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Marchas, arraiais, espectáculos, a Festa Amarela e muita animação nas ruas de Almada
Junho é mês de festa em Almada e este ano, mesmo em período de crise, os almadenses vão ter muitas oportunidades para se divertirem. “Houve um ainda maior rigor na gestão orçamental, mas não poderíamos deixar de proporcionar à população as suas festas da cidade”, comenta o vereador António Matos, que elege as marchas populares e Festa Amarela como dois dos momentos altos deste mês de São João. Nas esplanadas e arraiais já cheira a sardinha assada e caracóis e ontem, dia 16, o centro da cidade alegrou-se com a Marcha das Escolas e instituições de infância. Cerca de 1200 participantes, entre alunos e profissionais do ensino, representando 15 escolas do concelho, desfilaram em homenagem às marchas populares e tradições.E nem o Centenário da República Portuguesa foi esquecido. Foi o abrir do apetite para as Marchas Populares das colectividades e instituições particulares de solidariedade social que vão desfilar na noite de 23 de Junho na Avenida Aliança Povo MFA, em Cacilhas. A final está marcada para 2 e 3 de Julho no Complexo Municipal dos Desportos. “Este ano vamos ter mais marchas”, afirma António Matos. A noite termina com fogo-de- artifício. Mas as festas começam a aquecer já este sábado. Dia 19 a Casa Municipal da Juventude – Centro Cultural Juvenil de Santo Amaro, no Laranjeiro, recebe a 10.ª edição da Festa Amarela. Uma iniciativa que conta com um forte envolvimento do movimento comunitário, das associações e dos jovens do concelho, que vai proporcionar momentos festivos de carácter popular, intercultural e de encontro de gerações, cujo formato de organização mereceu já a inscrição na Base Internacional de Dados das Cidades Educadoras. Ainda este sábado, as Burricadas estão de volta a Cacilhas, Almada e Cova da Piedade para relembrar a vida local no século XIX e meados do século passado. Está prometida muita animação e um grande piquenique no Parque da Cidade. À noite, no Complexo Municipal dos Desportos – Cidade de Almada, realiza-se o 3.º Festival Internacional de Folclore de Almada. Quem tiver fôlego pode acabar o resto da noite na Rua Capitão Leitão, até às duas da manhã, nas muitas esplanadas ou no baile junto aos Paços do Concelho. “A população de Almada encara a crise como muito trabalho, mas sabe que a diversão também é precisa”, acrescenta o vereador da Cultura António Matos que aponta ainda as muitas propostas culturais em vários lugares do concelho durante este período de festas. Por exemplo, também dia 19 começa a 10.ª edição da Festa no Solar; é no Solar dos Zagallos e são várias as propostas. Depois até 19 de Agosto pode ver a exposição integrada no 27.º Festival de Teatro de Almada, na Galeria do Pátio. Na Casa da Cerca pode ainda ver a mostra “Casa com Jardim” e no Jardim Botânico "Cores da Natureza Pigmentos e Corantes". Sábado, 26 de Junho, desafia também a levantar cedo. O Rally Cidade de Almada vai trazer um desfile de carros antigos com o objectivo de divulgar os ralis que se realizavam em Almada nos anos 50. Será ainda proporcionada uma exposição de clássicos. À noite, no Complexo Municipal dos Desportos realiza-se o 23.º Encontro de Cantares Alentejanos.
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Cascais falha conquista do campeonato nacional, mas garante lugar na ‘final-four’ da Taça
Ao vencer o Hóquei Clube de Turquel, por 5-4, no jogo dos quartos-de-final, o Dramático de Cascais qualificou-se para a ‘final-four’ da Taça de Portugal, de hóquei em patins. O Cascais abriu o activo no primeiro minuto, por Pedro Santos, mas viria a permitir aos visitantes a reviravolta rápida no marcador (1-2). Aos 10minutos, Tiago Monteiro volta a marcar para a turma da Linha, repondo a igualdade, que permaneceu até ao intervalo (2-2). A equipa de Hugo Gaidão entrou bem na segunda parte e marcou dois golos de rajada, por Tiago Monteiro e Carlos Trindade, adiantando-se, de novo, aos homens de Turquel (4-2). No entanto, a reacção dos forasteiros não se fez esperar e eis que surge um novo empate (4-4). A emoção crescia dentro e fora do recinto de jogo à medida que o tempo se ia esgotando, e foram os adeptos cascalenses a puderem festejar, a cinco minutos do fim, o golo da sua equipa, apontado por Carlos Trindade, um tento que viria a ser decisivo para a vitória do Cascais, por 5-4. Deste modo, o Dramático de Cascais garante presença na final-four’ da Taça de Portugal, a ter lugar já no próximo fim-de-semana, no pavilhão de Paço de Arcos. Quase a jogar em casa, a equipa de Hugo Gaidão vai defrontar o primo divisionário Física de Torres, tendo francas hipóteses de garantir um lugar na final, onde vai estar o vencedor do encontro entre o Benfica e o Braga.
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Presidente da Junta da Parede
Carlos Correia de Almeida, presidente da Junta de Freguesia da Parede desde 2005, faleceu no passado dia 8 de Junho. Paredense emérito, bancário reformado, Carlos Correia de Almeida liderava os destinos da Junta em prol de uma maior segurança para a população e por uma crescente requalificação dos espaços públicos. Vítima de “doença prolongada”, o seu estado de saúde, em poucos meses, degradou-se, falecendo há cerca de uma semana. António Capucho, presidente da Câmara de Cascais, sublinhou ao JR que “sem dificuldade se pode afirmar com toda a justiça que Carlos Correia de Almeida se distinguiu por aliar naturalmente as suas qualidades políticas e de gestor – reveladas enquanto presidente da Junta de Freguesia da Parede –, ao perfil pessoal que o caracterizava como ‘Homem Bom’ por todos reconhecido e admirado, fossem os amigos ou mesmo os adversários”. O edil reconhece que Carlos Correia de Almeida “deixa obra na freguesia da Parede, apesar de ter partido antes de se concretizarem muitas das ambições a que justamente almejava e que estão projectadas em articulação com a Câmara Municipal. Nas funções que desempenhou, soube estabelecer correctas ligações com os serviços e os responsáveis políticos e técnicos do município e assim melhor defender os interesses da sua freguesia. Mas soube também, de uma forma muito activa e eficaz, manter uma relação profícua com a sociedade civil em geral e as instituições que a representam, em particular”. “Aquilo que mais me cumpre salientar, numa época de crise dos valores éticos e morais, são as qualidades pessoais e humanas de Carlos Correia de Almeida. Pessoa de grande integridade moral, aliava um comportamento impoluto a uma desvanecedora simpatia pessoal”, reforça o autarca. Expressando o sentido pesar e as condolências à sua esposa e filha, António Capucho adiantou que vai conferir a Carlos Correia de Almeida “a título póstumo e em reconhecimento pelos serviços relevantes prestados à Freguesia da Parede, a cuja Junta de Freguesia presidiu com elevada competência, a mais elevada distinção da autarquia a cuja Câmara presido, ou seja, a Medalha de Honra do Município de Cascais”. Na Junta de Freguesia da Parede, a vogal Maria Odete Abrantes também prestou tributo público ao ex-presidente: “Tendo sempre presente a noção exacta das limitações, especialmente por causas legais e falta de recursos técnicos e financeiros, o presidente Correia de Almeida sempre assumiu o compromisso de colocar toda a sua capacidade ao serviço do bem público desempenhando com empenho, dedicação e sentido de responsabilidade as funções para que foi eleito. A população de Parede agradece a sua dedicação”. A eleita acrescentou que “o executivo da Junta reafirma o compromisso de garantir a continuidade do seu trabalho”.
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Como modo de subsistência ou terapia ocupacional, há cada vez mais hortas na cidade
Para muitos será um modo de subsistência em tempos de crise, para outros é importante como forma de ocupar o tempo livre. Ter uma horta no Casal de São Brás é tudo isso, mas acima de tudo quem trabalha aquelas terras fá-lo com paixão. A prova disso é o jardim que ali está a nascer. Os terrenos junto à Escola José Cardoso Pires, pertencentes à Câmara Municipal de Lisboa, estão a pouco e pouco a ser ocupados por plantas ornamentais. O baldio deu lugar a um terreno cultivado e ajardinado, com uma mistura de aromas e cores. Ali convivem roseiras, flores, árvores de fruto, legumes e ervas de cheiro. “Já lhe chamam o Jardim da Estrela”, refere Emistides Sousa, moradora em São Brás e uma das que se dedica àquela horta popular, referindo-se essencialmente às plantas ornamentais que compõem o espaço. Após a doença que a atirou para um reforma por invalidez, Emistides viu-se sozinha em casa durante o dia. Resolveu sair e questionar o seu vizinho, António Teixeira, que já tinha um pequeno espaço cultivado. Depois de uma vida dedicada ao ensino, mas impedida de exercer a profissão, Emistides não cruzou os braços e pôs mãos à obra. Ao lado do seu vizinho começou, também ela, por criar uma pequena horta, num espaço “que era só ervas daninhas e ratazanas”, adianta. “Isto foi uma espécie de terapia, ajudou-me muito na recuperação por causa dos movimentos”, acrescenta. Há sete anos que se dedica a uma pequena horta, seguindo apenas os princípios da agricultura biológica. Os dias são passados no campo, onde até as refeições “sabem melhor”. “Venho logo de manhã cedo e já cheguei a sair daqui por volta das 22 horas,quando os dias são grandes”. O marido, Alípio Carvalho, que ainda está no activo, dá aulas numa escola em Alfornelos, muitas vezes junta-se a ela para as refeições ou para partilhar trabalho no final do dia. Quem a quer ver feliz é ali mesmo, na sua horta. As roseiras e as árvores de fruto compõem a paisagem, que aos poucos está a ganhar cada vez mais adeptos. António Teixeira foi o primeiro a tratar a terra. Por causa da sua infância passada no campo, embora a vida profissional tenha sido ligada às artes gráficas, o gosto pelo cultivo da terra acabou por ser mais forte. Primeiro começou por plantar apenas ervas de cheiro, como a salsa, hortelã e coentros, depois ocupou um terreno com cerca de 16 metros quadrados e neste momento cultiva cerca de 140 metros quadrados. No seu espaço, as rosas são o que mais salta à vista, mas também tem feijão, tomate, cebolas, entre outros legumes. Mas neste jardim também há árvores de fruto como nespereiras, figueiras, cerejeiras, pereiras, macieiras, pitangueiras, entre muitas outras. Alida de Sousa nunca pensou em pegar numa enxada, apesar dos avós serem pessoas ligadas ao campo. Nunca imaginou que um dia lhes iria seguir os passos. Costumava passear no terreno baldio e sentar-se no topo a ler um livro, mas quando se apercebeu que os seus vizinhos tratavam a terra resolveu juntar-se a eles. Como cuida de crianças, diz que “a horta é uma boa terapia”. Mas para além dos benefícios proporcionados pelo tratamento da terra como ocupação dos tempos livres, há também mais-valias financeiras. “Poupa-se muito em compras de supermercado”, afirma Teresa Gomes, que se junta ao marido no final do dia para tratar do seu terreno. “É uma ajuda económica e um passatempo, mas acima de tudo sabemos o que estamos a comer”, acrescenta. Nas férias, funcionam como uma comunidade, as terras nunca ficam por regar. Há sempre alguém que as cuida. Mas esta horta tem espinhos. Os roubos, não os pontuais que levam apenas umas flores ou umas ervas de cheiro, mas daqueles que vêm para estragar. “É mais o que danificam do que o que levam e isso é que não é correcto”, afirma Alípio Carvalho. Para evitar os roubos e apropriações indevidas, os pequenos agricultores montaram redes que protegem o cultivo de mãos alheias. Do lado de fora ficam as roseiras. António Teixeira adianta que “sempre que me pedem eu dou, por isso prefiro que peçam porque assim não estragam”. Para isso, este morador já colocou do lado de fora da vedação uma pequena plantação com ervas de cheiro, onde qualquer pessoa pode apanhar e levar consigo.
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Líder do governo de Cabo Verde visita bairro 6 de Maio e Cova da Moura
O primeiro-ministro de Cabo Verde foi recebido em estado de euforia pelos moradores do bairro da Cova da Moura, na Buraca, numa visita que teve lugar no domingo, dia 13. Ao som dos tambores e com alguns símbolos que fazem parte do Kola San Jon (festa tradicional de São João da ilha de Santo Antão, em Cabo Verde), José Maria Neves mal conseguiu sair do carro onde seguia, devido à quantidade de pessoas que o queriam saudar, para depois percorrer a pé as ruas do bairro, onde reside uma grande comunidade de cabo-verdianos. O primeiro-ministro de Cabo Verde escolheu a Amadora para assinalar o último dia de visita a Portugal. Depois de ter estado no o bairro 6 de Maio, na Damaia, seguiu para a Cova da Moura onde foi recebido pela comunidade com um almoço de cachupa, feijoada e sardinha assada. Mas antes, José Maria Neves foi espalhando cumprimentos pela população do bairro e foi sendo abordado por vários emigrantes, oriundos daquele arquipélago. Entre os beijos e abraços que foi distribuindo, o primeiro-ministro destacou a importância do conhecimento e do ensino “dos direitos e deveres” da comunidade cabo-verdiana residente fora do país, e salientou que “serem bons cidadãos é a melhor forma de ajudar no desenvolvimento de Cabo Verde”. Admitindo que muitos cabo-verdianos residentes em Portugal vivem em bairros degradados, afirmou que “o mais importante é a dignidade das pessoas, em termos de ambição de quererem ser mais na vida”. O chefe de governo reconheceu que “há ainda problemas de integração e habitação nestes bairros”. Mas a comunidade está “mais forte” e a prová-lo “basta ouvir a música a música, o brilho nos olhos, a alegria dos cabo-verdianos, mesmo em situações muito difíceis”, concluiu. Mas, se por onde passou José Maria Neves a euforia dominou os ânimos, houve outras ruas que permaneceram tranquilas.
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Marcha de São João das Lampas encanta em Lisboa
De muletas e vestido como a plebe no meio de cavalheiros e damas da mais fina fidalguia e realeza, o jovem Ricardo Jorge, de 15 anos, era o espelho do desalento por não poder desfilar na Avenida da Liberdade. Na verdade, coube-lhe o papel de Nani no seio da selecção de 48 marchantes que encantou no desfile das Marchas de Lisboa, na noite de sábado, representando a freguesia de São João das Lampas e todo o concelho através do tema “Sintra, Património Mundial”. “Teve mesmo muito azar, lesionou-se em vésperas do grande momento…”, lamentava-se o pai, José Domingos Jorge, de 45 anos, pouco antes do início da passagem, extra-concurso, por aquele afamado palco de emoções e tradições bairristas. Mas, tal como no Mundial de futebol, o espectáculo não pode parar. De pronto, um companheiro foi avisado para tomar o lugar do jovem que, com apenas dois anos, foi mascote da marcha de Fontanelas aquando da primeira (e quase única…) edição das marchas realizadas na Volta do Duche – antes de um longo interregno deste tipo de eventos. Ainda assim, para as Marchas de Lisboa 2010, o clã Jorge estava em peso e, mesmo sem Ricardo por lesão e para além do pai alinharam, ainda, a mãe, Sandra Jorge, e o Diogo Jorge, de 13 anos, que, por sinal, ainda estava no ventre da progenitora quando os marchantes ensaiados em Fontanelas por Palmira Pinto, recrutada a Carnide (ver caixa), venceram a 1.ª edição das marchas na vila de Sintra… Confusos? Não faz mal. O mais importante é perceber que as marchas são não só um património de tradições, mas também, e especialmente, de afectos que perduram e se cruzam no tempo. “Isto não se faz sem sacrifícios, mas o convívio e o resultado final compensam tudo”, sublinha José Domingos Jorge, do alto do seu fato de tecido vinil com cores de azulejo antigos, explicando a razão pela qual é um dos poucos homens que se dedicam a esta causa desde o dealbar das marchas em Sintra “há 18 anos”, quase sempre na companhia da mulher e filhos. “A malta mais nova é mais difícil de conquistar porque não tem este gosto arreigado como os mais velhos; por outro lado, isto é uma prisão duas vezes por semana, à noite, não se pode ir para o bar ou à discoteca”. De dificuldades sabe bem Madalena Simões, que preside à comissão organizadora. “Somos quatro ou cinco pessoas a tratar da burocracia toda, a procurar apoios, a coordenar tudo”, resume. “Isto é um bocadinho cansativo e na base da carolice porque não temos muitos apoios – temos a ajuda da Câmara, da Junta, da Sociedade Recreativa e Familiar e do Centro Social de São João das Lampas, mais alguns particulares, mas nada se faria sem as receitas dos almoços, das rifas, da feitura e venda de filhós…”, especifica. Além de que, “é difícil gerir” quase 50 pessoas. “Se uma pessoa falta um dia, ensaia-se de uma maneira, quando chega no outro dia já está tudo trocado”. Ainda assim, certo é que os marchantes de São João das Lampas andam a treinar, desde Março, não uma, mas duas marchas! Além da que foi à Avenida da Liberdade, há ainda uma outra, na linha das habituais marchas feitas pelo grupo. “Chama-se ‘Tradições Saloias’ e tem a ver com a quinta-feira da espiga, as vindimas, o S. Martinho, a ida a Janas (S. Mamede), uma aldeia onde se costumava ir no fim das colheitas, agradecer ou benzer o gado…”. Se a marcha “Sintra, Património Mundial” terminou a sua carreira em beleza, no coração de Lisboa – depois de ter sido exibida a nível local em 2009 – já a “Tradições Saloias” começa agora a mostrar-se ao público, dias 18, 19 (neste data também no Mucifal) e 23 em São João das Lampas, dia 20 em Odrinhas, 25 em São Pedro de Sintra, 28 em Fontanelas, e dia 29 na Assafora.
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Município avança com reordenamento da rede escolar ao nível do 1.º Ciclo
No âmbito do reordenamento da rede escolar a nível nacional, que determina o encerramento de escolas com menos de 21 alunos, o concelho de Sintra vai assistir ao fecho de nove estabelecimentos de ensino do 1.º Ciclo. No entanto, dois casos resultam da construção de uma nova escola, a EB1/JI de Varge Mondar, e em algumas situações os equipamentos vão ser reconvertidos para jardins-de-infância. As escolas a encerrar são as EB1 de Albarraque 1, Albarraque 4, Alvarinhos, Fontanelas, Morelinho, Baratã, Anços, Venda Seca e Azóia. Embora considere que o número limite de 21 alunos não pode ser rígido, "mas enquadrado nas características de cada escola e no contexto de cada comunidade", o vereador da Educação, Marco Almeida, concorda com os princípios gerais da medida do Ministério da Educação. "Aquilo que se pretende, no fundo, é que todos os alunos tenham as mesmas oportunidades no processo de ensino/aprendizagem", sublinha o autarca, para quem esse desígnio só pode ser alcançado se "todos os alunos frequentarem escolas que ofereçam um conjunto de recursos que permitam complementar o processo pedagógico, como um centro de recursos, salas de apoio às actividades de enriquecimento curricular e espaços desportivos". O autarca salienta que "há escolas, muitas delas com origem no Plano Centenário, que não oferecem condições para se cumprir os objectivos pedagógicos". Após a resolução de Conselho de Ministros relativa aos critérios do reordenamento da rede escolar, aprovada no passado dia 1 de Junho, a Câmara de Sintra avaliou a situação, em articulação com os agrupamentos escolares, tendo chegado à decisão de encerrar nove escolas. "Mas, nem todos os estabelecimentos encerram porque, alguns deles, serão reconvertidos para jardins-de-infância e outros dirigidos para a rede de solidariedade, ao nível da IPSS, resolvendo problemas de instituições na área da deficiência ou da terceira idade", adverte o autarca, que enuncia, por outro lado, que a antiga EB1 de Arneiro dos Marinheiros (São João das Lampas) vai acolher uma sala de jardim-de-infância. Nos casos em que se verifica o encerramento, Marco Almeida enuncia que o município "vai garantir os transportes escolares", o que se vai traduzir, aliás, num acréscimo de 30 mil euros anuais nas contas municipais. O autarca refuta, assim, a tese de que, por trás destes encerramentos, está subjacente um objectivo economicista. E alega ainda que o município, nos últimos dois mandatos, tudo fez para criar condições para evitar o fecho de algumas escolas. "A Câmara de Sintra, ao longo destes últimos oito anos, apostou numa política de construção de refeitórios e espaços desportivos, em escolas mais pequenas, no sentido de fidelizar população escolar. Em muitas delas, não foi possível concretizar essa fidelização". "Não é admissível que alguns estabelecimentos estejam a funcionar com quatro anos de escolaridade numa mesma turma", reforça Marco Almeida. Os investimentos em construção de refeitórios, por exemplo, não serão perdidos com a reconversão dos estabelecimentos para jardins-de-infância ou para a rede solidária. Mas, há casos de escolas que foram, antecipadamente, consideradas como casos perdidos." Há escolas onde nem sequer concretizámos essa qualificação, porque os dados que tínhamos, da evolução do número de alunos, fez com que a Câmara não investisse em refeitórios. A escola de Anços é um exemplo: tem uma turma, com quatro anos de escolaridade, e entendemos que não valia a pena fazer um refeitório". Sobre a contestação que possa ocorrer por via do encerramento de algumas das escolas, Marco Almeida reconhece "a legitimidade dos pais de questionarem se esta alteração vai ou não ao encontro dos objectivos para a escolaridade dos seus filhos". Mas, considera que os progenitores vão ter consciência de que "os seus filhos serão integrados em escolas cuja oferta educativa é melhor do que onde estavam". À excepção da nova escola de Varge Mondar (Rio de Mouro), que será inaugurada em Setembro (com quatro salas de JI e oito de 1.º Ciclo), os restantes estabelecimentos de acolhimento já integram a rede escolar do concelho. No caso da Azóia, os alunos serão transferidos para a EB1/JI de Almoçageme, que está a funcionar com carácter provisório num antigo centro de acolhimento de imigrantes, até à concretização da obra da nova escola de 1.º Ciclo na Sarrazola. O encerramento das escolas deverá ser abordado na próxima reunião da Assembleia Municipal de Sintra, agendada para o final da próxima semana, até porque o Bloco de Esquerda já questionou o município sobre esta situação. O BE/Sintra considera que esta medida "mais do que objectivos pedagógicos, visa reduzir custos de funcionamento".