sexta-feira, 9 de julho de 2010

Parque infantil espera baloiços

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Investimento de 22 mil euros no Jardim Municipal de Paço de Arcos Um parque infantil sem baloiços é como um jardim sem flores... Pelo menos, terá sido isso que sentiu o presidente da Câmara, no passado domingo, aquando da inauguração do novo local de brincadeiras no Jardim Municipal de Paço de Arcos. “O meu imaginário de criança está ligado aos baloiços, acho que faz falta aqui um equipamento desse género”, admitiu Isaltino Morais, corroborando, aliás, as opiniões de alguns populares que comentavam entre si as grandes dimensões do recinto e os, comparativamente, poucos equipamentos de diversão instalados. O reparo foi justificado pelo presidente da Junta de Freguesia de Paço de Arcos, Nuno Campilho, que salientou ter dado seguimento a um projecto proveniente da Câmara, apesar de a intervenção ter sido feita no âmbito do protocolo de delegação de competências da Câmara para as juntas de freguesia. “Penso que seja a primeira freguesia a assegurar uma obra destas, mas a verdade é que não temos projectistas”, disse o autarca, adiantando que também deu conta da ausência de baloiços. Agora, compromete-se, o desejado equipamento deverá estar no local e apto para ser utilizado pelas crianças “até ao final de Julho”. Mas Isaltino não ficaria por esta constatação. Notou que ao bebedouro faltava pressão – o que não deixou de ser paradoxal tendo em conta que Nuno Campilho é, também, administrador dos SMAS de Oeiras e Amadora – tendo sido prometida injecção de força ao fontanário. Finalmente, à saída do parque, o presidente daria conta de um risco de segurança, motivado por um relevo com desnível abrupto no caminho de acesso. “Isto pode ser um problema para avós e netos, tem que se prolongar a rampa até fora da zona de entrada do recinto para precaver o perigo de um entorse ou uma queda”, especificou Isaltino. Cuidados dignos de um fiscal da ASAE, dir-se-ia... Recorde-se que depois de a ASAE haver fiscalizado um punhado de parques infantis camarários, a autarquia decidiu encerrar as cerca de 80 estruturas precavendo eventuais coimas. “Infelizmente, essa autoridade agiu sem qualquer atitude pedagógica prévia”, recordou a propósito o edil, ressalvando que “alguns deles, nós já estávamos a pensar o seu encerramento”. Entretanto, já reabriram quase 30 parques infantis. Mas o fecho foi aproveitado para reformular a distribuição geográfica dos mesmos, o que poderá levar ao encerramento definitivo de alguns. “Serão avaliados consoante o seu uso e a sua dimensão, pois poderá não se justificar ter um pequeno parque perto de um grande”, explicou o presidente da Câmara.

SATUO - Isaltino reitera viabilidade

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Oposição questiona futuro perante prejuízos de 17 milhões O SATUO não pára... de acumular prejuízos. São já 17 milhões de euros desde a sua inauguração, em 2004. O relatório de contas de 2009, discutido em Assembleia Municipal recentemente, indica que o Sistema Automático de Transporte Urbano, do qual a Câmara de Oeiras é a principal accionista, aumentou, só no ano transacto, o balanço negativo em mais 3,3 milhões de euros, para uma receita de apenas 293 mil euros. Um fardo pesado, mais ainda numa altura em que os cofres da autarquia andam em ritmo semelhante ao do próprio SATUO, que tem muitas e boas intenções, mas poucos passageiros lá dentro para sustentar os objectivos... No entanto, aquele que foi o grande impulsionador do sistema eléctrico não desarma e mostra-se confiante de que o mesmo chegará a bom porto: “É um projecto ecológico e de mobilidade fundamental para a qualidade de vida das populações”, reiterou ao JR Isaltino Morais, destacando os “milhares de carros retirados das estradas”. O problema "foi que, no período em que eu não estive na Câmara, a autarquia não fez a candidatura que deveria ter efectuado ao Fundo de Coesão e Transportes da UE”. O edil frisa, contudo, que há uma janela de oportunidade a abrir-se para desbloquear a situação. “Com os reajustamentos em curso ao nível de fundos europeus, vamos apresentar, já em Setembro, uma candidatura de financiamento patrocinada pela Câmara”, revela Isaltino Morais. Perseverança em defesa do interesse público, dizem uns; teimosia prejudicial para o erário público, lamentam outros. As posições estão extremadas quanto ao futuro de um projecto que há muito já deveria ter crescido até aos cerca de 2,5 km de extensão e chegado ao Lagoas Park. Não passa, ainda, dos 1,2 km que distam entre o cais de embarque dos Navegantes (junto à estação de comboios de Paço de Arcos) e o terminal “forçado” no Fórum (acesso ao Centro Comercial Oeiras Parque e ao Parque dos Poetas), passando pela estação intermédia da Tapada. Em fase posterior, o objectivo é chegar ao Cacém, na Linha de Sintra, passando pelo TagusPark. “Aí é que se verá, à evidência, os benefícios do SATUO em todo o seu potencial”, garante Isaltino. Para os deputados municipais da oposição, porém, o peso do presente fala mais alto. Para já, todos querem respostas: quem paga o prejuízo do SATUO? Porque é que a autarquia não tem liquidado a sua percentagem dos prejuízos (cerca de 8,5milhões de euros)? E que viabilidade terá a execução do que falta no plano de expansão? Os deputados da CDU defenderam mesmo que o SATUO seja desactivado, o que seria “um acto de inteligência da Câmara”, enquanto o Bloco de Esquerda propôs que “fosse vendido a um euro”. Na referida reunião da Assembleia Municipal, o vice-presidente da Câmara, Paulo Vistas, admitiu “partilhar” das mesmas preocupações. Quanto ao pagamento da dívida, “o entendimento da Câmara [do acordo assinado entre os dois accionistas] é que nesta 1.ª fase do projecto, o município não tem de entrar com investimento”, já que o mesmo acordo refere que “a Teixeira Duarte assegura o investimento e o prejuízo até ao Lagoas Park”. A partir daí será a Câmara [que detém 51% do capital] a assumir tais funções, “mas o prejuízo que vem de trás não conta”, clarificou Paulo Vistas, rematando que “não há nenhum interesse em que o SATUO se mantenha assim”, pelo que se “a Teixeira Duarte entender parar o transporte a Câmara de Oeiras não tem nada a opor”. Adiantou, ainda, que, após uma reunião entre os parceiros e o secretário de Estado dos Transportes, Carlos Fonseca, “o Governo garantiu reunir todos os esforços para encontrar um financiamento público para a 2.ª fase”.

DE ALMADA A CACILHAS - Flexibus já começou a circular

Ver edição completa Exemplo de serviço público na zona antiga da cidade Dois Flexibus começaram esta segunda-feira a percorrer as ruas das áreas antigas das freguesias de Almada e Cacilhas e, até dia 31 deste mês, durante o período experimental, a sua utilização é gratuita. Depois as viagens são a 59 cêntimos para seniores a partir dos 65 anos e jovens até aos 21 anos.Os restantes utentes vão pagar 1 euro. Quem já experimentou gostou e até ficou surpreso por apanhar um transporte em ruas inesperadas de Almada. Às 15 horas o primeiro Flexibus arrancou do Parque de Estacionamento da Avenida Afonso Henriques com dois motoristas ainda vestidos informalmente. “As pessoas olham curiosas mas ainda não mandam parar”, refere um deles. Uma possível resposta viria mais tarde de Ana, uma das primeiras passageiras do Flexibus. A jovem, acompanhada de Raul, mandou parar o pequeno autocarro na Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. “Queremos ir para o Forte (em Almada Velha) e em vez de subirmos até lá, resolvemos experimentar este transporte”, diz Raul. Os dois jovens souberam do Flexibus pelo jornal, mas para Ana “ainda falta informação” e assim que entrou quis saber percursos e preços. “Óptimo” comenta a jovem, “é barato, quase irreal”. O vereador Rui Jorge Martins, que acompanhou o Jornal da Região nesta primeira viagem, sorri. Momentos antes, o vereador responsável pela Empresa Municipal de Estacionamento e Circulação de Almada explicava que o Flexibus “não foi propriamente pensado como transporte turístico”, mas tendo em conta o percurso e o preço do bilhete, “pode justificar esse uso”. O certo é que o Sistema de Mobilidade Inclusiva foi criado essencialmente para responder às necessidades de deslocação de pessoas idosas, por isso o seu percurso foi desenhado para passar junto a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Pelo meio foi aproveitada a passagem pelo mercado de Almada e escolas. E porque a cidade ganhou outra mobilidade, passa também junto a parques de estacionamento. “A cidade foi reabilitada com o metro e outras intervenções em curso. O Flexibus faz parte deste processo de desenvolvimento”, refere Rui Jorge Martins. Mas o vereador deixa bem patente que este transporte patrocinado pela autarquia “é uma resposta social” pelo que “não é concorrente ao serviço de transportes públicos da TST”. Aliás, garante mesmo que vai continuar a “pressionar” a transportadora para que “cubra as zonas mais carenciadas de transportes”. “O transporte público não pode ser visto apenas na lógica do lucro e esquecer o seu carácter de serviço público”, acrescenta. O Flexibus está noutro patamar,para além do baixo preço, outra das suas particularidades é parar onde as pessoas quiserem, isto apesar de existirem cerca de vinte pontos de encontro. E mandar parar o pequeno autocarro foi o que fez Manuel Grade, na Rua Capitão Leitão. O primeiro utente do Flexibus conta que pensou estarem a brincar com ele quando lhe disseram para mandar parar o autocarro, mas fez sinal e o motorista parou. Desta vez o já menos jovem Manuel Grade queria ir para a Praça Gil Vicente, e foi de Flexibus. “Nunca pensei ter transportes em Almada Velha”, refere. Ainda por cima com bilhetes que “não são caros para os idosos” e depois, “quanto mais transportes existirem na cidade melhor”. Grade vai olhando pela janela como se as ruas antigas tivessem ficado diferentes e quer confirmar se o pequeno autocarro é eléctrico. “Funciona com baterias”, explica o vereador. Por isso, faz menos ruído e é ausente de emissões locais de poluentes. Quanto às baterias, são mudadas no parque de estacionamento da Avenida Afonso Henriques. E entretanto estamos na Praça Gil Vicente junto à paragem do metro. O primeiro passageiro do Flexibus sai e confirma com Rui Jorge Martins: “Este autocarro passa nas ruas que têm um traço verde pintado?”; “Sim”, responde o vereador.

ALMADA - Lojas vítimas de vandalismo

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Montras e paredes pinchadas no centro de Almada Maus ‘graffiti’ e ‘tags’ “assaltaram” há cerca de quinze dias várias lojas da Rua Luís de Queiroz. O caso foi apresentado pela JSD na última Assembleia Municipal, daí surgindo também um apontar o dedo aos murais políticos do PCP que têm surgido na cidade. “Isto é uma cidade sem regras”, afirmava na altura o militante da juventude laranja, André Salvado. Mas para a presidente da Câmara de Almada as duas situações não podem ser misturadas. Embora concorde deverem existir regras para a pintura de murais políticos, Maria Emília de Sousa lembrou que a própria Assembleia Municipal “aprovou que não é possível censurar propaganda política”. Quanto aos ‘graffiti’, lembrou que “muitos deles são expressões artísticas e autorizados”, aliás, a própria autarquia desenvolve concursos sobre esta arte urbana em espaços autorizados para tal. O grande problema são os ‘tags’. “Proliferam por toda a parte e desqualificam as cidades”, afirma. E foi uma onda de ‘tags’, ou maus ‘graffiti’, que atacou durante a noite de sábado para domingo naquela artéria no centro da cidade. “Só as lojas com grades nas montras não foram vandalizadas”, firma a funcionária de uma das lojas cuja montra ficou em pior estado. E esta não foi a primeira vez que a “A Livraria” foi alvo dos ‘tags’. “Já aconteceu muitas vezes”, diz Cristina Torres. Desta vez “nem a caixa Multibanco” de uma das instituições bancárias situadas nesta artéria “escapou”. Curiosamente os proprietários das lojas não têm apresentado queixa na PSP sobre estes casos de vandalismo. “Vamos apresentar queixa contra quem? Não sabemos quem foi”, comenta Cristina Torres. E de facto a PSP de Almada recebeu “zero queixas” sobre estes casos, afirma a comandante da Divisão da PSP de Almada. Para a subcomissária Sofia Gordinho é de facto “estranho” os comerciantes não darem conhecimento destes casos à PSP, inclusivamente através do policiamento de proximidade. Quanto ao facto de alegarem não saberem de quem participar, a comandante garante que “vale sempre a pena apresentar queixa”, é que se não houver denúncia fica mais difícil o trabalho da polícia. “Por vezes só temos legitimidade para intervir se houver denúncia”, acrescenta a subcomissária. Não ficar parado e, neste caso, limitar-se a limpar os vidros, é também o que aconselha o Governo Civil de Setúbal. “Os comerciantes cujos estabelecimentos são afectados devem apresentar queixa, individualmente, à PSP porque o prejuízo causado pode constituir um crime”. Mas para isso “é necessário que haja queixa por parte do prejudicado”. Entretanto a Delegação de Almada da Associação de Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal já está a par destes ataques com ‘tags’ e, embora o presidente Gonçalo Paulino refira que estes “não são muito frequentes”, afirma estar “preocupado”. Por isso, a delegação já deu conhecimento à sede da associação em Setúbal para que seja “reivindicada mais segurança para o comércio”. É que “este não é um problema só de Almada”, acrescenta.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

FIARTIL anima região

Ver edição completa Certame reúne cerca de 300 expositores A Feira Internacional de Artesanato da Costa do Estoril (FIARTIL) já tem as portas abertas com um programa repleto de animação que, até ao final do mês de Agosto, promete dezenas de espectáculos para diferentes públicos e artesãos a trabalharem ao vivo, num total de 300 expositores. Já na sua 47.ª edição, a mostra, que decorre no recinto fronteiro ao Centro de Congressos do Estoril, afirma-se, mais uma vez, como lugar de peregrinação nas noites mais quentes de Verão. A promoção das artes manufacturadas é um dos objectivos principais do que é considerado “o mais antigo evento do género a nível nacional”, ao qual estão associados também uma oferta de restaurantes e tasquinhas, onde se pode petiscar ou simplesmente beber uma ginjinha em copos de chocolate. A organização do evento é da responsabilidade da empresa municipal Turismo Estoril (TE), que prevê investir cerca de 300 mil euros. Este ano, o espaço tornou-se mais amplo para quem gosta de andar e conta com mais um restaurante que vai servir comida alentejana. Segundo Duarte Nobre Guedes, presidente do TE, “esta feira tem um grande interesse para o Turismo Estoril, pela animação. É, de facto, a grande animação de Verão e convém preservar. Mas, também é um evento importante para a promoção do património nacional, o artesanato, a música e a gastronomia”. O espírito e o alinhamento do certame não vão sofrer alterações, frisou Oliveira Martins, director da FIARTIL, porque, adiantou, “em equipa que ganha não se mexe”. “A novidade deste ano é um novo restaurante que fizemos, para evitar filas de espera das pessoas em frente aos restaurantes, como acontecia em dias com cerca de 1200 ou 1500 visitantes”, disse o responsável, que “estima receber, até ao final do mês de Agosto, 120 mil a 130 mil visitantes”. A cerimónia de abertura, que decorreu no dia 1 de Julho, contou ainda com a presença do vice-presidente da Câmara, Carlos Carreiras, e do administrador da TE, Manuel de Andrade. Com 47 anos, o certame é o mais antigo a nível nacional e vai reunir, no mesmo espaço, várias manifestações de arte popular comum vasto elenco de espectáculos e gastronomia portuguesa e o Lugar da Fantasia, um espaço vocacionado para as crianças e orientado por monitores. Os visitantes podem contar com artesãos, oriundos de muitas regiões do país, muitos deles, cerca de 150, a trabalharem ao vivo e a cores as suas peças. É o caso de Maria João Coelho, do Ateliê Pincelado, em São Domingos de Rana, que traz à feira, há sete anos, peças de madeira pintadas à mão, como cadeiras, molduras, entre outros, para além de fazer restauros de peças. “Esta feira é muito importante para divulgar o trabalho na zona de Cascais. Normalmente, nota-se um bocado que há menos procura, mas como há muitos estrangeiros na feira, a ‘crise’ é ultrapassada. Nos restauros é que se nota que há menos procura. As pessoas dizem que não é tão urgente, podemos fazer mais tarde”. Ana Moura, por seu turno, tem um ateliê de decoração para quartos de criança. Está na feira há sete anos, dois deles o tempo todo. “Esta é uma das mais importantes feiras do país. É a única que eu faço. É um sítio onde vêm muitas pessoas. Há sempre portugueses e turistas a visitar”. Sobre a crise, nem quer falar. “Para mim, a procura tem evoluído. Tem sido muito bom. Dos estrangeiros, são os espanhóis que mais têm procurado o nosso artesanato”. Presente há mais tempo no certame está Isabel Ferreira, da Ayutha, com produtos tailandeses, do Nepal e Índia. “Já estou presente na feira há 15 anos. É um evento muito bom para divulgar os artigos. Faço um balanço positivo. Já tenho clientes da zona que aguardam que a feira abra para me visitar. Vêm cá todos os anos e até mais do que uma vez. A crise tem sempre influência, mas as pessoas também precisam de decorar as suas casas. Por isso, todos os anos compram, mas já não compram tanto, ou compram artigos mais pequenos”.

Reforço policial após confrontos no Tamariz

Ver edição completa Presidente da Câmara obtém garantias do Ministério da Administração Interna O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, reuniu esta segunda-feira com o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, na sequência dos confrontos registados no passado domingo no Tamariz. O edil acentuou "a necessidade de reforço significativo nas composições e estações" da Linha de Cascais, assim como nas "praias mais sensíveis", sendo essencial, reforçou, "garantir a presença constante de forças policiais do Corpo de Intervenção enquanto dispositivo dissuasor e de prevenção permanente". O autarca social-democrata reuniu com o responsável governamental após os confrontos do passado domingo na Praia do Tamariz, no Estoril, alegadamente causados por dois gangues rivais que provocaram o pânico na população e dos quais resultou um ferido. Antes da reunião e das medidas agora anunciadas, o edil responsabilizou o Ministério da Administração Interna (MAI) pelo acontecido, uma vez que não reforçou a segurança na zona, num tipo de ocorrências que "acabam com o turismo". "A Câmara de Cascais lamenta, mais uma vez, as ocorrências verificadas, regista com agrado a resposta agora proporcionada pelo Governo, e espera que os reforços anunciados e já no terreno permitam afastar os indivíduos e os bandos indesejáveis", sublinha António Capucho em comunicado. O reforço agora anunciado passa por duas equipas de Intervenção Rápida, "que possam acorrer prontamente em caso de incidentes", e equipas cinotécnicas. António Capucho congratulou-se ainda com as orientações dadas à PSP de Cascais "no sentido desejado de reforçar a presença, a visibilidade e a actuação policial nas zonas mais sensíveis, designadamente, nos transportes públicos e nas praias". A PSP adiantou, entretanto, à Lusa que “continuará a reforçar toda a linha da CP de Cascais e as praias da linha, principalmente as que possuem estações de comboio e parques de estacionamento nas proximidades”. Segundo a polícia, “este reforço é efectivo desde o dia 21 de Junho, altura em que a PSP iniciou a Operação Verão Seguro”. Entretanto, os banhistas habituais da praia do Tamariz admitiram estar a pensar deixar de frequentar a praia devido aos incidentes de domingo, afirmando que o clima de insegurança começa a sobrepor-se à qualidade. Um dia depois dos confrontos ocorridos na praia do Tamariz, que causaram um ferido, banhistas e responsáveis da restauração do Estoril mostraram- se “seriamente preocupados” com o futuro da praia. “Isto está a ficar uma situação insustentável. Vou deixar de vir aos fins-de-semana, porque tenho crianças e não quero correr o risco de estar aqui e de repente levar com um tiro”, afirmou uma das banhistas. Também Maria de Lurdes e Maria Stella, banhistas habituais do Tamariz aos dias de semana, dizem que o ambiente está a ficar “muito perigoso”. “Durante a semana, da parte da manhã esta praia é uma coisa. A partir da 15h00 e aos fins-de-semana transforma-se”, disse Maria de Lurdes, sublinhando que tal se deve ao “tipo de pessoas que chegam da estação”.

DAMAIA E VENDA NOVA - CRIL avança, queixas aumentam

Ver edição completa Moradores indignados com impacto crescente da obra Para além da contestação feita a toda a obra do fecho do último troço da CRIL (Circular Interna Regional de Lisboa), que vai ligar a Pontinha à Buraca, os moradores da Damaia de Baixo, deparam-se agora com a construção de um Posto de Transformação de Electricidade, ao nível de um primeiro andar. Quem ali reside mostra-se indignado, mas esta é apenas uma das muitas queixas ao longo do traçado. Com as obras da CRIL a avançarem, os impactos começam a surgir. Na Damaia de Baixo, a contestação é unânime. Um edifício que está a ser erguido entre a CRIL e os prédios, na avenida Alves Rodol, está a provocar uma forte contestação por parte da população, que já se sente lesada com a construção do túnel elevado que tem um efeito barreira entre as freguesias da Damaia (Amadora) e Benfica (Lisboa). “Dizem-nos que isto será um posto de transformação, mas construíram-no no meio da estrada, sem que haja sinalização”, adianta António Santos, ali morador há 36 anos. Este residente alega que “podiam ter enterrado o PT”. “Isto é como o muro que construíram entre as duas freguesias, há pessoas que atravessavam esta zona há mais de 60 anos e agora tem umas escadas íngremes que dificulta a passagem da população idosa”, lamenta. António Santos considera ainda que “com as obras foram retirados lugares de estacionamento aos moradores e não sabemos se nos devolvem esses lugares”. Uma outra moradora que não se quis identificar, queixa-se que a CRIL “ainda não está concluída”, mas há muito que se sente “afectada”. Esta residente à medida que fala aponta para norte onde a inclinação do túnel “mais parece uma pista de esqui”. Sem a habitual ligação ao bairro de Santa Cruz de Benfica por causa da construção do túnel à superfície, “não sabemos como vamos atravessar para o outro lado quando as obras terminarem”. A Comissão de Moradores da Damaia de Baixo continua a reiterar que o projecto da CRIL “é uma obra ilegal” porque “fizeram um projecto na prática que viola o Estudo de Impacte Ambiental (EIA)”, afirma Fátima Cardina. “Para além do ruído, da poluição, tornando esta zona impossível para se viver, ainda estão a construir uma subestação eléctrica ao nível de um primeiro andar”, contesta. Queixas na Venda Nova Mas queixas prolongam-se ao longo do traçado. A Associação de Moradores da Venda Nova está, desde Março, a tentar agendar uma reunião com a empresa Estradas de Portugal, dona da obra, para levar algumas reivindicações dos residentes afectados, nomeadamente, fissuras em prédios, passeios sem acesso a cadeiras de rodas e escoamento de águas do túnel. Mas de acordo com Vasconcelos Forra, presidente da associação, o mais grave é “os castelos do lado norte que compõem o edifício das Portas de Benfica estão enterrados, um local de interesse histórico e que tanto lutámos para que não fosse coroado com um viaduto, está agora neste estado”. Este responsável teme ainda o que será feito na rotunda onde está isolado do edifício da Alfândega. “Este espaço deve levar uma finalização condigna, queremos saber o que será feito aqui”, acrescenta Vasconcelos Forra, esclarecendo que as Portas de Benfica é o último exemplo da construção das alfândegas de Lisboa que datam de 1890. Como até ao momento não receberam qualquer resposta por parte das Estradas de Portugal para a marcação de uma reunião, o presidente da associação direccionou o seu pedido para a comissão de acompanhamento das obras CRIL criada no seio da Assembleia Municipal da Amadora. No entanto, esse pedido de reunião foi rejeitado pela maioria dos votos do Partido Socialista, que detém a maioria naquele órgão e na Câmara Municipal.