quarta-feira, 23 de junho de 2010

Costa e Jesus de regresso à Amadora

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Torneio Rui Costa junta director técnico e treinador do Benfica Rui Costa e Jorge Jesus voltaram à Amadora. Este poderia ser um título desejado pelos adeptos dos clubes da cidade, mas resulta apenas da presença do director desportivo e do treinador do Benfica em mais uma edição, a 19.ª, do Torneio Rui Costa, disputado no passado fim-de-semana. Os jogos decorreram no Estádio José Gomes, recinto do Estrela da Amadora, na Reboleira, numa organização do Damaia Ginásio Clube, clube onde o “mágico” Rui Costa iniciou a sua formação. Cerca de quatro centenas de atletas com idades compreendidas entre os 5 e os 14 anos participaram no evento, em representação de diversos emblemas da Grande Lisboa, entre os quais o Damaia Ginásio Clube, colectividade, desportiva, cultural e recreativa, fundada em 2 de Setembro de 1970, Medalha de Prata de Mérito Desportivo desde 1995, atribuída pela Câmara Municipal da Amadora como reconhecimento da sua actividade ao longo dos 25 anos. Apesar de vocacionado preferencialmente para a vertente formativa, este Torneio contou, uma vez mais, com jogos do escalão de veteranos, entre os quais o peculiar Damaia Ginásio – Estrela da Amadora que, no sábado à noite, opôs Rui Costa a … Jorge Jesus, cabendo o triunfo aos tricolores por uma bola sem resposta. Emílio Lima, presidente da direcção do clube damaiense, explicou ao Jornal da Região as razões que levaram à criação deste Torneio. “Lançámo-lo no ano – 1991 – em que o Rui se sagrou campeão do Mundo de Sub-20 e hoje continua a fazer todo o sentido organizá-lo, como forma de homenagear o atleta, mas, sobretudo, o Homem”. A passagem dos pavilhões para o relvado, também tem uma explicação. “Deixámos de ter futsal, porque este deixou de ter tanto interesse para os jovens. Continuamos a apostar na formação. Temos equipas de Pré-Escolas, Escolas e Infantis, envolvendo entre oitenta a cem miúdos e, na próxima época, contamos ter, também, os Iniciados”. Questionado sobre o futuro do Torneio, afirmou que “é para continuar, mas, vai haver uma reflexão sobre o caminho a seguir. Vamos conversar com o Rui Costa, para saber a sua opinião”. A concluir, o responsável máximo do clube, que também conta com secções de pesca bilhar e BTT, deixou uma novidade. “Estamos a negociar com o Damaiense, para lá termos as nossas equipas a jogar”, salientou Emílio Lima. Vencedores: Pré-Escolas: Damaia GC; Escolas: SL Benfica; Infantis: Damaiense; Iniciados: Damaiense; Veteranos: Liberdade FC, 2.º –CF Estrela da Amadora, 3.º – Damaia GC (com Rui Costa).

QUINTA DO BOREL - Moradores impacientes

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Obras de arranjos dos espaços verdes "aparentemente abandonadas" motivam várias queixas O bairro do Borel, situado na entrada sul da Amadora, assistiu nas últimas semanas a obras de recuperação das zonas verdes, com a colocação das zonas de rega, poda de árvores, colocação de brita e limpeza dos terrenos. No entanto, os moradores queixam-se de que a obra possa ter “ficado a meio”, pois ainda existem buracos por tapar e entulho por retirar. Para quem circula nos passeios que separam o bairro das vias de ligação ao IC19, à mínima desatenção poderá cair num dos buracos abertos, com cerca de 50 centímetros de diâmetro e 50 de profundidade. É que as obras que estavam a ser levadas a cabo para a recuperação dos espaços verdes “foram abandonadas”, sem que “as valas tenham sido tapadas”, denunciam os moradores. “Todo o pessoal desapareceu sem deixar rasto. Queremos alertar para o facto de as valas não estarem devidamente protegidas. Ninguém deu continuidade a este ‘projecto’. Que se passa?”, questionam num ‘e-mail’ enviado à redacção. “Acho bem que as obras se façam, mas é lamentável que deixem o entulho por remover. A obra parece estar inacabada. Este bairro, que começou por ser uma zona privilegiada da Amadora, agora está todo sujo e a necessitar de muitos arranjos”, queixa-se Dominique Fonseca, moradora há 20 anos no Borel. A presidente da Junta de Freguesia da Venteira, Carla Andrade Neves, garante que “as obras estão ainda a decorrer”, mas “estão a ser feitas por fases”. “Os espaços verdes estavam ao abandono, pela anterior empresa a quem estava a cargo a sua manutenção. Por incumprimento do contrato, entregámos à fundação AFID (Associação Nacional de Famílias para a Integração da Pessoa Deficiente) os arranjos dos espaços verdes do Borel. No entanto, como estava tudo muito danificado teve que se fazer tudo de novo”, explica a autarca. Carla Andrade Neves acrescenta ainda que “os buracos nos passeios foram feitos para implementar um sistema de rega que não existia”. A obra foi adjudicada à AFID, que fará a manutenção dos espaços em parceria com a Junta de Freguesia da Venteira, tinha previsão de conclusão para o final de Junho, mas devido às chuvas, “atrasou-se e será concluída da primeira semana de Setembro”.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Monserrate recupera esplendor

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Parques de Sintra conclui primeira fase de restauro Após um investimento de um milhão e 100 mil euros, o Palácio de Monserrate começa a recuperar o seu esplendor, tal como foi idealizado por Francis Cook, visconde de Monserrate, que no terceiro quartel do século XIX o ergueu sobre a ruína de um outro imóvel. O abandono a que foi votado ao longo de décadas, começou a ser estancado em 2004, com a conclusão da recuperação da cobertura e das fachadas, com o passo seguinte a residir na primeira fase da reabilitação do interior do palácio. Com apoio de fundos EEA-Grants (Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu), na ordem dos 650 mil euros, acrescido de 450 mil euros de fundos próprios da Parques de Sintra-Monte da Lua (PS-ML), a intervenção iniciou-se em 2007 e foi dada como concluída na passada quinta-feira, numa cerimónia que contou com a presença das ministras do Ambiente, Dulce Pássaro, e da Cultura, Gabriela Canavilhas, e do presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara. Os ilustres visitantes, entre as quais se incluia a embaixadora da Noruega (Inga Magistad), tiveram oportunidade de constatar a reabilitação de infra-estruturas e dos principais espaços interiores do monumento. Para manter a traça original do imóvel, mas dotá-lo de todas as condições necessárias à fruição por parte dos visitantes, foi totalmente reabilitada uma galeria técnica, com instalação de novas redes de águas, esgotos, electricidade e aquecimento. No interior do palácio, foi instalado ainda um sistema de detecção e combate a incêndios, com detectores em todos os compartimentos. Para minimizar os danos resultantes da água, em situações de sinistro, recorreu-se a medidas de contenção de fumos e de primeira intervenção com recurso a extintores de pó químico e CO2. No exterior, foi implantada uma rede de hidratantes, alimentada pela cisterna existente, e um sistema de rega das coberturas, para combater eventuais chamas provenientes da vegetação. No domínio da iluminação, a aposta residiu na tecnologia LED e o aquecimento assenta na utilização da biomassa como combustível, após a instalação de uma nova caldeira a lenha. "O processo de restauro consistiu em realçar o que já existia; já falta muito pouco para recuperar o esplendor inicial. O Palácio foi infra-estruturado para poder receber reuniões, conferências e visitas e isso é importante em termos de dinamização dos espaços e do conforto dos visitantes", frisa António Lamas, presidente da sociedade PS-ML Além da biblioteca, que foi o primeiro espaço integralmente recuperado e que já assistiu, inclusivamente, a uma reunião de Conselho de Ministros, os trabalhos contemplaram a recuperação dos pisos superiores do Torreão Sul, que vão passar a receber conferências. Também uma antiga dependência de arrumos, no piso técnico, foi reabilitada e vai alojar funções de apoio aos eventos. Com o apoio da Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, tiveram lugar ainda várias intervenções de restauro, seja na capela, no corredor longitudinal, átrio sul, terraço e cozinha, com trabalhos no domínio dos estuques, pintura mural, cantarias, metais e azulejaria. Referência, ainda, para a recuperação do fogão, um exemplar inovador, já desactivado desde os anos 40 do século passado. "Todas estas intervenções decorreram à vista do público, tendo constituído um factor de valorização da visita, tanto ao nível da recuperação do património cultural (acompanhamento dos trabalhos e suas condicionantes específicas, estimular o interesse, estudo, divulgação e vocações), como do conjunto de meios humanos, técnicos e financiamento envolvidos", sublinham os responsáveis da sociedade que gere os parques históricos de Sintra. A partir de agora, a aposta reside no restauro dos estuques das salas que ainda não foram intervencionadas, em obras que António Lamas estima ainda atingirem cerca de 500 mil euros. "A começar pela Sala de Jantar, que será a primeira a ser restaurada porque está em melhores condições, a Sala da Música, onde têm que ser retocados os dourados, e vamos deixar para o fim a sala em pior estado, a chamada Sala Indiana, para que as pessoas tenham uma ideia de que das ruínas,com cuidado e saber, é possível chegar a resultados muito bons em termos de restauro". Mas, este responsável frisa que, agora que está estancada a ruína do monumento, as intervenções serão feitas paulatinamente. "Não temos nenhum calendário para acabar, porque o palácio é visitável, as reuniões podem-se realizar", justifica o presidente da PS-ML, mas que acaba por apontar para um prazo de "dois a três anos". Com o Palácio de Monserrate a ganhar novo fôlego, a sociedade de capitais públicos vai canalizar recursos para o parque, em especial a reabilitação do Vale dos Fetos, os lagos na base do relvado e concluir o Jardim do México. No restante património a cargo da PS-ML, uma das principais prioridades continua a assentar na recuperação do Chalet da Condessa, no Parque da Pena, que também está a beneficiar de fundos financeiros EEA-Grants.

PSP reforça uso de gás pimenta

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Governo Civil prossegue estratégia de melhoria das condições de intervenção das forças de segurança O Governo Civil de Lisboa reforçou os equipamentos de intervenção à disposição da PSP, com a entrega de 500 dispositivos de gás pimenta para serem utilizados em situações de reposição da segurança e ordem pública. Simbolicamente, a entrega dos primeiros aparelhos difusores, a uma Equipa de Intervenção Rápida, decorreu nas instalações da Divisão de Sintra, em Rio de Mouro, por se tratar da estrutura com mais ocorrências no quadro do Comando Metropolitano (COMETLIS) da PSP. Esta entrega de dispositivos de gás pimenta, efectuada pelo governador civil de Lisboa, António Galamba, na passada semana, insere-se na melhoria de condições de intervenção das forças de segurança, que se iniciou com a entrega de 53 viaturas (42 automóveis e 11 motociclos) à PSP e 45 (28 automóveis e 17 motociclos) à GNR, mais tarde complementado com a disponibilização de capacetes à Divisão de Trânsito da PSP. O material agora entregue vai revelar-se da maior importância para os efectivos policiais, “por se tratar de equipamentos de uso de força menos letal”, explicou ao JR o intendente Azevedo Ramos, 2.º comandante do COMETLIS. “Com este dispositivo, pretendemos que não haja uma escalada do uso de força, cada vez que um cidadão tenha uma reacção mais agressiva”, sublinha este responsável, que deu conta que este meio “evitará o recurso ao bastão policial ou mesmo a uma ‘taser’ (arma eléctrica) ou a uma arma de fogo”. À medida que os dispositivos de gás pimenta forem disponibilizados, a distribuição será efectuada pelas Equipas de Intervenção Rápida e, posteriormente, pelas viaturas de carro-patrulha. “Serão distribuídos pelas divisões em função das necessidades e do número de efectivos que vão estar na rua”, pormenoriza o intendente Azevedo Ramos. Mas, apesar do reforço de meios de intervenção, o 2.º comandante do COMETLIS desvalorizou as notícias que dão como certo que o Verão potencia o aumento de crimes violentos nos centros urbanos, até pela diminuição de agentes policiais (por via de gozo de férias) e, por outro lado, a sua deslocalização para as zonas balneares. Segundo este responsável, mesmo com esses factores, que podem levar à diminuição de efectivos nos centros urbanos, a PSP efectua sempre uma avaliação das "zonas mais propícias à ocorrência de crimes, e dos horários em que ocorrem, no sentido de minimizar essas ocorrências", com particular atenção "aos eixos de deslocação das pessoas, como os terminais rodoferroviários e afins". Para Azevedo Ramos, também com o fim do ano lectivo, e a pausa na actividade do Programa Escola Segura, há possibilidade de desviar agentes para outras acções de patrulhamento. O responsável operacional assegura, assim, que quem vive nos grandes centros urbanos não tem motivos para se preocupar com a chegada do Verão. Mas, antes de irem de férias, os cidadãos também devem adoptar cuidados de segurança, "nomeadamente aqueles que são divulgados, através da Direcção Nacional da PSP, e darem-nos conhecimento de que se vão ausentar, motivando, da nossa parte, uma atenção especial com realização de visitas assíduas e verificando se tudo está em segurança". Para concretizar esta vigilância, são necessários efectivos que, num concelho com cerca de 450mil habitantes, são sempre escassos para as ‘encomendas’. Actualmente, a Divisão de Sintra tem 538 efectivos, como sublinhou o seu comandante, o subintendente Hugo Palma, durante uma breve apresentação da estrutura policial a António Galamba e a Fernando Seara. O presidente do município, perante a constatação do número de agentes em serviço, logo corrigiu que se "trata do número de efectivos que existe, mas não o número de efectivos que devia existir". Um reparo que o 2.º comandante do COMETLIS admite como justo, mas advertindo que, na região de Lisboa, a PSP tem a seu cargo a segurança de dois milhões de pessoas. "Aquilo que tentamos sempre fazer é adequar o número de elementos policiais que estão, em determinada altura e em determinada divisão, às necessidades reais dessa divisão", acentua Azevedo Ramos, enunciando ainda a predisposição de Equipas de Intervenção Rápida, que não sendo de Sintra, podem actuar no concelho de Sintra.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

SANTO AMARO DE OEIRAS - Mais de 200 saltos no areal

Ver edição completa Prova da Taça de Portugal em Precisão de Aterragem Neste fim-de-semana, na praia de Santo Amaro, vai chover... muita emoção. Vindos do céu, as melhores equipas nacionais em Precisão de Aterragem vão mostrar um espectáculo inédito nos areais de Oeiras: de uma altura de 1100 metros, cinco pára-quedistas de cada vez saltam de um helicóptero e, um a um, tentam aterrar o mais próximo possível de um alvo colocado na areia que mede 3 cm de diâmetro e em redor do qual vários raios concêntricos vão dando pontos até 15, afundando-se o atleta na classificação quanto mais longe aterrar da minúscula rodela central (que vale 0). “Se podem ir parar ao mar? Poder até podem, com o calor que está dá vontade”, diz, em tom de brincadeira, Luís Dias, vice-presidente da Associação de Pára-quedistas Tejo Norte, responsável pela organização da 2.ª Prova da Taça de Portugal e I Torneio “Vila de Oeiras”. A competição incluirá 200 saltos nos dois dias, intercalados por viagens de helicóptero oferecidas a quem se inscrever durante o evento. A espectacularidade da competição e a possibilidade, rara, de a assistência poder apreciar a olho nu a evolução dos pára-quedistas desde o voo até à aterragem – a poucos metros dos veraneantes – deverá levar muitos milhares de pessoas àquela zona balnear. “Estamos a trazer esta modalidade para o meio do público porque a associação existe há cerca de um ano equeremos dinamizá-la mais, tal como à própria modalidade e ao pára-quedismo em geral”, explicou Luís Dias, tenente-coronel pára-quedista na reserva, adiantando que “o caminho fica desbravado para que esta possa ser uma competição internacional já na edição do próximo ano”. Condimentos não faltam para que a jornada permita, de facto, ser um salto em frente na divulgação do pára-quedismo, seja em Precisão de Aterragem, seja nas outras vertentes (sendo que, de todas as existentes, só a de voo de formação tem, também, competições em Portugal). No entanto, a Precisão de Aterragem é a variante com mais potencialidades para ter assistência de público, por se desenrolar a baixa altitude. Por isso, aqui ficam algumas dicas, fornecidas por quem sabe, para que os leitores melhor possam apreciar a evolução dos pára-quedistas no céu azul. É que saltar todos saltam – basta saírem do avião em andamento e a gravidade encarrega-se do resto – mas voar, isso é outra coisa. “Nestas provas, a equipa tem de fazer trabalho que se chama, na gíria, cheirar o vento, ou seja, o atleta sai do helicóptero e, para além de fazer escalonamento da equipa para chegar um de cada vez, tem de estudar as condições de vento para que se possa conduzir de forma a chegar ao alvo nas condições em que pretende: vai pôr o pára-quedas a voar contra o vento para perceber como ele se comporta, se está a andar para a frente ou para trás, se está a andar muito ou pouco...”, explica Luís Dias. O pára-quedas usado nestas competições “está fabricado para poder fazer precisão pura de ‘0000’ no centro do alvo”, mas esta é uma marca que em Portugal não é fácil de ser atingida, ao contrário do que se passa nas competições de outros países. A diferença está nos apoios a uma modalidade que exige uma certa disponibilidade de tempo e, sobretudo, de dinheiro. “Temos um forte apoio da Câmara de Oeiras e, ainda, da Federação de Pára-quedismo. Mas falta mais atenção por parte da comunicação social e das empresas, que ainda não perceberam bem as potencialidades publicitárias”, salienta o vice-presidente da Associação de Pára-quedistas Tejo Norte, cuja sede, cedida pela autarquia, está instalada no Alto da Loba. “Estamos com grande dinamismo, incluindo na componente social, em que fazemos apoio a escuteiros, nas escolas, na área da orientação e cursos de segurança, por exemplo, mas vamos também começar a fazer cursos de tiro, corrida e natação, escalada, rappel, slide...”. Pena é que “muitos reformados, para quem o pára-quedismo podia ser interessante, acabam por se acomodar e deixam todo o trabalho e prazer para os carolas”. No sábado, os saltos que vão animar a praia de Santo Amaro começam às 10h00 e prolongam-se até às 18h00, intercalados com passeios de helicóptero. No domingo, as emoções começam às 09h00 e, às 15h00 decorre a cerimónia de encerramento e a entrega de prémios. Participam o Aeroclube de Évora, os Falcões Negros (Exército Português), a Associação de Pára-quedistas de Setúbal, o Sky Fun Center (Proença-a-Nova), a Associação de Pára-quedistas do Sul, além da Associação de Pára-quedistas Tejo Norte.

PARQUE URBANO DE QUEIJAS - Vegetação esconde perigos

Ver edição completa Declive acentuado ameaça segurança física de utentes Apesar do seu ar recatado, o Parque Urbano de Queijas, inaugurado há cerca de um ano, encerra um perigo para a segurança física dos utentes mais incautos, além de várias incongruências e alguma má conservação das espécies vegetais. Começando pelo mais grave, o respectivo campo de jogos foi instalado tão perto de uma ribanceira de acentuado declive que, não raramente, as bolas vão parar ao fundo do precipício. Para quem se atreva a descer, os perigos são evidentes. Tanto assim é que, recentemente, o JR encontrou um jovem a arriscar a manobra, mas com técnicas e apetrechos de escalada. “Já não é a primeira vez que lá vou e fico sempre a rezar para que nenhum miúdo se lembre de tentar vir cá baixo buscar uma bola ou um telemóvel que caia, é um perigo enorme!”, alertou Miguel Santos, escoteiro e estudante da Escola Noronha Feio, enquanto armava o arnês e prendia as cordas num depósito de cimento. No final da façanha, porém, o resultado foi nulo: “Encontrei máquinas de lavar, ferros e bidões, mas nenhuma bola”, resumiu. Constituindo uma barreira natural contra a aproximação de algum incauto cidadão à beira do precipício, há uma longa fila de cactos muito secos e com extremidades pontiagudas. No entanto, para além de não existirem precisamente no “caminho” improvisado acima referido, aquela vegetação densa e alta apresenta dois inconvenientes: por um lado, deixa em sobressalto os adultos que acompanham os mais pequenos nas caminhadas pelo passeio que passa mesmo rente aos cactos, devido ao risco de se picarem; por outro, em certos troços, tapa as vistas de quem se senta nos bancos ali disponibilizados para permitir usufruir da vista magnífica para o vale. Finalmente, há mesas e cadeiras que estão sem pinga de sombra, enquanto boa parte das espécies ali plantadas parecem passar demasiado tempo sem pinga de água. A Junta de Freguesia de Queijas reconhece o problema, mas para já apenas se compromete com um desbaste parcial dos cactos, durante a próxima semana. “Mas temos de deixar o suficiente para impedir que as crianças se aproximem do declive”, sublinhou ao JR José Rodrigues, responsável no executivo pelos Espaços Verdes. Para mais tarde ficará a possibilidade de colocar uma vedação que complemente os troncos de madeira separados entre si hoje existentes. Mas quanto ao caminho perigoso já usado para ir buscar bolas, não existe, para já, uma solução concreta. “Vamos analisar a situação com a Câmara... de facto, o campo não está no melhor sítio”, reconheceu aquele elemento da Junta. Entretanto, o acesso ao campo de jogos do Parque Urbano tem já um regulamento aprovado, o qual deverá fazer com que o acesso ao equipamento desportivo volte a estar – como esteve em tempos – com acesso condicionado.

Férias mais baratas nas Caraíbas do que 'cá dentro'

Ver edição completa Pacotes das agências de viagens desincentivam portugueses a seguir conselho de Cavaco Silva Fazer férias “cá dentro”, como o Presidente da República pediu, pode ajudar a economia nacional, mas em alguns casos sai mais caro ao bolso dos portugueses, constatou a Lusa na pesquisa de pacotes de férias em várias agências de viagens. Uma semana de férias no Algarve, o destino nacional de eleição dos portugueses, num hotel de cinco estrelas, custa a um casal mais de 1500 euros em regime de alojamento e pequeno-almoço (APA), mas se optar por uma viagem até às Caraíbas consegue viajar com tudo incluído por 2000 euros. Por mais 500 euros, um casal pode viajar até às águas quentes da República Dominicana (Punta Cana), México (Riviera Maya) ou Venezuela (Ilha Margarita) e passar sete noites (nove dias) num hotel de cinco estrelas com todas as despesas de alimentação e de transportes incluídas. Se se considerar as despesas das refeições de sete dias e a deslocação para as praias do Algarve, será difícil competir com os pacotes de praia e de sol mais distantes. As ilhas dos Açores e a Madeira constituem a maioria das propostas de turismo interno disponibilizada on-line pelas agências de viagem para os meses de Julho e Agosto, sendo que o pacote de sete noites mais económico que a Lusa encontrou para cada um dos destinos em hotel de quatro estrelas custa por pessoa 450 e 600 respectivamente, em regime de alojamento e pequeno-almoço. As ilhas portuguesas concorrem com as espanholas e, à data da pesquisa, as principais promoções disponibilizadas para Palma de Maiorca com a viagem e sete noites de alojamento em hotel de quatro estrelas, em regime de meia pensão, custam cerca de 700 euros por pessoa, mais 150 do que os Açores e 100 do que a Madeira, mas já com sete refeições incluídas. A par com a proximidade, as ilhas do país vizinho têm a vantagem de beneficiar de várias ligações aéreas ‘low cost’ a partir dos principais aeroportos portugueses, que permitem aos turistas viajar a baixo custo e obter preços bastante competitivos no alojamento, que, de acordo com o Hotel Price Index Hotéis.com, sofreram uma quebra de 23 por cento no quarto trimestre de 2009 face ao ano anterior. O Presidente da República manifestou-se no passado sábado preocupado com a “grave” situação económica de Portugal, e apelou aos portugueses para que façam férias "cá dentro", para ajudar a inverter e ultrapassar a difícil situação em que o país se encontra. "Neste tempo difícil que atravessamos, os portugueses devem fazer turismo no seu próprio país, pois é uma ajuda preciosa para ultrapassar a situação difícil em que o país se encontra", defendeu então Cavaco Silva. De acordo com as contas feitas esta semana pelo Jornal de Negócios, os estrangeiros deixam em Portugal 2,5 vezes mais dinheiro do que os portugueses que fazem férias lá fora. Segundo os dados do Banco de Portugal, em 2009, os turistas estrangeiros gastaram 6918 milhões de euros com viagens e turismo a Portugal face aos 2712 milhões de euros gastos o ano passado pelos portugueses em viagens e turismo ao exterior.