quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Forum Sintra cria 3300 postos de trabalho

Ver edição completa Centro comercial abre a 11 de Abril e representa um investimento de 170 milhões Na passada semana, no Palácio Valenças, o semblante de Fernando Seara, presidente da Câmara Municipal de Sintra, estava luzidio. Não é para menos. Na apresentação da Bolsa de Emprego do Forum Sintra, o centro comercial que abre as suas portas no dia 11 de Abril, em Rio de Mouro, Fernando Seara agradeceu à promotora e gestora – a Multi Development Portugal e a Multi Mall Management Portugal – do grande empreendimento (um investimento global de 170 milhões de euros) “o risco assumido em algo que sempre necessitámos ter”, elogiando “o afecto empresarial, a parceria estratégica que merece ser reconhecida”, e explicando que o Grupo Multi “envolveu-se com Sintra”. Também satisfeito estava Filipe Santos, presidente da Junta de Freguesia de Rio de Mouro, que destaca no promotor “uma visão social bastante abrangente e um parceiro muito útil para a Junta de Freguesia. A Multi é uma empresa de excelência”. Uma evidente sintonia nas relações que se deseja para tão ambicioso projecto: abrir “o melhor centro comercial da Europa” no concelho de Sintra. Melhor ainda “é que se passou do sonho à realidade”, regozija- se António Matias Lopes, ‘managing’ director da Multi Mall Management para o Sul da Europa. A criação de riqueza (170 milhões investidos num equipamento concelhio) e de emprego (3300 novos postos de trabalho) mostra, garante Seara, “que os sintrenses ganham sempre que lutam, esta obra prova que o concelho continua a ser atraente para o investimento”. Já Matias Lopes realça que “só em conjunto e com transparência se conseguem fazer obras desta dimensão, com apoio global aos lojistas e prestadores de serviços.” Com a criação da Bolsa de Emprego do Forum Sintra, apoiada pela autarquia, à qual podem candidatar-se os interessados num posto de trabalho numa das 182 novas lojas, pretende-se apoiar os lojistas e preencher os cerca de 3300 postos de trabalho, constituindo-se as várias equipas que vão assegurar o funcionamento dos estabelecimentos. Os interessados podem inscrever-se ‘online’, no portal www.multi-mallmanagement.pt, ou no posto de candidaturas, no Palácio Valenças, onde funciona um quiosque para este efeito. A administração do Forum Sintra dará aos lojistas rápido acesso às candidaturas à Bolsa de Emprego para recrutamento e formação dos futuros colaboradores. Com esta iniciativa social, apoia-se sobretudo a região – a criação de emprego melhora a qualidade de vida da população. O Forum Sintra resulta da expansão e remodelação das instalações do Feira Nova, em Rio de Mouro. Oferece 55 mil m2 de área comercial e será o novo pólo de atracção para as gentes de Sintra e municípios limítrofes. Junto à confluência do IC19 com a A16, é um local privilegiado com boas acessibilidades e uma área de influência de 621 mil habitantes. O equipamento (95% comercializado) dispõe de 182 lojas em três pisos, hipermercado Pingo Doce, praça de alimentação com 20 restaurantes e sete salas de cinema Castello Lopes. Possui, também, 2520 lugares de estacionamento subterrâneo e 130 à superfície. Segue padrões de alta qualidade, associada a marcas como a Worten, Zara, Primark, H&M, Sportzone, C&A, NewYorker e Modalfa. Sublinhe-se que também marcam presença no Forum Sintra os comerciantes locais, em cerca de 20 lojas, com marcas próprias e franchisadas.

Suplemento "Preços Baixos"

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Já todos sentimos os efeitos da crise económica. Porém, há opções e alternativas capazes de atenuar as limitações impostas ao poder de compra dos portugueses. São cada vez mais as propostas de ‘low cost’ patrocinadas pelas maiores cadeias de retalho, muitas das quais podem resultar em poupança efectiva. Neste suplemento falamos-lhe de uma opção cada vez mais seguida pelos portugueses: o recurso a produtos de "marca própria" ou "marca branca", quase sempre de qualidade similar aos outros, mas com preços muito mais em conta. Segundo testes feitos pela DECO, numa ida ao supermercado é possível poupar entre 30 a 50 por cento se a escolha residir nas "marcas brancas". Há, também, lojas especializadas em preços baixos, algumas das quais marcam presença neste destacável. Até nos automóveis há possibilidades de escolher marcas com modelos de baixo custo, como a Dacia, por exemplo, que tem no Duster o carro da moda em vários países do continente europeu, entre os quais o nosso. Mas há outras formas de poupar. Por exemplo, no combustível, o recurso a um posto de abastecimento ligado a uma cadeira de hipermercados ou independente das petrolíferas tradicionais pode resultar numa poupança de cinco a dez euros por depósito. Já agora, fique a saber que também nos restaurantes, o conceito ‘low cost’ começa a ganhar adeptos, sendo cada vez mais os menus adequados à "bolsa" dos clientes. Tal obriga a muita imaginação, menos lucro por cliente, mas resultados globais favoráveis às duas partes (comerciante e consumidor). Já agora, é bom lembrar que em tempo de crise há outra ferramenta essencial para cativar clientela e reforçar as vendas: a aposta na publicidade. Um investimento certo que tem no Jornal da Região uma garantia absoluta do retorno esperado. Bons negócios e boas compras!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Apoio ao empreendedorismo dá frutos

Ver edição completa Jovem empresário inaugura primeira loja apoiada pelo projecto Amadora Empreende Márcio Teles foi o primeiro empresário a abrir o seu próprio espaço comercial, através do programa lançado pela Câmara Municipal da Amadora (CMA)em2008, com o objectivo de ajudar jovens e grupos minoritários a criar o seu próprio negócio. A empresa “Soluções Eficientes”, a funcionar numa loja cedida pela autarquia, no âmbito do projecto Amadora Empreende, no bairro de realojamento do Casal do Silva (Falagueira), pretende atingir as 160 mil vendas por ano. A abertura da loja é o fim da primeira etapa na vida de Márcio Teles como empresário. Apesar da sua carreira como electricista ter começado ainda no Brasil, de onde é natural, foi na Amadora 25 anos depois que o seu projecto de empreendedorismo ganhou uma maior “robustez”, de acordo com empresário. A loja, com 87 metros quadrados, abriu com cinco postos de trabalho e oferece todos os serviços relacionados com electricidade, energia solar e telecomunicações. Mas Márcio Teles destaca ainda que “mesmo que a loja não disponha de alguns serviços próprios, como arranjar estores ou colocá-los, será feita uma parceria com outras empresas para que os clientes não necessitem de se deslocar a qualquer outro local”. O facto da loja ficar situada num bairro social não apresenta qualquer constrangimento para o empresário. “Apesar de só agora ter uma loja aberta ao público, eu já trabalho na área há muitos anos e já possuo uma vasta carteira de clientes, mas também este é o tipo de negócio que não necessita de uma boa localização, por isso, vamos apostar também na divulgação e só nesta primeira semana distribuiremos 80 mil panfletos à população”, adiantou Márcio Teles na quarta-feira, dia 16 de Fevereiro, no decorrer da inauguração do seu estabelecimento. Este foi o primeiro espaço cedido pela autarquia no âmbito do Amadora Empreende. “Neste momento estão a decorrer obras em quatro lojas, no Casal da Mira, que também serão cedidas a projectos empreendedores vencedores da primeira edição deste programa”, adianta Ana Moreno da Divisão de Intervenção Social da CMA. Depois da apresentação das candidaturas é feita uma selecção dos projectos mais consistentes. Os seus proponentes integram depois uma equipa que irá frequentar uma formação. O projecto é levado a cabo pela autarquia, em parceria com o ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), com o apoio da fundação Gulbenkian e do Dolce Vita Tejo. A terceira edição irá ter também a colaboração da Empresa Municipal Escola Intercultural das Profissões e do Desporto que se dedica à formação. O projecto Amadora Empreende, lançado pela autarquia em 2008, já vai na sua terceira edição. Divide-se no projecto Quick destinado a jovens, entre os 18 e os 30 anos, e no programa “Quem não arrisca não Petisca”, destinado a população minoritária e muitas vezes excluída do mercado trabalho, como emigrantes, ex-presidiários e mulheres. Na 1.ª edição do projecto Amadora Empreende foram criadas 25 empresas e atribuídas cinco lojas. Os próximos projectos serão apresentados em Março. Segundo Ana Moreno, a CMA vai continuar a apostar neste projecto porque "tem tido muita procura". "Tratando- se de uma época de crise, esta é uma forma de incentivar o empreendedorismo no concelho", acrescenta.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Reforço nos cuidados continuados

Ver edição completa Amigos do HGO criam mais 60 camas em Almada Daqui por dez meses, o concelho Almada vai contar com uma segunda Unidade de Cuidados Integrados Continuados. Trata-se de um equipamento promovido pela Liga de Amigos do Hospital Garcia de Orta (LAHGO), com 60 camas, que irá reforçar a rede de saúde da Área Metropolitana de Lisboa onde existe “grande carência em apoios de cuidados continuados”, afirma a ministra da Saúde, Ana Jorge, que esteve presente no acto de lançamento da primeira pedra da construção desta unidade. Este equipamento, no Laranjeiro, terá ainda 60 camas na valência de lar para a terceira idade e para além de servir a população de Almada irá “receber utentes dos concelhos limítrofes e de outros locais”, referiu Ana Jorge. A ministra vê nesta unidade uma ajuda na resposta do Hospital Garcia de Orta (HGO), que serve actualmente cerca de 400 mil habitantes. “Muitas vezes as pessoas não precisam de permanecer num hospital de agudos, podendo recuperar em unidades desta natureza”. Para além de libertar camas no HGO, contribuindo assim para a redução do tempo de espera para cirurgias, esta unidade permite reduzir os custos do Estado na saúde. Diz Fernando Neves, presidente da LAHGO, que “um doente no hospital custa 325 euros por dia, enquanto numa unidade como esta custa 75 euros por dia”. Por isso, a ministra admite que estes equipamentos “são melhores para as pessoas e ajudam na gestão em saúde”. Representando um investimento de 10 milhões de euros, a Unidade de Cuidados Integrados Continuados da LAHGO foi comparticipada em 750 mil euros pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo através do programa Modelar 2, que envolve os ministérios da Saúde e do Trabalho e Solidariedade Social. Por sua vez, a Câmara de Almada comparticipou com a doação do terreno, valorizado em 2 milhões de euros, e mais 250 mil euros. “Sem dúvida que a autarquia comparticipou mais que o Estado”, afirma Fernando Neves, lamentando as dificuldades financeiras que levaram a que este projecto demorasse quase 15 anos até chegar ao terreno. “A dificuldade de financiamento obrigou o projecto a parar quatro anos”, diz o presidente da LAHGO. É que a banca não reconhecia viabilidade à Liga para assegurar resposta ao empréstimo, uma vez que estas instituições podem ser extintas facilmente. “A banca exigiu que alguém garantisse o empréstimo caso a associação fosse extinta”. E o processo só andou quando Fernando Neves aceitou ser “o avalista do financiamento”, em “substituição das entidades oficiais”. E acrescenta: “Não devia ter sido eu. O Estado e o hospital são os grandes beneficiados com a resolução de problemas que esta unidade permite”. Também a presidente da Câmara de Almada alegou que o Estado “tem obrigação de acompanhar de perto os projectos do movimento associativo”, tal como a Câmara de Almada “fez o que devia ter sido feito”. Contudo, Maria Emília de Sousa reconheceu que com a Ministra da Saúde “o acompanhamento tem sido fácil”. E no final da cerimónia a edil aproveitou para relembrar Ana Jorge do que ainda precisa de ser feito no concelho em saúde. Sem revelar por completo as palavras que trocou com a ministra, Maria Emília de Sousa admitiu ao Jornal da Região que falou com Ana Jorge sobre a necessidade de se construir o Centro de Saúde do Feijó que, para além de resolver carências nesta freguesia, resolve o problema do centro de saúde do Laranjeiro. Na breve troca de palavras, a edil abordou ainda a construção da Casa dos Pescadores na Costa da Caparica.

REABILITAÇÃO URBANA Habitação Jovem nos centros históricos

Ver edição completa Câmara já adquiriu vinte imóveis degradados Casas de banho pouco maiores do que uma cabina telefónica, juntando sanitários e chuveiro, ou varandas com uma pia a um canto, são sintomas claros de habitações feitas à medida do proverbial desenrascanço lusitano. Felizmente, imagens como estas fazem cada vez mais parte do passado, mormente em Oeiras, como o comprovam as obras de recuperação em curso num imóvel adquirido pela Câmara no Dafundo, junto à Marginal, e que serão estendidas a mais outros três edifícios degradados situados na mesma zona e igualmente comprados pela edilidade para reabilitação. Dois dos referidos imóveis (num total de oito fogos) estão destinados a realojar famílias que ali residiam e que saíram para outras casas camarárias de forma a possibilitar o avanço das obras, enquanto os dois restantes imóveis (16 fogos) serão vocacionados para acolher moradores jovens. “Esta política permite-nos manter as famílias idosas que vivem nos centros históricos em melhores condições e ao mesmo tempo rejuvenescer esses mesmos centros facilitando o acesso de juventude a essas casas”, destacou o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, após a visita de trabalho ali efectuada recentemente. Segundo adiantou o edil, no total, as obras já em curso e a efectuar naqueles quatro prédios, para atingir 24 fogos remodelados, implicam um investimento “para cima de 1,5 milhões de euros”. Esta é, no entanto, apenas uma parte do programa camarário de Habitação Jovem nos Centros Históricos, por sua vez, integrado no plano estratégico Habitar Oeiras. Na verdade, a componente especialmente dedicada a rejuvenescer o tecido social nas zonas mais antigas do concelho prevê um investimento de 15 milhões de euros nos próximos cinco anos. O objectivo é cumprir a meta de 300 fogos até 2015. Segundo dados avançados pela autarquia a propósito da referida visita às obras em curso na zona da Cruz Quebrada-Dafundo, até ao momento, a Câmara já adquiriu 20 imóveis no âmbito do programa Habitação Jovem nos Centros Históricos, o que corresponde, sensivelmente, a metade do objectivo traçado, ou seja, 150 fogos. Da vintena de edifícios, já foram recuperados três (num investimento de cerca de 5,5 milhões de euros). Situados em Oeiras e em Paço de Arcos, estes três imóveis deram lugar a oito fogos que hoje em dia estão habitados por jovens, com rendas controladas entre os preços sociais e os de mercado, ou seja, cerca de 300 euros mensais. Dos restantes 17 edifícios já adquiridos, 16 encontram- se em fase de projecto e um está em obras (o que foi alvo de visita no Dafundo). Durante este ano, a Câmara de Oeiras pretende concretizar a aquisição de mais dois imóveis degradados, desta feita no casco histórico de Carnaxide, além de avançar com os trabalhos de reabilitação já programados.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTOS Águas de Cascais investe na renovação das redes

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Empresa vai investir, em três anos, cerca de 48 milhões de euros na melhoria de infra-estruturas com mais de 20 anos Durante três anos, a Águas de Cascais (AdC) vai investir 47,9 milhões de euros, dos quais 40,1 milhões estão garantidos por financiamento bancário, para melhorar as condições de abastecimento de água no concelho, combater a poluição das linhas de água (ribeiras) e praias do concelho, bem como assegurar a qualidade da água. Com a concessão até 2030, a AdC, responsável por dois mil quilómetros de rede de água (distância de Cascais a Paris, aproximadamente), deu início na passada segunda-feira a uma intervenção que irá decorrer de forma faseada um pouco por todo o concelho e que visa “a renovação de algumas redes com mais de 20 anos” disse ao JR a administradora executiva da AdC. Sophie Lemazurier justificou a aposta numa intervenção de fundo: “Temos de ir investindo para que toda a população do concelho seja servida e, como tal, há que renovar as redes para evitar rupturas e falhas no abastecimento de água”. “Depois de terem sido feitos investimentos na ordem dos 1,7 milhões de euros em 2009, 2,8 milhões em 2010, só este ano vão ser aplicados 13 milhões de euros”, explicou a responsável. Já foram identificadas, entre outros problemas, redes envelhecidas, não separativas (das redes pluviais com as redes de águas residuais domésticas), ligações clandestinas e descargas ilegais para a rede pluvial. O investimento deste ano será, assim, aplicado na remodelação e ampliação das redes existentes, na melhoria e ampliação da rede de abastecimento, bem como na separação das redes pluviais das residuais e outras inspecções. “Na baixa de Cascais há redes que nunca foram mudadas. As redes residuais domésticas misturam-se com as pluviais. Um problema de fundo que já foi identificado”, frisou Sophie Lemazurier. Dois milhões de euros na Baixa de Cascais No primeiro semestre serão investidos dois milhões de euros na baixa de Cascais (em cinco locais distintos) e na Estrada Nacional 6 e Avenida Marginal (Parede/Carcavelos). Estas intervenções recaem sobre as águas residuais domésticas e têm como objectivo “a despoluição das linhas de água locais (Ribeira das Vinhas) e das praias desta orla costeira”, avançou a responsável. No centro da vila, as zonas que serão alvo de obras serão a Rua Manuel Joaquim Avelar/ /Rua D. Francisco Avilez/Rua Padre Maria Loureiro. Será feita uma remodelação da rede de águas residuais domésticas e pluviais. A obra terá a duração de 90 dias e contempla a interrupção total da circulação, com acesso apenas para moradores e veículos de emergência e com o estacionamento condicionado. No passeio da Alameda dos Combatentes/Rua Visconde da Luz, será feita uma remodelação da rede de águas residuais domésticas, que terá a duração de 60 dias e o condicionamento da circulação pedonal. Na Avenida D. Pedro I será remodelada a rede de águas residuais domésticas. A intervenção terá a duração de 45 dias e vai ocupar uma faixa de rodagem e provocará acesso condicionado na zona do mercado. Serão ainda intervencionados o Largo das Grutas e a Avenida 25 de Abril. Na Parede e em Carcavelos, Sophie Lemazurier revela que será concretizada “uma obra de dois quilómetros ao longo da Vila da Parede. Os trabalhos serão executados no período compreendido entre as 9h00 e as 16h00 para não complicar muito com o trânsito. Todavia, como o colector está no passeio, vamos ter a necessidade de inutilizar uma das vias de circulação”. Reforço do abastecimento de água Ainda este ano será alargada a rede de abastecimento de água no Bairro de S. Miguel das Encostas. “Esta é uma zona problemática que vai ter uma intervenção profunda. Depois dos trabalhos vai deixar de haver problemas”, garantiu Sophie Lemazurier. No Vale de Santa Rita, no Estoril, serão feitas intervenções na rede de águas residuais domésticas e de abastecimento de água. “Trata-se da continuação dos trabalhos executados nas avenidas Dinamarca, Holanda, França e no Forte da Cadaveira, que demonstram que o Estoril já foi intervencionado e está a funcionar bem”, sublinhou a responsável. Na Malveira da Serra, em pleno Parque Natural, vai ser construída uma Estação Elevatória. “Com este equipamento vamos reforçar o abastecimento de água naquela região que é muito importante para nós porque tem grandes consumidores. É uma obra que teve o seu início no ano passado, mas que esperemos que entre em funcionamento este ano”. A rede de abastecimento de água às zonas da Figueira do Guincho e Biscaia também será reforçada, explicou a administradora das AdC. “Essa operação será feita através de uma conduta. Estas são zonas que sofreram um acréscimo populacional e vamos buscar água ao concelho de Sintra”. Em Manique, será construído um reservatório “porque como a população nesta região cresceu, vamos ter de reforçar o abastecimento”. Nos dois anos seguintes, “estimamos fazer obras diversas no âmbito do restante financiamento, como vai acontecer na Ribeira das Vinhas, na Ribeira do Cabreiro, da Parede, Pisão, Ribeira dos Mochos, Charneca (onde será construída uma estação elevatória) e em Almoinhas Velhas”, adiantou ainda Sophie Lemazurier.

SEGURANÇA Violência escolar preocupa

Ver edição completa Sintra apresenta o maior número de ocorrências a nível nacional Sintra é o concelho com maior número de ocorrências de violência escolar a nível nacional. Este indicador foi revelado pela directora do Gabinete Coordenador de Segurança Escolar (GCSE), superintendente Paula Peneda, durante o seminário "Cidadania, Justiça e Segurança em ambiente escolar", promovido pela Divisão de Sintra da PSP, na passada quarta-feira, no Centro Cultural Olga Cadaval. "Segundo os dados estatístiscos sobre os incidentes de violência participados pelas escolas portuguesas ao Ministério da Educação, o concelho de Sintra foi o território com maior número de ocorrências, em todo o país, nos últimos anos lectivos", revelou Paula Peneda, dando conta que o Observatório de Segurança Escolar está a efectuar um estudo sobre as escolas sintrenses. Este diagnóstico visa "contribuir para futuras estratégias e mecanismos de intervenção e prevenção sobre a violência na escola". Em primeiro lugar, vai procurar estabelecer uma relação entre as ocorrências de violência e o contexto social. "Sintra afigura-se como um local especialmente pertinente e profícuo de observação e de investigação", salientou esta oficial superior da PSP, requisitada pelo Ministério da Educação para coordenar a estrutura que superintende a segurança escolar. Sintra suplantou mesmo, nos últimos anos lectivos, o número de ocorrências do concelho de Lisboa, com 281 situações em Sintra contra 272 na capital. Paula Peneda adiantou que há um caso de sucesso ao nível da violência escolar, o do concelho de Amadora que, através de "vários mecanismos criados", conseguiu reduzir de forma substancial o número de ocorrências nos estabelecimentos de ensino. Perante uma plateia que reunia responsáveis policiais, autárquicos, sociais e judiciais, Paula Peneda não escondeu que "o concelho de Sintra é uma área que nos preocupa enquanto responsáveis de segurança escolar". O crescimento populacional, na ordem dos 39,4% entre 1991 e 2001, é um factor indissociável dos problemas sociais que afligem o concelho, que tem 75% da sua população a residir no corredor urbano de Queluz à Portela de Sintra. Um factor a ter em conta assenta na capacidade das escolas de 2.º e 3.º Ciclos e Ensino Secundário, com uma taxa de ocupação na ordem dos 126%, "existindo alguns estabelecimentos de ensino que se encontram sobrelotados com valores próximos dos 200%". "Importa ainda referir a forte concentração de alunos carenciados nestas escolas, especialmente nas freguesias de Algueirão-Mem Martins, com 20% do total concelhio, Agualva, Rio de Mouro, Casal de Cambra, Queluz e Belas", sublinhou Paula Peneda. "Sintra surge, efectivamente, como uma das zonas educativas onde se observa uma maior intensidade do fenómeno de violência escolar", reforçou a directora do GCSE, que lançou mesmo um desafio para que o concelho seja palco de "um projecto-piloto de intervenção numa freguesia de Sintra". Mas, apesar destas preocupações, Paula Peneda fez questão de garantir que as escolas são um espaço seguro. Aliás, 93% das escolas portuguesas não registam qualquer tipo de ocorrência. "Se não regista, é porque não precisa de ajuda, é porque, através dos seus mecanismos próprios, consegue resolver os seus problemas", sublinhou a superintendente. Mesmo em zonas consideradas como problemáticas, a escola consegue manter-se à margem do ambiente que a rodeia. "A escola é, por isso, um espaço seguro. Por vezes, o mais seguro em determinadas zonas", concluiu Paula Peneda. Ainda antes dos indicadores revelados por Paula Peneda, Fernando Seara sublinhou, na abertura do seminário, que "Sintra tem de ser um município onde se estudem cientificamente estas matérias", até porque tem mais população do que alguns estados europeus. O edil sintrense recordou que, ainda há poucos dias, uma procuradora-geral da República, na comarca de Sintra, suscitou "as novas angústias da violência doméstica", que "chegam a Sintra aos locais onde estão a surgir os novos pobres".