sexta-feira, 11 de junho de 2010

‘Em tempos de crise, teremos que nos suplantar’

Ver edição completa Isaltino valoriza investimentos estratégicos
Mesmo em tempos de crise, “Oeiras não pode parar” e, embora seja preciso fazer “um reordenamento na escala das nossas prioridades”, o investimento nos projectos estratégicos em curso são para manter. A garantia foi deixada por Isaltino Morais, na passada segunda-feira, durante a sessão solene realizada no Auditório Eunice Muñoz para assinalar o Dia do Município, “Ontem como hoje, é em tempos de crise que teremos que nos suplantar, que ir para além de nós próprios, que garantir a liderança no futuro que nos aguarda”, salientou o edil, lembrando que Oeiras é “filha do terramoto de 1755”. Manter firmeza na linha de rumo foi a orientação expressa, na convicção de que, assim, Oeiras cria condições “para um novo e vibrante ciclo de desenvolvimento”. Incentivos não faltam, na perspectiva do autarca, que lembrou a política de habitação “que nos logrou almejar o título de primeiro concelho a erradicar as barracas em Portugal”, a política ambiental que “nos logrou exibir o título de cidade sustentável”, ou a estratégia de crescimento económico e empresarial “que nos logrou conquistar, há já dois anos consecutivos, o título de melhor concelho para trabalhar em Portugal”, entre outros prémios e distinções. Por isso, perante as incertezas, Isaltino citou Vinicius de Morais: “Eu só tenho pena de quem tem medo de viver”. Ainda assim, reconheceu que estes “são tempos que serão marcados, como reflexo da crise que varre o país, por uma diminuição considerável nas receitas do município”. O que obriga a “saber encontrar o que de essencial Oeiras não pode prescindir se quiser continuar a crescer e a liderar”, advertiu Isaltino, colocando nesse rol a conclusão do Parque dos Poetas e do Passeio Marítimo, do Centro de Congressos, das novas escolas e dos centros de saúde previstos, para além do apoio social. As comemorações do Dia do Município incluiram, ainda, o hastear das bandeiras, uma missa solene, a condecoração de mais de 30 personalidades e instituições com medalhas de mérito do município, e a inauguração da Galeria de Retratos dos presidentes de Câmara de Oeiras.

Futebol com valores

Ver edição completa Football by Carlos Queiroz continua a crescer
Portugal está prestes a começar a sua participação no Mundial da África do Sul e, a muitos quilómetros de distância, na Outurela (Carnaxide) os ensinamentos do técnico principal da Selecção Nacional continuam a inspirar centenas de miúdos a irem mais longe dentro e fora de campo. Neste momento, são 350 os rapazes e raparigas, entre os cinco e os 14 anos, que treinam afincadamente no Parque Desportivo com o nome do seleccionador, enquadrados pela Football By Carlos Queiroz,escola que desde o início das suas actividades, em Setembro de 2008, já levou “um futebol de qualidade” a cerca de 3500 miúdos. Um balanço altamente positivo, que tem surpreendido os próprios parceiros do Manchester United, garante Tiago Lopes, um dos três sócios da estrutura “inconformista” que quer mudar o panorama formativo do futebol em Portugal. Para isso, a academia pretende continuar a crescer. A partir de Setembro será criado um novo escalão, o dos juvenis, para prolongar os ensinamentos nos alunos por mais alguns anos; as acções de férias escolares irão estender-se a novos locais do país,incluindo Alentejo; o número de alunos de escolas municipais a visitar a academia deverá aumentar para o dobro; será posto em prática o já delineado programa de futebol para empresas; e, finalmente, a internacionalização da Football By vai ser uma realidade, para já junto dos países com ligações afectivas a Portugal, como Cabo Verde, Angola, Moçambique... Dribles sobre a crise e remates estratégicos certeiros que não esquecem o essencial: olhar o futebol como uma ferramenta útil dentro e fora das quatro linhas. Ou, como disse Carlos Queiroz aquando da apresentação do projecto há dois anos, usar o desporto-rei como meio para aprender a “jogar bem a própria vida”. A bola joga-se com os pés e com a cabeça. Além de esforço físico, é trabalho mental que depois se reflecte nos relvados e nas ruas. “Enquanto tivermos a bola na mão temos uma grande responsabilidade, pois é preciso ensinar que o futebol tem valores: atitude, comportamento, comunicação, disciplina, entusiasmo, ‘fair play’”, enumera Tiago Lopes, lembrando a ligação destes valores às componentes solidária e educativa. Na verdade, a Football By, no âmbito do protocolo com a Câmara de Oeiras, acolhe cerca de 50 crianças em regime de bolseiros. Miúdos provenientes de meios carenciados, mas que, muitas das vezes, surpreendem pela determinação com que agarram a oportunidade, como conta Hugo Pereira, um dos técnicos da academia: “São miúdos que nunca se atrasam, que na véspera vão para a cama a horas por sua própria iniciativa e já com o saco feito porque no dia seguinte há treino”. Tiago Lopes sublinha que a essa predisposição para o rigor, para o esforço, para a disciplina, ajuda muito o facto de todos perceberem “que são bem tratados, que têm ao seu dispor equipamentos e materiais de grande qualidade, técnicos excelentes e, portanto, percebem que devem retribuir com o seu empenho técnico e comportamental”. A diferença é que alguns dos miúdos, às vezes, queixam-se de dores na barriga, revelando casos de carências nutricionais que os responsáveis logo tratam de suprir... Tudo é feito em nome dos sonhos de cada miúdo, mas sem alimentar ilusões.Num país que respira futebol há o risco de o excesso de expectativas levar ao acumular de frustrações. Na Football By os cuidados a esse nível estão assegurados, garante Tiago Lopes, lembrando que “temos um rácio de um técnico por oito alunos, o que permite um acompanhamento próximo e atento”. E, ainda a este respeito, destaca: “Temos um público-alvo entre os 5 e os 14 anos e não faz sentido pensarmos que estamos aqui a formar os próximos Cristianos, Figos, nem queremos isso por si... Queremos que eles tenham acesso à ferramenta futebol para que se não tiverem que ser bons jogadores possam ser bons estudantes, bons pais, bons engenheiros, médicos...” E, independentemente de maior ou menor talento, todos têm competição na academia Carlos Queiroz. Uns participam numa liga interna que junta mais de 30 equipas (600 crianças), incluindo algumas vindas de outros pontos do país, enquanto um conjunto de 60 miúdos, repartidos em escolas, infantis e iniciados, participa em competições oficiais da Associação de Futebol de Lisboa. A diferença é que estes últimos têm maior carga horária e exercícios de maior complexidade. “Não tivemos um único aluno destas equipas mais competitivas que tenha desistido ao longo do ano, o que revela uma boa gestão das expectativas dos jovens, pois temos a preocupação de que todos tenham oportunidade de jogar”. Para terminar, voltamos ao princípio... E se Portugal sofrer um grave revés no Mundial da África do Sul? Uma questão delicada para quem ostenta o nome do seleccionador como bandeira... Ou talvez não. “Para já, não acredito que as coisas corram mal na África do Sul. Depois, os projectos são baseados numa filosofia, num plano estratégico e no trabalho que desenvolve esse plano. Não faz sentido interromper-se um ciclo, deixar de acreditar no futuro só porque surgiu uma barreira no caminho”. Concluindo, “o professor é a pessoa certa no lugar que ocupa”. Lá como cá. “Para ele é uma paixão estar aqui com os miúdos – e ele tem vindo cá várias vezes – e para nós é um grande orgulho tê-lo aqui connosco como presidente, imagem de marca e filosofia de trabalho”.

FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA - Programa à medida da crise

Ver edição completa Programação do Festival de Teatro de Almada inclui também colóquios e debates A 27.ª edição do Festival de Teatro de Almada apresenta este ano, de 4 a 18 de Julho, o leque mais alargado de sempre de produções e espectáculos e, pela primeira vez, pisa o palco na cidade do Porto. Ao todo, o público vai poder assistir a 30 produções – 14 estrangeiras e 16 portuguesas – e a 86 representações em 16 palcos. Também pela primeira vez serão apresentadas doze estreias. “Será um festival anticrise” diz Joaquim Benite. O director do Festival de Teatro de Almada contou este ano com um orçamento de 575 mil euros, mais 75 mil euros que em 2009, e admite que com esta verba “é um milagre” conseguir pôr em cena mais 44 espectáculos do que na edição anterior e, para além disso, estar em mais nove palcos. “Este é o resultado de uma economia de afectos”, classifica. Para este esforço contribuiu também o aumento do número de parcerias, uma delas com o Teatro Nacional de São João, no Porto. Mas com o festival estão agora também o São Luiz Teatro Municipal, Culturgest, Teatro Nacional D. Maria II, Instituto Franco-Português e Casa da América Latina. Nesta parceria continuam o Centro Cultural de Belém, Teatro Municipal Maria Matos, Teatro do Bairro Alto e a Escola D. António da Costa onde vai continuar o palco grande. O público vai poder ainda assistir a espectáculos no Teatro Municipal de Almada, Fórum Romeu Correia e Incrível Almadense. A programação de 2010 terá uma forte presença da poesia, com Claude Régy a encenar “Ode Marítima”, de Fernando Pessoa, com Jean-Quentin Châtelain como actor. O espectáculo, êxito no Festival de Avignon do ano passado, abre caminho a outros momentos como a leitura de textos e poemas de Margueritte Yourcenar e do poeta grego Constantin Cavafy e a interpretação das “10 Canções de Camões”, por Luís Miguel Cintra. Mas o momento alto de poesia deste festival que homenageia Maria Barroso está reservado para a sala principal do Teatro Municipal de Almada. Carmen Dolores, Eunice Muñoz e Maria Barroso vão encontrar-se pela primeira vez em palco para dizerem poesia de autores portugueses. A edição deste ano do festival assume também produções de carácter provocatório e de reflexão sobre o actual momento de crise económica. Diz Joaquim Benite que “a cultura ajuda a definir novas ideias” e o Espectáculo de Honra vai nesse sentido. “Dialogue d’un chien avec son maître sur la necessite de mordre ses amis”, encenado por Philippe Sireuil, foi votado pelo público para voltar à cena este ano e vive de um encontro improvável entre um homem e um cão. Um discurso desconcertante entre personagens que só faz sentido num mundo virado de pernas para o ar. Outra das produções a reter é a encenação de Daniel Veronese de “Todos los grandes gobiernos han evitado el teatro íntimo”, onde se interroga o modo como a sociedade contemporânea olha a mulher. A não perder também o ensaio sobre a reconstrução do amor-próprio “Un peu de tendresse, bordel de merde”, de Dave St-Pierre. Como sempre o festival não se esgota em espectáculos, a programação inclui também colóquios e debates com criadores. Destaque para o seminário de dois dias, na Casa da Cerca, que reunirá várias personalidades em torno do tema “Crise, Cultura e Democracia”. A programação irá encerrar com mais uma novidade com o público a ser chamado a ouvir ao ar livre, na Escola D. António da Costa, o concerto da Orquestra Gulbenkian e da Orquestra Geração com música de Hayden, Beethoven, Chostakovitch e Tchaikovsky.

Bombeiros de Almada vão apertar o cinto

Ver edição completa Autarquia diz que, pela primeira vez, não pode garantir apoio extraordinário às corporações As três corporações de bombeiros do concelho vão ter de apertar os cordões à bolsa este ano. A Câmara de Almada poderá não ter capacidade financeira para responder com a verba extra que anualmente dá aos bombeiros e, se assim acontecer, ficam em causa algumas obras e a renovação da frota. “Seria demagógico assumirmos compromissos que não sabemos se é possível cumprir”, afirmou publicamente a presidente da Câmara no Dia Municipal do Bombeiro. O primeiro domingo de Junho, mês da Cidade de Almada, é sempre dedicado aos bombeiros do concelho e, neste dia, desde os últimos dez anos, Maria Emília de Sousa assina com as corporações de Almada, Cacilhas e Trafaria um protocolo em que atribui 100 mil euros a cada uma. Uma prenda que este ano não foi entregue o que deixa os bombeiros preocupados. “Já esperávamos que este fosse um ano complicado, e confirmou-se”, comenta o presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. No entanto o comandante Clemente Mitra tem esperança de receber ainda, pelo menos, uma parte desta verba extra. “Até Novembro a Câmara ficou de rever esta situação. Mas estamos preocupados”. Preocupado está também o comandante dos Bombeiros de Almada. “Não será fácil ficar sem uma verba que temos usado para reestruturar a frota e fazer obras no quartel”, diz Vítor Espírito Santo. “Isto vai fazer mossa, vamos ter de apertar o cinto”, acrescenta. Mas tal como Clemente Mitra, o comandante da corporação de Almada acredita que esta verba não será reduzida a zero. E a própria presidente da Câmara de Almada também não fecha a porta a esta possibilidade. “Se as coisas não correrem tão mal como se espera, até ao final do ano voltamos a atribuir o suplemento para investimento dos bombeiros”. Mas por agora as contas municipais estão amarradas aos 100 milhões de euros que o Governo anunciou que ia cortar nas transferências para as autarquias. “Não sabemos qual o corte financeiro que vamos ter”. E acrescentou: “Contudo, já sabemos o acréscimo que vamos ter no IVA a pagar ao Ministério das Finanças”. “Vamos comer pela medida grossa”. Mas mesmo com menos dinheiro a entrar na conta do município e mais a sair, Maria Emília de Sousa garante que o executivo “não abdica de dar a máxima prioridade aos bombeiros e aos trabalhadores da autarquia”. E se a verba extra para as corporações pode estar em causa, a edil garante que as normais transferências para os bombeiros continua garantida. “É muito importante deixar aqui o compromisso de que os cerca de 800 mil euros que todos os anos são despendidos para as corporações do concelho não vão ser beliscados”. Por exemplo no caso dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, que por terem dois quartéis recebem mais mensalmente do que as outras corporações, diz o comandante Clemente Mitra que esta transferência “é de cerca de 30 mil euros”. Mas só em despesa com ordenados e manter as equipes de de intervenção “gastamos 60 mil euros”. O resto da receita é conseguido com os serviços de ambulância. “Este ano já investimos numa viatura a contar com a tal verba extra, vamos ver”.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mais jovens em risco

Comissão de Protecção apresenta dados de 2009

Em 2009, foram abertos 455 processos de protecção de crianças e jovens, mais 81 do que no ano anterior, o que se traduz num aumento de 18%. Desde Janeiro a Maio deste ano, já foram instaurados 22 novos processos e prevê-se que até ao final do ano sejam promovidos 550. Este foi o balanço feito ao JR por Esmeralda Ferreira, presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Cascais, durante o encontro que se realizou, no passado dia 2 de Junho, no Centro Cultural de Cascais, sob o tema “Comissão de Protecção de Crianças e Jovens somos todos nós!". “Divulgar o trabalho da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Cascais (CPCJC) e sensibilizar as instituições para o âmbito das intervenções das comissões de protecção, sobretudo reflectir sobre crianças e jovens em perigo, fazendo um apelo para que todas as instituições envolvidas actuem de forma articulada”, foi o objectivo do encontro, revelou Esmeralda Ferreira, num evento que juntou vários especialistas para debater temas como "Quando começa o Perigo?", "Quem previne/detecta o Perigo?", "Quem decide as Medidas de Protecção?", "Quem executa as Medidas de Protecção?" e "Infância em perigo". Em 2009, a CPCJC interveio em 872 processos, arquivou 448, tendo transitado 424 para 2010. De acordo com os dados da CPCJC, “93 processos foram remetidos para o tribunal; em 82 casos verificou-se que o perigo foi removido; foram aplicadas medidas de protecção em 280; em 207 o perigo não se confirmou ou já não se verifica, 53 foram remetidos a tribunal por ausência de consentimento, 13 foram devolvidos para entidades de primeira linha (família, comunidade e as entidades com competência em matéria de infância, saúde, educação, segurança social, entidades policiais, instituições de solidariedade social, organizações não governamentais)”. As principais entidades sinalizadoras são, entre outras, “as escolas, os pais, familiares, autarquias, polícias e segurança social”. As situações mais problemáticas que afectam as crianças e jovens, dos 0 aos 18 anos, são a negligência (maior número de casos registados), seguindo-se a exposição a modelos de comportamentos desviantes (prostituição, mendicidade, etc.), abandono escolar, maus-tratos físicos e psicológicos e abuso sexual. A faixa etária que registou situações de perigo mais frequente é a dos 11 aos 14 anos, enquanto a que regista menos sinalizações situa-se entre os 3 e os 5 anos. Faltam respostas essenciais Na abertura do encontro, Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR), frisou que “a criança tem direito ao apoio da comunidade e a comunidade tem direito a organizar-se para dar esse direito”. O responsável da NPCJR apresentou algumas das suas preocupações. “O que mais me preocupa são as insuficientes respostas para acompanhamento e avaliação das famílias e as insuficientes respostas dirigidas aos jovens (intervenção terapêutica)”. Apontou como pontos fortes das comissões de protecção de crianças e jovens em risco, “a restrita multidisciplinaridade em áreas que vão desde a psicologia, serviço social, direito, educação e saúde, entre outras”. Armando Leandro chamou ainda a atenção de que “não temos uma cultura de prevenção primária essencial”. Contudo, adiantou que “cada vez estamos mais preparados para fazer o diagnóstico para poder agir com as famílias e para elas”. Sobre as medidas de protecção, frisou que “são as indicadas”. Mas, advertiu, “muito é preciso fazer e não nos podemos conformar com situações que põem em causa os direitos das crianças”. Também na abertura do encontro, o presidente da Câmara de Cascais justificou que a sua presença "representa o empenhamento na acção desta estrutura essencial no município de Cascais, onde este problema existe e agravou-se”. António Capucho reconheceu que “o problema que se agravou em 2009”, lembrando os 455 processos instaurados.“ O que mostra bem o volume de trabalho desta comissão”, frisou. Na perspectiva da Câmara de Cascais, apontou como “constrangimentos: os recursos humanos”. O edil lamentou “o facto de dispormos de um número insuficiente de técnicos”. António Capucho, admitiu, ainda, que “a situação actual do país possa aumentar o número de casos de crianças e jovens em risco" e o mais importante é que encontros como o que agora foi realizado, tendo como palco o Centro Cultural de Cascais, "sejam úteis para ajudar a ultrapassar os problemas”.

Bandeira apoia Selecção Nacional

Academia Psicologia e Teatro promove Festa da Criança

Cerca de 1500 crianças deram o seu apoio à Selecção Portuguesa de futebol ao erguerem uma bandeira com ‘graffiti’ pintados pelos jovens da Academia Psicologia e Teatro (APT) que retratam os ídolos que já rumaram para a África do Sul. O evento teve lugar durante a 7.ª edição da Festa da Criança que se realizou nos Jardins do Casino Estoril, no passado dia 1 de Junho. Aquele espaço verde encheu-se de petizes que tiveram a oportunidade de brincar, dançar e jogar à bola em campos improvisados. Mas, o ponto alto foi mesmo a apresentação da bandeira de apoio à Selecção Nacional, que seria entregue à ‘Equipa das Quinas’ no passado sábado, no campo do Real Sport Clube, em Monte Abraão, concelho de Sintra, pouco antes do derradeiro treino em solo nacional. “A ideia da bandeira surgiu na sequência da construção do primeiro campo de Dream Football, que é da responsabilidade do Dimas, e convidámos dois ‘graffiters’, RAM e MAR, para ensinarem as crianças da Academia. Durante cinco meses, elas pintaram os retratos dos jogadores que depois foram estampados numa bandeira, como forma de apoio à nossa selecção”, disse ao JR Ana Paula Reis, responsável pela APT, que sublinhou ainda que “esta grande festa, que juntou pais e filhos, serviu ainda para possibilitar muita brincadeira, convívio e saber estar com outras crianças”. Em parceria com a APT, esteve a Football Dream Factory de Luís Figo, “um projecto que acredita que todos têm um talento", como salientou o seu responsável João Guerra.

Parque Central renovado

Equipamentos infantis e lago convidam ao lazer

Após trabalhos que demoraram cerca de um ano e meio, o Parque Central da Amadora, situado no coração da cidade, deixou de estar dividido e o lago passou a ter água limpa. As obras de requalificação ali efectuadas tornaram o espaço “mais voltado para as pessoas”, de acordo com o presidente da Câmara Municipal da Amadora, Joaquim Raposo, no dia em que aquele ex-líbris da cidade voltou a estar aberto ao público. Foram centenas as pessoas que aproveitaram o dia solarengo de sábado, 5 de Junho, para assistirem à inauguração do “novo” Parque Central da Amadora, depois de uma intervenção da autarquia, num investimento de 3,5 milhões de euros. No local foram instalados vários equipamentos lúdicos, alguns amovíveis para assinalar a inauguração, após as obras de requalificação. Como tema da água, o antigo Parque Central que dispunha de uma vedação em seu redor e era atravessado pelo trânsito rodoviário, através da avenida dos Bombeiros Voluntários, deu lugar a um novo espaço “mais aberto”, por isso “mais seguro”. Pelo menos, é o que considera Maria Peres. Segundo esta moradora, nos últimos tempos o parque, que foi inaugurado em 1985, “estava muito degradado”, razão pela qual aplaude o investimento municipal ali efectuado. Poluição desviada Para além da degradação em todo o espaço, a água do lago estava poluída e servia de atracção para autênticas pragas de mosquitos. O edifício que em tempos foi um bar e restaurante também estava devoluto, tendo sido demolido para dar lugar a um novo com dois andares, onde irá funcionar um espaço de restauração e o Centro de Interpretação Ambiental da Amadora. “Tivemos que desviar as águas poluídas que provinham da mina e colocar um fundo no lago para que assim a água circule e seja de qualidade”, esclareceu o vereador responsável pelos Espaços Verdes na CMA, Gabriel Oliveira. Jangadas e gaivotas convidam à água Depois de renovado, o lago continua interdito a banhos, mas dispõe agora de pontes, jangadas, gaivotas e bolas de plástico com tamanho humano que permitem aos utilizadores andar sobre a água. Mas são vários os equipamentos lúdicos, para diferentes idades, instalados em todo o parque central. O espaço dispõe ainda de um circuito pedonal com cerca de 700 metros, onde é também possível andar de bicicleta e de patins. Com as obras de requalificação, o histórico Parque Central passou a ter 65 mil metros quadrados, resultado da junção das duas áreas anteriormente separadas pela via, possibilitando a criação de mais 140 lugares de estacionamento na área envolvente. Para Joaquim Raposo, presidente da autarquia, a obra “é uma aposta ganha, porque este é um parque para as pessoas de todas as idades poderem usufruir” e representa “uma componente muito importante na renovação da cidade”. O autarca acrescentou ainda ser importante “a renovação do centro” através da “criação de áreas de lazer atractivas”. Joaquim Raposo chegou mesmo a adiantar que no centro do lago poderá ser instalado um palco para a realização de diversas actividades culturais, entre as quais “um desfile de moda” ou um “espectáculo de ballet”.