quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

EDUCAÇÃO EM SINTRA Garantir a escola a tempo inteiro

Ver edição completa Investimento municipal de 13 milhões de euros O município de Sintra tem em curso um investimento de 13 milhões de euros na ampliação e requalificação de estabelecimentos de ensino do 1.º Ciclo e Jardim-de-Infância (JI). As primeiras ampliações, da EB1/JI de Fitares (Rio de Mouro) e da EB1 de São João das Lampas, foram concluídas na passada semana, enquanto as restantes intervenções vão estar concretizadas até meados de Fevereiro de 2011. As empreitadas foram visitadas, na última quarta e sexta-feira, pelo presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, acompanhado por responsáveis da Educa, empresa municipal que assume a gestão do parque escolar do concelho. As intervenções mais significativas estão a decorrer na EB1/JI de Mem Martins n.º1, no Bairro de São Carlos, e na EB1/JI de Monte Abraão n.º1, com investimentos, em cada um dos casos, na ordem dos dois milhões e meio de euros. As diferentes intervenções têm por principal objectivo, frisa a Educa, "possibilitar a toda a população escolar a passagem de regime duplo a regime normal, permitindo assim que aos alunos seja ministrado o ensino atempo inteiro e acompanhado, facilitando a vida a alunos e respectivas famílias". Na EB1/JI de Monte Abraão n.º 1, uma escola que acolhe 680 alunos, as obras compreendem a construção de um novo edifício com 12 salas para o 1.º Ciclo e quatro salas para JI, cozinha e sala de refeições, num investimento que ascende a dois milhões e 465 mil euros. Esta intervenção compreende, ainda, a reabilitação dos actuais edifícios escolares, do campo de jogos e da sala polivalente. Com o mesmo objectivo de alargar a oferta da escola a tempo inteiro, está em curso a ampliação da EB1 Mem Martins n.º 1, no Bairro de São Carlos, que implica a construção de novo edifício com quatro salas de 1.º Ciclo, espaço de ginástica com balneários e instalações sanitárias. Neste caso, as obras englobam ainda a requalificação do campo de jogos e a criação de um circuito de aprendizagem de regras de trânsito, além da ampliação e reabilitação da cozinha e sala de refeições. Um investimento na ordem dos 2,5 milhões de euros. Ainda na freguesia de Algueirão-Mem Martins, a Educa está a promover a ampliação da EB1/JI da Cavaleira, com mais quatro salas para o 1.º Ciclo e duas para JI, num investimento de um milhão e 378 mil euros. Também a freguesia de Queluz está a beneficiar da construção de um novo edifício na EB1 de Queluz 2, com aumento de oito salas para 1.ª Ciclo e quatro salas de JI, uma sala polivalente/ginásio com balneários e uma sala de professores. O investimento de um milhão e 771 mil euros, com ampliação e requalificação da cozinha e refeitório, permite ainda "uma valorização do Ensino Especial", através de salas para Unidades de Educação Especial. Os responsáveis da Educa estimam que as obras estejam concluídas em final de Janeiro de 2011, o que se revela também essencial para resolver outra carência da freguesia: as actuais instalações do jardim-de-infância, situadas na Rua D. Fernando II, há muito que são apontadas como ideais para acolher o novo Centro de Saúde de Queluz, para substituir a velha unidade da Rua dos Lusíadas. Na vizinha freguesia de Belas, está em curso a construção de um novo edifício escolar na EB1/JI da Quinta da Fonteireira, com cinco salas para o 1.º Ciclo e uma para JI, que vai permitir o encerramento de uma sala no actual Jardim-de-Infância Belas n.º 1. Além de construção de ginásio para eventos desportivos e lúdicos, está previsto ainda uma galeria de ligação entre o novo e o actual edifício,com o investimento na ordem de um milhão e 238 mil euros. Na freguesia de Rio de Mouro, em Vale de Mourão, a EB1/JI vai dispor de quatro novas salas de 1.º Ciclo, uma sala polivalente para ginásio, novas salas de professores e da associação de pais e a ampliação do refeitório e cozinha, num investimento de um milhão e meio de euros. Em Fitares, a Educa deu por terminada a ampliação da EB1/JI, com duas novas salas e um módulo de ligação do novo pavilhão com o edifício principal. Os alunos de Fitares beneficiam ainda da requalificação do parque infantil, com a empreitada a ascender a cerca de 488 mil euros. Na zona rural, na freguesia de São João das Lampas, a EB1 de Bolembre está a beneficiar de uma intervenção, com criação de mais quatro salas de aula, cujo investimento ascende a um milhão e 283 mil euros. Na sede de freguesia, a EB1 de São João das Lampas já viu terminarem as obras, após um investimento de 480 mil euros, que dotou o estabelecimento de ensino de mais quatro salas e substituiu o revestimento da cobertura do telhado.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma centena sem abrigo

Ver edição completa Pobreza aumenta drasticamente e até já há licenciados a dormir na rua Em Portugal, cerca de 2200 pessoas vivem actualmente na condição de sem-abrigo. O levantamento foi recentemente apresentado pelo Instituto de Segurança Social e identifica que na sua maioria são homens, portugueses, entre 30 e 49 anos, sendo que 90 por cento dos casos encontra-se na Grande Lisboa e Grande Porto. Este estudo aponta ainda que nos concelhos de Setúbal, Coimbra, Braga e Faro o número de pessoas sem tecto ou a viver em centros de acolhimento temporário está a aumentar. No concelho de Almada apesar de não existir um registo concreto que revele crescimento da população sem-abrigo, o vereador responsável pelo apoio social acredita que “poderá ter havido um ligeiro aumento”. António Matos reporta-se a um recente estudo desenvolvido pela AMI no âmbito do Conselho Local de Acção Social de Almada (CLASA), apresentado no plenário a 29 de Novembro. Segundo António Matos em Almada este estudo identificou “98 sem-abrigo”, sendo esta população predominantemente masculina, atravessa todas as idades e com vários níveis de formação. Curiosamente, entre os casos conhecidos quatro correspondem a pessoas licenciadas. Refere ainda o vereador que existe uma grande mobilidade entre a população sem-abrigo, uma vez que muitos são jovens com dependências. “Por vezes são identificados em Lisboa, outras em Almada ou mesmo no Seixal”. Uma condição que “não facilita o trabalho de acompanhamento destas pessoas”. Entretanto o vereador receia que este número possa aumentar em função da crise económica e financeira nacional. “A facilidade com que hoje em dia se perde o emprego pode colocar as pessoas rapidamente sem condição de responder aos seus encargos, nomeadamente manter uma casa”. Outra das consequências é a quebra da estrutura familiar. O enquadramento destas situações revela ainda que, na sua maioria, numa primeira fase conseguem o apoio de família e amigos mas acabam numa situação de sem tecto, vivendo em espaço público, alojadas em abrigos de emergência ou com paradeiro em local precário. “A situação de sem-abrigo normalmente é de longa duração e está sempre associada a problemas sociais”, comenta António Matos. No quadro da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo 2009 – 2015, que prevê a constituição de Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo, várias instituições do concelho criaram o núcleo de Almada, aprovado no plenário do CLASA e também pelos partidos políticos representados na vereação. Em termos gerais este núcleo para a integração de sem-abrigo tem por missão encontrar soluções para estas pessoas, que passam pela alimentação, alojamento e acompanhamento na saúde.O objectivo final é a sua reintegração social. “A situação de sem-abrigo é uma problemática multidimensional e exige intervenção intersectorial, ou seja as instituições públicas têm de trabalhar em conjunto com as instituições particulares de solidariedade social”, considera António Matos.

Acção Social 'é que não pode faltar'

Ver edição completa Freguesia de Paço de Arcos comemora 84 anos com algumas obras adiadas Paço de Arcos espera o próximo ano para ver cumpridas algumas obras importantes que estavam previstas para 2010 devido às restrições orçamentais e, também em nome da contenção, teve de entrar em acção de forma ainda mais decidida no que respeita a apoios sociais. “O auxílio a quem mais precisa é que não pode faltar”, frisou ao JR Nuno Campilho, responsável pela freguesia que esta terça-feira comemorou 84 anos, data assinalada com uma cerimónia de hastear das bandeiras na Junta e uma sessão solene que incluiu a entrega de medalhas a várias personalidades. Em jeito de balanço, o presidente da Junta local salientou ao nosso jornal que, apesar de a crise ter afectado o trabalho desempenhado – sobretudo, por via das limitações ao nível do protocolo de delegação de competências – “temos conseguido cumprir o essencial do nosso plano”. As excepções foram apenas três: o rearranjo dos dois parques infantis (o da Junta e o do Jardim Municipal) e a colocação de uma rampa de acesso para cidadãos com mobilidade reduzida numa urbanização da Terrugem. “Mas vamos executá-las, a todas, no início de 2011”, garante Nuno Campilho. Perante as limitações financeiras, obras há, de maior dimensão, para as quais a solução será uma de duas: “Ou a Câmara de Oeiras as pode assumir integralmente ou então passarão a ter uma execução mais dilatada no tempo”. Mas “não deixarão de ser concretizadas”. Como exemplos, o autarca referiu a reperfilagem da Rua Fonte de Maio, cujo estudo “está a ser feito e vamos propor à Câmara uma intervenção conjunta”; a alteração do sentido de trânsito no centro da freguesia; ou, ainda, o arranjo do talude junto à via-férrea, na Terrugem, tendo em vista a colocação de uma via aérea que permita o atravessamento pelos moradores da zona residencial junto ao Museu do Automóvel Antigo, garantindo-lhes acesso mais directo à Marginal e à praia. Outros projectos que continuam à espera de melhores dias são o Centro Cultural José de Castro e o novo edifício da Junta. Boa notícia, na óptica do nosso interlocutor, foi a concessão atribuída, finalmente, para recuperar o Palácio dos Arcos, adaptando-o a unidade hoteleira. Outra boa-nova na calha será a entrada em funcionamento do restaurante de apoio no Jardim Municipal, que se encontra fechado vai para dois anos. Finalmente, em termos de ajuda aos mais carenciados da freguesia, o autarca lembrou que vai começar a funcionar por estes dias a Loja Social, no Bairro Municipal do Alto da Loba. “Vamos fazer aí o prolongamento do Banco Alimentar, que já é feito pelas voluntárias Vicentinas, para 25 famílias que estão identificadas naquele bairro”, adiantou Nuno Campilho, acrescentando que a Junta vai, também, celebrar um protocolo com a Deco para, a partir de 2011, fazer atendimentos personalizados a famílias sobreendividadas.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ORÇAMENTO MUNICIPAL Participação popular foi positiva

Ver edição completa Documento aprovado com contestação do PSD A Câmara da Amadora (CMA) recebeu 163 propostas de munícipes para incluir no próximo orçamento camarário, recolhidas em reuniões realizadas em dez das onze freguesias do concelho e através da página da Internet do município. Se por um lado, em São Brás houve um maior número de sugestões, com 26 propostas, na Falagueira foi apenas apresentada uma através da Internet. Regeneração urbana e qualificação do espaço público é a área que mais preocupa os amadorenses, seguida dos transportes. O Orçamento Participativo arrancou a 11 de Outubro e prolongou-se a 12 de Novembro, com a realização das reuniões públicas nas freguesias do concelho. No entanto, na Falagueira por falta de participações, a autarquia acabou por não realizar a reunião. A vereadora Carla Tavares, responsável pelo pelouro na CMA, considera que “o balanço foi muito positivo, para uma primeira experiência. Em todas as reuniões que se realizaram recebemos propostas e apenas não se realizou na Falagueira porque os munícipes não compareceram”, considerou. A autarca revelou ainda que “tivemos uma franca adesão. Incluímos pelo menos duas propostas por freguesia no orçamento para 2011”. Mas se por um lado, na reunião da Falagueira não apareceram munícipes, em São Brás choveram propostas, dominadas pela requalificação urbana, como a construção de parques e requalificação do mercado Moinhos da Funcheira. Aliás, a regeneração urbana e qualificação do espaço público recebeu na totalidade 52 propostas, seguida das acessibilidades intra-municipais e ordenamento da circulação, com 39 sugestões deixadas pelos munícipes. Das 163 ideias, sugestões ou propostas registadas, 27 foram enviadas via endereço electrónico. As propostas foram remetidas aos serviços técnicos da Câmara, depois foram analisadas tecnicamente quanto à sua viabilidade de execução. Destas sugestões algumas já foram incluídas no documento das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2011, entretanto, aprovado, na semana passada, em reunião de executivo com o voto contra da coligação PSD/CDS-PP e a abstenção da CDU. A Câmara já tinha realizado um orçamento participativo, mas apenas junto das associações locais. A proposta final de orçamento será votada, esta quinta- feira, 9 de Dezembro, em Assembleia Municipal para vigorar a partir de 2011. O objectivo desta iniciativa foi a de “aproximar a população da política”, assim como “incrementar a participação democrática das populações”, referiu a autarquia em comunicado. As propostas feitas pelos munícipes foram seleccionadas “em função de critérios de relevância, contributo para o reforço da coesão social e territorial que constitui um objectivo estratégico de desenvolvimento do município e de racionalidade económica e financeira”, pode ler-se no documento.

Mais apoio a jovens com deficiência

Ver edição completa Município apresenta Banco de Ajudas Técnico-Pedagógicas, a entrar em funcionamento em 2011 No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, assinalado no passado dia 3 de Dezembro, a Câmara de Cascais apresentou o Banco de Ajudas Técnico-Pedagógicas – BATP (a inaugurar em Janeiro) e oficializou, na Escola EB2,3 Prof. António Pereira Coutinho, uma parceria no âmbito do funcionamento do Gabinete de Apoio Educativo (GAE) do Agrupamento de Escolas de Cascais. Para favorecer a inclusão social das crianças com necessidades educativas especiais, foi ainda inaugurado naquele estabelecimento escolar, uma Sala de Actividades Funcionais, pelo presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, e pela vereadora de Educação, Ana Clara Justino, que representa um investimento municipal de cerca de 120 mil euros. Com a assinatura do protocolo, o GAE de Cascais passa, a partir de agora, a contar com um subsídio anual de 20 mil euros para prestar apoio técnico aos professores e auxiliares de acção educativa na abordagem às crianças com deficiência, em acções como o apoio psicopedagógico, orientação vocacional, intervenção na crise em contexto escolar, educação especial, realizando ainda acções de formação e informação. A funcionar na Pereira Coutinho, no início de 2011, o BAPT vai responder às necessidades de todos os agrupamentos de escolas do concelho, com a formação de agentes educativos e o empréstimo de materiais e equipamentos diversos que facilitem a inclusão de crianças e jovens com deficiência. Financiado em cerca de 33 mil euros pela autarquia, o BATP resulta de uma parceria estabelecida entre o município e o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, em articulação com o Centro de Recursos de Tecnologia de Informação do Ministério da Educação, entre outras entidades. Satisfeita com a inauguração da Sala de Actividades Funcionais, a presidente do Agrupamento de Escolas de Cascais salientou que esta nova estrutura “é personalizada a cada jovem com necessidades educativas especiais”. Ana Rita Godinho frisou ainda que “o trabalho desenvolvido tem sido muito positivo para os alunos que têm frequentado esta sala”. Sobre o BATP, considerou ser “um projecto inovador que será uma mais-valia para todos os agrupamentos escolares”. Para António Capucho, “estas iniciativas reflectem o dinamismo do corpo docente e da presidente do Agrupamento, com o apoio da Câmara, na melhoria e progresso do ensino e do apoio às crianças com necessidades educativas especiais”. A Escola António Pereira Coutinho tem 31 alunos com necessidades educativas especiais e conta também com uma unidade de ensino estruturado, frequentada por seis desses jovens. A cerimónia de assinatura do protocolo foi ainda precedida de uma dança por parte dos alunos da Pereira Coutinho, na qual fizeram parte jovens com necessidades educativas especiais.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SECUNDÁRIA DE SANTA MARIA (PORTELA DE SINTRA) Escola mais funcional, moderna e confortável

Ver edição completa Intervenção de requalificação vai decorrer até ao final de 2011 A comemorar 40 anos de actividade, a Escola Secundária de Santa Maria (ESSM), na Portela de Sintra, mantém a aposta de abrir as suas portas à comunidade. Para o efeito, desde o final de Novembro, “todos os que desejam dar asas à curiosidade intelectual, à imaginação e ao gosto pelo estudo e pelo saber” são convidados a beneficiar da nova biblioteca escolar, uma das mais-valias das obras de requalificação em curso no estabelecimento de ensino que, no entanto, ainda prometem durar até ao final de 2011. Com um fundo documental na ordem dos 14 mil volumes, que deverá duplicar em breve em função da doação de um particular ligado à escola, a biblioteca está, para já, aberta, de segunda a sexta-feira, entre as 18h00 e as 20h00, a toda a comunidade de Sintra. Com uma capacidade para cerca de 80 leitores, o equipamento ocupa um edifício construído de raiz, que entrou em funcionamento no início do corrente ano lectivo, que vai ser equipado em breve com 16 computadores com acesso à Internet. “Somos, porventura, a primeira biblioteca escolar aberta à comunidade, num determinado horário ao fim do dia, e já temos pessoas de alguma idade que vêm ler o jornal”, realça Clara Alves, adjunta da direcção da ESSM, que guiou o JR numa visita ao estabelecimento de ensino. "Queremos ser um complemento da Biblioteca Municipal de Sintra", salienta esta responsável. “É fundamental a comunidade estar envolvida com a escola, porque estamos a falar de uma escola reconhecida por todas as pessoas que vivem em Sintra. Há uma ligação grande à ESSM e queremos que continue essa ligação, que será fomentada através da abertura da biblioteca à comunidade”, frisa Clara Alves, dando conta que está a ser ponderado o alargamento do horário de abertura ao exterior. Também em fase de retoques em termos de equipamento, em especial para a zona técnica de atendimento e para as duas salas de formação, estão as novas instalações do Centro Novas Oportunidades (CNO), que já funciona desde Março de 2008 e pelo qual já passaram cerca de 900 candidatos no sentido de concluírem o Ensino Básico (9.º ano) e o Ensino Secundário (12.º ano). As obras de requalificação da escola, que representam um investimento de nove milhões de euros, estão divididas em três fases e tinham previsão de conclusão em 15 meses, contados a partir de meados de Agosto de 2009. Mas, as vicissitudes próprias de trabalhos feitos em simultâneo com as actividades lectivas, associadas à limitação do recinto, obrigaram a uma derrapagem que implica, pelo menos, mais um ano de obras. Esta estimativa é avançada pelos responsáveis do estabelecimento de ensino, em articulação com a Parque Escolar, entidade pública empresarial criada pelo Governo para concretizar o programa de modernização da rede pública de escolas secundárias. “Costumamos comentar que esta é a obra mais complicada do país, até porque o espaço físico desta escola é muito reduzido”, sublinha a adjunta da direcção liderada por Maria de Lourdes Mendonça, que aponta ainda, como motivos para o atraso nas obras, as condições climatéricas adversas que se registaram no último Inverno e os condicionamentos próprios do funcionamento lectivo. “Em períodos de exames, por exemplo, é necessário parar as obras e, obrigatoriamente, estas paragens vão provocando atrasos”, acentua Clara Alves, destacando alguma flexibilidade ao nível da realização das obras. A primeira fase consistiu na execução do edifício de raiz que acolhe a biblioteca e um auditório, com capacidade para cerca de 200 alunos e ainda à espera do equipamento definitivo, e a requalificação de alguns pavilhões como os que albergam os serviços administrativos, as salas de informática e o CNO. Também no espaço do antigo ginásio está já executado o refeitório e a sala de professores. A segunda fase contempla a requalificação interior de pavilhões existentes e a construção de laboratórios, para a área de ciências e tecnologias, com o pormenor de todos os edifícios ficarem ligados entre si ao nível do primeiro piso. No final do corrente ano lectivo, a segunda fase deverá estar em conclusão, já que condiciona o avanço da terceira fase: a construção do pavilhão gimnodesportivo e de um polidesportivo descoberto, neste caso dotado de balneários em piso inferior. Esta área está, actualmente, ocupada por monoblocos, pavilhões prefabricados, que apenas serão desactivados quando estiver totalmente executada a segunda fase e, por consequência, disponíveis todos os espaços com fins lectivos. As aulas de Educação Física tem sido possíveis devido a uma parceria com o Sintrense, que cedeu instalações para este efeito. No final das obras, a escola estará mais funcional, conferindo melhores condições aos 1800 alunos que a frequentam, 1500 em período diurno e 300 no nocturno, provenientes da Vila de Sintra e da zona rural do concelho. Um benefício extensível, naturalmente,aos docentes (cerca de 200) e aos funcionários que têm procurado, por todas as vias, minimizar os incómodos para os jovens estudantes. “No final das obras, vamos ter uma escola mais funcional, com salas de informática e laboratórios modernos que são fundamentais para alcançar aquilo que se pretende de uma escola, com uma componente prática e que prepare os alunos para a vida activa. E vamos ter uma escola bonita, moderna e mais confortável”, conclui Clara Alves. Com capacidade para 51 turmas, a ESSM não vai receber um acréscimo de alunos após a conclusão da intervenção da requalificação, assegura esta responsável, “até porque o espaço físico não nos permite. Poderemos ganhar uma ou duas salas, mas não vamos conseguir receber um maior número de alunos”. A escola da Portela de Sintra deverá, mesmo, ver aliviada a sua sobrecarga com a concretização da ampliação da EB2,3 da Terrugem e o alargamento da oferta formativa ao Ensino Secundário.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Seminário de Almada comemora 75 anos

Ver edição completa Painéis de azulejos do final do século XVII vão ser restaurados ao abrigo do projecto de revitalização de Almada Velha O Seminário de S. Paulo, em Almada, guarda um dos mais valiosos espólios de azulejos do concelho, entre eles encontram- se dois painéis do final do século XVII, da autoria do pintor Gabriel del Barco, que vão ser brevemente restaurados. A obra está orçamentada em 2450 euros, sendo metade desta verba subsidiada pela Câmara de Almada ao abrigo do projecto "Revitalização de Almada velha de Novo Centro". Trata-se de painéis que estiveram nos claustros da Sé de Lisboa e foram retirados quando este monumento foi restaurado de acordo com a traça original. Em 1935 vieram revestir a parede exterior da galeria norte do Seminário de Almada. “Os azulejos foram fixados com cimento e não podem ser retirados sem os destruir”, diz o reitor do seminário, padre José Rodrigo Mendes. Esta obra enquadra-se nos trabalhos de conservação do Seminário de S. Paulo, considerado pela autarquia como “património edificado de grande valor e significado para o concelho”, e que está a comemorar o 75.º aniversário.A celebração começou a 20 de Outubro e vai terminar a 25 de Janeiro, dia dedicado ao seu padroeiro, com uma cerimónia em que vão estar presentes várias figuras gradas da igreja. Para além do bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos Reis, o seminário de Almada vai receber o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, que durante os seus estudos passou precisamente por esta escola. “Guardamos alguns dos seus textos quando tinha 14 anos”, revela o padre José Rodrigo Mendes. À Eucaristia dos 75 anos do seminário vão assistir ainda dois dos seus vice-reitores: o bispo-emérito de Coimbra D. João Alves e o actual bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, para além de muitos ex-alunos. “Não será uma cerimónia aberta à comunidade porque não teríamos espaço para receber todas as pessoas que gostariam de vir”, comenta o reitor. Contudo garante que “esta casa está sempre pronta a receber quem nos quiser visitar”. Para além da escola de hipoterapia e um hotel para animais, que funcionam na quinta do seminário, este património “tem sempre as portas abertas entre as 8 horas e as 20 horas. Quem pedir para entrar é sempre bem-vindo”, afirma o responsável por este espaço. “Nenhum outro estabelecimento de ensino está tão aberto à comunidade como nós”, acrescenta. Assim, para além de acolher a população na celebração da véspera de domingo, às 16 horas, no último fim-de-semana de cada mês, pelas 15 horas, é possível visitar o seminário. Entretanto durante toda a semana os alunos da Universidade Sénior de Almada têm aqui aulas. “Não é correcto dizer-se que o seminário não está aberto à população”, diz o reitor. Edifício quinhentista O Seminário de S. Paulo foi inaugurado a 20 de Outubro de 1938, mas tem por origem um edifício mandado construir em 1569 pelo dominicano Frei Francisco Foreiro, da Ordem dos Pregadores. Entretanto com o nascimento das Misericórdias, em 1500, várias figuras ilustres almadenses apoiaram esta ordem, entre elas Manuel Sousa Coutinho, que foi provedor da Santa Casa de Almada, e mais tarde ficou conhecido por Frei Luís de Sousa. Com o terramoto de 1 de Novembro de 1755 a igreja do seminário ruiu vindo a ser recuperada em poucos anos. Depois de passar por várias famílias,em1933 o edifício e a quinta foram adquiridos pelo Padre José Falcão que o ofereceu ao patriarcado de Lisboa. Em 1935 este património foi convertido no Seminário de S. Paulo.