quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Amadora reforça rede de creches

Ver edição completa José Sócrates inaugura equipamento destinado a filhos dos funcionários do Dolce Vita Tejo As instalações do Centro Comercial Dolce Vita Tejo têm a funcionar desde o dia 1 de Setembro, uma creche inovadora, construída pela Fundação Pão de Açúcar – Auchan (Instituição Particular de Solidariedade Social), com o apoio da Segurança Social. Este equipamento destinado a acolher os filhos dos funcionários do centro vai estar aberto das 07h00 às 00h30, durante 12 meses por ano. É o sonho de qualquer família, poder trabalhar por turnos ou fazer horas extraordinárias, sem que com isso os seus filhos fiquem desacompanhados. Num concelho que dá cartas no que toca à cobertura da rede de creches e jardins- de-infância em relação à média nacional e a meta estabelecida pela União Europeia, a Amadora passa a ter no seu território mais uma oferta que suplanta o existente noutros municípios. O presidente da autarquia, Joaquim Raposo, durante a cerimónia de inauguração que contou com a presença do primeiro- ministro, José Sócrates, e da ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, mostrando-se orgulhoso, disse “há muito ansiar pela existência de um espaço que permitisse dar resposta a trabalhadores com horário alargado”. O edil lembrou também que “este desafio deveria ser tomado como exemplo por outras entidades empregadoras e empresas da Amadora”, aludindo à existência de grandes superfícies comerciais no concelho onde muitas famílias estão empregadas e têm horários nocturnos. O equipamento, com capacidade para 141 crianças, dos quatro meses aos seis anos, teve um investimento um milhão e 900 mil euros. No decorrer da cerimónia o primeiro-ministro, José Sócrates, adiantou que “o Estado Português irá suplantar o objectivo europeu de ter mais de 33 por cento de crianças na rede de creches, atingindo no final deste ano 36 por cento”. E Amadora supera a média nacional com “37 por cento da cobertura da rede de creches”, avançou Joaquim Raposo. A Creche e Jardim-de-infância criou 27 novos postos de trabalho. Trata-se de um equipamento destinado aos trabalhadores do grupo Auchan, empregados do Centro Comercial, assim como residentes no concelho da Amadora. Em termos de oferta em Jardim-de-infância, Joaquim Raposo lembrou que quando foi eleito para o primeiro mandato, “existiam apenas seis salas do Pré-escolar, neste momento temos 86 por cento de cobertura”. O autarca espera chegar a 2013 com cobertura de 100 por cento. Quando às creches, Joaquim Raposo adiantou que o objectivo foi ultrapassado graças às parcerias com as IPSS e as empresas, bem como do empenho da autarquia. A ministra do Trabalho e da Segurança Social, Helena André, garantiu que “estão em curso 260 obras” para a construção destes equipamentos sociais, em todo o país. A responsável pela tutela, considerou ainda que “tem que existir uma estreita colaboração entre a Administração Central, o Poder Local e as empresas”, adiantando que “o Estado sozinho não tem capacidade para dar uma resposta social tão ampla”.

Candidatos a Ídolos invadem Estoril

Ver edição completa Cerca de 3500 inscritos no derradeiro ‘casting’ que teve lugar no Centro de Congressos À procura de ‘um lugar ao sol’, cerca de 3500 jovens estiveram presentes no Centro de Congressos do Estoril, no passado dia 2, para uma última oportunidade de fazer parte da nova edição do programa “Ídolos”, que vai para o ar na SIC, a partir do próximo domingo, novamente com a apresentação de uma das duplas mais simpáticas da televisão: Cláudia Vieira e João Manzarra. De viola ao ombro, com um novo penteado à estrela Pop ou Rock, com uma ou outra camisola com um decote mais abusado, alguns dos jovens apresentaram-se à porta do Centro de Congressos um dia antes para serem convidados a cantar.Vieram de todo o país e alguns dormiram ao relento. Outros, em unidades hoteleiras da região. Mas, acordaram bem cedo para esperar pela sua vez. Foi o que aconteceu com Fábio Póvoa, da Costa Nova do Prado (Aveiro). “Cheguei na quarta- feira. Fiz cinco horas de comboio e cheguei ao Estoril de noite. Passei por cá para ver onde era, dormi uma horas e depois voltei às 6h30. Mas já estavam cá muitas pessoas a essa hora”. Foi a namorada que o inscreveu, conta este jovem de Aveiro. “Pensava que ela estava a inscrever-se mas afinal inscreveu- me a mim. Desde que me lembro sempre cantei”. Agora como ídolo, disse, “ainda não me sinto, mas posso vir a sê-lo”. João Temudo, de Cascais, foi outro candidato que apareceu no ‘casting’. Ainda a afinar a voz e a tocar uns acordes, disse ao JR que a sua motivação foi "a vontade de participar num programa destes e o incentivo dos amigos. Costumo cantar e acho que tenho uma voz afinada e quem melhor do que este júri para me avaliar”. 3500 inscritos no Estoril “Esta foi a última oportunidade para os jovens se candidatarem ao programa. Vieram de toda a parte do país. Contamos com cerca de 3500 inscrições só aqui no Estoril. No total, com os ‘castings’ feitos também em Lisboa, Porto e Algarve, tivemos 12 mil inscrições. No final dos ‘castings’ serão apurados 150 pessoas para a avaliação em Tróia, com os júris”, revelou ao JR Filipe Guerreiro, responsável pela comunicação dos ‘Ídolos’, que sublinhou que “no Estoril tivemos mais inscrições do que no Algarve (dois mil)”. Na edição anterior de "Ídolos", saíram quatro finalistas do ‘casting’ do Estoril. Foram os casos de Inês Laranjeiro, Carlos Costa, André Cruz e Catarina Botto.Este ano, alguns finalistas da edição anterior estiveram no Centro de Congressos para dar conselhos aos candidatos da quarta edição do programa. Inês Laranjeiro lembrou que “quando cheguei para ver o local já havia fila até ao Casino. Havia pessoas a dormir em tendas, ao relento, como calhava”. “Os conselhos que posso dar”, disse, “é para se divertirem e que cantem coisas diferentes”. João Silva foi um dos concorrentes que pediram conselhos.“Há sempre uma mística à volta do júri e o que quis saber era a melhor maneira de o encarar. Disseram-me para não ter ‘stress’, ser genuíno, descontraído e cantar”. Pedro Boucherie, Laurent Filipe, Roberta Medina e Manuel Moura dos Santos continuam a fazer parte do júri, que vai avaliar os 150 finalistas. Juntos outra vez Cláudia Vieira e João Manzarra vão animar outra vez as noites de domingo e dar força aos concorrentes. Ao JR, Cláudia Vieira disse que, nesta edição, “vai com certeza haver um bomleque de finalistas”. João Manzarra não quer fazer comparações com as edições anteriores. “Acho que vai ser difícil fazer comparações. Eles são muito genuínos e fazer essa avaliação vai ser difícil”. Doze mil inscrições no total é um número muito significativo. “A sensação que temos é que a adesão é semelhante. Estamos sempre rodeados de multidões”, disse Cláudia Vieira. Sobre o programa deste ano, os dois apresentadores prometem surpresas. “Vamos surpreender, mas não podemos dizer mais nada”, revela Cláudia. Na edição passada, João Manzarra contava com a barriga de Cláudia Vieira para brincar. Este ano, a apresentadora já deu à luz a Maria e, como tal, o apresentador vai ter de arranjar outros motivos. “O programa anterior sempre foi mais do que a barriga da Cláudia. Acho que somos profissionais e vamos conseguir apresentar um programa sem barrigas", salienta Manzarra na brincadeira. “Agora, somos nós mesmos”, refere o jovem. “A grande diferença”, avança Cláudia, “é que nessa altura foi a primeira vez. Agora já estamos preparados. Estamos mais à vontade”. O programa "Ídolos" na SIC vai ter como concorrente a "Casa Secreta", na TVI. Os dois apresentadores não estão preocupados com a questão das audiências. “Vou ser muito sincero: gosto de ver os outros programas. Relativamente às audiências, não gosto de tornar as coisas muito bélicas porque são colegas que estão a fazer os outros programas. É bom chegar a casa e ver que as coisas foram bem feitas. No futuro, gostava de fazer programas não para as audiências”, sublinha Manzarra. Também Cláudia Vieira destaca que “é positivo existir várias ofertas televisivas. Não temos que nos preocupar com as audiências, mas sim fazer um bom trabalho”, disse a apresentadora que recentemente foi mãe e se mostrou muito contente por voltar a trabalhar: “Pelo facto de estar a trabalhar não deixo de dar atenção à Maria. Mas, também é muito importante estar de volta”.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nova escola em Varge Mondar

Ver edição completa Equipamento vai já receber alunos, mas será inaugurado apenas no dia 5 de Outubro Representando um investimento total de 2,1 milhões de euros, a nova escola EB1/JI de Varge Mondar, na freguesia de Rio de Mouro, vai receber as primeiras crianças na abertura do novo ano lectivo (entre 8 e 13 deste mês), mas a sua inauguração ficará reservada para o dia 5 de Outubro, para assinalar o centenário da República. Em todo o país, ao meio-dia de 5 de Outubro, vão ser inauguradas, simultaneamente, 100 novas escolas ou centros escolares. A Câmara de Sintra associou-se a esta iniciativa à escala nacional e vai atribuir à escola o nome de Fernando Formigal de Morais, precisamente o primeiro presidente do município sintrense, depois do 5 de Outubro de 1910, e filho do fundador da Escola do Morais, situada na Vila de Sintra. A nova escola está, finalmente, concluída após um longo processo que chegou a incluir a paragem das obras, devido a dificuldades financeiras do primeiro empreiteiro, o que atrasou, em muito, o decurso dos trabalhos. Com um investimento global superior a dois milhões de euros, a Câmara de Sintra beneficiou de um financiamento comunitário de 734 mil euros, no quadro do programa PORLISBOA. Este centro escolar vai receber os alunos da Escola EB1 de Albarraque 4, situada no próprio bairro, e de Albarraque 1, que assim fecham as suas portas. No entanto, duas salas de Albarraque 1 serão reconvertidas para jardim- de-infância. A nova escola dispõe de quatro salas de JI, oito salas de 1.º Ciclo e duas unidades de Ensino Especial e está equipada com refeitório, salas polivalentes, sala de informática e biblioteca. Situada na Rua Josefa de Óbidos, a entrada será efectuada pela bolsa de estacionamento ali existente. Junto à entrada, foi construída a área administrativa, de apoio à actividade escolar, e a zona destinada à associação de pais. Os recreios cobertos estão inseridos na estrutura do edifício, de modo a proteger as crianças das intempéries. As salas de aulas têm abertura para o exterior, com os recreios a funcionarem como um prolongamento dos espaços lectivos. Os espaços exteriores permitem a prática de actividades de Educação Física. Com a conclusão desta escola, a atenção da população da freguesia de Rio de Mouro centra-se, agora, na ampliação da Escola EB2,3 Padre Alberto Neto e na construção da Escola Básica Integrada (de Jardim- de-Infância até ao 3.º Ciclo) da Serra das Minas, no âmbito de um acordo de colaboração entre o Ministério da Educação e a Câmara de Sintra. Com os prazos já ultrapassados em relação à previsão de avanço das obras, os responsáveis municipais estimam que, em Setembro ou Outubro, possam lançar o concurso para a construção na nova escola de 1.º Ciclo/JI. Para mais tarde fica, portanto, a nova escola de 2.º e 3.º ciclos. Em todo o concelho e durante este ano lectivo, o município de Sintra vai continuar a investir na ampliação de escolas do 1.º Ciclo, estando previsto ampliar a de Monte Abraão 1, Queluz 2, Casal da Cavaleira (Algueirão), Mem Martins 1, Vale de Mourão, Fitares (Rio de Mouro), Quinta da Fonteireira (Belas), Bolembre e São João das Lampas. Um investimento que vai ascender a 13 milhões de euros. Em construção está, ainda, a Escola EB1/JI do Algueirão, inserido no Agrupamento de Escolas Mestre Domingos Saraiva, enquanto já foi adjudicada a construção da EB1/JI de Colares, no recinto escolar da sede do Agrupamento de Colares (Sarrazola). Até 2013, a autarquia de Sintra promete investir 50 milhões de euros na requalificação e alargamento da rede de estabelecimentos de ensino.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Costa lamenta cinco mortes

Ver edição completa Número de intervenções no mar aumentou drasticamente este ano O mar da Costa da Caparica poderá estar mais perigoso, mas o número de afogamentos registado nesta época balnear terá outra explicação: “As pessoas não respeitam as bandeiras nem os avisos dos nadadores-salvadores”, afirma Luís Vitorino, presidente da Caparica Mar, associação responsável pela orgânica de socorro nas praias. Ainda na quarta-feira, na Praia da Rainha, seis pessoas tiveram de ser socorridas ao mesmo tempo, tendo sido em seguida “autuadas pela Polícia Marítima por desrespeito aos avisos dos nadadores-salvadores”. E nestes casos a multa poderá oscilar entre os 25 e os 250 euros. A operação de enchimento artificial das praias da Costa da Caparica tem sido aventada por alguns como responsável pela alteração do mar, mas para Luís Vitorino “isso não passa de uma mera hipótese”, e o mesmo diz o presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica. “O nosso mar nunca foi fácil. A operação de assoreamento poderá ter facilitado o surgimento de mais agueiros, mas o desrespeito das pessoas pelas autoridades marítimas é a maior causa dos acidentes de mar”, afirma António Neves. E num ano em que as praias encheram, “eram esperados mais problemas”, acrescenta o autarca. “Felizmente os nadadores-salvadores têm feito muito bom trabalho”. E o mesmo faz João Carreira, presidente da Associação de Concessionários das Praias da Costa da Caparica e Fonte da Telha. “O Plano Integrado que estabelecemos com a Caparica Mar está a funcionar excelentemente”. Mais certeza de que o enchimento artificial de areias não está relacionado com o número de casos de afogamento nesta época balnear está o Instituto Nacional da Água (INAG), responsável por esta operação. Segundo informação técnica desta entidade, verifica-se uma “alteração das correntes em toda a costa de Portugal”, e no caso da costa ocidental, existe “uma predominância de correntes de sul e de sudoeste, quando o habitual era correntes de norte, noroeste ou oeste”. Quanto à existência de fundões na Costa da Caparica, o INAG garante que “a execução da alimentação artificial executada em2009 não produziu alterações significativas para além daquelas que todos os anos, mesmo sem alimentações artificiais, o próprio mar naturalmente provoca”. E acrescenta que “mesmo ema nos anteriores à execução das alimentações artificiais, estes fundões são conhecidos dos nadadores-salvadores, razão pela qual as praias estão balizadas com sinalização das áreas onde se pode tomar banho e outras onde é proibido”. O certo é que o último caso de morte por afogamento registado pelo Instituto de Socorros a Náufragos na Costa da Caparica remonta a 26 de Setembro de 2007, um homem de 52 anos.Nesta época balnear, que só termina a 30 de Setembro, a Caparica Mar já contabiliza cinco mortes. Três em Junho, uma em Julho e a última em Agosto, de um jovem de 20 anos que morreu no mar da Praia da Saúde depois de tentar socorrer uma menina de dez anos. E os números negros de Agosto deixam que pensar. Entre o início da época balnear, de 1 de Junho a 31 de Julho, os nadadores-salvadores da Caparica Mar foram chamados a 136 ocorrências, sendo 72 dos casos de salvamento efectivo no mar. Só em Agosto, foram 118 as ocorrências; sendo que 20 dos casos foram por doenças súbita, 31 por traumas, 32 por afogamento, 10 por desaparecimento – crianças que acabaram por ser encontradas pelos nadadores-salvadores – e 24 intervenções por outros motivos. Houve ainda a registar o pedido de socorro de uma embarcação que a seis milhas da costa ficou com o motor avariado, tendo sido socorrida por uma mota de água da Caparica Mar e pelos Bombeiros da Trafaria.

Em defesa da história do farol do Bugio

Ver edição completa Associação Espaço e Memória sugere criação de museu e organização de visitas guiadas A Associação Espaço e Memória, do concelho de Oeiras, sugere a criação de um museu e a organização de visitas guiadas no Verão ao “degradado” farol do Bugio, para recuperar e aproveitar aquele espaço com mais de 400 anos de história. Numa visita guiada ao Bugio, organizada pela associação mediante autorização da Direcção-Geral de Faróis (DGF), é possível ver brechas na estrutura, antigos instrumentos ferrugentos e esquecidos, e entulho acumulado naquilo que eram, antigamente, as casas dos faroleiros e na capela do farol. "O que justifica a existência do Bugio não está lá como demonstrativo a quem o visite, porque enquanto espaço de fortificação é preciso puxar muito pela imaginação para compreender o que se lá passava, e enquanto farol já não tem faroleiros, nem está lá o que fazia parte do seu quotidiano: as casas, os geradores, as comunicações", descreveu à agência Lusa o presidente da Associação Espaço e Memória, Joaquim Boiça. É neste sentido que esta associação organiza as viagens ao Bugio: para que "o que está longe da vista não esteja longe do coração". "É uma tentativa de sensibilização: é necessário intervir para que o estado de degradação não se acentue. Mas também é necessário intervir para dar àquele espaço as condições minimamente dignas para que o próprio seja ilustrador da memória do que foi", disse Joaquim Boiça. Filho, neto e bisneto de faroleiros, Joaquim Boiça acredita que o Bugio "poderia ser, com a boa vontade de algumas instituições [o espaço é gerido pela DGF e pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico], um dos espaços mais emblemáticos para visitar na cidade de Lisboa". A associação acredita que "nos meses de Primavera e Verão seria possível organizar visitas – com o patrocínio da DGF – de modo a dinamizar aquele espaço, dar a conhecer e preservar a parte das memórias que ainda lá estão, sobretudo na zona da capela". Além disso, Joaquim Boiça defende que seria "interessante" criar "uma museografia diferente para aquele espaço, pensada para acolher exposições sazonais". No entanto, o historiador lembra que, há dez anos, quando aquele farol foi alvo de obras de recuperação pela última vez, "o processo foi complicado". "Foi necessário sentar à mesa cerca de 20 instituições para recuperar o farol, que ameaçava ruir. Isto diz muito da nossa burocracia. E depois temos a questão financeira: há por aí tanto património por recuperar", lamentou o presidente da Associação Espaço e Memória. Joaquim Boiça afirma que, no entanto, tem sido "abordado por muitos visitantes do Bugio que depois de confrontados com a realidade do farol sugerem a criação de uma Liga de Amigos do Bugio, para o valorizar e divulgar". "A recuperação de património envolve processos complicados, mas às vezes nasce assim, da iniciativa das pessoas", disse. Pensado e construído para defender a entrada de Lisboa, o Forte do Bugio ficou concluído em 1657, depois de quase 70 anos de obras de construção. Desde cedo começa a servir também de farol, albergando faroleiros até ao final da década de 1980.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ZAMBUJAL - Moradores aguardam impacientes

Requalificação premiada mas sem agrado total
Está em curso no Bairro do Zambujal, na Buraca, um projecto social e de reabilitação urbana que pretende regenerar os espaços exteriores, mas também contribuir para uma melhoria social dos seus habitantes. No entanto, algumas obras até agora realizadas são “insuficientes” ao ver dos moradores que se dizem “esquecidos” pela Câmara da Amadora (CMA). O bairro de realojamento do Zambujal, situado na freguesia da Buraca, um dos primeiros a ser construído no concelho da Amadora, tem vindo a degradar-se ao longo dos ano. Ema Gonçalves, moradora há 27 anos na zona norte do bairro, aponta para um pátio que em tempos já teve um parque infantil onde as ervas daninhas tomaram conta do espaço, e “se algumas zonas estão limpas, foi porque os moradores se uniram para as limpar, para que as nossas crianças possam brincar”. Esta moradora, que paga uma renda de 18 euros mensais, critica que apesar de se terem realizado algumas intervenções em diferentes espaços do bairro, elas nunca chegaram a ser efectuadas naquela na zona, localizada a norte. “Nós aqui nunca temos direito a nada, começam as obras noutros locais, quando aqui chegam dizem-nos que já não há dinheiro”, lamenta. Olhando para o outro lado da rua, os espaços verdes estão relvados, no entanto, reporta-se apenas à zona sul do bairro. Nas restantes zonas, prolifera o lixo espalhado pelas ruas e os espaços públicos tomados pelas ervas daninhas. Existem alguns prédios que foram pintados, mas, Virgínia São Pedro, também moradora, garante que essa intervenção foi feita a custo dos moradores, que se juntaram compraram as tintas e pintaram o prédio. E queixa-se que o excesso de ervas daninhas que chegam a atingir em algumas zonas mais de um metro de altura são um perigo para a saúde pública e só atraem ratos, todo o tipo de insectos e répteis. “É só bicharada, um perigo para as crianças”; conclui. Ema lembra que as várias queixas e pedidos apresentados na Junta de Freguesia da Buraca “de nada têm servido”, pois “nunca ninguém vem cá efectuar a limpeza”. Ema e Virgínia desconhecem a existência do projecto “Zambujal Melhora” que está a ser desenvolvido, numa parceria entre a Câmara Municipal da Amadora (CMA) e Instituto de Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). Um projecto cujo financiamento contempla apenas a intervenção no espaço público e as acções imateriais, que visam a formação e integração da população. Para resolver a questão da degradação dos edifícios, a CMA e o IHRU assinaram um protocolo para intervir no edificado. “Neste momento a autarquia já conseguiu recuperar os seus cerca de 100 fogos.O IHRU prepara-se para intervir nos cerca de mil imóveis, em três fases, a primeira arrancará em Outubro”, adianta Carla Tavares, responsável pelo pelouro da Habitação na CMA. A responsável adianta que o bairro “não voltará a ser o mesmo”, no final de 2011, adiantando que os projectos de recuperação das zonas exteriores estão concluídos estando a iniciar-se a fase de concurso público. Mas o presidente da Junta de Freguesia da Buraca, Jaime Garcia, lamenta que algumas obras já tenham sido feitas sem que tenham sido atendidas algumas solicitações da Junta, nomeadamente ao nível de segurança. “Não fomos perdidos nem achados neste projecto, mas o que importa é que tenha sido feito”. E acrescenta que “por falta de medidas alguns espaços já estão a ficar degradados”.

HIPERMERCADOS - Comércio local contra abertura ao domingo

Associação Empresarial de Cascais contesta decisão governamental
A Associação Empresarial do Concelho de Cascais (AECC) está contra a abertura dos hipermercados aos domingos à tarde e aos feriados, tal como consta de um decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros na generalidade, que confere às câmaras municipais a última decisão em relação aos horários de funcionamento dos grandes estabelecimentos comerciais, que poderão agora estar “abertos entre as 06h00 e as 24h00, todos os dias da semana”. O Governo justifica que esta liberalização “alarga a liberdade de iniciativa económica das empresas e permite maior rentabilidade dos espaços e venda dos produtos”. Alega ainda que “ficam harmonizados os horários de funcionamento entre os diferentes estabelecimentos de comércio e serviços, mantendo-se a possibilidade de as câmaras municipais, em casos devidamente justificados, alargarem ou restringirem os limites horários fixados (por razões de segurança, protecção da qualidade de vida dos cidadãos ou de defesa de certas actividades profissionais), ajustando, assim, de acordo com os interesses locais, os horários definidos, para todas as épocas do ano ou em épocas determinadas”. O diploma legal foi aprovado no final de Julho mas, em Cascais, a autarquia ainda não se pronunciou. Confrontado pelo JR com esta questão, o município esclareceu que qualquer alteração de horários, aos domingos e feriados, "serão analisadas e decididas pela Câmara ouvidas as associações com interesses relevantes neste âmbito (patronais, sindicais e outras)". Contra a abertura sem restrições estão os comerciantes locais. Em causa, está o funcionamento dos hipermercados Jumbo, no centro de Cascais, e o Continente, no CascaiShopping. Armando Correia, presidente da AECC, disse ao JR que a posição da sua estrutura é similar à da Confederação do Comércio e Serviços. “Defendemos que o comércio deveria estar todo fechado ao domingo, como na generalidade da Europa. Claro que dava jeito também estarem abertas as Finanças, os Correios e outros serviços, mas esta é uma questão de princípio e de seguir o caminho da Europa”, frisou Armando Correia. Este empresário não acredita nas promessas de criação de mais postos de trabalho, em função da abertura aos domingos e feriados à tarde, que já foi estimada em cerca de oito mil novos empregos. “Dizem que vem trazer mais rentabilidade e postos de trabalho, mas temos a consciência que a abertura aos domingos à tarde não vai criar postos de trabalho, mas sim uma reorganização dos horários”, frisa o presidente da AECC. “Já falámos com o município de Cascais e defendemos uma concertação entre os municípios para que não haja uma dispersão das pessoas para outro concelho que tenha os hipermercados abertos, como sejam os casos de Oeiras, Sintra, Amadora ou até Lisboa”, reforça o responsável, que ainda desconhece a posição da Câmara de Cascais, mas que não esconde a sua preocupação a este nível:. “Se for autorizada a abertura, será mais uma machadada no comércio local”.