quarta-feira, 12 de maio de 2010

Gil faz história no Estoril Open

Ver edição completa
Depois da desilusão de Federer, português animou final do Jamor
Portugal vibrou como nunca com a excelente prestação do tenista oeirense Frederico Gil na edição deste ano do Estoril Open, que terminou domingo no Jamor. Gil foi o primeiro português a atingir a final de um torneio do circuito ATP e até esteve bem perto de a ganhar, diante do espanhol Albert Montañes (33.º jogador mundial), que na véspera havia eliminado o número um do ‘ranking’, o suíço Roger Federer. Perante mais de seis mil adeptos, muitos dos quais a gritar freneticamente por Gil e por Portugal, o pupilo de João Cunha e Silva esteve em bom nível e chegou a pensar na vitória, quando no terceiro ‘set’ chegou a um parcial de 3-0. Mesmo perdendo, considerou que "chegar à final do Estoril Open foi uma grande vitória". "Era um sonho que acalentava desde miúdo e que agora concretizei. Se este é o ponto de partida para mais feitos? Com esta atitude e com a postura competitiva que tive, certamente, poderei chegar mais longe", sublinhou. "Foi pena, podia ter feito um bocadinho mais na parte final do encontro. O Montañes fez um jogo um bocadinho mais sólido que eu, isso notou-se na parte final do jogo", afirmou no final do derradeiro jogo. Frederico Gil "caiu" em três ‘sets’ 6-2, 6-7 (7-4) e 7-5, lamentou não ter "conseguido manter a vantagem no terceiro ‘set’", - que esteve a vencer por 3-0 -, mas acrescentou: "Acho que estou de parabéns por tudo o que fiz ao longo da semana". O português, actual 133.º da hierarquia mundial e que com esta presença na final deverá aproximar-se do top-100, admitiu que estava algo nervoso no início, e um pouco ansioso, pelo que "foi difícil gerir emoções". Antes de chegar à final, Frederico Gil eliminou sucessivamente o alemão Florian Mayer, 6.º favorito, o colombiano Santiano Giraldo, o português Rui Machado e o espanhol Guillermo Garcia Lopez, quinto pré-designado. O estatuto de quarto favorito permitiu aAlbert Montanes ficar isento da primeira ronda. Depois disso o espanhol deixou pelo caminho o seu compatriota Daniel Gimeno-Traver, o uruguaio Pablo Cuevas e o líder do ‘ranking’ mundial, Roger Federer.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pirilampo Mágico solidário

Ver edição completa
A Campanha Pirilampo Mágico está de volta, para fazer a diferença a favor das pessoas portadoras de deficiência. Em Sintra, CECD e CERCITOP vão beneficiar desta contribuição solidária. A actriz Eunice Muñoz assinalou o arranque da campanha na instituição de Mira Sintra
A venda do Pirilampo Mágico já começou no último sábado, depois do lançamento oficial de mais uma campanha a favor das Cercis portuguesas, e em Sintra, o CECD tem um patamar arrojado a alcançar. O Centro de Educação para o Cidadão Deficiente, com sede em Mira Sintra, quer bater o recorde de vendas dos simpáticos bonecos, este ano vestido de salmão, que há anos fazem as delícias de miúdos e graúdos, e vender 25 mil exemplares. “Todos os anos, a nossa média ronda os 20 a 22 mil. Este ano, queremos mais e vamos estar com mais equipas na rua e em pontos de venda estratégicos, como hipermercados, CTT, estações de CP e outros”, realçou Carina Conduto, directora geral do CECD Mira Sintra, que estava visivelmente sensibilizada por poder contar com a presença de Eunice Muñoz, uma das madrinhas da instituição, no dia em que apresentou esta iniciativa. De modo simbólico foi construído um pirilampo gigante que cada convidado e amigo da instituição pôde decorar a seu bel-prazer, depois da conhecida actriz lhe ter conferido um sorriso ao coser um tecido vermelho no lugar da boca.(...)
(...) Continuação nas páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Oeiras 220, de 11 a 17 de Maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

SINTRA: TRÊS MIL CRIANÇAS E JOVENS EM RISCO

Ver edição completa Muitas crianças e jovens são vítimas de negligência
As comissões de protecção de crianças e jovens (CPCJ) de Sintra acompanharam, ao longo do ano passado, 2814 casos, a maioria resultante de negligência e exposição a comportamentos desviantes. Uma realidade que merece uma reflexão aprofundada porque cada processo corresponde a uma criança ou jovem em risco. Os números foram divulgados, na passada semana, na apresentação do relatório de actividades das duas comissões existentes no concelho. Para 2010, transitaram 1686 processos, 915 na CPCJ Sintra Ocidental (onze freguesias) e 771 na CPCJ Sintra Oriental (as restantes nove freguesias), a que naturalmente vão acrescer novas situações de risco, o que leva os responsáveis das estruturas a reforçarem o apelo à importância do papel da comunidade no quadro da protecção de menores. Face ao agudizar da crise, os casos tendem a aumentar e a ser cada vez mais gravosos.(...)
(...) Continuação nas páginas 8 e 9 do Jornal da Região da Sintra 220, de 11 a 17 de Maio de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PERIGOS REAIS NA PAISAGEM SINTRENSE

Dois jovens do Cacém morreram afogados numa lagoa artificial em Rio de Mouro. Um acidente que traz à memória outras mortes, como na Cavaleira e na Pedra Furada
No centro de Maceira, há duas pedreiras desactivadas que preocupam a presidente da Junta de Freguesia de Montelavar, Lina Andrês. Na sequência da morte de dois jovens do Cacém numa lagoa artificial, vêm à memória outras situações fatais, como a que aconteceu em Agosto de 2009 na Pedra Furada, freguesia de Montelavar, e há cerca de três anos na Cavaleira (nos limites de Santa Maria e São Miguel e de Algueirão-Mem Martins), que se revelaram fatais para dois adolescentes. Também em Agualva, o lago dos Quatro Caminhos é uma das principais fontes de preocupação a este nível. Nas freguesias de Pero Pinheiro e Montelavar, princiais centros do sector das rochas ornamentais, são muitas as marcas na paisagem que, por este ou aquele motivo, já deixaram de ser produtivas. Antigas pedreiras desactivadas vão transformando-se em lagos artificiais. Na estrada que liga Pero Pinheiro à Pedra Furada, uma antiga pedreira está transformado num autêntico lago. Junto ao Campo do Atlético Clube de Pero Pinheiro, o arvoredo é cortado por outro lago artificial. O cenário de uma região que vive do sector das rochas ornamentais, mas onde nem sempre é fácil o convívio entre a área industrial e as zonas residenciais.(...)
(...) Continuação nas páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Sintra 218, de 20 a 26 de Abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pescadores com mais prejuízos em Paço de Arcos

Ondulação voltou a instalar o pânico entre os profissionais da faina
Os pescadores de Paço de Arcos voltaram a ser apanhados desprevenidos com a forte ondulação marítima que se fez sentir no final da passada semana. O regresso do mau tempo, apesar de anunciado, voltou a deixar em sobressalto os pescadores que assistiram, impotentes, à destruição de algumas das embarcações. “O meu barco foi atirado contra as pedras e ficou com o motor partido”, lamenta Fernando Coelho, da comissão dos pescadores de Paço de Arcos. Semmeios para tirarem os barcos da água, os pescadores tiveram de solicitar ajuda e prontamente os Bombeiros do Dafundo disponibilizaram uma grua. “Temos de agradecer aos bombeiros, à Polícia Municipal e à PSP que nos ajudaram a salvar cerca de 15 embarcações, levando-as depois para o Porto de Recreio de Oeiras”, sublinha Fernando Coelho, acrescentando ainda que o trânsito na Avenida Marginal teve de ser encerrado para a operação decorrer em total segurança. Porém, refeitos do susto, os pescadores de Paço de Arcos não poupam nas críticas. “Assim que faz mau tempo é sempre assim”, lamenta Fernando Coelho. “Já era altura de termos um porto de abrigo em condições para as nossas embarcações. Só nos últimos seis meses já é a terceira vez que temos prejuízos”, aponta o porta-voz da comissão de pescadores. A agravar a situação, está o facto de os apetrechos dos pescadores continuarem na rua, sem um espaço para serem guardados. “No edifício que nos foi cedido não cabe tudo e, ainda numa destas noites, passaram por aqui uns vândalos e deitaram grande parte dos apetrechos à água”, lamenta ainda este pescador.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Oeiras 217, de 20 a 27 de Abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

AMADORA - HOSPITAL VAI A CASA

Ver edição completa
Hospital Fernando da Fonseca e Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável criam projecto pioneiro, que visa acompanhar, nos próximos dois anos, 150 doentes infectados pelo vírus HIV/Sida nas suas próprias casas
Levar o hospital a casa dos doentes é o grande objectivo do projecto-piloto lançado esta semana numa “parceria virtuosa” entre o Hospital Fernando da Fonseca, a AJPAS (Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável) e a Ficacém. “Hospital na Comunidade” é o nome do projecto fortemente apoiado pelo Ministério da Saúde e que visa, nos próximos dois anos, acompanhar ao domicílio doentes com HIV/Sida, diminuindo ao mesmo tempo o número de internamentos e as urgências desnecessárias, aumentando a adesão à terapêutica anti-retroviral (TAR). Segundo dados do Hospital Amadora-Sintra, são cerca de 2300 os doentes infectados registados naquela unidade. Desses, 200 só aparecem uma vez por ano. “Dos 2100, cerca de 30% estão apenas em vigilância e 1400 em TAR. E destes últimos, só 1108 são regulares”, enquadra Célia Carvalho, directora do serviço de infecciologia do Amadora-Sintra.Onovo projecto de apoio assume ainda uma maior importância tendo em conta que 47% dos doentes são estrangeiros, oriundos de países como Cabo Verde, Guiné Bissau e Angola. “São pessoas que imigraram para um país longínquo, com outros costumes, muitos deles sem literacia e a carecerem de grandes apoios”, acrescenta a médica.
(...) Continuação nas páginas 8 e 9 do Jornal da Região da Amadora 217, de 20 a 27 de Abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Feira ocupa centro do Cacém

Ver edição completa Instalados provisoriamente na Rua da Fé, os feirantes de Agualva vão voltar à freguesia do Cacém, para ocuparem um terreno do Polis que já esteve destinado para hospital privado

Instalada provisoriamente na Rua da Fé e Avenida de Santa Maria, para desespero dos moradores, a Feira de Agualva vai ocupar um terreno do Polis, na freguesia do Cacém, que chegou a estar destinado a receber um hospital privado. O terreno confronta com a Rua de Cabo Verde e a Avenida Dr. Miguel Freire da Cruz e deverá estar em condições de receber a venda ambulante, aos sábados, das 7h00 às 13h00, a partir do final de Maio ou inicío de Junho. Para o próximo dia 14 de Maio, no Palácio Valenças, está marcado o concurso de atribuição de espaços de venda ambulante. O local deverá acolher mais de cem feirantes. A realização da Feira de Agualva na freguesia do Cacém, tal como já sucedeu com a ocupação da Quinta do Ulmeiro, foi aprovada na reunião camarária realizada na passada quarta-feira. O vereador responsável pelo pelouro dos Mercados, Baptista Alves (CDU), justifica que aquele espaço reúne "as condições definidas na lei para acolher a realização de uma feira". O autarca alude também que o espaço poderá assumir um carácter multiusos, para a realização de outros eventos como concertos e mostras de artesanato. A solução mereceu, aliás, um comunicado da estrutura concelhia da CDU que se congratula com esta decisão. "Conseguiu-se resolver um problema e abrir uma nova oportunidade ao nível da área central da cidade de Agualva-Cacém: criação de um espaço multiusos para a realização de outros eventos que não apenas a feira", frisa a CDU, que justifica as potencialidades do terreno: "É um espaço não construído e, por isso, constitui uma mais-valia numa zona fortemente urbanizada. Assim, devolve-se a Quinta do Mota à cidade".(...)
(...) Continuação na página 9 do Jornal da Região da Oeiras 217, de 20 a 26 de Abril de 2010