quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

TAGUSPARK Autonomia dispara salários

Ver edição completa Câmara garante que aumentos de ordenados já voltaram atrás Os salários de gestores do Taguspark foram “regularizados” após intervenção da nova administração do pólo tecnológico sediado no concelho de Oeiras, na sequência de uma auditoria que revelou aumentos entre “50 a quase 100 %”. Questionado na última reunião da Assembleia Municipal de Oeiras da passada segunda-feira, o vice-presidente da autarquia, Paulo Vistas, respondeu que a Câmara “tinha conhecimento de um conjunto de práticas menos correctas do ponto de vista da gestão, nomeadamente no vencimento de alguns gestores e administradores” e salientou que “os vencimentos estão agora a ser aplicados de acordo com indicações da equipa de auditoria”. “Os salários foram reduzidos aos valores em que estavam antes do incremento apontado pela auditoria”, resumiu aquele responsável, lembrando que a autarquia, “enquanto accionista de referência do Taguspark, manifestou- se contra [aqueles aumentos] e deixou bem vincada a sua posição em sede de assembleia-geral”. No entanto, “a Câmara desconhecia, na altura, que haviam sido incrementados os salários nessas percentagens...”, pois estes são assuntos habitualmente tratados a nível da Comissão de Vencimentos sob proposta da Comissão Executiva. “A Câmara é apenas accionista, embora de referência, e importa perceber que a administração da Taguspark tem autonomia na sua gestão. A Câmara pronuncia-se em assembleia-geral no que toca a decisões estruturantes do ponto de vista estratégico”, justificou Paulo Vistas, adiantando que, em breve, serão tornados públicos os resultados da referida auditoria, cuja “súmula aponta diversas matérias que têm de ser revistas”. Aumentos salariais superiores a 98% autorizados pela ex-administração do Taguspark terão sido referenciados na auditoria ao exercício do Taguspark no biénio 2008/2010, segundo noticiou , no mesmo dia, o matutino “Correio da Manhã”. Segundo aquele jornal, o anterior conselho de administração, liderado por Américo Thomati, Rui Pedro Soares e João Carlos Silva, terá autorizado, no ano passado, aumentos salariais para nove quadros em valor superior a 10%– incluindo um assessor que teve uma subida de 98% no ordenado, passando a receber 5893 euros por mês. O conselho de administração foi dissolvido no início de Maio, apesar de ter mandato até 2011, depois de os accionistas terem decidido por unanimidade afastar aqueles administradores, constituídos arguidos pelo Ministério Público por suspeita de corrupção passiva para acto ilícito. A nova administração, liderada pelo matemático Nuno Crato, foi conhecida em Junho.

CACILHAS Mais verde e voltada para o rio

Ver edição completa Plano de reabilitação apresentado à população Fazer de Cacilhas “um ponto de encontro e uma porta para o rio” é a ideia base do Plano de Pormenor da Reabilitação Urbana e Funcional desta localidade, concebido pelo gabinete de arquitectura de Vasco Massapina. Há cerca de um ano a equipa responsável pelo estudo de enquadramento estratégico desta área do concelho traçou as primeiras linhas do projecto e, no passado dia 28 de Janeiro, deu a conhecer num encontro aberto à população o que poderá ser Cacilhas no futuro. “Cacilhas tem de ter um equilíbrio de usos”, afirma Vasco Massapina. “Para além de um espaço habitacional e comercial, tem de ser de lazer”, define. Ou seja, trata-se de dar “primazia ao espaço público através de uma praça e de um parque de fruição paisagística ao ar livre”, assegurando “uma relação de continuidade entre o Ginjal e a área do Plano de Urbanização Almada Nascente”. Tudo isto garantindo a “relação física entre o parque de fruição paisagística e Cacilhas histórica”. Isto obriga a retirar grande parte da carga de transportes do Largo Alfredo Diniz, à pedonalização da Rua Cândido dos Reis (cuja obra está prevista para o início deste ano) e à construção de uma grande zona de estacionamento no morro de Cacilhas. O projecto contempla ainda algumas hipóteses de edificação, sendo de definir se a opção será construir em altura ou em extensão. Bastante penalizada será a circulação automóvel e essa é a parte que menos agrada aos moradores. Mesmo com o projecto a promover a articulação dos transportes colectivos, continuam a colocar-se questões sobre os impedimentos às cargas e descargas para o comércio e acesso dos moradores às habitações, uma vez que grande parte são idosos. Esta foi a grande questão colocada por moradores como Manuel Baptista. “A pedonalização é importante mas é preciso pensar em toda a envolvente, nomeadamente no comércio local”. A isto Orlando Gervásio coloca outro receio: que a retirada da circulação automóvel do centro da localidade afaste as pessoas e “crie problemas de segurança”. Contudo ambos felicitam o projecto por pensar uma grande área de estacionamento no morro de Cacilhas. Mas a ideia de uma nova Cacilhas sem movimento de pessoas é precisamente aquilo que o plano pretende combater, comenta a presidente da Câmara de Almada. “Temos Lisboa do outro lado do rio e queremos que Cacilhas chame a atenção”. Maria Emília de Sousa lembra que a necessária indústria de construção naval levou ao afastamento entre a cidade e o Tejo mas agora é tempo de “retomarmos a ligação com o rio”. Assim, onde era a Lisnave irá nascer a Cidade da Água (em fase de projecto) e, no largo de Cacilhas, abrangendo a antiga Parry & Son, uma grande zona de lazer com espaços verdes. Aliás, uma das ideias que a edil deixou patente é que não haverá edificação na área dos antigos estaleiros da Parry & Son, onde neste momento está a fragata D. Fernando II e Glória. Portanto novos prédios só mesmo na zona do morro de Cacilhas, o que para além de responder a compromissos com o proprietário do antigo estaleiro (a Atlântico) irá recompor o remate entre a Avenida 25 de Abril e a Praça Alfredo Diniz. Acrescenta a autarca que este plano promove a ligação do largo de Cacilhas com toda a zona do Ginjal, um das zonas de elevado potencial turístico. “É preciso termos a ambição de ter em Cacilhas um grande hotel”, afirma.

Videovigilância pronta para avançar

Ver edição completa Autarquia reformula projecto e espera pela sua aprovação para reforçar segurança nas ruas A 9 de Fevereiro, Polícia de Segurança Pública (PSP),Ministério da Administração Interna (MAI) e Câmara Municipal da Amadora (CMA) vão apresentar o novo projecto de instalação de câmaras de videovigilância na Amadora. Após o parecer negativo da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), a autarquia continuou a defender o recurso a esta tecnologia para “prevenir a criminalidade” e propôs a reformulação do projecto inicialmente apresentado. As alterações propostas pela autarquia em colaboração com a PSP, passam pela “colocação de câmaras de forma faseada e através de um novo planeamento dessa mesma colocação”, esclareceu Joaquim Raposo, presidente da CMA. As alterações ao projecto vão ser apresentadas numa conferência de imprensa conjunta que envolve o MAI, a PSP e a autarquia. “Acredito que com as alterações que foram efectuadas o novo projecto tem condições para ser aprovado pelo CNPD, uma vez que protege as pessoas de bem e não os criminosos”. Joaquim Raposo acrescentou ainda que “uma das questões levantadas pela CNPD era a inexistência de um estudo de opinião e isso está neste momento a ser elaborado”. Em Agosto, a autarquia da Amadora viu chumbado, pela CNPD, o projecto apresentado ao MAI, para a instalação de 113 câmaras de vigilância nas zonas onde a criminalidade é mais frequente, por considerar que sistema era “altamente intrusivo”. Depois de se ter reunido com o MAI pouco depois do chumbo, o presidente da autarquia manifestou, desde logo a intenção de reformular e entregar uma nova proposta para a instalação do sistema de videovigilância na Amadora. Mas apesar da reformulação, a Câmara da Amadora mantém a instalação das mesmas 113 câmaras, em zonas críticas da cidade, com o objectivo de “dissuadir, prevenir, reprimir e punir a prática de ocorrências ilícitas, nas referidas zonas, através da captação e gravação de imagens”.

Câmara de Cascais entrega 44 casas

Ver edição completa Empreendimento de Campos Velhos contempla mais 20 habitações A Câmara de Cascais entregou, no passado sábado, no Centro Cultural de Cascais, chaves de novas habitações municipais a 44 famílias carenciadas. A cerimónia correspondeu à primeira fase de entrega de 64 fogos no Empreendimento de Campos Velhos. A entrega foi, ainda, presidida por António Capucho, na sua última cerimónia pública antes de suspender o mandato, por razões pessoais. “É com alegria que termino este mandato com a possibilidade de atribuir habitação condigna a 44 famílias. Esta foi a prioridade da Câmara com a demolição dos bairros degradados. Desejo muito sinceramente, apesar da crise, que estas pessoas possam ser muito felizes”. realçou o autarca. Com a atribuição destas novas habitações, “44 famílias passam a ter uma casa condigna, com a qualidade de vida a que todos os munícipes de Cascais têm direito”, salientou a vereadora da Habitação e Acção Social. Mariana Ribeiro Ferreira frisou que, “desde o início do programa PER, foram realojadas mais de 1700 famílias, o que resulta de um grande investimento desta autarquia, nos últimos anos. Esta entrega de chaves, por ser uma das últimas que vamos realizar, é o concretizar de um compromisso municipal de realojar as famílias que ainda residem em núcleos degradados do concelho”. Felizes estavam os munícipes que ficaram com uma nova habitação. Foi o caso de Maria Isabel Fernandes: “Sinto-me muito feliz. É uma grande emoção. Estava na casa de outras pessoas e agora tenho a minha”. Andradina Monteiro, mão de duas meninas, foi outras das contempladas. Contou ao JR que “morava em Matarraque numa barraca, há 10 anos. Agora, com uma casa nova, não sei o que dizer. Estou muito feliz. É a primeira vez que tenho uma casa”. Os agregados familiares agora realojados são oriundos de núcleos de barracas já extintos na sua maioria, como o Bairro do Fim do Mundo (Galiza, Estoril), Alapraia (Estoril), Matarraque (São Domingos de Rana) e de outros pequenos núcleos degradados ainda dispersos e que aguardavam apenas pela conclusão das infra-estruturas de acesso ao novo empreendimento, bem como a ligação à rede viária envolvente. Segundo a autarquia, as habitações degradadas, que ficam agora livres, serão demolidas de modo a prevenir quaisquer intenções de ocupação e recuperação. O empreendimento habitacional de Campos Velhos foi adquirido pelo município de Cascais em Dezembro de 2010, através de um concurso público lançado em 2005 no âmbito do Programa Especial de Realojamento, e representou um investimento global de 4,7 milhões de euros.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Padre Alberto Neto está mais funcional

Ver edição completa Escola Secundária de Queluz beneficia de obras de modernização no valor de dez milhões de euros Uma escola mais funcional. É assim que é caracterizada a Secundária Padre Alberto Neto, em Queluz, após a realização de obras que mudaram o espaço físico do estabelecimento de ensino. Um investimento de cerca de dez milhões de euros, que começou a ser concretizado em Agosto de 2009 e foi inaugurado este sábado, com a presença da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas. Numa cerimónia simultânea em 21 escolas de todo o país, o Governo deu por concluído mais um passo do Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário, a cargo da empresa Parque Escolar. Em Queluz, as obras decorreram ao longo de 15 meses e o resultado final, segundo o director, José Brazão, "mudou a funcionalidade da escola, está mais adequada às necessidades reais que hoje temos" para dar resposta a cerca de dois mil estudantes, entre o 7.º e o 12.º ano, e também melhores condições para 190 docentes e 60 funcionários. A par da remodelação de instalações existentes, a intervenção contemplou a construção de dois novos edifícios, um deles no lugar do antigo Pavilhão 5 (destinado à Informática e às Artes) e outro junto ao Pavilhão 3 (que acolhe a biblioteca e o auditório), assim como a melhoria dos arranjos exteriores. Além da requalificação completa do pavilhão gimnodesportivo, que mereceu uma ampliação, a escola fica agora dotada de uma ampla biblioteca e de um auditório com capacidade para 200 pessoas. Uma infra-estrutura que, segundo José Brazão, assume uma grande importância para toda a comunidade da cidade de Queluz. Aliás, um dos principais propósitos das remodelações em curso nas escolas secundárias, reside em abrir o espaço escolar à comunidade envolvente. José Brazão adianta que será aberto à comunidade "o auditório, que é único em Queluz, o pavilhão gimnodesportivo, a própria biblioteca, as salas de informática e áreas para formação".No horizonte, está ainda a criação de um Centro de Novas Oportunidades. Durante a realização dos trabalhos, as aulas tiveram de decorrer em pavilhões prefabricados, os chamados monoblocos, e não foi fácil conciliar actividades lectivas com obras. "Não foi fácil ter uma escola com obras, mas também não deve ser fácil ter obras com a escola a decorrer", sublinha o director do estabelecimento de ensino, que agradeceu o diálogo permanente existente com os responsáveis da Parque Escolar. José Brazão acentua que, ao longo dos 15 meses de obras, os alunos foram privados de um terço, pelo menos, do espaço escolar. "E isto aconteceu sem nenhum sensível acréscimo de indisciplina ou de situações de reclamação", salienta. Apesar dessas privações, o resultado final merece a aprovação dos alunos. Aires Sebastião, a frequentar o 12.º ano na Área de Línguas e Humanidades, considera que "está tudo mais moderno, houve uma grande melhoria e, agora, cabe aos alunos aproveitar o espaço fornecido e melhorar os resultados escolares". Este jovem, de 19 anos, faz votos que ‘a nova Padre Alberto Neto’ sirva de "motivação para alunos e professores". Além da remodelação do espaço físico, destaca as melhorias introduzidas ao nível dos equipamentos pedagógicos, "como retroprojectores e a introdução de computadores em todas as salas".Para trás ficaram obras que, reconhece, foram complicadas devido às limitações do recinto escolar, mas também por via "do barulho das obras". Aires Sebastião vai usufruir das melhorias apenas até ao final do ano lectivo, mas isso não o desanima até porque tem um irmão, o Cristóvão, a frequentar o 7.º ano, "que vai beneficiar em grande da nova escola". "Esta inauguração constitui uma oportunidade para todos aqueles que constroem esta escola no sentido alargado. Em primeiro lugar, à direcção, mas tambéma todos aqueles, professores, assistentes operacionais e assistentes técnicos, que aqui desenvolvem a sua actividade profissional. Mas, acima de tudo, aos alunos e às famílias que passam, a partir de hoje, a contar com um equipamento de excelência", destacou Marco Almeida, vice-presidente da Câmara de Sintra, na inauguração da modernização da escola de Queluz. O autarca aproveitou para assinalar o "esforço do Governo em matéria de Educação", nomeadamente através das intervenções em vários estabelecimentos do Ensino Secundário. No caso do concelho de Sintra, além da Padre Alberto Neto, está em curso a requalificação da Escola Secundária de Santa Maria, na Portela de Sintra, e da Secundária de Mem Martins. "Avançarão para breve, até ao final de Junho, as obras nas escolas secundárias Ferreira Dias (Agualva) e Stuart Carvalhais (Massamá)", revelou Marco Almeida. O também vereador da Educação sublinhou ainda a necessidade de outros investimentos, nomeadamente "obras de remodelação da Secundária Miguel Torga e a construção da nova Escola Secundária da Tapada das Mercês".

9.º Aniversário da Coligação Viva Cascais

9.º Aniversário da Coligação Viva Cascais

Intervenção do Presidente António d' Orey Capucho

Boa Nova, 28 de Janeiro de 2011

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Começo por dar as boas-vindas a todos os que connosco quiseram comemorar os 9 anos da primeira tomada de posse da maioria que lidero na Câmara Municipal de Cascais. O vosso apoio crítico continuado ao longo destes três mandatos representa para todos nós um incentivo muito estimulante.

Foi um período muito fecundo em termos pessoais e municipais, pois tivemos a oportunidade de implementar no nosso concelho uma estratégia de desenvolvimento sustentado, invertendo o trajecto e os objectivos errados prosseguidos pelos nossos antecessores.

Hoje, sem falsa modéstia, temos fundadas razões de orgulho no que foi feito, nos objectivos alcançados, mas temos a humildade e a lucidez de reconhecer que há ainda um longo e espinhoso caminho a percorrer.

Gostaria de vos recordar o trabalho desenvolvido nos últimos 9 anos e as principais perspectivas para o futuro próximo através de um conjunto de imagens que, mais tarde, serão integradas numa publicação que incluirá os textos complementares que hoje seria fastidioso referir, tantas e tão diversificadas são as áreas de acção da Câmara Municipal.

***

Minhas Senhoras e meus Senhores,

O que viram é revelador do que foi feito, mas temos consciência de que atravessamos tempos muito difíceis e os tempos que se perspectivam não são auspiciosos face ao alastrar de uma crise que este Governo não soube diagnosticar, nem combater com eficácia.

Uma crise económica e nas finanças públicas, mas também uma crise dos valores éticos e cívicos.

Ainda que, no contexto nacional, Cascais registe uma situação invejável nas várias vertentes da sustentabilidade social, económica e ambiental, tal não permite que deixemos de nos precaver face aos efeitos nefastos e das suas consequências em cada uma dessas vertentes, em especial a social.

Neste contexto, adoptámos recentemente um Plano de Coesão, Sustentabilidade e Desenvolvimento, que define as grandes linhas de acção estratégica da Câmara visando designadamente reduzir despesas e maximizar receitas, não descurando o necessário investimento para a prossecução dos objectivos que garantam o futuro sustentável do município de Cascais.

Mas os impactos da crise que todos os demais municípios enfrentam, são muito agravados em Cascais enquanto este Governo subsistir em funções, pois é evidente e escandalosa a sucessão de desmandos, discriminações e agravos que sofremos.

A primeira grande afronta decorreu da absurda extinção da Junta de Turismo da Costa do Estoril e a cativação ilegal das receitas do jogo que nos são legalmente devidas, impedindo a concretização de projectos fundamentais e concluídos há alguns anos, no âmbito da reabilitação do património histórico-cultural e da construção de relevantes equipamentos da cultura.

No domínio da aviação, a empresa pública responsável pelo controle de tráfego aéreo exige a Cascais o pagamento de serviços, quando em todos os demais espaços aéreos similares nada cobra. Como se o que antecede não bastasse, foi-nos imposta uma taxa absurda de deslocação das aeronaves para Tires de valor superior ao montante devido quando o destino é o congestionado Aeroporto de Lisboa.

No âmbito da Educação foram adoptados precipitadamente, sem consulta e sem base legal, os chamados mega-agrupamentos, ao mesmo tempo que se recusava a Cascais o adiamento por um ano que se concedia a vários outros municípios da grande Lisboa.

A Ministra do Trabalho, apesar do agravamento da crise, encerrou na Parede o serviço de atendimento permanente da Segurança Social em Julho passado, sem nos informar dessa intenção.

O Ministério do Ambiente, nunca se dignou esclarecer cabalmente os fundamentos da recusa de instalação da Fundação Champalimaud em Cascais, como era da vontade expressa da respectiva Administração.

O Ministro das Obras Públicas suspendeu sem aviso prévio os investimentos inadiáveis na linha férrea de Cascais que tinha anunciado com pompa e circunstância em cerimónia pública, esquecendo que é a mais antiquada e obsoleta da área metropolitana e que transporta cerca de 53 mil passageiros por dia.

O Ministério das Finanças, para que não restem dúvidas sobre quem pretende destruir o Estado Social, desencadeou uma acção fiscalizadora visando obrigar os municípios a liquidar IVA à taxa máxima sobre as rendas da habitação social.

O mesmo Ministro que acaba escandalosamente de brindar Cascais com a decisão ilegal, face a Lei das Finanças Locais, de eliminar as transferências que nos são devidas no âmbito do Fundo Social Municipal e do Fundo de Equilíbrio Financeiro, para além de que nada prevê para o nosso município no âmbito do Plano de Investimentos da Administração Central.

Aqui ficam alguns factos irrefutáveis, bem demonstrativos da discriminação e desconsideração que Cascais merece deste Governo. Espero que por pouco tempo ...

Minhas Senhoras e meus Senhores,

No final desta intervenção, que já vai longa, lamento informar que, por razões de natureza estritamente pessoal, decidi solicitar a suspensão por um ano do exercício do cargo de Presidente da Câmara Municipal de Cascais, a partir do próximo dia 1 de Fevereiro.

Na véspera tenciono anunciar esta decisão à Assembleia Municipal.

O Vice-Presidente Carlos Carreiras assume o cargo de Presidente.

Solicitarei à Câmara que nele delegue exactamente as mesmas atribuições e competências que me confiou no início do mandato.

Trata-se de uma solução decorrente da Lei, mas essencialmente é uma substituição natural por quem exerce as funções de Vice-Presidente da Câmara há 6 anos, preside à Comissão Politica Distrital do PSD e à Fundação Sá Carneiro.

Recordo ainda que Carlos Carreiras esteve na origem do movimento cívico que dinamizou o combate político contra a maioria que nos antecedeu e conduziu comigo a coligação Viva Cascais a três maiorias absolutas sucessivas.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

A minha decisão foi assumida no final do ano passado, mas só agora a concretizo por ter considerado inapropriado fazê-lo durante a campanha eleitoral e antes de consumada a vitória eleitoral de Cavaco Silva.

De facto, embora no mandato em curso tenha delegado mais e maiores responsabilidades, a verdade e que deixei de reunir as condições físicas e anímicas para o exercício eficaz de funções a tempo inteiro tão absorventes e desgastantes como são as que decorrem do cargo para que fui eleito.

Sendo improvável que possa recuperar em tempo razoável, tenho a faculdade, nos termos legais, de reassumir o exercício do cargo em qualquer altura, o que em princípio não tenciono concretizar, salvo em condições excepcionais, por considerar que devo proporcionar estabilidade na Presidência durante todo o período solicitado de suspensão do mandato.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Tenciono mais uma vez colocar o meu cargo de membro do Conselho de Estado à disposição de Pedro Passos Coelho, pois considero que, nesta fase da vida política nacional, mais se justifica que o líder da oposição esteja presente naquele importante órgão do Estado.

É previsível que alguns sectores especulem sobre supostos desentendimentos internos na maioria. Por outro lado, o PS terá comentado a minha decisão como sendo um processo artificial para lançamento de uma próxima candidatura da coligação, afirmação que me abstenho de comentar por ser absurda e ofensiva.

A verdade é que a minha decisão assenta exclusivamente nas razões que invoco e não em quaisquer outras circunstâncias.

Quero deixar muito claro o objectivo e firme propósito de continuar a apoiar a coligação Viva Cascais e de favorecer as melhores condições para que possa repetir os êxitos do passado nas próximas eleições.

Neste contexto, quero dar sinais públicos convincentes do meu apoio aos que vão continuar o trabalho e a obra iniciada em 2002.

Por isso anuncio desde já a minha disponibilidade de princípio para integrar as Listas da coligação Viva Cascais para a Assembleia Municipal de Cascais e para a Assembleia de Freguesia do Estoril nas próximas eleições autárquicas.

Obviamente não estarei disponível para me candidatar em qualquer outra autarquia, embora sejam lisonjeiros os convites entretanto recebidos.

Manifesto publicamente a minha disponibilidade para colaborar em tudo o que o novo Presidente da Câmara entenda solicitar-me e seja compatível com as minhas limitações físicas.

Manifestei-lhe – e ele desde logo acolheu – a disponibilidade para me manter na presidência da Fundação D. Luís, prosseguir a participação no Conselho de Fundadores na Casa das Histórias Paula Rego e representar o município no Conselho de Administração da Pestana-Cidadela. 4

Não aceitarei assumir funções remuneradas, seja naqueles casos ou em quaisquer outros, designadamente no âmbito da Câmara ou das Fundações, Empresas ou Agências Municipais.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Neste caminho de 9 anos, o PSD e o CDS construíram uma coligação sólida e coerente, alargada a vários sectores dinâmicos da sociedade civil. Aos dirigentes locais e aos militantes dos dois Partidos se deve a estabilidade que o seu apoio continuado nos proporcionou.

Aos Vereadores da maioria que me acompanharam ao longo deste 9 anos cumpre-me agradecer muito sinceramente o excelente trabalho desenvolvido nos respectivos pelouros e a colaboração que me dispensaram.

Ao Presidente da Assembleia Municipal, aos Deputados Municipais, bem como aos Presidentes das Juntas da maioria e membros das respectivas Assembleias de Freguesia, quero agradecer especialmente o trabalho eficaz desenvolvido e o apoio que nos dispensaram.

Aos dirigentes e colaboradores das Empresas Municipais, Agências e Fundações deixo uma palavra de grande apreço pela acção que desenvolvem no âmbito das competências nelas descentralizadas.

Aos colaboradores do meu gabinete agradeço o apoio logístico e técnico que me proporcionaram e a paciência com que me suportaram.

Aos dirigentes e colaboradores da Câmara Municipal – este ano mais uma vez injustamente penalizados e discriminados pela política salarial do Governo – transmito uma mensagem sincera de grande apreço pela resposta competente que a esmagadora maioria tem desempenhado nas suas funções.

O mesmo agradecimento é devido a todos os que trabalham no âmbito das estruturas da Administração Central sedeada em Cascais, designadamente nas Escolas, Hospital, Centros de Saúde e Forças de Segurança, em todos os casos sempre disponíveis para melhor coordenarmos as nossas acções.

Especial destaque e rasgado elogio quero aqui deixar à sociedade civil e às suas organizações no âmbito social, cultural, desportivo, juvenil, ambiental e económico, as quais têm sido nossos interlocutores essenciais e têm reconhecidamente assumido um papel determinante e insubstituível no nosso concelho.

Deixei para o fim um profundo agradecimento a todos os munícipes de Cascais pelo apoio determinante que nos dispensaram, mas também pelas sugestões e críticas construtivas que nos dirigiram.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Termino com um apelo sincero.

Um apelo para que, a bem de Cascais, possam dispensar a Carlos Carreiras pelo menos o mesmo apoio inequívoco e continuado que me dispensaram e que não tenho palavras para agradecer.

Viva Cascais!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Campismo na Costa até quando?

Ver edição completa Plano de Pormenor pronto para aprovação, mas data de entrada em vigor ainda é uma incógnita A próxima Assembleia Municipal de Almada, marcada para Fevereiro, vai decidir sobre a aprovação do Plano de Pormenor das Praias de Transição, que deverá ser posteriormente publicado em Diário da República. Trata-se de decidir sobre esta área de intervenção na Costa da Caparica, no âmbito da Costa Polis, que pressupõe a retirada de todas as construções na faixa de risco de costa. Em causa ficam assim os parques do Clube de Campismo e Caravanismo do Concelho de Almada e da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e ainda as construções ultimamente referidas como palheiros. Porém, a demolição ou deslocação destas estruturas ainda poderá demorar alguns anos. No caso dos parques de campismo, a serem deslocados para o Pinhal do Inglês, na Charneca de Caparica, ainda vão ter de aguardar pela decisão do tribunal que irá decidir sobre o processo de expropriação deste espaço. “Só quando o terreno estiver disponível é que os parques serão transferidos”, refere fonte da Costa Polis ao Jornal da Região. Capital ainda para a deslocação dos parques de campismo é a construção da estrada 377-2. Uma obra que já tem concurso lançado e projecto aprovado e que, segundo a Estradas de Portugal, deverá estar concluída no primeiro semestre de 2012. Quanto aos palheiros, diz a Costa Polis que está a decorrer um estudo para avaliar sobre o seu “eventual valor histórico e cultural”.No entanto, o plano elaborado pela Costa Polis, que já passou pela fase de discussão pública e foi aprovado pelo Ministério do Ambiente, vem cumprir o já antes determinado pelo Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) que manda retirar todas as construções na faixa de risco como salvaguarda de segurança: parques de campismo e outras construções. “O plano tem de respeitar o POOC”,lembrou a presidente da Câmara de Almada na última reunião pública do executivo. Mas Maria Emília de Sousa também disse que vai “pedir informações” junto da Costa Polis e solicitar que “levem em consideração os resultados do estudo”. Ou seja, para já os palheiros ficam a aguardar o que vai ditar o estudo que desde este mês tem uma equipa de arquitectos no terreno. O Plano de Pormenor das Praias de Transição (PP5) abrange uma área de 71,6 hectares, medida até à linha de Domínio Público Marítimo e limitada a norte pela prevista Alameda dos Mares, a poente pela frente atlântica entre as praias da Saúde e a praia da Riviera, a nascente pela avenida D. Sebastião e Estrada Florestal e a sul pela Ribeira da Foz do Rego. O programa Polis da Costa da Caparica abrange uma área global de cerca de 650 hectares e o custo total da intervenção de requalificação urbana prevista ronda os 200 milhões de euros. Dos sete planos de pormenor previstos, foram até agora executados o PP1, referente às praias urbanas, e o PP2, referente ao jardim urbano.