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Documento aprovado com contestação do PSD
A Câmara da Amadora (CMA) recebeu 163 propostas de munícipes para incluir no próximo orçamento camarário, recolhidas em reuniões realizadas em dez das onze freguesias do concelho e através da página da Internet do município. Se por um lado, em São Brás houve um maior número de sugestões, com 26 propostas, na Falagueira foi apenas apresentada uma através da Internet. Regeneração urbana e qualificação do espaço público é a área que mais preocupa os amadorenses, seguida dos transportes. O Orçamento Participativo arrancou a 11 de Outubro e prolongou-se a 12 de Novembro, com a realização das reuniões públicas nas freguesias do concelho. No entanto, na Falagueira por falta de participações, a autarquia acabou por não realizar a reunião. A vereadora Carla Tavares, responsável pelo pelouro na CMA, considera que “o balanço foi muito positivo, para uma primeira experiência. Em todas as reuniões que se realizaram recebemos propostas e apenas não se realizou na Falagueira porque os munícipes não compareceram”, considerou. A autarca revelou ainda que “tivemos uma franca adesão. Incluímos pelo menos duas propostas por freguesia no orçamento para 2011”. Mas se por um lado, na reunião da Falagueira não apareceram munícipes, em São Brás choveram propostas, dominadas pela requalificação urbana, como a construção de parques e requalificação do mercado Moinhos da Funcheira. Aliás, a regeneração urbana e qualificação do espaço público recebeu na totalidade 52 propostas, seguida das acessibilidades intra-municipais e ordenamento da circulação, com 39 sugestões deixadas pelos munícipes. Das 163 ideias, sugestões ou propostas registadas, 27 foram enviadas via endereço electrónico. As propostas foram remetidas aos serviços técnicos da Câmara, depois foram analisadas tecnicamente quanto à sua viabilidade de execução. Destas sugestões algumas já foram incluídas no documento das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2011, entretanto, aprovado, na semana passada, em reunião de executivo com o voto contra da coligação PSD/CDS-PP e a abstenção da CDU. A Câmara já tinha realizado um orçamento participativo, mas apenas junto das associações locais. A proposta final de orçamento será votada, esta quinta- feira, 9 de Dezembro, em Assembleia Municipal para vigorar a partir de 2011. O objectivo desta iniciativa foi a de “aproximar a população da política”, assim como “incrementar a participação democrática das populações”, referiu a autarquia em comunicado. As propostas feitas pelos munícipes foram seleccionadas “em função de critérios de relevância, contributo para o reforço da coesão social e territorial que constitui um objectivo estratégico de desenvolvimento do município e de racionalidade económica e financeira”, pode ler-se no documento.
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Município apresenta Banco de Ajudas Técnico-Pedagógicas, a entrar em funcionamento em 2011
No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, assinalado no passado dia 3 de Dezembro, a Câmara de Cascais apresentou o Banco de Ajudas Técnico-Pedagógicas – BATP (a inaugurar em Janeiro) e oficializou, na Escola EB2,3 Prof. António Pereira Coutinho, uma parceria no âmbito do funcionamento do Gabinete de Apoio Educativo (GAE) do Agrupamento de Escolas de Cascais. Para favorecer a inclusão social das crianças com necessidades educativas especiais, foi ainda inaugurado naquele estabelecimento escolar, uma Sala de Actividades Funcionais, pelo presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, e pela vereadora de Educação, Ana Clara Justino, que representa um investimento municipal de cerca de 120 mil euros. Com a assinatura do protocolo, o GAE de Cascais passa, a partir de agora, a contar com um subsídio anual de 20 mil euros para prestar apoio técnico aos professores e auxiliares de acção educativa na abordagem às crianças com deficiência, em acções como o apoio psicopedagógico, orientação vocacional, intervenção na crise em contexto escolar, educação especial, realizando ainda acções de formação e informação. A funcionar na Pereira Coutinho, no início de 2011, o BAPT vai responder às necessidades de todos os agrupamentos de escolas do concelho, com a formação de agentes educativos e o empréstimo de materiais e equipamentos diversos que facilitem a inclusão de crianças e jovens com deficiência. Financiado em cerca de 33 mil euros pela autarquia, o BATP resulta de uma parceria estabelecida entre o município e o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, em articulação com o Centro de Recursos de Tecnologia de Informação do Ministério da Educação, entre outras entidades. Satisfeita com a inauguração da Sala de Actividades Funcionais, a presidente do Agrupamento de Escolas de Cascais salientou que esta nova estrutura “é personalizada a cada jovem com necessidades educativas especiais”. Ana Rita Godinho frisou ainda que “o trabalho desenvolvido tem sido muito positivo para os alunos que têm frequentado esta sala”. Sobre o BATP, considerou ser “um projecto inovador que será uma mais-valia para todos os agrupamentos escolares”. Para António Capucho, “estas iniciativas reflectem o dinamismo do corpo docente e da presidente do Agrupamento, com o apoio da Câmara, na melhoria e progresso do ensino e do apoio às crianças com necessidades educativas especiais”. A Escola António Pereira Coutinho tem 31 alunos com necessidades educativas especiais e conta também com uma unidade de ensino estruturado, frequentada por seis desses jovens. A cerimónia de assinatura do protocolo foi ainda precedida de uma dança por parte dos alunos da Pereira Coutinho, na qual fizeram parte jovens com necessidades educativas especiais.
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Intervenção de requalificação vai decorrer até ao final de 2011
A comemorar 40 anos de actividade, a Escola Secundária de Santa Maria (ESSM), na Portela de Sintra, mantém a aposta de abrir as suas portas à comunidade. Para o efeito, desde o final de Novembro, “todos os que desejam dar asas à curiosidade intelectual, à imaginação e ao gosto pelo estudo e pelo saber” são convidados a beneficiar da nova biblioteca escolar, uma das mais-valias das obras de requalificação em curso no estabelecimento de ensino que, no entanto, ainda prometem durar até ao final de 2011. Com um fundo documental na ordem dos 14 mil volumes, que deverá duplicar em breve em função da doação de um particular ligado à escola, a biblioteca está, para já, aberta, de segunda a sexta-feira, entre as 18h00 e as 20h00, a toda a comunidade de Sintra. Com uma capacidade para cerca de 80 leitores, o equipamento ocupa um edifício construído de raiz, que entrou em funcionamento no início do corrente ano lectivo, que vai ser equipado em breve com 16 computadores com acesso à Internet. “Somos, porventura, a primeira biblioteca escolar aberta à comunidade, num determinado horário ao fim do dia, e já temos pessoas de alguma idade que vêm ler o jornal”, realça Clara Alves, adjunta da direcção da ESSM, que guiou o JR numa visita ao estabelecimento de ensino. "Queremos ser um complemento da Biblioteca Municipal de Sintra", salienta esta responsável. “É fundamental a comunidade estar envolvida com a escola, porque estamos a falar de uma escola reconhecida por todas as pessoas que vivem em Sintra. Há uma ligação grande à ESSM e queremos que continue essa ligação, que será fomentada através da abertura da biblioteca à comunidade”, frisa Clara Alves, dando conta que está a ser ponderado o alargamento do horário de abertura ao exterior. Também em fase de retoques em termos de equipamento, em especial para a zona técnica de atendimento e para as duas salas de formação, estão as novas instalações do Centro Novas Oportunidades (CNO), que já funciona desde Março de 2008 e pelo qual já passaram cerca de 900 candidatos no sentido de concluírem o Ensino Básico (9.º ano) e o Ensino Secundário (12.º ano). As obras de requalificação da escola, que representam um investimento de nove milhões de euros, estão divididas em três fases e tinham previsão de conclusão em 15 meses, contados a partir de meados de Agosto de 2009. Mas, as vicissitudes próprias de trabalhos feitos em simultâneo com as actividades lectivas, associadas à limitação do recinto, obrigaram a uma derrapagem que implica, pelo menos, mais um ano de obras. Esta estimativa é avançada pelos responsáveis do estabelecimento de ensino, em articulação com a Parque Escolar, entidade pública empresarial criada pelo Governo para concretizar o programa de modernização da rede pública de escolas secundárias. “Costumamos comentar que esta é a obra mais complicada do país, até porque o espaço físico desta escola é muito reduzido”, sublinha a adjunta da direcção liderada por Maria de Lourdes Mendonça, que aponta ainda, como motivos para o atraso nas obras, as condições climatéricas adversas que se registaram no último Inverno e os condicionamentos próprios do funcionamento lectivo. “Em períodos de exames, por exemplo, é necessário parar as obras e, obrigatoriamente, estas paragens vão provocando atrasos”, acentua Clara Alves, destacando alguma flexibilidade ao nível da realização das obras. A primeira fase consistiu na execução do edifício de raiz que acolhe a biblioteca e um auditório, com capacidade para cerca de 200 alunos e ainda à espera do equipamento definitivo, e a requalificação de alguns pavilhões como os que albergam os serviços administrativos, as salas de informática e o CNO. Também no espaço do antigo ginásio está já executado o refeitório e a sala de professores. A segunda fase contempla a requalificação interior de pavilhões existentes e a construção de laboratórios, para a área de ciências e tecnologias, com o pormenor de todos os edifícios ficarem ligados entre si ao nível do primeiro piso. No final do corrente ano lectivo, a segunda fase deverá estar em conclusão, já que condiciona o avanço da terceira fase: a construção do pavilhão gimnodesportivo e de um polidesportivo descoberto, neste caso dotado de balneários em piso inferior. Esta área está, actualmente, ocupada por monoblocos, pavilhões prefabricados, que apenas serão desactivados quando estiver totalmente executada a segunda fase e, por consequência, disponíveis todos os espaços com fins lectivos. As aulas de Educação Física tem sido possíveis devido a uma parceria com o Sintrense, que cedeu instalações para este efeito. No final das obras, a escola estará mais funcional, conferindo melhores condições aos 1800 alunos que a frequentam, 1500 em período diurno e 300 no nocturno, provenientes da Vila de Sintra e da zona rural do concelho. Um benefício extensível, naturalmente,aos docentes (cerca de 200) e aos funcionários que têm procurado, por todas as vias, minimizar os incómodos para os jovens estudantes. “No final das obras, vamos ter uma escola mais funcional, com salas de informática e laboratórios modernos que são fundamentais para alcançar aquilo que se pretende de uma escola, com uma componente prática e que prepare os alunos para a vida activa. E vamos ter uma escola bonita, moderna e mais confortável”, conclui Clara Alves. Com capacidade para 51 turmas, a ESSM não vai receber um acréscimo de alunos após a conclusão da intervenção da requalificação, assegura esta responsável, “até porque o espaço físico não nos permite. Poderemos ganhar uma ou duas salas, mas não vamos conseguir receber um maior número de alunos”. A escola da Portela de Sintra deverá, mesmo, ver aliviada a sua sobrecarga com a concretização da ampliação da EB2,3 da Terrugem e o alargamento da oferta formativa ao Ensino Secundário.
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Painéis de azulejos do final do século XVII vão ser restaurados ao abrigo do projecto de revitalização de Almada Velha
O Seminário de S. Paulo, em Almada, guarda um dos mais valiosos espólios de azulejos do concelho, entre eles encontram- se dois painéis do final do século XVII, da autoria do pintor Gabriel del Barco, que vão ser brevemente restaurados. A obra está orçamentada em 2450 euros, sendo metade desta verba subsidiada pela Câmara de Almada ao abrigo do projecto "Revitalização de Almada velha de Novo Centro". Trata-se de painéis que estiveram nos claustros da Sé de Lisboa e foram retirados quando este monumento foi restaurado de acordo com a traça original. Em 1935 vieram revestir a parede exterior da galeria norte do Seminário de Almada. “Os azulejos foram fixados com cimento e não podem ser retirados sem os destruir”, diz o reitor do seminário, padre José Rodrigo Mendes. Esta obra enquadra-se nos trabalhos de conservação do Seminário de S. Paulo, considerado pela autarquia como “património edificado de grande valor e significado para o concelho”, e que está a comemorar o 75.º aniversário.A celebração começou a 20 de Outubro e vai terminar a 25 de Janeiro, dia dedicado ao seu padroeiro, com uma cerimónia em que vão estar presentes várias figuras gradas da igreja. Para além do bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos Reis, o seminário de Almada vai receber o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, que durante os seus estudos passou precisamente por esta escola. “Guardamos alguns dos seus textos quando tinha 14 anos”, revela o padre José Rodrigo Mendes. À Eucaristia dos 75 anos do seminário vão assistir ainda dois dos seus vice-reitores: o bispo-emérito de Coimbra D. João Alves e o actual bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, para além de muitos ex-alunos. “Não será uma cerimónia aberta à comunidade porque não teríamos espaço para receber todas as pessoas que gostariam de vir”, comenta o reitor. Contudo garante que “esta casa está sempre pronta a receber quem nos quiser visitar”. Para além da escola de hipoterapia e um hotel para animais, que funcionam na quinta do seminário, este património “tem sempre as portas abertas entre as 8 horas e as 20 horas. Quem pedir para entrar é sempre bem-vindo”, afirma o responsável por este espaço. “Nenhum outro estabelecimento de ensino está tão aberto à comunidade como nós”, acrescenta. Assim, para além de acolher a população na celebração da véspera de domingo, às 16 horas, no último fim-de-semana de cada mês, pelas 15 horas, é possível visitar o seminário. Entretanto durante toda a semana os alunos da Universidade Sénior de Almada têm aqui aulas. “Não é correcto dizer-se que o seminário não está aberto à população”, diz o reitor. Edifício quinhentista O Seminário de S. Paulo foi inaugurado a 20 de Outubro de 1938, mas tem por origem um edifício mandado construir em 1569 pelo dominicano Frei Francisco Foreiro, da Ordem dos Pregadores. Entretanto com o nascimento das Misericórdias, em 1500, várias figuras ilustres almadenses apoiaram esta ordem, entre elas Manuel Sousa Coutinho, que foi provedor da Santa Casa de Almada, e mais tarde ficou conhecido por Frei Luís de Sousa. Com o terramoto de 1 de Novembro de 1755 a igreja do seminário ruiu vindo a ser recuperada em poucos anos. Depois de passar por várias famílias,em1933 o edifício e a quinta foram adquiridos pelo Padre José Falcão que o ofereceu ao patriarcado de Lisboa. Em 1935 este património foi convertido no Seminário de S. Paulo.
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Oeiras e Paço de Arcos com nova repartição
As repartições de Finanças de Oeiras e Paço de Arcos vão mudar-se para o Edifício Atrium, junto ao centro comercial Oeiras Parque e ao Parque dos Poetas. O ministério de Teixeira dos Santos ficará a pagar renda à Câmara, que se prepara para adquirir aquele imóvel – onde já funcionam alguns serviços da edilidade – em sistema de ‘leasing’, assumindo a posição contratual da actual empresa arrendatária (Ribeiro Coutinho, Lda) face à entidade bancária com quem tem contrato de locação imobiliária (Santander Totta).A proposta já foi aprovada pela Câmara, em Outubro, e também na reunião da Assembleia Municipal de Oeiras (AMO) realizada no mês passado, por unanimidade. Condição essencial para o negócio é o facto de a Câmara ficar a pagar sensivelmente o mesmo do que já paga por mês, desde Fevereiro de 2008, pelo subarrendamento dos espaços onde colocou a funcionar vários serviços: de 74 mil euros, a factura passará para cerca de 77 500, a que acresce o IVA. O que, no entanto, só foi possível graças ao alargar do prazo do pagamento do ‘leasing’ ao banco. A transferência da titularidade do contrato de locação financeira para o município permitirá, assim, o posterior subarrendamento às Finanças, havendo já acordo para a celebração do respectivo protocolo com a Secretaria de Estado da Administração Fiscal, no qual se prevê o pagamento de 8200 euros mensais à CMO. Desta complexa engenharia de gestão faz parte, ainda, a deslocalização do Departamento de Projectos Especiais (DPE) da Câmara, que ocupa, actualmente, os 500m2 destinados a acolher as antigas repartições de Finanças de Oeiras I (Oeiras) e II (Paço de Arcos). Assim, segundo foi revelado na reunião da Assembleia Municipal pelo vice-presidente da Câmara, aquele departamento será transferido para a Escola Náutica (Paço de Arcos). Questionado sobre as contrapartidas, Paulo Vistas esclareceu que não haverá qualquer pagamento em euros, mas sim em géneros. “Não haverá uma renda para a Escola Náutica, o que poderá haver é aquilo que já hoje existe e se poderá incrementar que é a integração da Escola Náutica em projectos de intervenções no seu perímetro”, explicou o “vice”, mencionando como exemplos a realização de trabalhos relacionados com a limpeza, o polidesportivo, arruamentos... Quanto a obras de adaptação para ali instalar o DPE, deverão ser "residuais" por não implicarem, praticamente, quaisquer trabalhos de construção civil. Paulo Vistas salientou ainda que cidadãos, Câmara e Finanças, “todos ficam a ganhar”, embora reconhecendo que a aquisição está relacionada com a actual conjuntura de crise económica e com o necessário reajuste de investimentos por parte da Câmara, concretamente a construção de um edifício de raiz para acolher quase todos os serviços da autarquia – o Fórum, previsto, aliás, para a vizinhança do Atrium, ao qual deverá ficar ligado por travessia pedonal. “Nós tínhamos previsto um modelo de Parceria Público-Privada de âmbito institucional para levar por diante a construção do Fórum. Mas trata-se de um investimento bastante pesado, cerca de 50 milhões de euros, e a verdade é que hoje não nos parece prudente avançar com este investimento”, explicou aquele responsável, embora frisando que o projecto Fórum é para retomar. Paulo Vistas destaca, por outro lado, a importância da aquisição do Edifício Atrium no que concerne às mudanças que permitirá concretizar em termos de funcionamento das Finanças no concelho. “Penso que todos conhecem as Finanças de Oeiras e sabem que não responde minimamente às exigências de acesso dos cidadãos de mobilidade reduzida, é um edifício de adaptação, muito compartimentado, uma série de pisos sem elevador...”, exemplificou. Algo que a proposta aprovada pelos órgãos autárquicos também destaca, por contraponto às vantagens da futura localização: “Com tal concentração [das repartições de Oeiras e de Paço no Atrium] obtém-se, sem margem para dúvidas, o almejado ensejo de, reduzindo custos, potenciando sinergias e partilhando experiências, fornecer à população das freguesias abrangidas a possibilidade de, num local único, ser acolhida com dignidade, cortesia e eficiência”. Num local que beneficia de “centralidade e acessibilidade inquestionáveis”, como o facto de estar “perto da A5 e da estação do SATU – Oeiras”, sem esquecer a vizinhança do centro comercial Oeiras Parque e o “enquadramento paisagístico privilegiado” do Parque dos Poetas. Resolvida a situação daquelas duas repartições de Finanças – já alvo de reestruturação formal através da Portaria governamental n.º 887/2010, de 13 de Setembro, que fundiu aqueles dois serviços num só, designado Oeiras 1 e que inclui Oeiras e São Julião da Barra, Barcarena, Paço de Arcos, Porto Salvo e Caxias – resta dar resposta à sede da repartição Oeiras 2 (aglutinando Algés, Carnaxide, Linda-a-Velha, Queijas e Cruz Quebrada- Dafundo), apontando-se a sua transferência de Algés para Linda-a-Velha, num processo de intenções que, no entanto, não é nada pacífico.
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Campanha visa sensibilizar alunos das escolas básicas do concelho
Chegar aos pais através dos filhos é um dos objectivos do Programa Ambiental lançado pela Câmara Municipal da Amadora (CMA), que este ano tem uma nova actividade intitulada “Animais de Companhia”, que arrancou na semana passada com uma visita das escolas do concelho ao CROAMA (Centro de Recolha Oficial de Animais do Município da Amadora). No local, em contacto com os animais abandonados e recolhidos pelo serviço municipal, os alunos aprendem que é importante adoptar“com responsabilidade”, como refere a veterinária municipal Susana Gonçalves. Já foi dado o pontapé de saída deste projecto que pretende promover a “adopção responsável dos animais”, com uma visita dos alunos da escola Ensino Básico n.º 1 Aprígio Gomes ao CROAMA. Destinada, numa primeira fase, a crianças entre os 6 e 12 anos, alunos do 1.º e 2.º ciclos do concelho, esta actividade tem como objectivo “sensibilizar os mais novos para o não abandono dos animais e para a importância da remoção dos dejectos caninos do espaço público”, refere a veterinária Susana Gonçalves. No decorrer da visita, as crianças assistiram a uma sessão de sensibilização. “Sabem porque existe o CROAMA? Porque há pessoas que às vezes adoptam os animais sem responsabilidade, abandonando- os”, refere a veterinária perante uma plateia de alunos, entre os 6 e os 8 anos. E esse abandono pode representar “perigo para a segurança dos animais, mas também das pessoas, assim como para a sua saúde”, acrescenta. Por isso, a mensagem deixada a quem passa no CROAMA é: “Para adoptar um animal com responsabilidade é necessário ter gosto, ter tempo, ter dinheiro, ter espaço e pensar nas férias”. Apesar da actividade “Animais de Companhia” se destinar à população escolar, também as famílias que se deslocam ao CROAMA acabam por participar numa acção de sensibilização. “A taxa de sucesso da adopção ronda os 100 por cento, em 2009. Nenhum dos animais doados voltou a ser abandonado”, refere o vereador na Câmara Municipal da Amadora (CMA) responsável pelo pelouro, Eduardo Rosa. O autarca considera que este projecto de Educação Ambiental é muito importante porque “através das crianças a mensagem chega mais rapidamente aos pais”. Eduardo Rosa acrescenta ainda que “estamos também a contribuir para um futuro melhor para a cidade”. Por ano, o CROAMA recolhe cerca de 400 animais, procedendo à doação de cerca de 250. Os restantes ficam nas instalações camarárias, “mas muitos também já chegam cadáveres”, refere Susana Gonçalves. “Muitos estão também em grande sofrimento e em última análise teremos que proceder à eutanásia”, acrescenta a responsável, salientando, no entanto, que “esse é sempre um último recurso e nem sempre uma decisão fácil de tomar. Mas, até nesse momento garantimos o direito do animal a ter uma morte digna”. E são variados os animais que podem ser vistos nas instalações municipais, para além dos cães e gatos, animais de companhia, o centro recolhe todo o tipo de animais. “Neste momento temos um rebanho de ovelhas que foi recolhido da A16. Já tivemos um cavalo, corujas, entre outros animais”, refere a veterinária. A actividade “Animais de Companhia”, integrada no Programa Ambiental da Amadora, é realizada em parceria pelo Eco-Espaço e pela Divisão Municipal de Veterinária da Câmara Municipal da Amadora. O CROAMA está a funcionar, desde 2006, junto à rotunda do IC19 que faz a ligação ao Hospital Amadora-Sintra. Tem uma área com vinte celas com capacidade para acolher cerca de quarenta cães, cinco espaços destinados a animais com todo o tipo de doenças e ainda uma área para isolamento, onde permanecem os animais mais perigosos. Os gatos também têm uma zona vedada e há ainda um estábulo que animais de grande porte, como um cavalo ou um burro.O equipamento tem também instalações de apoio ao pessoal e área de serviços, assim como um grande armazém.
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Intervenção na área da gravidez na adolescência
O Clube Barrigas XXL, com sede em Cascais, assinalou o seu primeiro aniversário, no passado sábado, no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal em S. Pedro do Estoril, com a apresentação de um projecto que visa apoiar mães adolescentes e carenciadas da freguesia de S. Domingos de Rana. Uma iniciativa, que vai ser desenvolvida no próximo ano, e que contou com a presença e contributo de Catarina Furtado, embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas para a População. Passado um ano de actividade, o clube de mães assiste à concretização de um dos seus grandes objectivos, a intervenção comunitária, como revelou ao JR, a responsável pelo Barrigas XXL, Margarete Mourão: “Trata-se de um projecto de intervenção social, que está associado à Divisão de Integração Social da Câmara de Cascais, para as zonas do Zambujal e Mato Cheirinhos, na freguesia de São Domingos de Rana”. “Nestas zonas, estão sinalizados cerca de 600 agregados familiares de origem caucasiana, guineense e lusófona em idade reprodutiva”, sublinhou a responsável. O trabalho do Clube Barrigas XXL “tem como actividades, entre outras, a preparação para o parto, a recuperação, a amamentação e leite materno, bem como acções de pré e pós-parto, preparando os pais para a experiência da maternidade e paternidade”, explicou. Com o apoio da Câmara de Cascais, bem como de marcas parceiras (Chicco, Celsis- -Milkid, Crioestaminal, HPP Cascais, Mustela, Portal SAPO), esta iniciativa tem por objectivo promover intervenção nas áreas da gravidez na adolescência, no direito ao planeamento familiar e o direito à saúde materno infantil. A vereadora da Acção Social do município, Mariana Ferreira, sublinhou que “o que se visa com esta parceria é capacitar as jovens a serem melhores mães. Temos de elogiar empresas como estas que, em tempos de crise, continuam a dar contributos importantes à comunidade”. O papel da autarquia neste projecto social “é sinalizar as famílias e mães que mais necessitam de apoio, através da Divisão de Intervenção Sócio-Territorial”. “Cascais tem muita sorte em ter o Clube Barrigas XXL. As autarquias e o Estado não se devem substituir às famílias. A nossa aposta é apoiar no terreno o projecto”. A acompanhar o primeiro dia de trabalhos, Catarina Furtado, embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas para a População, associou- se a esta iniciativa. Catarina Furtado salientou que “é com alegria e emoção redobradas que vejo o Clube Barrigas XXL atingir um dos seus objectivos e muito empenhado em levar os seus conhecimentos a quem mais precisa”. A conhecida apresentadora salientou ainda que “por dia, 12 adolescentes são mães. A maioria das gravidezes pertence a adolescentes que acabam por deixar a escola”, dando nota da importância de projectos como o do Clube Barrigas XXL. A comemoração do primeiro aniversário contou com a presença de várias mães e pais que continuam ligados ao Clube Barrigas XXL e à enfermeira Cristina e quiseram dar um testemunho da ajuda do Clube na sua paternidade/maternidade, como foi o caso de Rogério, que disse que “as vantagens dos cursos são mais que evidentes. Transmitiram-me confiança. Já era pai e pensava que sabia de tudo,mas aprendi muito mais. Espero que o projecto se consiga triplicar. É como se nos dessem um croquete à saída quando estamos cheios de fome. Esta ideia será fantástica se tiver a possibilidade de ser expandida”.