sexta-feira, 4 de junho de 2010

PAREDE - Falta ligação directa

População queixa-se dos transportes para o novo hospital
Os residentes na Parede não têm autocarros que os levem directamente até ao novo Hospital de Cascais Dr. José de Almeida, situado em Alcabideche. A situação está a preocupar a Junta de Freguesia e também os próprios utentes da Scotturb daquela região, que têm de apanhar um autocarro até à estação da CP, depois o comboio até Carcavelos, Estoril ou Cascais, onde já existem autocarros para se deslocarem até à unidade hospitalar. Carlos Almeida, presidente da Junta de Parede, chamou a atenção para o problema, durante as comemorações do 57.º aniversário da freguesia. O autarca criticou a Scotturb que “não disponibiliza autocarros para a população da Parede ir ao novo Hospital de Cascais”. Fonte da Scotturb na zona da Parede disse ao JR que “são várias as pessoas que perguntam se não existe um autocarro específico para o hospital”. Mas, não há. Existem autocarros para o antigo hospital ortopédico José de Almeida, em Carcavelos, e para o Hospital Sant’Ana, na Parede. No entanto, não existe nenhum que faça o percurso para o novo hospital. O que passa mais perto é o Giro, que tem por destino o CascaiShopping e no caminho “só apanha passageiros”. Na volta, vai deixando as pessoas que fizeram as compras naquele centro comercial. Em Carcavelos, é o autocarro 462, que levava as pessoas ao CascaiShopping, que “agora faz um desvio e deixa passageiros no hospital”, revelou a mesma fonte da Scotturb. “Só houve um desvio dos autocarros que passavam perto do hospital e não qualquer novo percurso. Na Parede, se não há ligação ao novo hospital, é porque não foi pedida. Continua a haver para o Hospital Sant’Ana e para o José de Almeida, em Carcavelos”. Carlos Oliveira, secretário da Junta de Freguesia de Parede, disse ao JR que o órgão autárquico tem “envidado esforços constantes com a administração da Scoturb, lamentando a marginalização da população da Parede no percurso para o hospital”. O eleito frisa que “há autocarros de todas as freguesias menos a da Parede. É necessário de todas as freguesias menos a da Parede. É necessário ir apanhar o autocarro a Carcavelos ou ao Estoril”. Carlos Oliveira adiantou ainda que “o protocolo da Scotturb foi assinado com o Governo e a população da Parede ficou à margem”. Como tal, considera que “é uma tremenda injustiça e a população sente-se marginalizada”. “A Junta vai continuar a fazer contactos de modo a obter uma resposta favorável”, sublinha o autarca. Para o novo Hospital de Cascais Dr. José de Almeida, a Scotturb temem circulação para acesso à zona sul da unidade, onde se localiza a entrada principal, as seguintes carreiras: 417 Cascais-Portela de Sintra; 456 Estoril-Rio de Mouro; 462 Carcavelos-Cascais. A zona norte (onde se situa a entrada exclusiva a colaboradores) é servida pela carreira 411 Cascais-Estoril.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Gil faz história no Estoril Open

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Depois da desilusão de Federer, português animou final do Jamor
Portugal vibrou como nunca com a excelente prestação do tenista oeirense Frederico Gil na edição deste ano do Estoril Open, que terminou domingo no Jamor. Gil foi o primeiro português a atingir a final de um torneio do circuito ATP e até esteve bem perto de a ganhar, diante do espanhol Albert Montañes (33.º jogador mundial), que na véspera havia eliminado o número um do ‘ranking’, o suíço Roger Federer. Perante mais de seis mil adeptos, muitos dos quais a gritar freneticamente por Gil e por Portugal, o pupilo de João Cunha e Silva esteve em bom nível e chegou a pensar na vitória, quando no terceiro ‘set’ chegou a um parcial de 3-0. Mesmo perdendo, considerou que "chegar à final do Estoril Open foi uma grande vitória". "Era um sonho que acalentava desde miúdo e que agora concretizei. Se este é o ponto de partida para mais feitos? Com esta atitude e com a postura competitiva que tive, certamente, poderei chegar mais longe", sublinhou. "Foi pena, podia ter feito um bocadinho mais na parte final do encontro. O Montañes fez um jogo um bocadinho mais sólido que eu, isso notou-se na parte final do jogo", afirmou no final do derradeiro jogo. Frederico Gil "caiu" em três ‘sets’ 6-2, 6-7 (7-4) e 7-5, lamentou não ter "conseguido manter a vantagem no terceiro ‘set’", - que esteve a vencer por 3-0 -, mas acrescentou: "Acho que estou de parabéns por tudo o que fiz ao longo da semana". O português, actual 133.º da hierarquia mundial e que com esta presença na final deverá aproximar-se do top-100, admitiu que estava algo nervoso no início, e um pouco ansioso, pelo que "foi difícil gerir emoções". Antes de chegar à final, Frederico Gil eliminou sucessivamente o alemão Florian Mayer, 6.º favorito, o colombiano Santiano Giraldo, o português Rui Machado e o espanhol Guillermo Garcia Lopez, quinto pré-designado. O estatuto de quarto favorito permitiu aAlbert Montanes ficar isento da primeira ronda. Depois disso o espanhol deixou pelo caminho o seu compatriota Daniel Gimeno-Traver, o uruguaio Pablo Cuevas e o líder do ‘ranking’ mundial, Roger Federer.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pirilampo Mágico solidário

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A Campanha Pirilampo Mágico está de volta, para fazer a diferença a favor das pessoas portadoras de deficiência. Em Sintra, CECD e CERCITOP vão beneficiar desta contribuição solidária. A actriz Eunice Muñoz assinalou o arranque da campanha na instituição de Mira Sintra
A venda do Pirilampo Mágico já começou no último sábado, depois do lançamento oficial de mais uma campanha a favor das Cercis portuguesas, e em Sintra, o CECD tem um patamar arrojado a alcançar. O Centro de Educação para o Cidadão Deficiente, com sede em Mira Sintra, quer bater o recorde de vendas dos simpáticos bonecos, este ano vestido de salmão, que há anos fazem as delícias de miúdos e graúdos, e vender 25 mil exemplares. “Todos os anos, a nossa média ronda os 20 a 22 mil. Este ano, queremos mais e vamos estar com mais equipas na rua e em pontos de venda estratégicos, como hipermercados, CTT, estações de CP e outros”, realçou Carina Conduto, directora geral do CECD Mira Sintra, que estava visivelmente sensibilizada por poder contar com a presença de Eunice Muñoz, uma das madrinhas da instituição, no dia em que apresentou esta iniciativa. De modo simbólico foi construído um pirilampo gigante que cada convidado e amigo da instituição pôde decorar a seu bel-prazer, depois da conhecida actriz lhe ter conferido um sorriso ao coser um tecido vermelho no lugar da boca.(...)
(...) Continuação nas páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Oeiras 220, de 11 a 17 de Maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

SINTRA: TRÊS MIL CRIANÇAS E JOVENS EM RISCO

Ver edição completa Muitas crianças e jovens são vítimas de negligência
As comissões de protecção de crianças e jovens (CPCJ) de Sintra acompanharam, ao longo do ano passado, 2814 casos, a maioria resultante de negligência e exposição a comportamentos desviantes. Uma realidade que merece uma reflexão aprofundada porque cada processo corresponde a uma criança ou jovem em risco. Os números foram divulgados, na passada semana, na apresentação do relatório de actividades das duas comissões existentes no concelho. Para 2010, transitaram 1686 processos, 915 na CPCJ Sintra Ocidental (onze freguesias) e 771 na CPCJ Sintra Oriental (as restantes nove freguesias), a que naturalmente vão acrescer novas situações de risco, o que leva os responsáveis das estruturas a reforçarem o apelo à importância do papel da comunidade no quadro da protecção de menores. Face ao agudizar da crise, os casos tendem a aumentar e a ser cada vez mais gravosos.(...)
(...) Continuação nas páginas 8 e 9 do Jornal da Região da Sintra 220, de 11 a 17 de Maio de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PERIGOS REAIS NA PAISAGEM SINTRENSE

Dois jovens do Cacém morreram afogados numa lagoa artificial em Rio de Mouro. Um acidente que traz à memória outras mortes, como na Cavaleira e na Pedra Furada
No centro de Maceira, há duas pedreiras desactivadas que preocupam a presidente da Junta de Freguesia de Montelavar, Lina Andrês. Na sequência da morte de dois jovens do Cacém numa lagoa artificial, vêm à memória outras situações fatais, como a que aconteceu em Agosto de 2009 na Pedra Furada, freguesia de Montelavar, e há cerca de três anos na Cavaleira (nos limites de Santa Maria e São Miguel e de Algueirão-Mem Martins), que se revelaram fatais para dois adolescentes. Também em Agualva, o lago dos Quatro Caminhos é uma das principais fontes de preocupação a este nível. Nas freguesias de Pero Pinheiro e Montelavar, princiais centros do sector das rochas ornamentais, são muitas as marcas na paisagem que, por este ou aquele motivo, já deixaram de ser produtivas. Antigas pedreiras desactivadas vão transformando-se em lagos artificiais. Na estrada que liga Pero Pinheiro à Pedra Furada, uma antiga pedreira está transformado num autêntico lago. Junto ao Campo do Atlético Clube de Pero Pinheiro, o arvoredo é cortado por outro lago artificial. O cenário de uma região que vive do sector das rochas ornamentais, mas onde nem sempre é fácil o convívio entre a área industrial e as zonas residenciais.(...)
(...) Continuação nas páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Sintra 218, de 20 a 26 de Abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pescadores com mais prejuízos em Paço de Arcos

Ondulação voltou a instalar o pânico entre os profissionais da faina
Os pescadores de Paço de Arcos voltaram a ser apanhados desprevenidos com a forte ondulação marítima que se fez sentir no final da passada semana. O regresso do mau tempo, apesar de anunciado, voltou a deixar em sobressalto os pescadores que assistiram, impotentes, à destruição de algumas das embarcações. “O meu barco foi atirado contra as pedras e ficou com o motor partido”, lamenta Fernando Coelho, da comissão dos pescadores de Paço de Arcos. Semmeios para tirarem os barcos da água, os pescadores tiveram de solicitar ajuda e prontamente os Bombeiros do Dafundo disponibilizaram uma grua. “Temos de agradecer aos bombeiros, à Polícia Municipal e à PSP que nos ajudaram a salvar cerca de 15 embarcações, levando-as depois para o Porto de Recreio de Oeiras”, sublinha Fernando Coelho, acrescentando ainda que o trânsito na Avenida Marginal teve de ser encerrado para a operação decorrer em total segurança. Porém, refeitos do susto, os pescadores de Paço de Arcos não poupam nas críticas. “Assim que faz mau tempo é sempre assim”, lamenta Fernando Coelho. “Já era altura de termos um porto de abrigo em condições para as nossas embarcações. Só nos últimos seis meses já é a terceira vez que temos prejuízos”, aponta o porta-voz da comissão de pescadores. A agravar a situação, está o facto de os apetrechos dos pescadores continuarem na rua, sem um espaço para serem guardados. “No edifício que nos foi cedido não cabe tudo e, ainda numa destas noites, passaram por aqui uns vândalos e deitaram grande parte dos apetrechos à água”, lamenta ainda este pescador.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Oeiras 217, de 20 a 27 de Abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

AMADORA - HOSPITAL VAI A CASA

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Hospital Fernando da Fonseca e Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável criam projecto pioneiro, que visa acompanhar, nos próximos dois anos, 150 doentes infectados pelo vírus HIV/Sida nas suas próprias casas
Levar o hospital a casa dos doentes é o grande objectivo do projecto-piloto lançado esta semana numa “parceria virtuosa” entre o Hospital Fernando da Fonseca, a AJPAS (Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável) e a Ficacém. “Hospital na Comunidade” é o nome do projecto fortemente apoiado pelo Ministério da Saúde e que visa, nos próximos dois anos, acompanhar ao domicílio doentes com HIV/Sida, diminuindo ao mesmo tempo o número de internamentos e as urgências desnecessárias, aumentando a adesão à terapêutica anti-retroviral (TAR). Segundo dados do Hospital Amadora-Sintra, são cerca de 2300 os doentes infectados registados naquela unidade. Desses, 200 só aparecem uma vez por ano. “Dos 2100, cerca de 30% estão apenas em vigilância e 1400 em TAR. E destes últimos, só 1108 são regulares”, enquadra Célia Carvalho, directora do serviço de infecciologia do Amadora-Sintra.Onovo projecto de apoio assume ainda uma maior importância tendo em conta que 47% dos doentes são estrangeiros, oriundos de países como Cabo Verde, Guiné Bissau e Angola. “São pessoas que imigraram para um país longínquo, com outros costumes, muitos deles sem literacia e a carecerem de grandes apoios”, acrescenta a médica.
(...) Continuação nas páginas 8 e 9 do Jornal da Região da Amadora 217, de 20 a 27 de Abril de 2010