quarta-feira, 21 de julho de 2010

Criminalidade preocupa farmácias

Ver edição completa PSP destaca agente para intensificar o policiamento de proximidade junto dos empresários da Parede Os empresários da freguesia de Parede têm agora uma comunicação mais fácil com a PSP: os responsáveis policiais designaram o agente principal Carmona como elo de ligação com o comércio local. Esta decisão foi anunciada no encontro recentemente promovido pela Associação Empresarial do Concelho de Cascais (AECC) e pela Divisão da PSP, que decorreu no Centro Comunitário de Parede, e que contou com a presença de uma dezena de empresários da freguesia. Os empresários ouviram atentamente os conselhos da chefe da PSP, Ana Ribeirinho, sobre a prevenção da criminalidade, num contexto de policiamento de proximidade, com vista à adopção de práticas preventivas para evitar problemas. Todos os presentes revelaram ao JR que já tiveram situações de assaltos nos seus estabelecimentos. Maria Grincho, responsável pela Farmácia Grincho, falou das preocupações em resultado destes estabelecimentos efectuarem serviços permanentes. “A média é a de um assalto por mês no concelho. Andamos sempre preocupados. São assaltos ao fim da tarde, com armas de fogo, facas e ameaças. Até agora não houve nada a lamentar, a não ser danos materiais”, contou. A responsável registou que “também já houve arrombamentos. Foi o que aconteceu de noite na Farmácia Ferreira (Carcavelos) com pessoas lá dentro. Na Brandão (Parede), entraram por uma janela de noite e na Aisir Aragão (Madorna) assaltaram ao fim da tarde”. “Temos feito o que a PSP diz. Fazemos depósitos ao longo do dia e não oferecemos resistência”, disse Maria Grincho. Maria Manuela Martins, da Farmácia Brandão, recordou um assalto: “Um sujeito entrou às dez para a uma da tarde e pediu o dinheiro e eu dei-lhe. Nem foi bem um assalto”, ironizou. “Eu dei-lhe logo. A ordem é dar, não fazer frente a ninguém. Abri automaticamente a gaveta e dei. Não havia nenhum cliente”. Já houve situações em que “os assaltantes até reclamam e dizem que é pouco dinheiro”, relatou ainda esta empresária. Miguel Florentino, responsável pela padaria/pastelaria “A Merenda”, garrafeira “A História” e tabacaria “A Merenda”, revelou que já foi vítima de assaltos “em dois estabelecimentos há um ano, por isso é sempre bom ouvir os conselhos dos agentes de segurança”. Na Parede, constata, “a gente vê poucos agentes da PSP, mas não significa que não haja qualidade porque sempre que precisamos eles vêm e têm sido muito eficientes”. “Fui assaltada muitas vezes antes de pôr grades. Mas, no Natal, distraí-me e roubaram-me o dinheiro da caixa”, conta Nina Couto, da Color Paco. Esta empresária nota que “no Inverno, a partir das 18h00, há mais receio em andar de noite. Mas mesmo agora, a gente já começa a recear e a não estar seguro porque no centro da Parede há muitos pedintes na rua”. Em jeito de resposta às interpelações e a título de balanço, o subcomissário Antunes, comandante da Esquadra da Parede, focou que “uma postura preventiva é melhor do que uma postura reactiva”. Apesar de já estar pensado há muito, só agora foi possível “ter alguém disponível para acompanhar os comerciantes. O nosso agente principal Carmona vai ser o elo de ligação entre a PSP e os comerciantes. Está na esquadra há quatro anos mas já fez este serviço com comerciantes em Loures. Penso que vai ser uma mais- -valia para os comerciantes e para a PSP”.

Parque urbano sem condições

Ver edição completa Em Outeiro de Polima, crianças continuam sem poder brincar Foi inaugurado a 20 de Setembro de 2009, mas o Parque Urbano de Outeiro de Polima ainda não está à disposição das brincadeiras das crianças. Num espaço, com cerca de cinco hectares, integrado entre os bairros de Outeiro de Polima e Torre de Aguilha, onde foi feita uma significativa requalificação paisagística e montado diverso equipamento desportivo e de lazer, as crianças só podem brincar se ‘pularem a cerca’. Passados dez meses, os baloiços e restantes equipamentos de diversão encontra-se ‘presos’ por grades. “É só para inglês ver”, diz quem circula de bicicleta ou passeia com o animal de estimação. O certo é que, algumas das pessoas que aplaudiram a iniciativa da Câmara de Cascais em executar mais um parque urbano, um dos maiores do concelho, contestam agora o seu (anormal) funcionamento. A par do parque infantil ‘entaipado’, encontram-se fechadas também a cafetaria, o mercado, o anfiteatro e o edifício de apoio ao campo multiusos, cuja fechadura já foi arrombada. O mesmo tem acontecido com o equipamento do parque infantil. Para terem acesso, as crianças vão afastando as grades para brincar. “Quase um ano depois dá a sensação que o espaço ainda não foi inaugurado.À entrada do parque ainda estão presentes pilhas de entulho”, denuncia Carlos André. Este munícipe adiantou que “inacreditavelmente, ao fim de quase um ano, ainda não foram retiradas as grades de protecção das áreas para as crianças e os equipamentos são utilizados por jovens que se atrevem a passar além delas, alguns deles já sem idade para os utilizar e apenas com intenção de os vandalizar”. “O facto é que esta obra custou aos cofres da Câmara 1,8 milhões de euros e por isso é inexplicável como é possível, imediatamente a seguir à inauguração, ser dada ao abandono e objecto de vandalismo e frequentada por toxicodependentes”, lamentou este munícipe. Em declarações ao JR, o vice- presidente da Câmara de Cascais, também vereador responsável pelo pelouro do Ambiente, explicou que “para que o Parque Urbano de Outeiro de Polima funcione em pleno, a Câmara está a aguardar que sejam ultrapassados problemas que se registaram com os fornecedores do equipamento”. Ainda sem previsão para o funcionamento em pleno do Parque Urbano de Outeiro de Polima, o autarca crê que “depois do Verão, os problemas estejam resolvidos”, mas ressalva que “a nossa previsão era termos tudo pronto a 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente”.

FALAGUEIRA - Voluntários para ajudar quem precisa

Ver edição completa Co(op)ração cria serviço de apoio domiciliário É numa loja cedida pela Câmara da Amadora (CMA) no bairro social Casal do Silva, na freguesia da Falagueira, que será instalado o Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) da Co(op)ração – Cooperativa de Solidariedade Social. Trata-se de uma instituição, criada há dois anos para ajudar a população maior a ter um “envelhecimento activo”, que quer abrir as portas da nova valência com recurso ao apoio das empresas dentro e fora do concelho. As jovens arquitectas, Sílvia Rocio e Mariana Póvoa, vão disponibilizar o seu tempo, de forma gratuita, com o objectivo de desenharem o projecto da loja cedida pela autarquia que irá acolher o SAD da Co(op)ração. Têm um longo percurso pela frente, visto que está tudo por fazer. O espaço ainda está em bruto, nunca foi ocupado. O chão em cimento ainda está por levantar e os tectos por cobrir. Encaixar um vestiário com duche, um átrio, duas casas de banho e gabinetes administrativos em cerca de 100 metros quadrados é a tarefa que as duas jovens têm pela frente. “Queremos transformar a loja num espaço polivalente e com conforto”, explica Sílvia Rocio. Já Mariana Póvoa acrescenta que “o desafio vai ser pensar num espaço com acessibilidades para todos, desde as rampas às casas de banho”. Estas duas jovens, ambas a trabalhar em gabinetes de arquitectura, garantem que todo o tempo livre será para se dedicarem a este projecto. Elas são o primeiro exemplo daquilo que a cooperativa pretende fazer para levar por diante a tarefa de pôr de pé o SAD. “Queremos que este seja um projecto de responsabilidade social. Estamos a tentar obter apoios junto das empresas de materiais de construção. Para já temos um apoio da fundação Galp Energia que através da lei do mecenato irá fornecer o equipamento de escritório”. A carrinha que vai prestar o serviço já foi cedida à instituição. Mas, se já há projecto, transporte e mobiliário, faltam ainda as matérias-primas e a mão-de-obra. “Estamos à procura de mecenas, mas acreditamos que este processo não vai atrasar a obra”, refere Filipe Espinha, responsável pela instituição. Uma obra que está orçada em cerca de 20 mil euros e que Filipe Espinha acredita que será inteiramente financiada através de mecenas. A funcionar ainda este ano Sem avançar datas, Filipe Espinha acredita que o SAD “estará em funcionamento ainda este ano”. Para isso, a Co(op)ração pretende envolver as entidades licenciadoras, como a Segurança Social, durante a fase de obra. “Vamos tentar fazer com que a Segurança Social acompanhe todo o processo para que possamos avançar assim que as obras terminem”, acrescenta o responsável. O SAD terá capacidade, numa primeira fase, para 36 pessoas.Oserviço terá características municipais, pois irá abranger todo o concelho. “Cerca de 80 por cento da população da Amadora necessita de apoio domiciliário, há muita falta de respostas nesta área”, refere Filipe Espinha. O apoio prestado pela instituição será “atípico” porque, para além, da higiene e alimentação, o SAD “vai proporcionar ainda serviços como apoio psicológico, animação cultural, nutrição e acompanhamento a consultas ou leitura de jornais”, acrescenta ainda Filipe Espinha. Voluntários precisam-se Para isso, o responsável conta com a participação de “voluntários, jovens e menos jovens”, cumprindo um dos principais eixos de acção da cooperativa que visa “o envelhecimento activo”, preparando “os adultos a entrarem numa etapa diferente das suas vidas”, através de vários projectos como o Infogerar, que promove cursos de informática para a população maior. A Co(op)ração foi fundada em finais de 2008, estando desde essa altura a desenvolver projectos relacionados com idosos numa loja, situada na Damaia, também cedida pela autarquia. Na loja cedida pela CMA, no bairro social Casal do Silva, Filipe Espinha espera “uma boa integração, queremos que este seja um projecto aberto à comunidade, não queremos que seja desligado desta população”. Fazer tudo “com amor e em que todas as pessoas fazem parte”, é o lema da instituição, que “dois anos depois temos tido bons resultados”, conclui o responsável.

Benfiquistas com alma e chama imensa

Ver edição completa PSP promove visita guiada ao Estádio do Benfica para crianças da Cova da Moura Cerca de 50 crianças do Centro de Actividades de Tempos Livres da Associação Moinho da Juventude, que presta apoio à população do bairro da Cova da Moura, acompanhados por três agentes da PSP, foram, na semana passada, ao Estádio do SL Benfica, em Lisboa. Uma visita que fez as felicidades da maioria adepta do clube das águias. A tarde de quarta-feira, dia 14, foi recheada de emoções para as crianças da Cova da Moura. A visita à catedral benfiquista, que durou cerca de duas horas, deu-lhes a conhecer uma exposição com os principais títulos do clube, assim como os equipamentos que pertenceram a grandes jogadores, como Eusébio. Seguiu-se um passeio pelas bancadas do estádio, uma ida aos balneários e até deu para perceber como funciona o canal de televisão do Benfica, com direito a entrevistas. No final, houve tempo para um pequeno torneio. Os três agentes da PSP que integram o policiamento de proximidade da Cova da Moura, acompanharam as 50 crianças, entre os 5 e os 15 anos. “Visto que temos uma boa relação com os agentes do policiamento de proximidade, levantou-se a questão de vir visitar o estádio do Benfica”, explica Daniel Nascimento, da associação Moinho da Juventude. “A ideia é fazermos actividades que as crianças gostem, mas também trabalhar o conhecimento e a disciplina, assim como terem acesso ao mais variado tipo de actividades”, acrescenta o responsável. A maioria colocou as mãos no ar quando questionada sobre se o clube favorito era o Benfica. Era o caso de Jeisa Fernandes, 12 anos, que chegou mesmo a ser entrevistada pelo repórter da Benfica TV. “Os meus jogadores favoritos são o Di Maria e o Cardoso, porque jogam bem”, disse na entrevista, acrescentado que da visita, o que mais gostou foi “ver as taças que o clube já conquistou”. Já para Taís Martins, 7 anos, o que mais a impressionou foi “ver as bancadas e o relvado”. Esta visita integra-se no projecto policiamento de proximidade da PSP, que visa aproximar os cidadãos da polícia. O trabalho que é feito com as crianças pretende ter efeitos no futuro, tornando-as em adultos com mais respeito pela polícia.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Algueirão-Mem Martins continua sem orçamento

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Assembleia de Freguesia volta a rejeitar contas de 2010 Algueirão-Mem Martins continua sem orçamento aprovado para o corrente ano. As contas da autarquia foram rejeitadas, pela segunda vez, em sede de Assembleia de Freguesia, com os votos desfavoráveis de PS, Bloco de Esquerda e CDS-PP. Os votos contra do CDS-PP têm sido determinantes para a rejeição da proposta e surgem após a coligação ‘Mais Sintra’, entre PSD e CDS-PP, ter sido desfeita em plena tomada de posse, em Novembro de 2009. Após uma primeira tentativa em Abril, o Orçamento voltou a ser rejeitado em sessão realizada na passada quarta-feira, no Mem Martins Sport Clube. Apesar de algumas alterações nas contas, que ascendem a um milhão e 800 mil euros, o documento seria rejeitado, por onze votos contra nove dos eleitos de PSD e CDU. O presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins desvaloriza mais esta rejeição, já que se mantém em vigor o Orçamento de 2009 "que até é mais vantajoso". Manuel do Cabo atribui este desfecho "a problemas no interior da coligação ‘Mais Sintra’, entre PSD e CDS-PP, na freguesia de Algueirão-Mem Martins" e que, garante, passam à margem da sua acção, na sua qualidade de "independente". Confrontado com um repto lançado pelo BE de que "os vogais da Junta de Freguesia deveriam apresentar a sua demissão", Manuel do Cabo considera que essa situação "está fora de questão; ninguém se demite". Para o eleito, a Junta de Freguesia está a trabalhar sem constrangimentos, apesar de não dispor de contas aprovadas no corrente ano. "A Junta tem orçamento, a Junta está a trabalhar, continuamos a ter as nossas reuniões, continuamos a fazer investimentos", sublinha o autarca. No entanto, Manuel do Cabo lamenta que o Orçamento não tivesse sido aprovado, "porque esta segunda proposta contemplava alguns pontos colocados pela oposição, e particularmente pelo CDS-PP, aquando da apreciação da primeira versão do documento". O eleito frisa que houve um reforço das verbas destinadas à Acção Social, numa verba que ascende a cerca de 100 mil euros, mas também alerta que uma Junta de Freguesia não pode ir muito mais além da actividade que Algueirão-Mem Martins já desenvolve. "Não nos podemos esquecer que uma junta de freguesia não é a Segurança Social, somos um parceiro de proximidade, mas não temos solução para estas questões", acentua Manuel do Cabo. "A Junta pode arranjar uns dinheirinhos para os pensos", reforça o autarca, que ressalva, no entanto, que o órgão autárquico não se resume aos primeiros-socorros e apoia "mais de 100 pessoas na compra de medicamentos" e muitos carenciados em bens alimentares. O executivo da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins deverá apresentar nova proposta de orçamento em Setembro. Mas, terá de alterar radicalmente as suas propostas para conseguir a aprovação definitiva, já que o BE, por exemplo, considera que as contas apresentadas "significam a continuação de uma política com as prioridades invertidas, de ausência de ordenamento do território e de respeito pelas pessoas". Em comunicado, o BE considera que o orçamento e o plano de investimentos não fazem referências "ao reforço da rede pública de equipamentos de apoio à infância, aos jovens, aos idosos, aos deficientes, aos desempregados, nem ao reforço e reorganização da rede de transportes, nem a soluções para o estacionamento ou a mobilidade de peões". Outros investimentos como um parque urbano, instalações desportivas, entre outros, também não merecem qualquer referência, lamenta o BE.

Vigilância apertada contra fogos florestais

Ver edição completa Bombeiros de Belas inauguram autotanque na comemoração do seu 85.º aniversário A 21 de Agosto de 2009, os Bombeiros Voluntários de Belas (BVB) perderam uma viatura, naquele que foi considerado o maior incêndio a nível distrital. Quase um ano depois, em plena Fase Charlie, a mais crítica em termos de fogos florestais, a corporação de Belas vê reforçado o seu dispositivo operacional com a inauguração de uma viatura para substituir o autotanque então consumido pelas chamas. Um investimento superior a 143 mil euros, comparticipado em 80% pela Autoridade Nacional de Protecção Civil e que contou ainda com o apoio da Câmara de Sintra, de algumas entidades locais e com recursos da própria associação. Uma viatura que os responsáveis dos BVB esperam que, este ano, tenha menos actividade do que a sua antecessora. É que nos dois últimos anos, sempre no final de Agosto, a Serra da Carregueira, um dos pulmões da freguesia de Belas e do concelho de Sintra, foi vítima de dois violentos incêndios que destruíram património florestal e provocaram o pânico entre a população local. "Menos actividade significa menor número de ocorrências e de riscos para a população e para o próprio ambiente", salienta Daniel Cardoso, comandante dos BVB, que no passado domingo assinalaram o seu 85.º aniversário. Para evitar que a situação se repita na Serra da Carregueira, e em toda a área do concelho de Sintra, o dispositivo operacional de combate a incêndios florestais está em alerta máximo,com 12 elementos em prontidão em todas as corporações (Agualva-Cacém, Algueirão-Mem Martins, Almoçageme, Belas, Colares, Montelavar, São Pedro de Sintra e Sintra), à excepção de Queluz que dispõe de uma equipa de quatro elementos. "Evidentemente que, além destes homens, existe o restante pessoal das nove corporações. Estes são aqueles que estão em permanência, durante 24 horas por dia, no dispositivo de combate a fogos florestais", salienta o comandante operacional municipal, Pedro Ernesto Nunes. Além da Serra de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial, a Serra da Carregueira é, sem dúvida, uma das preocupações dos diferentes agentes de Protecção Civil. O próprio Governo Civil de Lisboa está a assegurar os custos com o funcionamento, 24 horas por dia, de um posto de vigia em Belas, que em anos anteriores tem sido suportado pela empresa promotora do Belas Clube de Campo. "É um posto de vigia que faz uma triangulação com Sintra e Mafra e pode alertar para o início de qualquer ocorrência", realça Pedro Ernesto Nunes, que destaca que "o Governo Civil se disponibilizou para suportar as despesas desse posto de vigia e, com pessoal dos corpos de bombeiros dos concelhos de Sintra e da Amadora, temos vigilância 24 sobre 24 horas". Um posto de vigia que permite seguir uma estratégia delineada a nível nacional, a de tentar debelar o incêndio através de um ataque inicial musculado. "Esta torre de vigia, activada 24 sobre 24 horas, também nos permite, aos primeiros sinais, ter uma intervenção com todos os meios possíveis, de forma a debelar de imediato essa situação", sublinha o governador civil que também desvaloriza a mudança do meios aéreos de Sintra para o Montijo. "Esse meio aéreo está perfeitamente ao dispor", garante António Galamba, que esteve em Sintra na passada quinta-feira no sentido de se inteirar do dispositivo concelhio em plena Fase Charlie.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pena reduzida na Relação

Ver edição completa Isaltino continua preso aos tribunais, mas com caminho livre na Câmara Um crime de branqueamento e três de fraude fiscal mantêm Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, preso às acusações nos tribunais e na praça pública, perfazendo um cúmulo jurídico correspondente a uma pena de dois anos de prisão. Quanto ao restante, a sentença do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), proferida esta terça-feira, veio aligeirar sobremaneira a decisão anterior sobre o caso, emitida pelo Tribunal de Sintra há cerca de um ano, onde o autarca havia sido condenado a sete anos de prisão e a perda de mandato. Agora, não só é anulada a pena acessória de perda de mandato, como se entendeu mandar reabrir a audiência de julgamento para reanalisar factos relativos ao crime de corrupção passiva (ligados ao empresário João Algarvio) que se considerou não terem sido devidamente provados. Além disso, a Relação decidiu absolver Isaltino Morais do crime de abuso de poder, baixar o valor da indemnização (de 463 mil para cerca 197 mil euros) a pagar na parte cível do processo e, ainda, revogar a anterior declaração de perda do terreno que o edil detinha em Cabo Verde (concretamente, no Mindelo, cidade com a qual Oeiras tem um acordo de geminação). Razões mais do que suficientes para Isaltino ter um Verão mais despreocupado, já que tudo deverá continuar sensivelmente na mesma quanto à condução dos destinos da Câmara. Na verdade, quem pedia a demissão do autarca não deixará de a voltar a pedir perante a persistência de uma condenação a pena de prisão (mesmo que agora desagravada). Quanto ao próprio visado, já fez saber que pretende levar o processo “até às últimas consequências”. “No que estiver ao meu alcance recorrerei para demonstrar a minha inocência”, sublinhou o presidente da autarquia aos jornalistas, no dia em que foi divulgado o acórdão do TRL, salientando acreditar que “a justiça se fará”. Por consequência, recusou, também, a ideia de que poderá estar a equacionar o abandono da chefia do município de Oeiras por causa do processo. “Se eu sou inocente e tenho a minha consciência tranquila, fui legitimamente eleito para o cargo de presidente da Câmara, porque é que iria abandonar o cargo, irei lutar até ao fim pela minha inocência”, reiterou o edil. Isaltino Morais foi constituído arguido em 2005 num processo relacionado com contas bancárias não declaradas na Suíça e no KBC Bank Brussel, em Bruxelas (Bélgica). O Ministério Público (MP) acusou o autarca de Oeiras de depositar mais de 1,32 milhões de euros em contas da Suíça quando, entre 1993 e 2002, Isaltino Morais auferia, enquanto presidente da Câmara, 351 139 euros. Nas investigações então realizadas, o MP entendeu que, desde que Isaltino Morais iniciou funções na Câmara de Oeiras (em 1986), “recebia dinheiro em envelopes entregues no seu gabinete da Câmara” para licenciar loteamentos, construções ou permutas de terrenos.