se a muitas asneiras, muitas vezes não são respeitados os semáforos, quer por parte de peões, quer por parte de automobilistas”. A passagem superior para peões no nó que faz a ligação ao bairro do Borel foi prometida pela autarquia em 2004, no entanto, um projecto que foi abandonado porque, de acordo com o vereador Gabriel Oliveira, “a obra tinha um impacto muito grande naquela zona, mas também porque sabemos que muitos peões não a iriam usar”. O responsável lembra ainda que “ali há controlo do limite de velocidade, semáforos e é dos cruzamentos mais evoluídos tecnicamente em Portugal, cabe aos condutores e peões respeitarem a sinalização existente, porque se ela for respeitada o cruzamento é seguro”. A promessa da autarquia, agora abandonada, chegou mesmo a apontar para 2005 a sua conclusão e surgiu como resposta a um abaixo-assinado que reuniu perto de 700 assinaturas de moradores do bairro. Alice Guerreiro também tem dúvidas sobre a eficácia de uma passagem superior, tendo em conta que “existem muitos moradores com idade avançada a quem custa subir as escadas”, no entanto, considera: “A autarquia deveria fazer alguma coisa, como por exemplo, colocar mais sinalização”.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

TRAFARIA População recusa contentores

Ver edição completa Expansão do Porto de Lisboa pode destruir vila A população da Trafaria quer decidir sobre o seu território, pelo que exige a extinção da reserva de terreno e de espaços canais para aproveitamento da localidade como alternativa ao Porto de Lisboa, tal como prevê o Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML), que esteve em discussão pública até 31 de Janeiro. Na passada sexta-feira, dia 18, o executivo da Câmara de Almada e a presidente da Junta de Freguesia da Trafaria participaram numa reunião alargada com a população onde foi aprovado um documento a repudiar as opções previstas pelo plano de ordenamento regional que “contraria a estratégia de desenvolvimento” para a localidade, afirma a presidente da Câmara. Para Maria Emília de Sousa o futuro da Trafaria passa pelo turismo e a tradicional actividade piscatória, o que é “incompatível com um terminal de contentores”. Aliás, diz a edil que o próprio porto de pesca há muito reclamado pelos pescadores locais “fica em causa” caso o Conselho de Ministros aprove o PROT-AML na sua versão actual. Daí moradores e autarcas estarem numa corrida contra o tempo para que a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) atenda aos contributos dados pelos órgãos autárquicos nos vários contactos institucionais durante a fase de discussão pública do plano de ordenamento, em defesa de uma Trafaria de turismo e pesca. “Tudo o que os eleitos podiam fazer já foi feito, agora cabe à população dizer que rejeita esta visão do PROT-AML”, comenta a presidente da Junta da Trafaria. Para Francisca Parreira a aplicação deste plano de ordenamento vai transformar a localidade em “duas ruas com uma linha ferroviária no meio e um porto de contentores”. A passagem de uma linha férrea nesta localidade com apenas 5 quilómetros quadrados, é outra das razões que levam populares e eleitos a protestar contra o PROT-AML.Mas o Governo parece não querer desistir desta opção. Maria Emília de Sousa diz ter aproveitado uma reunião entre o secretário de Estado dos Transportes e vários presidentes de câmara da Área Metropolitana de Lisboa, na mesma sexta-feira, para dizer a Carlos Correia da Fonseca que a linha férrea e o porto de contentores vão “destruir a Trafaria”, mas este “entende que o uso portuário deve constar no PROT-AML”. Ou seja, “existe uma divergência de fundo”, comenta. Para Maria Emília de Sousa “Lisboa está a limpar a sua margem”, mas a Trafaria “não pode ser sacrificada com isso”, pelo que “não pode ser considerada como área de expansão do Porto de Lisboa". A edil chega a admitir que houve intenção de “limitar a participação” dos trafarienses sobre o PROT-AML. É que sendo esta localidade a que recebe mais impacto deste plano, “não se percebe porque as sessões de esclarecimento (durante o período de discussão pública) se realizaram em Mafra e Seixal”. Isto quando o município propôs uma sessão na Trafaria. “Agora está do lado da população fazer ouvir a sua voz de protesto. Nós já fizemos o que tinha de ser feito do ponto de vista formal”, alegava a edil durante o encontro. E, de facto, este processo está a irritar a população local. “O PROT- -AML não só é um erro ambiental, como irá destruir a tradição da Trafaria e inviabilizar o seu desenvolvimento turístico”, afirmava um dos moradores. E o descontentamento popular poderá tomar outras formas e já se fala em formar um movimento cidadãos, a exemplo do que aconteceu em Lisboa sobre a expansão de Alcântara, para defender a Trafaria. O documento aprovado pela população vai agora ser enviado para os vários órgãos do poder local de Almada, CCDR-LVT, Governo Civil, Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território e primeiro-ministro.

HOSPITAL S. FRANCISCO XAVIER Petição reclama reabertura

ver edição completa Urgência Pediátrica encontra-se encerrada no período nocturno “Por um Serviço Público de Pediatria em horário nocturno próximo do Concelho de Oeiras”. Assim se intitula a petição promovida pela Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo com o objectivo de “pressionar” quem de direito a alterar a actual situação de “ausência de resposta adequada” para quem vive no concelho de Oeiras e tem filhos menores a seu cargo, nomeadamente depois de o hospital mais próximo, o São Francisco Xavier, ter deixado de assegurar Urgência Pediátrica após as 22h00, sendo os doentes remetidos para o Hospital de Dona Estefânia, no centro de Lisboa. “As pessoas aqui da freguesia, em horário nocturno e de carro, mais depressa chegam ao Hospital de Almada do que ao D. Estefânia”, critica o presidente da Junta, Paulo Freitas do Amaral, considerando “inaceitável” que um concelho com mais de 150 mil habitantes seja sujeito a este tipo de contingências no que diz respeito a um serviço de necessidade básica como é a Pediatria. “Esta situação prejudica o atendimento urgente não só de bebés e crianças, mas também de quaisquer jovens com idade inferior a 18 anos, que não podem, mesmo que tenham 17 anos, ser admitidos na Urgência geral do São Francisco Xavier”, acentua aquele autarca. Não querendo fugir à questão de o encerramento da Urgência Pediátrica na unidade hospitalar do Restelo ter sido implementado por um governo socialista, Paulo Freitas do Amaral, contrapõe que “por ser do PS não quer dizer que concorde com tudo o que o Governo faz, até porque fui eleito para defender, em primeiro lugar, os cidadãos oeirenses”. A petição é dirigida às entidades públicas com responsabilidades públicas na matéria, nomeando-se a Câmara Municipal, o Ministério da Saúde e o Governo. Questionado sobre a referência à Câmara de Oeiras – uma vez que a estes órgãos de Poder Local não cabem, por lei, competências directas neste domínio – o autarca esclareceu que o faz por entender que a autarquia “tem, pelo menos, o poder e o dever de exercer pressão para que problemas como estes sejam solucionados, o que, infelizmente, não tenho visto acontecer”. A petição, lançada no passado dia 19, já tem cerca de 40 assinaturas ‘online’ e a versão em papel irá percorrer colectividades e estabelecimentos comerciais de outras freguesias do concelho.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Carlos Carreiras ‘arruma a casa’

Ver edição completa Edil delega Relações Internacionais e Assuntos Jurídicos em vereador do PS O novo presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, já ‘arrumou a casa’ à sua maneira: conta com um novo vereador do PSD (Nuno Piteira Lopes) para a Gestão Financeira e Patrimonial, convidou um vereador do PS (Alexandre Faria) para as competências das Relações Internacionais e Assuntos Jurídicos e criou novos pelouros, a que chama “horizontais” por contribuírem “para uma melhor ligação entre os vereadores e os serviços municipais”. No fundo, Carlos Carreiras traçou caminhos diferentes do anterior presidente, António Capucho, que suspendeu o mandato “por razões pessoais“, mas para atingir os mesmos fins: “Investimento na Acção Social, que teve um reforço no orçamento, e na Educação, onde tem sido feito um significativo investimento no parque escolar”. Carlos Carreiras, em declarações exclusivas ao JR, disse ainda que, para este ano, pretende “melhorar a rede viária no concelho, com uma requalificação do espaço público e que o município aumente os seus níveis de competitividade”. “Só existimos enquanto bons prestadores de serviços que se destinam aos munícipes e a quem nos visita”, frisou o edil. “Começar com uma orgânica diferente para atingir uma eficácia e exigência maiores”, foi assim que Carlos Carreiras justificou as alterações que efectuou. “Sem querer entrar em questões internas do PS”, Carlos Carreiras explicou que a escolha do vereador socialista Alexandre Faria, que vai ficar com os pelouros das Relações Internacionais (anteriormente do vereador do CDS-PP, João Sande eCastro) e dos Assuntos Jurídicos (antes de António Capucho), teve em conta “os momentos que estamos a viver e em que deve prevalecer mais o que nos une do que o que nos separa”. Carlos Carreiras concentra em si os poderes de presidente e os que detinha antes como vice-presidente, ficando com uma competência reforçada na área do Urbanismo (que era seu no anterior mandato autárquico) e nas Obras Municipais. As Finanças, que estavam sob a tutela de António Capucho, passam agora para o novo vereador Nuno Piteira Lopes, que ainda será responsável pela Gestão Patrimonial, Juntas de Freguesia e Associações de Moradores. “Nuno Piteira Lopes era já director financeiro onde desenvolveu um excelente trabalho. Tem sido de uma competência tal que faz com que seja o que chega a vereador com mais capacidade”. A Polícia Municipal e Fiscalização também sai da esfera do presidente do município e passa para o vereador do CDS-PP João Sande e Castro, que mantém a área do Desporto. Contudo, este autarca perde as Relações Internacionais para o vereador socialista Alexandre Faria. Com menos poderes fica a vereadora Conceição Cordeiro. Até Janeiro era responsável pelos Recursos Humanos e pelouro dos Sistemas de Informação e Comunicação, mas agora passa a estar vocacionada apenas para os Recursos Humanos. Quem sai reforçado é o vereador Miguel Pinto Luz que passa a ser responsável, além das Actividades Económicas e da Juventude, pelo Turismo (do anterior presidente); Comunicação, Relações Públicas e Modernização Administrativa; Agenda XXI e Sistemas de Informação, bem como pelas agências municipais. Na estratégia de distribuição dos pelouros, Carlos Carreiras disse que “a intenção foi distribuir o trabalho por todos e de acordo com as próprias competências técnicas de cada um”. Na Área Social, aparecem novos pelouros (Combate às Toxicodependências; Rede Social e Igualdade de Género), que já estavam incluídos no pelouro da Acção Social da responsabilidade da vereadora indicada pelo CDS-PP, Mariana Ribeiro Ferreira, (também responsável pela Habitação Social). Contudo, a individualização destas áreas não significa que elas tenham uma maior atenção por parte da autarquia, porque “já lhes damos muita atenção“ frisou o presidente da Câmara. Carlos Carreiras justificou a individualização: “O que foi feito foi dar-lhes um peso institucional diferente para ser reconhecido o trabalho que tem sido feito”. Pedro Mendonça (vereador da CDU) e Ana Clara Justino (independente eleita pelo PSD) permanecem com os mesmos pelouros, concretamente, Protecção Civil e Educação/ Cultura. Pelouros horizontais Criatividade Territorial, Inteligência Territorial, Regeneração Urbana, Pacto dos Autarcas, Mobilidade, Voluntariado, Acessibilidade para todos, Cidadania e Democracia Participativa, Empregabilidade e Atracção de Investimento, Motivação e Coesão Organizacional são os novos pelouros “horizontais” para “a Câmara ter mais entrosamento entre os departamentos. A ideia é chamar vários quadros da Câmara que tenham ligação entre os pelouros”, esclareceu Carlos Carreiras. “Estes pelouros estão a ser combinados e vão ser atribuídos a cada um dos vereadores”, sublinhou o edil, que adiantou ao JR as razões que levam à criação destes pelouros. Sobre a Criatividade Territorial, explicou que “hoje há consciência que devemos apostar nos sectores do turismo e cultura para reforçar a competitividade enquanto concelho”. A introdução da Inteligência Territorial é devida “às novas redes em que a própria Europa está a apostar. Por exemplo, o acesso a obter e fornecer informação, ou as redes inteligentes de fornecimento de energia”. A Regeneração Urbana significa “dar funções novas a determinados espaços urbanos”. No Pacto dos Autarcas, o edil de Cascais quer “implementar boas estratégias ao nível energético no concelho”. A Mobilidade visa “no seu todo os transportes públicos, a bilhética, o estacionamento que vai passar a ser da responsabilidade da autarquia e não da Gisparques, não visando o lucro para a Câmara, mas para dar apoio, por exemplo, ao negócio de proximidade”. Carlos Carreiras explica que a Acessibilidade para Todos quer “proporcionar um ambiente urbano mais amigo dos cidadãos, com prioridade para os deficientes motores e visuais”. Na Cidadania e Democracia Participativa, “queremos fomentar a cidadania nos nossos munícipes, na gestão do município e que estejam mais presentes nas decisões do município”. Com a Empregabilidade e Atracção de Investimento, “queremos ter políticas assertivas nesta matéria” e, por seu turno, Motivação e Coesão Organizacional “é um pelouro mais virado para dentro da Câmara e que visa aumentar a nossa prestação de serviço”.