terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nova escola em Varge Mondar

Ver edição completa Equipamento vai já receber alunos, mas será inaugurado apenas no dia 5 de Outubro Representando um investimento total de 2,1 milhões de euros, a nova escola EB1/JI de Varge Mondar, na freguesia de Rio de Mouro, vai receber as primeiras crianças na abertura do novo ano lectivo (entre 8 e 13 deste mês), mas a sua inauguração ficará reservada para o dia 5 de Outubro, para assinalar o centenário da República. Em todo o país, ao meio-dia de 5 de Outubro, vão ser inauguradas, simultaneamente, 100 novas escolas ou centros escolares. A Câmara de Sintra associou-se a esta iniciativa à escala nacional e vai atribuir à escola o nome de Fernando Formigal de Morais, precisamente o primeiro presidente do município sintrense, depois do 5 de Outubro de 1910, e filho do fundador da Escola do Morais, situada na Vila de Sintra. A nova escola está, finalmente, concluída após um longo processo que chegou a incluir a paragem das obras, devido a dificuldades financeiras do primeiro empreiteiro, o que atrasou, em muito, o decurso dos trabalhos. Com um investimento global superior a dois milhões de euros, a Câmara de Sintra beneficiou de um financiamento comunitário de 734 mil euros, no quadro do programa PORLISBOA. Este centro escolar vai receber os alunos da Escola EB1 de Albarraque 4, situada no próprio bairro, e de Albarraque 1, que assim fecham as suas portas. No entanto, duas salas de Albarraque 1 serão reconvertidas para jardim- de-infância. A nova escola dispõe de quatro salas de JI, oito salas de 1.º Ciclo e duas unidades de Ensino Especial e está equipada com refeitório, salas polivalentes, sala de informática e biblioteca. Situada na Rua Josefa de Óbidos, a entrada será efectuada pela bolsa de estacionamento ali existente. Junto à entrada, foi construída a área administrativa, de apoio à actividade escolar, e a zona destinada à associação de pais. Os recreios cobertos estão inseridos na estrutura do edifício, de modo a proteger as crianças das intempéries. As salas de aulas têm abertura para o exterior, com os recreios a funcionarem como um prolongamento dos espaços lectivos. Os espaços exteriores permitem a prática de actividades de Educação Física. Com a conclusão desta escola, a atenção da população da freguesia de Rio de Mouro centra-se, agora, na ampliação da Escola EB2,3 Padre Alberto Neto e na construção da Escola Básica Integrada (de Jardim- de-Infância até ao 3.º Ciclo) da Serra das Minas, no âmbito de um acordo de colaboração entre o Ministério da Educação e a Câmara de Sintra. Com os prazos já ultrapassados em relação à previsão de avanço das obras, os responsáveis municipais estimam que, em Setembro ou Outubro, possam lançar o concurso para a construção na nova escola de 1.º Ciclo/JI. Para mais tarde fica, portanto, a nova escola de 2.º e 3.º ciclos. Em todo o concelho e durante este ano lectivo, o município de Sintra vai continuar a investir na ampliação de escolas do 1.º Ciclo, estando previsto ampliar a de Monte Abraão 1, Queluz 2, Casal da Cavaleira (Algueirão), Mem Martins 1, Vale de Mourão, Fitares (Rio de Mouro), Quinta da Fonteireira (Belas), Bolembre e São João das Lampas. Um investimento que vai ascender a 13 milhões de euros. Em construção está, ainda, a Escola EB1/JI do Algueirão, inserido no Agrupamento de Escolas Mestre Domingos Saraiva, enquanto já foi adjudicada a construção da EB1/JI de Colares, no recinto escolar da sede do Agrupamento de Colares (Sarrazola). Até 2013, a autarquia de Sintra promete investir 50 milhões de euros na requalificação e alargamento da rede de estabelecimentos de ensino.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Costa lamenta cinco mortes

Ver edição completa Número de intervenções no mar aumentou drasticamente este ano O mar da Costa da Caparica poderá estar mais perigoso, mas o número de afogamentos registado nesta época balnear terá outra explicação: “As pessoas não respeitam as bandeiras nem os avisos dos nadadores-salvadores”, afirma Luís Vitorino, presidente da Caparica Mar, associação responsável pela orgânica de socorro nas praias. Ainda na quarta-feira, na Praia da Rainha, seis pessoas tiveram de ser socorridas ao mesmo tempo, tendo sido em seguida “autuadas pela Polícia Marítima por desrespeito aos avisos dos nadadores-salvadores”. E nestes casos a multa poderá oscilar entre os 25 e os 250 euros. A operação de enchimento artificial das praias da Costa da Caparica tem sido aventada por alguns como responsável pela alteração do mar, mas para Luís Vitorino “isso não passa de uma mera hipótese”, e o mesmo diz o presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica. “O nosso mar nunca foi fácil. A operação de assoreamento poderá ter facilitado o surgimento de mais agueiros, mas o desrespeito das pessoas pelas autoridades marítimas é a maior causa dos acidentes de mar”, afirma António Neves. E num ano em que as praias encheram, “eram esperados mais problemas”, acrescenta o autarca. “Felizmente os nadadores-salvadores têm feito muito bom trabalho”. E o mesmo faz João Carreira, presidente da Associação de Concessionários das Praias da Costa da Caparica e Fonte da Telha. “O Plano Integrado que estabelecemos com a Caparica Mar está a funcionar excelentemente”. Mais certeza de que o enchimento artificial de areias não está relacionado com o número de casos de afogamento nesta época balnear está o Instituto Nacional da Água (INAG), responsável por esta operação. Segundo informação técnica desta entidade, verifica-se uma “alteração das correntes em toda a costa de Portugal”, e no caso da costa ocidental, existe “uma predominância de correntes de sul e de sudoeste, quando o habitual era correntes de norte, noroeste ou oeste”. Quanto à existência de fundões na Costa da Caparica, o INAG garante que “a execução da alimentação artificial executada em2009 não produziu alterações significativas para além daquelas que todos os anos, mesmo sem alimentações artificiais, o próprio mar naturalmente provoca”. E acrescenta que “mesmo ema nos anteriores à execução das alimentações artificiais, estes fundões são conhecidos dos nadadores-salvadores, razão pela qual as praias estão balizadas com sinalização das áreas onde se pode tomar banho e outras onde é proibido”. O certo é que o último caso de morte por afogamento registado pelo Instituto de Socorros a Náufragos na Costa da Caparica remonta a 26 de Setembro de 2007, um homem de 52 anos.Nesta época balnear, que só termina a 30 de Setembro, a Caparica Mar já contabiliza cinco mortes. Três em Junho, uma em Julho e a última em Agosto, de um jovem de 20 anos que morreu no mar da Praia da Saúde depois de tentar socorrer uma menina de dez anos. E os números negros de Agosto deixam que pensar. Entre o início da época balnear, de 1 de Junho a 31 de Julho, os nadadores-salvadores da Caparica Mar foram chamados a 136 ocorrências, sendo 72 dos casos de salvamento efectivo no mar. Só em Agosto, foram 118 as ocorrências; sendo que 20 dos casos foram por doenças súbita, 31 por traumas, 32 por afogamento, 10 por desaparecimento – crianças que acabaram por ser encontradas pelos nadadores-salvadores – e 24 intervenções por outros motivos. Houve ainda a registar o pedido de socorro de uma embarcação que a seis milhas da costa ficou com o motor avariado, tendo sido socorrida por uma mota de água da Caparica Mar e pelos Bombeiros da Trafaria.

Em defesa da história do farol do Bugio

Ver edição completa Associação Espaço e Memória sugere criação de museu e organização de visitas guiadas A Associação Espaço e Memória, do concelho de Oeiras, sugere a criação de um museu e a organização de visitas guiadas no Verão ao “degradado” farol do Bugio, para recuperar e aproveitar aquele espaço com mais de 400 anos de história. Numa visita guiada ao Bugio, organizada pela associação mediante autorização da Direcção-Geral de Faróis (DGF), é possível ver brechas na estrutura, antigos instrumentos ferrugentos e esquecidos, e entulho acumulado naquilo que eram, antigamente, as casas dos faroleiros e na capela do farol. "O que justifica a existência do Bugio não está lá como demonstrativo a quem o visite, porque enquanto espaço de fortificação é preciso puxar muito pela imaginação para compreender o que se lá passava, e enquanto farol já não tem faroleiros, nem está lá o que fazia parte do seu quotidiano: as casas, os geradores, as comunicações", descreveu à agência Lusa o presidente da Associação Espaço e Memória, Joaquim Boiça. É neste sentido que esta associação organiza as viagens ao Bugio: para que "o que está longe da vista não esteja longe do coração". "É uma tentativa de sensibilização: é necessário intervir para que o estado de degradação não se acentue. Mas também é necessário intervir para dar àquele espaço as condições minimamente dignas para que o próprio seja ilustrador da memória do que foi", disse Joaquim Boiça. Filho, neto e bisneto de faroleiros, Joaquim Boiça acredita que o Bugio "poderia ser, com a boa vontade de algumas instituições [o espaço é gerido pela DGF e pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico], um dos espaços mais emblemáticos para visitar na cidade de Lisboa". A associação acredita que "nos meses de Primavera e Verão seria possível organizar visitas – com o patrocínio da DGF – de modo a dinamizar aquele espaço, dar a conhecer e preservar a parte das memórias que ainda lá estão, sobretudo na zona da capela". Além disso, Joaquim Boiça defende que seria "interessante" criar "uma museografia diferente para aquele espaço, pensada para acolher exposições sazonais". No entanto, o historiador lembra que, há dez anos, quando aquele farol foi alvo de obras de recuperação pela última vez, "o processo foi complicado". "Foi necessário sentar à mesa cerca de 20 instituições para recuperar o farol, que ameaçava ruir. Isto diz muito da nossa burocracia. E depois temos a questão financeira: há por aí tanto património por recuperar", lamentou o presidente da Associação Espaço e Memória. Joaquim Boiça afirma que, no entanto, tem sido "abordado por muitos visitantes do Bugio que depois de confrontados com a realidade do farol sugerem a criação de uma Liga de Amigos do Bugio, para o valorizar e divulgar". "A recuperação de património envolve processos complicados, mas às vezes nasce assim, da iniciativa das pessoas", disse. Pensado e construído para defender a entrada de Lisboa, o Forte do Bugio ficou concluído em 1657, depois de quase 70 anos de obras de construção. Desde cedo começa a servir também de farol, albergando faroleiros até ao final da década de 1980.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ZAMBUJAL - Moradores aguardam impacientes

Requalificação premiada mas sem agrado total
Está em curso no Bairro do Zambujal, na Buraca, um projecto social e de reabilitação urbana que pretende regenerar os espaços exteriores, mas também contribuir para uma melhoria social dos seus habitantes. No entanto, algumas obras até agora realizadas são “insuficientes” ao ver dos moradores que se dizem “esquecidos” pela Câmara da Amadora (CMA). O bairro de realojamento do Zambujal, situado na freguesia da Buraca, um dos primeiros a ser construído no concelho da Amadora, tem vindo a degradar-se ao longo dos ano. Ema Gonçalves, moradora há 27 anos na zona norte do bairro, aponta para um pátio que em tempos já teve um parque infantil onde as ervas daninhas tomaram conta do espaço, e “se algumas zonas estão limpas, foi porque os moradores se uniram para as limpar, para que as nossas crianças possam brincar”. Esta moradora, que paga uma renda de 18 euros mensais, critica que apesar de se terem realizado algumas intervenções em diferentes espaços do bairro, elas nunca chegaram a ser efectuadas naquela na zona, localizada a norte. “Nós aqui nunca temos direito a nada, começam as obras noutros locais, quando aqui chegam dizem-nos que já não há dinheiro”, lamenta. Olhando para o outro lado da rua, os espaços verdes estão relvados, no entanto, reporta-se apenas à zona sul do bairro. Nas restantes zonas, prolifera o lixo espalhado pelas ruas e os espaços públicos tomados pelas ervas daninhas. Existem alguns prédios que foram pintados, mas, Virgínia São Pedro, também moradora, garante que essa intervenção foi feita a custo dos moradores, que se juntaram compraram as tintas e pintaram o prédio. E queixa-se que o excesso de ervas daninhas que chegam a atingir em algumas zonas mais de um metro de altura são um perigo para a saúde pública e só atraem ratos, todo o tipo de insectos e répteis. “É só bicharada, um perigo para as crianças”; conclui. Ema lembra que as várias queixas e pedidos apresentados na Junta de Freguesia da Buraca “de nada têm servido”, pois “nunca ninguém vem cá efectuar a limpeza”. Ema e Virgínia desconhecem a existência do projecto “Zambujal Melhora” que está a ser desenvolvido, numa parceria entre a Câmara Municipal da Amadora (CMA) e Instituto de Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). Um projecto cujo financiamento contempla apenas a intervenção no espaço público e as acções imateriais, que visam a formação e integração da população. Para resolver a questão da degradação dos edifícios, a CMA e o IHRU assinaram um protocolo para intervir no edificado. “Neste momento a autarquia já conseguiu recuperar os seus cerca de 100 fogos.O IHRU prepara-se para intervir nos cerca de mil imóveis, em três fases, a primeira arrancará em Outubro”, adianta Carla Tavares, responsável pelo pelouro da Habitação na CMA. A responsável adianta que o bairro “não voltará a ser o mesmo”, no final de 2011, adiantando que os projectos de recuperação das zonas exteriores estão concluídos estando a iniciar-se a fase de concurso público. Mas o presidente da Junta de Freguesia da Buraca, Jaime Garcia, lamenta que algumas obras já tenham sido feitas sem que tenham sido atendidas algumas solicitações da Junta, nomeadamente ao nível de segurança. “Não fomos perdidos nem achados neste projecto, mas o que importa é que tenha sido feito”. E acrescenta que “por falta de medidas alguns espaços já estão a ficar degradados”.

HIPERMERCADOS - Comércio local contra abertura ao domingo

Associação Empresarial de Cascais contesta decisão governamental
A Associação Empresarial do Concelho de Cascais (AECC) está contra a abertura dos hipermercados aos domingos à tarde e aos feriados, tal como consta de um decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros na generalidade, que confere às câmaras municipais a última decisão em relação aos horários de funcionamento dos grandes estabelecimentos comerciais, que poderão agora estar “abertos entre as 06h00 e as 24h00, todos os dias da semana”. O Governo justifica que esta liberalização “alarga a liberdade de iniciativa económica das empresas e permite maior rentabilidade dos espaços e venda dos produtos”. Alega ainda que “ficam harmonizados os horários de funcionamento entre os diferentes estabelecimentos de comércio e serviços, mantendo-se a possibilidade de as câmaras municipais, em casos devidamente justificados, alargarem ou restringirem os limites horários fixados (por razões de segurança, protecção da qualidade de vida dos cidadãos ou de defesa de certas actividades profissionais), ajustando, assim, de acordo com os interesses locais, os horários definidos, para todas as épocas do ano ou em épocas determinadas”. O diploma legal foi aprovado no final de Julho mas, em Cascais, a autarquia ainda não se pronunciou. Confrontado pelo JR com esta questão, o município esclareceu que qualquer alteração de horários, aos domingos e feriados, "serão analisadas e decididas pela Câmara ouvidas as associações com interesses relevantes neste âmbito (patronais, sindicais e outras)". Contra a abertura sem restrições estão os comerciantes locais. Em causa, está o funcionamento dos hipermercados Jumbo, no centro de Cascais, e o Continente, no CascaiShopping. Armando Correia, presidente da AECC, disse ao JR que a posição da sua estrutura é similar à da Confederação do Comércio e Serviços. “Defendemos que o comércio deveria estar todo fechado ao domingo, como na generalidade da Europa. Claro que dava jeito também estarem abertas as Finanças, os Correios e outros serviços, mas esta é uma questão de princípio e de seguir o caminho da Europa”, frisou Armando Correia. Este empresário não acredita nas promessas de criação de mais postos de trabalho, em função da abertura aos domingos e feriados à tarde, que já foi estimada em cerca de oito mil novos empregos. “Dizem que vem trazer mais rentabilidade e postos de trabalho, mas temos a consciência que a abertura aos domingos à tarde não vai criar postos de trabalho, mas sim uma reorganização dos horários”, frisa o presidente da AECC. “Já falámos com o município de Cascais e defendemos uma concertação entre os municípios para que não haja uma dispersão das pessoas para outro concelho que tenha os hipermercados abertos, como sejam os casos de Oeiras, Sintra, Amadora ou até Lisboa”, reforça o responsável, que ainda desconhece a posição da Câmara de Cascais, mas que não esconde a sua preocupação a este nível:. “Se for autorizada a abertura, será mais uma machadada no comércio local”.

Praia Grande decide título mundial

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Sintra Portugal Pro 2010 reúne os melhores praticantes de bodyboard de todo o mundo
O ‘bodyboarder’ das Ilhas Reunião Amaury Laverhne sagrou-se campeão do circuito mundial no Sintra Portugal Pro 2010, ao vencer a finalíssima, disputada no passado domingo, nas ondas da Praia Grande, diante de Guilherme Cobo. Laverhner alcançou o número de pontos que lhe possibilitaram conquistar antecipadamente o título, um objectivo que já perseguia há seis anos consecutivos, tantas quantas as participações na competição da Praia Grande, segundo informação da organização. “Não esperava, de todo, chegar ao título este ano”, comentou o campeão que registou um ano irregular em termos de prestações nas restantes etapas do campeonato. Na categoria feminina, a sucessora de Catarina Sousa, vencedora da edição do ano passado do Sintra Portugal Pro e a primeira portuguesa a atingir tal feito, é a brasileira Isabella Sousa, que foi à final com a japonesa Miya Inoue. Na competição de Dropknee, Dave Winchester foi o grande vencedor, não dando grandes hipóteses aos adversários numa final disputada com um dos derradeiros portugueses em prova, Luís Pereira. Quanto aos ‘bodyboarders’ portugueses, alguns resistiram até às fases mais decisivas deste Sintra Portugal Pro 2010. Manuel Centeno e Catarina Sousa chegaram às meias-finais das respectivas categorias, mas não conseguiram ir mais longe. Catarina sucumbiu à experiência da japonesa Inoue em ondas pequenas, enquanto Centeno acabou derrotado pelo espanhol Guilhermo Cobo. Com um “Prize Money” total de 60 000 dólares, cerca de 50 000 euros, o Sintra Portugal Pro 2010 continua a ser a mais premiada e concorrida de todo o Circuito Mundial de Bodyboard. O evento da Praia Grande preencheu a 5.ª etapa do Mundial de Bodyboard de 2010 e integra desde 2009 o circuito Grand Slam, competição paralela criada pela IBA – International Bodyboarding Association. A cerimónia de encerramento e de entrega de prémios foi presidida pelo vereador dos pelouros de Desporto e Turismo da Câmara de Sintra, Lino Ramos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Almada entre os concelhos mais ricos

Ver edição completa Instituto Nacional de Estatística coloca concelho no 15.º lugar do ‘ranking’ do poder de compra Almada é o 15.º concelho do país com maior poder de compra, segundo uma lista recentemente publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que coloca Lisboa no primeiro lugar. Aliás, a região de Lisboa congrega seis dos quinze concelhos portugueses com maior poder de compra a nível nacional. Neste estudo, referente a 2007, Oeiras surge em segundo lugar, seguida de Cascais em quarto, Alcochete em quinto e Montijo no nono lugar. Curiosamente, o distrito de Setúbal que é tido como um dos mais difíceis do país, registando a maior taxa de desemprego, coloca quatro concelhos no ‘ranking’ dos 15 melhores entre os 308 municípios portugueses. Sines obteve um indicador de 127,61 relativamente à média ‘per capita’ do poder de compra (IpC), estando assim em 14.º. Pior pontuada está a capital do distrito, Setúbal, que surge em 21.º com um indicador de 113,3. Ainda referente ao distrito, entre os concelhos classificados acima da média nacional do IpC, o Barreiro é o 31.º concelho com um indicador de 107,46, seguindo de Palmela (34.º) com 103,96 e de Sesimbra (38.º) com 100,73. O Seixal é primeiro concelho do distrito a cair fora desta média nacional; surge em 50.º lugar com o índice 96,11. O vereador António Matos, que tutela a pasta do Desenvolvimento Social, mostra- se agradado pelo posicionamento do concelho de Almada neste ‘ranking’, mas lembra que “costuma estar entre os dez melhores do país”. Esta oscilação estará relacionada com o momento em que é feito este estudo, que tem por base indicadores como vencimento salarial, contratos imobiliários e o número de automóveis. Entretanto, segundo o autarca, existe um outro factor que “penaliza” Almada nestas contas do INE. “No concelho não existem grandes empresas de indústria. Este é um indicador importante para colocar alguns concelhos nos primeiros lugares desta lista”. Ou seja, as mais de cinco mil pequenas e média empresas que colocam o concelho no quinto lugar, do país, em parque de terciário, não conseguem equilibrar a balança. Apesar da boa posição do concelho nesta lista do INE, o vereador António Matos afirma que continuam a existir “muitos problemas sociais” em Almada. “O poder de compra está mal distribuído e a Câmara está preocupada com essa desigualdade”, acrescenta. Segundo este estudo do INE, em 2007, dos 308 municípios portugueses, apenas 39 superavam o poder de compra ‘per capita’ médio nacional, enquanto que na edição de 2005 eram 43 os municípios em que tal se verificava. Outro dado comparativo revela que em 2007 eram 21 os municípios com um poder de compra ‘per capita’ manifestado inferior a 50 por cento da média nacional, ao passo que em 2005 apenas 17 estavam nesta situação.