quarta-feira, 22 de setembro de 2010

PARQUE CENTRAL - Reformados asseguram vigilância nocturna

Ver edição completa ‘Patrulheiros’ zelam pelo espaço evitando actos de vandalismo. No fim do mês garantem ‘um complemento’ às magras reformas Arrancou no início de Agosto, no Parque Central, junto à estação da CP da Amadora, onde existem novos equipamentos infantis e um lago, um patrulhamento nocturno feito por reformados, tal como já acontece durante o dia em frente às escolas e em outros parques do concelho. Até agora, os “Patrulheiros Nocturnos” tiveram “pouco trabalho”, garante um deles, assegurando que as noites “têm sido tranquilas”. Américo Vilas, 66 anos, faz parte da equipa de dois “Patrulheiros”, ambos reformados que desde o início de Agosto começaram a efectuar a vigilância do Parque Central. Andam sempre juntos e conforme descreve Américo Vilas, “até agora não houve grandes incidentes, excepto quando alguém tenta tomar banho no lago”. No entanto, Américo adianta que através da palavra consegue dissuadir os actos de vandalismo. “Desde que aqui chegámos que a segurança no Parque melhorou muito, isto está muito mais sossegado”, garante. Enquanto Américo vai falando, o seu colega por seu turno, diz que não dá entrevistas e explica que “não somos nenhuns heróis, entende?”. Mas sem receio, Américo vai falando do seu trabalho. “O Jardim está muito melhor desde que começámos e vigiá- lo e até há quem venha para aqui passear depois das 20h00 quando nós chegamos, o que não acontecia anteriormente porque as pessoas tinham medo”, conta. Mas apesar de ter orgulho no seu trabalho, admite “não ser fácil deixar a família à noite para patrulhar o parque”, e acrescenta que “é um trabalho duro, mas a reforma de 500 euros não chega para fazer face às despesas, o nível de vida está cada vez mais caro”. Recorda que quando trabalhava, enquanto chefe de equipa na montagem de andaimes, “fazia muitas horas extraordinárias que eram pagas à parte”. Assim, quando se reformou há dois anos viu o seu rendimento ser reduzido para cerca de metade. Amor ao trabalho O patrulhamento do Parque Central veio a calhar, dando-lhe um vencimento de cerca de 600 euros, que acresce ao da reforma. Apesar das noites serem passadas em branco garante que “compensa o esforço e até já vamos ganhando amor ao trabalho”. Diz ver todos os dias casalinhos no Parque e desde que não perturbem o seu funcionamento, garante não se intrometer. “Para chamar a atenção basta falar com as pessoas sem faltar ao respeito, mas quando as coisas se complicam chama-se a polícia é para isso que eles servem”, assegura. Quanto ao facto de não se verem polícias no Parque, garante que “não é necessário, basta que apareçam quando são chamados”. Lembra as duas vezes que aconteceu desde o início de Agosto: “A primeira vez foi por causa de uma rixa entre jovens brasileiros, na outra foi uma família cigana que tentou tomar banho no lago”. Tirando esses casos pontuais garante que “o parque é tranquilo” e o seu trabalho ajuda a manter essa tranquilidade. “Basta aparecermos”, acrescenta. Reformados mais ocupados Os “Patrulheiros” ajudam as crianças a atravessar as passadeiras junto às escolas e garantem a segurança nos parques e jardins do concelho. Trata-se de um projecto criado pela Câmara Municipal da Amadora (CMA) em 1998, destinado a ocupar o tempo livre da população reformada e é uma forma de garantir alguma segurança nestes locais. Os “Patrulheiros” desempenham uma acção de sensibilização junto das populações. Este ano a autarquia alargou a iniciativa ao período nocturno no renovado Parque Central, entre as 20h00 e as 6h30. Ao todo são 48 reformados que vêem assim o tempo ocupado, junto às escolas e Parques do concelho e agora também durante a noite. “A ideia é ter uma primeira experiência no Parque Central onde existem muitos equipamentos e é frequentado por muitas pessoas mesmo à noite, para depois alargar a outros locais”, garante o vereador responsável pelos Espaços Verdes, na CMA, Gabriel Oliveira. Ao todo o projecto dos “Patrulheiros” ronda um investimento de cerca de 128 mil euros, por parte da autarquia. A verba, gerida pela Associação de Solidariedade Social de Reformados Pensionistas e Idosos da Mina (ASSORPIM), destina-se a efectuar o pagamento de um complemento às suas reformas, rondando os 300 e 600 euros.

COSTA DO ESTORIL - Bicicletas regressam ao passeio marítimo

Ver edição completa Corredor ciclável será inaugurado esta quarta-feira, durante a Semana da Mobilidade A partir desta quarta-feira, dia 22, já é possível a circulação de bicicletas no Paredão. O passeio marítimo que liga Cascais à praia da Azarujinha, em São João do Estoril, conta com um corredor ciclável, pintado na semana passada, que corresponde a uma faixa central com 2,20 m de largura, destinada à circulação de bicicletas, patins, trotinetas e meios afins. Os peões poderão circular de ambos os lados do “corredor ciclável”, em corredores com 2,50 m do lado do mar e um mínimo de 2,00 m de largura do lado oposto. A criação deste corredor permite, assim, o convívio entre ciclistas e peões em algumas partes do Paredão, mediante o respeito do regulamento aprovado e no horário criado para o efeito. De acordo com a autarquia, “na ‘época alta’, de 1 de Abril a 31deOutubro, não é permitida a circulação de bicicletas aos fins-de-semana e feriados, enquanto nos dias úteis será possível fazê-lo a partir das 18h00 e até às 10h00.Na‘época baixa’, de 1 de Novembro a 31 de Março, nos dias úteis, a circulação de bicicletas pode efectuar- se a qualquer hora, sendo que aos fins-de-semana e feriados só é possível fazê-lo entre as 18h00 e as 10h00”. Ciclistas criticam corredor Tendo em conta a existência de apoios de praia já instalados, o corredor ciclável apresenta-se dividido em quatro troços: entre o Escotilha Bar e Bar Baiuca – 270 m; entre o Bar Pica e o Jonas Bar – 480 m; entre os Bares do Tamariz e Restaurante Bolina – 190m; e entre o Restaurante Bolina e o Snack-Bar Surpresa – 290 m. Para uma melhor informação dos diferentes utilizadores, estão disponíveis painéis informativos no início e final de cada troço do corredor ciclável, onde constam as regras de utilização, o mapa e a explicação do grafismo utilizado na demarcação do corredor. No passado fim-de-semana, já houve quem pedalasse na ciclovia do Paredão ou andasse de patins ou segway. As maiores críticas chegaram da parte dos ciclistas que contestam as interrupções feitas no percurso. José Andrade fez o percurso da Praia da Poça até Cascais de bicicleta. Ficou surpreendido com o novo corredor ciclável. “Não estava à espera de encontrar uma ciclovia. Ia distraído. Acho bem fazerem este percurso, mas deveria ser sem interrupções”. A mesma opinião é partilhada por Pedro Machado: “A ciclovia está bem pensada. O problema é as paragens. Quando se anda de bicicleta, só se quer parar quando se chega ao fim e não aos bocejos”. Maria Augusta costuma caminhar ao final de tarde pelo Paredão, e considera que “a ideia da ciclovia parece- me muito bem. Cada um anda no seu lugar e acabam- se as razias. É mais seguro assim”. Solução mais segura Em declarações ao JR, o presidente da Câmara de Cascais disse que “a actual solução, designadamente a implementação de um corredor ciclável dividido em quatro troços, é fruto de um processo participado pelos interessados. Acreditamos que esta será a melhor opção para conciliar os interesses em jogo”. Sobre os critérios tidos em conta na distribuição dos espaços, o autarca adianta que “o critério principal foi delimitar áreas específicas para a circulação pedonal e em bicicleta, de modo a minimizar conflitos. Os peões têm dois espaços exclusivos – um corredor com 2,5 m do lado do mar e outro com uma largura mínima de 2 m do lado contrário.Os ciclistas têm um corredor com 2,20 m de largura, dividido em quatro troços devido a zonas onde a existência de apoios de praia não permite a sua implantação”. O Tamariz continua a ser a zona mais congestionada para a circulação das bicicletas. Aí, os ciclistas “não circularão.A zona é uma das áreas de circulação mista onde as bicicletas só circulam pela mão, pois, o espaço disponível não permitiu a implantação do corredor ciclável neste local”, adianta ainda o edil de Cascais.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Linha do Oeste marca passo

Ver edição completa Petição preconiza a requalificação da infra-estrutura ferroviária À quinta-feira, a tradicional Feira da Malveira atrai muita gente da região saloia. José Cardoso Tremoceiro é um dos sintrenses que, de vez em quando, não dispensa a deslocação e, para o efeito, recorre à Linha do Oeste. Morador em Mira Sintra, utiliza esta via-férrea "há quase 50 anos" e lamenta o respectivo estado de abandono. "A Linha do Oeste está muito atrasada para a época. A CP e a Refer deviam ter mais atenção para com os utentes da Linha do Oeste", adverte José Cardoso Tremoceiro. A modernização da linha, há muito ansiada e tantas vezes anunciada, continua adiada. No fundo, a marcar passo como a velocidade com que os comboios efectuam o percurso até às Caldas da Rainha ou à Figueira da Foz. "É preciso mais rapidez na circulação", afirma, categórico, o nosso interlocutor, que cita outras viagens para ilustrar que a Linha do Oeste parou no tempo. "A Linha da Beira Baixa, por exemplo, tem menos comboios, mas são mais rápidos. Eu desloco-me para Vila Velha de Ródão em duas horas e 20minutos. Para esse percurso, na Linha do Oeste, seria necessário o triplo do tempo", afiança José Cardoso Tremoceiro. As queixas são partilhadas por Maria do Carmo Rodrigues, moradora em Agualva-Cacém, mas que, aos fins-de-semana, utiliza a Linha do Oeste para aceder a Torres Vedras. Há 25 anos a percorrer os carris da região do Oeste – "faço campismo em Santa Cruz"–, lamenta que aquela via-férrea pouco ou nada tenha mudado. "A começar pelos horários", adverte. Esta munícipe sintrense lembra, ainda, que muitas vezes, durante a época de Verão, a circulação pára mesmo devido aos incêndios florestais. José Cardoso Tremoceiro e Maria do Carmo Rodrigues, como habituais utentes da Linha do Oeste, não hesitaram um segundo em subscrever uma petição que preconiza a equalificação da infra-estrutura. Interpelados à saída da estação de Agualva-Cacém, no passado dia 14, por activistas do Bloco de Esquerda de Sintra, não se fizeram rogados no alerta endereçado à Assembleia da República e, por arrasto, ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Como a linha atravessa o concelho, dispondo de quatro estações a sua chegada à capital (Mira Sintra-Meleças, Telhal, Sabugo e Pedra Furada), o BE-Sintra decidiu ar o seu apoio a esta petição. "Pretende-se que o Governo avance com a requalificação da Linha do Oeste, no fundo modernizar a infra-estrutura que está muito atrasada, que não está electrificada em todo o seu percurso, para que seja possível introduzir comboios modernos, ao nível do serviço Intercidades, e para que haja um adequado transporte de passageiros e de mercadorias", frisa André Beja, do BE-Sintra. Não sendo muito utilizada pelos utentes sintrenses, esta linha poderia ganhar uma importância acrescida se a estação de Meleças fosse abrangida pelo passe L123. Como tal não sucede neste momento, os moradores em Mira Sintra acabam por recorrer à estação de Agualva-Cacém e, posteriormente, ao transporte público rodoviário. "Mas, a requalificação da linha na zona do Telhal, Sabugo e Pedra Furada poderia dar-lhe outra utilização e torná-la numa alternativa à rede viária". Ao invés, "esta linha está abandonada e refém dos interesses das auto-estradas", acusa André Beja. A Linha do Oeste poderia ainda ser importante para a indústria de transformação das rochas ornamentais, instalada em Pero Pinheiro/Montelavar, que há muito anseia por um terminal na Pedra Furada. "Se existir ali um ramal, para escoar a produção ou fazer chegar a matéria-prima, será dado um importante contributo ao tecido económico do concelho", conclui o responsável do BE-Sintra.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Futuro do Estrela adiado

Ver edição completa Assembleia de credores suspende trabalhos até 4 de Novembro A assembleia de credores do Estrela da Amadora aprovou, na segunda- feira, a suspensão dos trabalhos e vai continuar na manhã de 4 de Novembro. A reunião magna estava convocada para aprovar ou rejeitar o plano de insolvência, mas o administrador de insolvência, Paulo Sá Cardoso, disse à Agência Lusa que, devido ao período de férias, não foi possível ouvir todas as pessoas e cumprir todos os requisitos, pelo que proporia o adiamento. Na sessão da assembleia, Sá Cardoso explicou que há uma entidade interessada em investir no clube e que tem estado a negociar com o Estado e a Segurança Social. O administrador de insolvência disse ter informação de que a Segurança Social está disposta a votar favoravelmente o plano de insolvência, mas que não conhece a posição do Estado. Numa assembleia realizada a 16 de Dezembro de 2009, o representante do Estado afirmou que o Estado (que representa as dívidas ao Ministério das Finanças) deverá votar contra o plano de insolvência se incluir perdão de juros, um pedido de carência dos créditos e perdão de parte do capital em dívida. Sá Cardoso indicou na assembleia de credores que os salários e pagamento dos impostos relativos aos trabalhadores que continuam no Estrela da Amadora estão em dia e que foram pagos alguns salários em atraso a pessoas entretanto despedidas. Face ao facto de não terem sido cumpridos todos os requisitos legais para votar o plano de insolvência, Paulo Sá Cardoso propôs a suspensão da assembleia por 30 a 45 dias. Feita votação nominal, em que a Segurança Social votou a favor e o Estado se absteve, face ao elevado número de votos contra, a juíza suspendeu a assembleia para apurar qual o capital em dívida que votava a favor e contra. No recomeço, a magistrada indicou que, por decisão de maioria representativa de 17,53 milhões de euros de créditos, a assembleia seria suspensa para retomar os trabalhos a 04 de Novembro.

Fado na noite de Cascais

Ver edição completa Ana Lains encantou o público com a actuação em que deu a conhecer ‘Divas do Fado’ O Largo Cidade Vitória, onde fica situada a Junta de Freguesia de Cascais, foi o palco escolhido para uma Noite de Fado com Ana Lains que encantou várias centenas de pessoas, ao interpretar “Divas do Fado”. A simpatia da fadista e a colagem do seu estilo ao fado tradicional cativou não só quem teve lugar sentado, como também quem, por mero acaso, circulava em direcção à Baía de Cascais e fez um desvio para o largo da Junta de Freguesia. Melhor servidos ficaram quem estava a jantar nas esplanadas da zona, que puderam apreciar o paladar do peixe fresco, como também ouvir a música genuinamente portuguesa. O espectáculo teve lugar na passada sexta-feira e contou com a organização da Junta de Freguesia de Cascais, sendo fruto de uma parceria com Confluência – Associação Cultural, com a qual aquela autarquia celebrou, nessa mesma noite, um protocolo de permanência na freguesia. Em declarações ao JR, o presidente da Junta de Cascais salientou que “o evento surge com o objectivo de manter a animação no centro de Cascais e trazer para a vila um bom espectáculo de fado”. Pedro Morais Soares realçou que o propósito passa por “realizar, ao longo do ano, diversos eventos culturais que habituem as pessoas e principalmente as famílias a vir ao centro de Cascais. O objectivo passa por promover uma agenda cultural com diversos eventos, através de parcerias com a Câmara, a Associação Empresarial do Concelho de Cascais e a COMCASCAIS”. Como Largo Cidade Vitória requalificado, nasceu um novo pólo de atracção no centro da vila. “A requalificação do Largo Cidade Vitória foi muito bem conseguida pelo município. Este espaço permite receber eventos culturais, devido à sua amplitude, mas também é utilizado por jovens e crianças de uma forma lúdica”, enalteceu o autarca. Protocolo com a Confluência A Confluência, da responsabilidade do actor Ricardo Carriço, iniciou a sua actividade na Fortaleza de Cascais, de onde já tinha saído. Com o protocolo agora celebrado com a Junta de Cascais, vai manter- se na sede do concelho. “O principal objectivo deste protocolo passa por assegurar que a Confluência permaneça na freguesia de Cascais. Esta associação tem actualmente cerca de 30 jovens alunos de Teatro e Expressão Corporal, sendo que 25 deles são residentes na freguesia de Cascais. A Confluência tem hoje um ‘portfolio’ em termos culturais muito interessante e que pode dar um contributo muito útil à nossa vila. Nomes como Ruy de Carvalho, Ricardo Carriço e Maria Helena Torrado são pessoas que podem dar muito a Cascais”, revela Pedro Morais Soares. A Confluência já está a utilizar um dos centros de convívio da Junta, mais concretamente as instalações do Bairro do Rosário para os seus ensaios de teatro e para aulas de expressão corporal. “Pretendemos também realizar ‘workshops’/exposições/- tertúlias para os cascalenses sobre os mais diversos temas”, reforça. Mais protocolos serão estabelecidos com outras entidades culturais da freguesia, disse o presidente da Junta. “Brevemente, vamos assinar um com o Coro Polifónico de Cascais. Estamos disponíveis para celebrar protocolos/parcerias com as associações que contribuam para o desenvolvimento cultural destas associações e da freguesia”. Antes de dar a voz à fadista Ana Lains, Ricardo Carriço subiu ao palco e anunciou que, para a Confluência, este “é o primeiro de muitos passos da parceria. Como gostamos muito de pessoas e trabalhamos para as pessoas, isto é uma mostra do que se vai passar”.

SANTA MARIA E SÃO MIGUEL (SINTRA) - Festas em honra de Nossa Senhora do Cabo

Ver edição completa Festejos decorrem entre os dias 18 e 29 de Setembro, com o círio a efectuar o percurso da Vila Velha à Estefânea A Vila de Sintra vai engalanar- se para receber, no próximo sábado, dia 18 de Setembro, a imagem de Nossa Senhora do Cabo Espichel, que após 25 anos regressa à freguesia de Santa Maria e São Miguel. Até ao próximo dia 26, todos os caminhos vão dar à zona envolvente da Igreja de São Miguel, incluindo uma parte da Quinta de Santo António, onde terão lugar o arraial e os espectáculos musicais do cartaz das festas. Mónica Sintra (sábado, 18), Pedro Miguéis (domingo, 19), Romana (sábado, 25) e Iran Costa (domingo, 26) são os protagonistas dos festejos em termos musicais, mas pelo palco vão passar ainda o grupo Boémia (dia 20),Orquestra Ligeira do Exército (dia 21), Ex-Tintos (22), Rock Alentejano (23) e o grupo Tempos D’Ouro (24). Mas, os festejos religiosos arrancam com um dos pontos altos, o tradicional círio, após a passagem de testemunho da imagem por parte da freguesia de Fanhões. Pelas 18h00, o círio parte da Igreja de São Martinho, na Vila Velha, em direcção à estação, Portela de Sintra e Estefânea, com a cerimónia de acolhimento a decorrer, cerca das 19h45, no Largo Dr. António José de Almeida (junto ao Sintra Museu de Arte Moderna). "Depois da cerimónia de acolhimento, a imagem vai, em procissão, para a Igreja de São Miguel, onde será celebrada eucaristia", revela Hermínio dos Santos, da Comissão de Festas de Nossa Senhora do Cabo Espichel-Sintra (Santa Maria e São Miguel). Desde a Vila Velha, o círio vai reavivar todo o cerimonial que, ao longo dos tempos, marca esta devoção que assinala, este ano, 600 anos. Foi em 1410 que um saloio de Alcabideche "viu uma luz" no Cabo Espichel, onde se encontrava uma imagem de Nossa Senhora. "Tanto na vertente religiosa como na vertente lúdica, queremos que os festejos tenham a dignidade de outros tempos e que permitam recordar as festas do passado, mas introduzindo alguns sinais de modernidade que esta época impõe", salienta Hermínio dos Santos. No círio, está garantida a presença da GNR a cavalo e de fanfarra apeada, seguindo-se "um grupo de 60 cavaleiros e amazonas que se denomina a grande cavalgada". No entanto, "há alguns pormenores que não foi possível dar continuidade, como, por exemplo, a imagem ser transportada na berlinda que existe no Museu dos Coches". Para o efeito, será utilizado um carro adaptado que foi oferecido, em 1927, pela freguesia de São Martinho. À semelhança do que aconteceu em 1959 e em 1985 em Santa Maria e São Miguel, são esperadas milhares de pessoas para prestarem devoção a Nossa Senhora do Cabo, "não só das freguesias de Sintra (sede de concelho), mas também de todo o concelho". Aliás, o culto a Nossa Senhora do Cabo Espichel é partilhado por mais oito freguesias: São Pedro de Penaferrim, Belas, São João das Lampas, Montelavar, Rio de Mouro, São Martinho, Almargem do Bispo e Terrugem. "Também foram convidados todos os párocos das freguesias por onde transita o círio e com o apelo de comunicarem aos seus paroquianos a realização das festas em Sintra", salienta o responsável da comissão. Hermínio dos Santos destaca, na vertente religiosa, a celebração de eucaristia no domingo, dia 19 (às 11h00), na Igreja de São Miguel, pelo bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo. Outro ponto alto reside na procissão entre a Correnteza e o Parque da Liberdade, no derradeiro dia (domingo, 26, a partir das 9h00), que antecede uma missa campal, às 11h00, celebrada pelo cardeal-patriarca, D. José Policarpo. Os festejos em honra de Nossa Senhora do Cabo, que foram declaradas como "Festas de Sintra" pelo município, decorrem entre 18 e 26 deste mês, mas o programa contempla, ainda, mais três dias, para assinalar a 29 de Setembro o Dia do Padroeiro - São Miguel. Na véspera, pelas 21h30, vai ter lugar uma procissão de velas entre a Igreja de São Miguel e a de Santa Maria. Programa variado Na Vila de Sintra, na zona da estação, Estefânea e Portela, ultimam-se os preparativos para receber Nossa Senhora do Cabo, com a montagem da iluminação decorativa nas principais artérias. Do cartaz não consta, como acontece em muitas festas populares, o lançamento de fogo-de-artifício porque, como explica Hermínio dos Santos, "a zona não é propícia a esse tipo de eventos". Com a aproximação das festas, a população começa a querer saber pormenores sobre o cartaz e, para o efeito, estão a ser distribuídos 34 mil exemplares do programa. Os festejos contam com o apoio da Câmara de Sintra e da Junta de Freguesia de Santa Maria e São Miguel, mas também de um conjunto de boas vontades, da sociedade civil e de instituições locais, que foi possível reunir para reduzir os encargos financeiros. Naturalmente que, em tempo de crise, não foi possível trazer a Sintra artistas de maior nomeada. "Atendendo às disponibilidades financeiras, é o cartaz possível", reconhece Hermínio dos Santos, mas que realça que "os quatro artistas que vão actuar, nas noites de fim-de-semana, têm projecção nacional". A aposta residiu, aliás, em oferecer um programa variado para atrair diversos públicos. A título de exemplo, referência para a actuação da Orquestra Ligeira do Exército, pelas 22h00 do dia 21, ou o festival de folcore saloio, intitulado "Danças e Cantares da Nossa Terra", na tarde do dia 26. Os espectáculos vão decorrer na Quinta de Santo António, onde, aliás, tiveram lugar as últimas festas em 1985. Além do arraial, montado no espaço adjacente à igreja, há ainda uma zona reservada para uma feira de artesanato e espaço juvenil com insufláveis e outras diversões. O recinto vai acolher, ainda, um acampamento-modelo e uma exposição do movimento escutista no concelho, com a presença do Agrupamento 1134 do Corpo Nacional de Escutas e do Grupo 93 da Associação de Escuteiros de Portugal. No salão de festas da quinta, estará patente uma exposição de artes plásticas. Para reavivar outras tradições, os festejos vão arrancar com a inauguração da exposição "As Festas de Nossa Senhora do Cabo Espichel no Concelho de Sintra", patente na Vila Alda-Casa do Eléctrico de Sintra, até ao final do mês. "Vamos poder observar peças que retratam o que foramas festas nas diferentes freguesias do concelho, através de loas, cartazes, fotografias, medalhas, registos e até duas maquetas de quiosques de arraiais", enuncia Hermínio dos Santos. Também na Igreja de São Miguel, vai estar patente uma mostra sobre "As Realidades do Concelho de Sintra". O programa dos festejos, aos dias úteis, é dedicado ainda a temas específicos, em que estará em destaque a pessoa com deficiência, o doente, as Clarissas, o idoso e a criança e o jovem.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Videovigilância nas escolas

Ver edição completa Ministério e autarquia dispostos a reforçar segurança A implementação de sistemas de videovigilância nas escolas é exigida por uns e contestada por outros. Há quem considere esta uma intromissão na vida privada de alunos, professores e funcionários, mas também há quem alegue que, com regras, há benefícios na segurança dos estabelecimentos de ensino. Para já o Ministério da Educação afirma que vai equipar cerca de mil escolas com este sistema até Dezembro, e o director da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo confirma que as vinte escolas, básicas e secundárias, da responsabilidade do Estado existentes no concelho de Almada “deverão, todas elas, ser dotadas de videovigilância”, dentro deste prazo. Acrescenta José Joaquim Leitão que o sistema não será montado já nas escolas que aguardam intervenção da Parque Escolar, uma vez que “a videovigilância está incluída na intervenção de requalificação”. Lembre-se que recentemente a directora da Escola Secundária Cacilhas/Tejo veio reclamar a instalação deste sistema na escola justificando com os quatro assaltos que este estabelecimento de ensino sofreu entre 14 e 23 de Agosto. “As escolas têm pouco pessoal e não dá para terem guardas-nocturnos”, diz Margarida Fonseca. Aliás, o máximo que a escola consegue ter é “assistentes operacionais até às 24 horas”, pelo que durante a noite “fica desprotegida”. Para a professora a solução, por isso, é instalação de um sistema de alarme e videovigilância. “Não sei se vai ser instalado nem quando”, afirma Margarida Fonseca, mas segundo o director regional, “uma das escolas em que será instalada a videovigilância é a Escola Secundária de Cacilhas/Tejo”. Para já a escola tem a lamentar o roubo de portáteis, “cinco no primeiro assalto e quatro no segundo”, refere fonte da PSP de Almada.No terceiro e quarto assaltos apenas se verificou “devassa das instalações”. A PSP suspeita que os assaltos terão sido feitos “por alunos ou alguém que conhece muito bem o espaço”, uma vez que “assaltaram o chaveiro e dirigiram-se directamente às salas que pretendiam”. Também as “primárias” a cargo da Câmara de Almada vão ter sistema de vigilância. Trata-se do videoporteiro, que permite ver quem está à porta. Para além deste sistema estão protegidas com sistema electrónico contra intrusos. “Não defendo a videovigilância em todos os locais, mas há que encarar esta questão de uma forma ponderada”, afirma o vereador da Educação. Para António Matos é preciso evitar que se instale a “psicose do Big Brother nas escolas”, sendo necessário identificar os locais onde a videovigilância deve ser instalada. “Temos de ser pragmáticos, este sistema tem vantagens a nível da segurança”, concretiza. Uma coisa é certa, a instalação de cada sistema obriga ao aval da Comissão de Protecção de Dados, o que será uma garantia ao direito de privacidade. Menos certeza tem o presidente da União Concelhia das Associações de Pais de Almada. António Amaral duvida que a videovigilância seja dissuasora tanto para evitar assaltos como para evitar casos de violência na escola. No primeiro caso defende melhor policiamento e no caso de agressões entre alunos entende que “é necessária uma melhor socialização das crianças e famílias”.