quinta-feira, 1 de julho de 2010

ALMADA - Ecalma divide Assembleia

Ver edição completa Movimento de Cidadãos contesta ‘caça à multa’ O movimento de cidadãos “Queremos acabar com a Ecalma” avisou que ia apresentar uma petição pública exigindo a extinção da Empresa Municipal de Estacionamento e Circulação de Almada e, na sessão da Assembleia Municipal desta terça-feira (dia 29), entregou 4 mil assinaturas de cidadãos que preferem viver sem a gestão desta empresa. Beatriz Ferreira, uma das fundadoras do movimento que começou a ganhar aderentes através da rede social Facebook, voltou a pôr em causa o trabalho de gestão de trânsito da Ecalma e reafirmou o descontentamento de muitos dos almadenses para com esta empresa de “caça à multa”. Na apresentação da petição sustentou que esta empresa municipal actua de “forma aleatória”, promovendo “situações dúbias que levam os automobilistas ao erro para posteriormente serem multados”. O passo seguinte será formalizar a apresentação das assinaturas conseguidas ao presidente da Assembleia Municipal de Almada, José Manuel Maia, uma vez que ainda falta verificar a conformidade de cada uma delas. Entretanto o movimento “vai continuar” avança Beatriz Ferreira, e com o número de adesões conseguidas o “Queremos acabar com a Ecalma” já faz contas de chegar à Assembleia da República. E ao que parece o movimento irá ter o apoio do PSD e CDS. Na mesma Assembleia Municipal, o PSD apresentou uma moção onde também exige a extinção da Empresa Municipal Ecalma. “São inúmeros os munícipes que constatam existir dois pesos e duas medidas na actuação dos fiscais (da ECALMA). Esta dificulta a vida aos residentes, agravando ainda mais a crise do comércio local”, lê-se na moção. Os sociais-democratas pretendem ainda um “debate público para encontrar o modelo alternativo”. A moção foi recusada com 35 votos contra da CDU, BE e PS e 8 votos a favor do PSD e CDS. PSD quer Polícia Municipal Ora este modelo alternativo que o PSD pretende será a criação da polícia municipal e isso nem a CDU nem o BE aceitam. Aliás para a presidente da Câmara de Almada a pretensão do PSD é acima de tudo política, e reafirmou que Almada tem de ter uma entidade responsável pela regularização do estacionamento e essa empresa é a Ecalma. Quanto às críticas, Maria Emília de Sousa lembrou que esta empresa municipal está sujeita a reavaliações periódicas o que permite verificar procedimentos. A edil afirmou ainda que Almada ganhou 800 novos lugares de estacionamento em parques, isto numa resposta à acusação do PSD de que Almada perdeu estacionamento. Entretanto o PS avançou que vai apresentar um requerimento para que se realize uma assembleia municipal extraordinária para “debater o modelo de gestão da Ecalma”. Dizem os socialistas que a Ecalma actua com “excesso de zelo” e que a empresa assenta em valores como a “contratos de trabalho precários” e “falta de formação”. Será curioso verificar a reacção da bancada do PSD, já que sociais-democratas e socialistas desentenderam-se na última reunião de câmara por causa do contrato de gestão e exploração de cinco parques de estacionamento públicos subterrâneos, apresentado pela maioria CDU. O PS votou contra e o vereador do PSD Nuno Matias, apesar de pedir a extinção da Ecalma, votou a favor do contrato. O PS argumentou que este sentido de voto não fazia sentido, mas Nuno Matias justificou-o como para não impedir a abertura destes parques.

Academia João Cardiga em grande

Ver edição completa Olimpíadas de Equitação Adaptada garantem 13 medalhas e dois troféus Terminadas as Olimpíadas de Equitação Adaptada, os atletas da Academia João Cardiga, de Leceia, regressaram a Oeiras com 13 medalhas e os troféus de 2.º e 3.º lugares por equipas. Na competição,disputada em Ponte de Lima, o primeiro lugar foi para “Os Fronteiriços” da APPACDM de Valença, o segundo para a ORIFLAME/Academia João Cardiga, constituída por Carolina Tubal, Beatriz Pereira e Luís Marcos (escalão dos 11 a 16 anos), e o 3.º lugar para a GARLAND/Academia João Cardiga, com Pedro André Gomes, Tatiana Ferreira e Miguel Vicente (escalão dos 6 aos 10 anos). A AJC foi ainda representada pela equipa Fidelidade Mundial/AJC, no escalão maiores de 16 anos, constituída por Luís Matias, Sara Vieira, Diana Araújo e Rui Cortiço. Desta formação, que se classificou em 5.º lugar na tabela geral das 10 equipas, destaque para o desempenho de LuísMatias que obteve um brilhante 1.º lugar na prova de Gincana de Nível II e Diana Araújo, que obteve duas medalhas (1.º lugar no Volteio nível 1B e 2.º lugar na Gincana de nível I). A título Individual, receberam medalhas os seguintes atletas: Escalão 6/10 anos – Miguel Vicente, 2.º lugar, volteio 1A e 3.º lugar, Gincana de nível I; Tatiana Ferreira, 1.º lugar, volteio 1B e 1.º lugar, Gincana de nível I; Pedro Gomes, 2.º lugar, volteio 1B e 2.º lugar, Gincana nível I. Escalão 11/16 anos – Carolina Tubal, 1.º lugar, volteio 1B e 2.º lugar Gincana I; Beatriz Pereira, 2.º lugar, volteio 1B e 1.º lugar Gincana I.

Bombeiros vão estar mais à mão

Ver edição completa Corporação de Linda-a-Pastora avança com criação de equipa de salvamento em bicicleta Reforçar a imagem de uma força de socorro que está sempre por perto no tempo certo, e manter a condição física enquanto se exerce a necessária vigilância e prevenção… Estes são os dois grandes objectivos do novo serviço prestado, a partir já deste fim-de-semana, pelos Bombeiros Voluntários de Linda-a-Pastora (BVLP). Designado Bike Rescue Team (Equipa de Salvamento em Bicicleta), o projecto, apontado como inovador em Oeiras e nos concelhos limítrofes, assenta na mobilidade de duas bicicletas todo-o-terreno que levam à ilharga diverso material para assistência a pessoas em dificuldades, além de um extintor, e que estarão em contacto permanente com a Central dos Bombeiros... Pensado, especialmente, para permitir uma primeira intervenção enquanto se aguarda pela chegada da ambulância, sobretudo em áreas onde se aglomerem grande número de pessoas em eventos culturais, desportivos ou de lazer, a iniciativa, nascida no seio de uma das secções dos BVLP (a Secção Ómega), vai patrulhar com regularidade a freguesia de Queijas – com destaque para zonas como o Mercado e Igreja, a Alameda, o Parque de Desportos (junto ao bairro da cooperativa Cheuni), supermercado, e a Urbanização Nova LAP (parque diversão radical) – e grande parte do Complexo Desportivo do Jamor, este caso, tendo em vista, particularmente, o vasto número de provas e espectáculos ali realizados. “Em cenários com milhares de pessoas concentradas é mais difícil às ambulâncias chegarem a determinados pontos; nesses casos, as bicicletas, conduzidas por pessoas habilitadas a prestar primeiros socorros, podem fazer a diferença, mais ainda, por exemplo, quando há emergências de reanimação, em que todos os segundos contam para salvar vidas”, salientou ao JR Rogério Madureira, chefe da Secção Ómega, adiantando que, em média, por ano, aquela corporação é chamada a participar no dispositivo de prevenção de 60 a 70 eventos no Jamor. As patrulhas da Bike Rescue Team vão decorrer aos fins-de-semana e feriados, excepcionalmente nos dias úteis em que algum espectáculo ou evento desportivo o justifique. Mas sem nunca interferir com o funcionamento das regulares operações e missões dos BVLP. “Serão sempre apenas um meio complementar de socorro”, ressalva o comandante Jorge Vicente, responsável máximo da corporação, que se tornou um entusiasta da ideia, não só pelo aumento da eficácia em termos de socorro, mas também pelos benefícios na visibilidade e na imagem dos bombeiros. “Hoje em dia, as pessoas querem ser socorridas e com qualidade, independentemente de quem preste o serviço, e nós temos que estar sempre prontos a prestar mais e melhor serviços”, frisa o comandante, certo de que a iniciativa irá aumentar a relação de proximidade com a população. “Mesmo não existindo concertos ou provas desportivas, no Jamor há sempre actividades em família e, quando menos se espera, uma criança pode sofrer uma queda, um idoso pode sentir-se mal, ou é preciso dar uma informação, e se os nossos elementos estiverem por perto pode ser uma ajuda valiosa”. Cada bicicleta leva duas malas de socorrismo em jeito de bagageira. Nelas é possível encontrar, entre outros materiais, soros, compressas, luvas, ligaduras, esfignomanómetro (para ver a tensão arterial), lanterna com fotopupilar, uma máquina para fazer testes de açúcar no sangue, material de trauma (como colares cervicais e talas), um lençol para queimados, gelo. Mas também uma prancheta onde serão registados os dados da vítima e os procedimentos já feitos pelos elementos da Bike Rescue Team. “Assim, quando chega a ambulância, o processo de salvamento já está iniciado”, sublinha Rogério Madureira. O projecto custou entre 1000 e 1200 euros, verba que foi conseguida graças ao apoio da Junta de Freguesia de Queijas e de uma empresa privada. “Se viermos a constatar que o serviço tem muitas solicitações, poder-se-á pensar em adquirir uma terceira bicicleta”, diz Rogério Madureira, adiantando que os candidatos a tripulantes incluem não só os 15 elementos da Secção Ómega, mas os membros das outras secções. “O objectivo é ter 15 a 20 elementos nesta missão, com formação específica, nomeadamente em métodos de actuação no terreno porque não poderão atirar com as bicicletas para qualquer lado na via pública, pois, têm que defender a boa imagem dos Bombeiros”. O que incluirá exibir boa forma física nos verdadeiros ‘prémios de montanha’ que o itinerário contém: é que o regresso do Jamor ao quartel, sempre a subir, não será pêra-doce...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

AMADORA - Autarquia combate desemprego

Ver edição completa Beneficiários do RSI são integrados por um ano Promover o combate ao desemprego, através da integração de 50 beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) nos seus serviços é o objectivo da Câmara Municipal da Amadora, através de um projecto que vai durar um ano que está já está a ajudar 31 famílias em situação de carência. Isabel Martins estava desempregada há 3 anos. Depois de ter trabalhado dois anos como empregada de escritório, a empresa faliu. Nos últimos tempos era beneficiária do Rendimento Social de Inserção (RSI). Como marido também desempregado, dois filhos em idade escolar, os 190 euros que recebia do RSI não davam para as despesas. “Na altura pagava 1600 euros de empréstimo pela compra da casa, a única solução foi deixar algumas prestações por pagar”. Neste momento, a prestação, depois de uma negociação com o banco, "baixou para os 800 euros” e com a ajuda do salário que está a ganhar através do projecto da autarquia “vai dar para equilibrar as contas”. Os 419 euros, mais o subsídio de alimentação e o passe, “são uma óptima ajuda”, diz com um brilho nos olhos. A sua vida deu uma volta de um momento para o outro. Como o negócio do marido estava a correr bem, e como “queríamos mais um quatro, resolvemos mudar de casa”, adianta. Só que, as despesas aumentaram e de um momento para o outro a empresa do marido teve de fechar portas. Como estava desempregada, a situação financeira piorou. Nestes três anos perdeu a conta da quantidade de entrevistas a que foi. “Estou velha para trabalhar”, garante. Com todos os problemas financeiros e sem perspectivas de um novo emprego, a desmotivação foi aumentando. “O meu filho mais velho, com 19 anos, abandonou os estudos para ir trabalhar”, conta, recordando “os momentos difíceis” que viveu. Mas como “nem sempre há tempestade”, Isabel quer voltar a estudar. Considera que a integração na Câmara, embora que por apenas um ano, lhe vai abrir portas, porque “a esperança é a última a morrer”. No edifício da edilidade faz de tudo um pouco, desde tirar fotocópias, a preparar documentos para entregar aos vereadores, entre outras tarefas. “Aqui dou-me bem com todos e parece-me que todos gostam de mim”, afirma. Este é apenas um dos exemplos da iniciativa levada a cabo pela autarquia para dar um contributo na redução da taxa de desemprego no concelho. A Câmara da Amadora abriu as portas a 50 beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) inscritos no Centro de Emprego, integrando-os nos seus serviços durante um ano. Uma iniciativa que visa "promover a coesão social através do emprego e da qualificação profissional, melhorando os níveis de empregabilidade e estimulando a reinserção no mercado de trabalho de munícipes em situação de desemprego”, adianta a autarquia em comunicado. Verificado o actual número elevado de pessoas beneficiárias do RSI (cerca de 4 mil processos), muitas delas em idade activa em situação de desemprego, o município apresentou uma candidatura ao “Contrato Emprego Inserção +” e assinou um protocolo de compromisso com o IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional para viabilizar a inserção de 50 beneficiários. Desses 50 beneficiários, 31 já começaram as suas funções em diversos serviços municipais, em Maio, prevendo-se que os restantes 19 sejam colocados até final do mês de Julho. Com esta candidatura, com duração de um ano, a Câmara “aposta na melhoria das competências socioprofissionais destes 50 novos trabalhadores, fomentando o seu contacto com outros trabalhadores e actividades, evitando o isolamento, a desmotivação e marginalização”.

Cascais não vai fechar escolas

Ver edição completa Criação de megaagrupamentos, com sede em secundárias, está a motivar polémica Em Cascais, não haverá escolas encerradas por terem menos de 21 alunos. A garantia foi dada ao JR pela vereadora da Educação, Ana Clara Justino, que salientou que “não temos situações como aquelas que se verificam em Sintra, onde existem zonas rurais. Não temos escolas com menos de quatro turmas. Temos sempre 100 alunos no mínimo. Como tal, aqui em Cascais, não se põe o problema de ter menos de 21 alunos por escola, como se verifica em municípios que têm zonas rurais”. Há 10 anos atrás, ressalva a autarca, poderia ser diferente. “Havia zonas, como Birre, Areia e Murches, que eventualmente poderiam ter menos alunos. Mas, a nossa organização de escolas apostou sempre em núcleos urbanos, onde a densidade era sempre maior”. “Precisamos é de mais escolas”, frisou a autarca. No âmbito do reordenamento da rede escolar, estão previstos processos de fusão ou integração de agrupamentos e escolas nos chamados megaagrupamentos. Neste caso, Ana Clara Justino reconhece que “está tudo em pé de guerra”. “Nem a Câmara, nem os agrupamentos, querem megaagrupamentos já no próximo ano lectivo, em Setembro”, advertiu a vereadora da Educação. Com esta mudança, que tem por base o alargamento da escolaridade para o 12.º ano, a escola secundária assumiria a gestão do agrupamento. “Além do 2.º e 3.º ciclos, vamos ter um agrupamento onde a secundária é agregada. Já reunimos com a Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo e todos foram unânimes: a medida pode ser atendível, mas não para o mês de Setembro”. Para a eleita da Câmara de Cascais, “é infernal essa gestão. A dimensão do agrupamento deve ser de 1500 a 2000 alunos”. O Algarve e o centro do país já estão preparados para os megaagrupamentos, mas nem todos os municípios portugueses estão prontos. “Nesta altura, as autarquias estão chateadas”, reconheceu a vereadora. “Em Cascais, apenas dois agrupamentos têm propostas para Setembro. São eles, o Agrupamento João de Deus que se funde com a Escola Secundária Ibn Mucana e o Agrupamento da Galiza com a Escola Secundária de São João do Estoril”. Ana Clara Justino falava à margem do Encontro “A Comunidade da Escola a Tempo Inteiro”, que decorreu na EB 2,3 de Alcabideche, no passado dia 24. “O balanço da implementação das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) é positivo e traduziu-se numa maior abertura das escolas”. As AEC são pensadas para enriquecer as crianças e não sobrecarregá-las. “O município tem feito um trabalho muito grande para que as AEC sejam uma garantia de enriquecimento e não de mais escola. Temos em atenção a disponibilidade dos alunos e valorizamos a formação pelo exemplo em vez de, simplesmente, dar aulas”, salientou a autarca. Dedicado à valorização de experiências, o encontro contou com a participação de cerca de 150 pessoas, entre directores de estabelecimentos de ensino e instituições parceiras, e constituiu uma mostra de boas práticas através da qual os participantes assistiram a diferentes oficinas nas salas de aula. Destaque ainda para a conferência “Comunicações: Escola a tempo inteiro: olhares e perspectivas”, proferida por Lucília Salgado, da Escola Superior de Educação de Coimbra, e por Bruno Avelar Rosa, do Agrupamento de Escolas de Mafra.

COSTA DO ESTORIL - Água continua imprópria

Ver edição completa Em causa estão as praias dos Pescadores, Duquesa, Rainha e Conceição Quatro praias do concelho de Cascais "continuam a não estar próprias para os banhistas", de acordo como responsável da divisão de saúde ambiental da direcção-geral de Saúde (DGS), uma situação que é contestada pela autarquia. “As praias dos Pescadores, Duquesa, Rainha e Conceição continuam a não estar próprias para os banhistas, porque não reúnem as condições necessárias [em termos de qualidade da água] para que sejam consideradas zonas balneares”, afirmou Paulo Diegues, também membro da Comissão Técnica de Acompanhamento para aplicação da directiva que designou as praias de boa qualidade existentes nesta época balnear. Na lista de ‘praias e banhos marítimos para o ano de 2010‘, publicada no dia 18 de Junho em Diário da República, não constam as quatro praias referidas, apesar de, no início do mês, o vereador do Ambiente e vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, ter anunciado que todas as praias do concelho estão com “excelente” qualidade de água, estando próprias para os banhistas, após realizadas obras na ribeira das Vinhas. “Se os dados analíticos actuais apresentam uma boa qualidade (de água) isso representa um aspecto positivo e não existirá aparentemente um risco iminente para a saúde pública. Contudo, a sua classificação tem de ter em conta um histórico de quatro anos. Não é pelo facto de as análises do início desta época balnear demonstrarem aptidão que muda automaticamente a sua classificação”, sustentou o responsável da DGS. Segundo Paulo Diegues, “as praias em causa apresentavam [em análises realizadas anteriormente] uma qualidade duvidosa e portanto enquadrava-se na qualificação de má”. Contudo, conclui o responsável, “os banhistas são livres de escolherem as praias onde pretendem passar os seus tempos de lazer, devendo escolher de preferência as praias que estão designadas e que são vigiadas, quer do ponto de vista da qualidade da água, quer do ponto de vista da segurança”. Contactado pela Lusa, o responsável do pelouro do Ambiente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, lembrou as preocupações e cuidados da autarquia em garantir a segurança de todos os banhistas e garantiu que se não tivesse certeza de que as praias estão em condições, continuariam interditas. “São questões burocráticas e não vou alimentar polémicas. Os banhistas podem vir para estas praias, tomar banho, sem preocupações e se tiverem dúvidas, os resultados das análises à água estão expostos junto às praias”, afirmou o autarca. Durante toda a época balnear, a monitorização das águas do mar vai ser feita diariamente em todas as praias do concelho, por técnicos das empresas Saneamento da Costa do Estoril (Sanest), pela Administração Regional Hidrográfica do Tejo e ainda pela empresa Águas de Cascais. No início de Junho, o vereador do Ambiente, Carlos Carreiras, disse que as obras realizadas na ribeira das Vinhas, por debaixo do CascaisVilla, permitiram que as águas provenientes do espaço comercial possam ir directamente para o mar sem ser contaminadas pelo sistema unitário de águas sujas da baixa de Cascais. “Pela primeira vez, temos todas as nossas raias com excelente qualidade de água e até a praia dos Pescadores interdita a banhos há mais de 10 anos – tem agora uma boa água, o que era impensável”, disse o autarca na altura.

terça-feira, 29 de junho de 2010

ROTEIRO DA JUVENTUDE - Jovens mostram dinamismo

Ver edição completa Cavaco Silva incentiva o empreendedorismo jovem
"Existe uma nova geração de empreendedores no nosso país". A convicção de Cavaco Silva foi expressa no final da quinta etapa do Roteiro para a Juventude, na passada sexta-feira, após dois dias em que o Presidente da República procurou "dar voz aos jovens". O Roteiro para a Juventude terminou na Vila de Sintra, após passagens por Lisboa e Oeiras. Cavaco Silva procurou realçar a "criatividade, inovação e empreendedorismo dos jovens", como factor de coesão social. No Largo do Palácio da Vila, o Presidente da República contactou de perto com 21 jovens empresários, que deram corpo à Mostra do Empreendedorismo Jovem do Concelho de Sintra. A nova geração de jovens empreendedores, "com elevadas qualificações e familiarizados com as modernas tecnologias", têm uma firme vontade de vencer, segundo o Chefe de Estado. "São jovens que não se resignam a que Portugal seja apenas o 19.º país da União Europeia em termos de desenvolvimento económico". Cavaco Silva advertiu que o nosso país tem de apoiar estes jovens, sob pena de os "ver partir para outras partes do mundo". A sociedade tem a responsabilidade de criar condições para fomentar as potencialidades dos jovens empreendedores, reforçou o Presidente da República. "Os nossos jovens empreendedores são capazes de rasgar horizontes promissores". Na rota que efectuou no concelho de Sintra, Cavaco Silva teve oportunidade ainda de conhecer os potenciais futuros empreendedores, ao tomar contacto com os projectos ou miniempresas desenvolvidos na Escola Secundária Padre Alberto Neto,em Queluz, inseridos no Projecto "Aprender a Empreender – Júnior Achievement". Desde a miniempresa Eco+, que criou um ecoponto inovador vocacionado para o interior das habitações, até à BrincAprende, que pretende que as crianças do 1.º Ciclo possam adquirir conhecimentos através de uma forma simples e lúdica, além das miniempresas Milklife, SIGA e Clear. Os projectos e as miniempresas foram apresentadas pelos próprios alunos na Casa da Juventude, na Tapada das Mercês, tendo Cavaco Silva dedicado especial atenção ao Projecto "Aproxima-te", coordenado pela professora Conceição Viana, e que pretende "construir formas concretas de aproximação ao problema da pobreza". Para o efeito, têm realizado acções concretas de solidariedade, ao nível da recolha de bens, com o apoio da Junta de Freguesia e dos Bombeiros Voluntários de Queluz e o envolvimento da Santa Casa da Misericórdia de Sintra. Uma das alunas, de um grupo de nove jovens da turma 12.º G que dinamizou o Projecto "Aproxima-te", justificou ao Presidente da República que esta pequena exposição de projectos escolares revela que "as escolas não estão más, estão boas e recomendam-se, e, daqui para a frente, devem mostrar-se os bons exemplos do nosso país". Um discurso que foi ao encontro do que Cavaco Silva referiu ao longo deste roteiro. Também Marco Almeida, vice-presidente da Câmara de Sintra,em substituição de Fernando Seara, destacou que foi possível, desde a Tapada das Mercês à Vila de Sintra, testemunhar "sinais de crença dos jovens do nosso concelho". "Da cultura à solidariedade, do ambiente à educação, das novas tecnologias ao mundo empresarial, sentimo-nos confortados com a dinâmica e entrega de muitos na promoção de projectos tão distintos", salientou o autarca.Desafiando a sociedade em geral a criar oportunidades para os mais jovens, Marco Almeida acabou também, por outro lado, por puxar "a brasa à sua sardinha", ao enaltecer o papel do Poder Local no apoio às instituições. "Parte da vida que fervilha nas associações, nas instituições e nas empresas também a nós se deve". Mas, ressalvou o vice-presidente do município de Sintra, "apenas uma pequena parte, se tivermos em conta a dimensão gigantesca do esforço individual que ali encontramos". O Presidente da República foi ainda alvo de um "banho de multidão" em frente ao Palácio Nacional de Sintra, antes de ouvir o presidente da Associação Empresarial do Concelho de Sintra, Manuel do Cabo, dar conta que, apesar da crise, "vale a pena investir no concelho de Sintra". O responsável da AESintra deu conta que se assistiu, em 2009, à criação de 1200 empresas, embora também tenham encerrado cerca de 2000. Manuel do Cabo realçou ainda que, no primeiro trimestre de 2010, a associação empresarial já conta com 150 novos sócios. Mas, este dirigente associativo advertiu, ainda, para a necessidade dos responsáveis governamentais conferirem um maior protagonismo às associações empresariais na defesa dos anseios dos empresários. Também o Bloco de Esquerda não perdeu a oportunidade para, em pleno Centro Histórico de Sintra, lamentar a precariedade ao nível do mercado de trabalho. Uma faixa sintetizava as queixas bloquistas: "País Precário/ Abril ao Contrário".