terça-feira, 12 de janeiro de 2010

BOMBEIROS PEDEM MAIS APOIOS

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A comemorar 105 anos, Bombeiros da Amadora apelam a uma maior ajuda. Com despesas na ordem dos dois milhões de euros, ginástica orçamental é palavra de ordem na única corporação do concelho
Não descurando o seu longo passado, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Amadora (BVA) cumpriu, no último domingo, os seus 105 anos de existência, fazendo votos de um futuro melhor e mais risonho para a única corporação do concelho. Isto porque, nos últimos anos, a corporação tem atravessado momentos de extrema dificuldade financeira, realizando anualmente uma ginástica orçamental para conseguir cumprir os pagamentos salariais e não descurar o serviço de socorro. "Só em 2008 tivemos um prejuízo de 55 mil euros e no ano passado tivemos dois milhões de euros de despesas, uma verba muito alta para as nossas capacidades actuais", lamenta Vasco Marques, presidente da mesa da assembleia dos BVA. A associação tem cerca de 70 bombeiros assalariados e cerca de 30 colaboradores em vários serviços administrativos. Cerca de uma centena de pessoas a quem é preciso pagar mensalmente, não esquecendo os subsídios. "A associação teve que contrair alguns empréstimos para conseguir ter os salários em dias", alerta Mário Conde, comandante dos Bombeiros.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Amadora 203, de 12 a 18 de Janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

SINTRA HERDA DÍVIDAS DO POLIS DO CACÉM

Ver edição completa Encargos de 33 milhões de euros em resultado da liquidação da sociedade de capitais públicos
A Câmara de Sintra vai assumir o activo e o passivo da Sociedade Cacém Polis, estimados, respectivamente, em 110 milhões e 84 milhões de euros, neste caso com 33 milhões de euros de dívidas a terceiros. A assunção desta dívida, por efeitos de liquidação da sociedade no final de 2009, foi aprovada por maioria pela Assembleia Municipal, com os votos contra de PS e CDU e inúmeras críticas da bancada socialista. Em causa a responsabilidade pelo arrastamento da intervenção de requalificação urbana, iniciada em 2002 e que ainda se encontra por concluir, para desespero dos munícipes de Agualva-Cacém. Para a bancada do PS, como sublinhou Carlos Casimiro, a falta de empenho do município de Sintra, que detinha 40% da Cacém Polis contra 60% da Administração Central, foi decisiva para o estado da intervenção. “Com a sua vontade de fazer passar a ideia de que o Polis já não era uma obra socialista, deixou passar os anos sem que nada fosse feito, designadamente na criação das parcerias público-privadas fundamentais para a construção de diversos edifícios”, criticou o autarca. “Tivesse havido o empenhamento atempado do município e os milhões de passivo poderiam ser de lucro”. Entre as obras por executar, recordou Carlos Casimiro, está o edifício da Nova Baixa, na designada parcela 18, mas há mais intervenções que ficaram aquém das expectativas iniciais: “O projecto do hospital do Grupo Mello gorou-se; a Rua Dona Maria II é um espaço vazio; o edifício da PT mantém-se no meio do Parque Linear; a estação da CP só agora foi iniciada; o espaço público degrada-se rapidamente sem a manutenção de vida”. O autarca socialista lamentou ainda que o município tenha transferido verbas para a Junta do Cacém para conclusão de algumas obras, nomeadamente o estacionamento a norte à Praceta João de Deus, “prescindindo de quaisquer garantias de qualidade e fiscalização técnica”.
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Sintra 203, de 12 a 18 de Janeiro de 2010

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

PEDIDOS DE AJUDA DISPARAM NA COSTA

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Instituição apoia mais de mil famílias e recebe novos pedidos todos os dias
Em média, 16 novas famílias por semana recorreram, em Novembro, ao Centro Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, na Costa da Caparica, Almada, para pedir ajuda alimentar e económica, disse hoje à Lusa a directora do Centro. “Antes de Novembro, em média, oito novas famílias vinham pedir ajuda, o que já era um número elevado. 16 novas famílias em carência por semana é gigantesco”, afirmou Carla Dias, directora do Centro Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, que dá assistência mais de 1000 famílias do concelho de Almada. Durante o mês passado, o Centro distribuiu quatro toneladas de alimentos que recebe do Banco Alimentar Contra a Fome e do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC). “O desemprego é a principal causa dos problemas da maioria das famílias. Chegam aqui numa situação agravada de endividamento, muitas vezes em vias de perder a casa e com problemas em assegurar a sua sustentabilidade”, explicou. A prioridade, disse ainda Carla Dias, é assegurar alimentação e abrigo: "Que ninguém passe fome e que ninguém perca a casa". “Muitas vezes ajudamos as famílias a negociar as dívidas e a procurar emprego, outras, mais urgentes, avançamos com o dinheiro, que é, na maioria das vezes, a fundo perdido”, adiantou. (...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Almada 202, de 15 a 21 de Dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Adroana/Cascais: Integração de imigrantes

Ver edição completa Projecto em bairro PER distinguido como boa prática municipal
O projecto “Realojamento de Indivíduos Isolados em Processos de Reagrupamento Familiar”, que decorre desde 2006 no Empreendimento da Adroana, no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER), foi reconhecido com a Distinção “Melhores Práticas Autárquicas 2009” atribuída pela Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes. Um reconhecimento público, destaca a autarquia, pela implementação de boas práticas a nível municipal com resultados positivos. O projecto assenta em seis eixos principais: acompanhamento Psicossocial, Formação e Emprego, Educação, Jovens, Saúde e Mobilização de Recursos e visa dar resposta, não só aos elementos alvo de realojamento na Adroana, mas também aos membros da família que se juntaram ao agregado residente em Portugal, neste caso em Cascais, deixando o seu país de origem.(...)
(...) Continuação na página 4 do Jornal da Região da Cascais 201, de 8 a 14 de Dezembro de 2009

HOSPITAL PLANEIA OBRAS NAS URGÊNCIAS

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AMADORA-SINTRA - Urgências mais funcionais
As urgências do Hospital Fernando da Fonseca (HFF) vão entrar em obras em Março/Abril do próximo ano, para uma intervenção que promete tornar mais funcional a prestação de cuidados de saúde e o atendimento dos utentes. O anúncio foi feito ao JR pelo presidente do conselho de administração da unidade hospitalar, Artur Vaz. A intervenção deverá decorrer pelo período de três meses, com conclusão prevista para Agosto e após um investimento estimado em cerca de três milhões de euros. "Em final de Março, lançaremos as obras dentro do serviço de urgências gerais e, entretanto, temos de montar uma estrutura que permita o atendimento dos doentes enquanto decorrerem as obras", sublinhou este responsável, dando conta que essa estrutura deverá assentar em pavilhões pré-fabricados como tem acontecido em situações similares em outras unidades hospitalares. Com a realização das obras, os responsáveis do HFF prometem um serviço de urgências mais humanizado, no fundo "organizar o serviço em torno das necessidades dos doentes", como realçou Artur Vaz, que concretizou os moldes da intervenção: "Vamos criar uma grande sala de atendimento, dotada de blocos individuais, para cada doente e um acompanhante, e onde os profissionais de saúde se dirigem e podem introduzir, em cada bloco, todos os dados médicos do paciente num sistema de informação próprio". Com o objectivo de simplificar o processo de prestação de cuidados de saúde, Artur Vaz enuncia o objectivo de "concentrar, num só sítio, todos os cuidados médicos de maneira a que o doente não tenha de se movimentar, a não ser para fazer um raio-x ou um TAC". No fundo, inverter a realidade actualmente existente, em que o doente tem de "procurar diversos locais: vai a um sítio fazer a colheita de sangue para análises, vai a outro fazer o electrocardiograma e a outro para uma consulta com o cirurgião". Para a realização das obras de reformulação das urgências, a administração do HFF já recebeu "uma primeira fase do reforço do capital estatutário", cerca de 13 milhões de euros, mas, naturalmente, nem tudo será canalizado para investimento. "Estamos, nesta altura,com capacidade para começar a avançar com o processo de reabilitação do serviço de urgência", revela o responsável máximo da unidade hospitalar, a qual continua ‘a rebentar pelas costuras’.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Amadora 201, de 8 a 14 de Dezembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CAIS DA BOA ESPERANÇA

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Promessas de novos investimentos e de um plano de pormenor para o Cais do Ginjal abrem uma réstia de esperança quanto ao aproveitamento turístico da zona
População, autarquias e restauração da zona do Cais do Ginjal, na freguesia de Cacilhas, há muito que reclamam a requalificação desta zona histórica e turística do concelho de Almada. Falta de iluminação, antigos armazéns/fábricas degradados e acessos em más condições são alguns dos problemas que estão a desviar a clientela dos dois restaurantes existentes no Cais do Ginjal. Além da requalificação da edilidade, com apoios do QREN, um grupo de investidores madeirense está também apostado em mudar o visual ao cais almadense. Rejane Prola (na foto), irmã da proprietária do restaurante “Ponto Final”, queixa-se que a ausência de iluminação entre Cacilhas e o restaurante onde trabalha está a prejudicar o negócio. "Fomosnós próprios que colocámos iluminação à entrada do restaurante, porque os turistas temem passear na zona", realça, sublinhando que o acesso, pelas escadas, está interdito, por causa do perigo de desmonoramento de pedras e terras das escarpas. "É um lugar turístico maravilhoso e diferente que necessita de melhorias com a máxima urgência". Fernando Horta, responsável pelo elevador da Boca do Vento e que trabalhou largos anos na Companhia Nacional de Pesca, em Olho-de-Boi, é um profundo conhecedor do Cais do Ginjal. Aoapontar para as fábricas abandonadas e degradadas, recorda-se do antigo Grémio (companhia de pesca do bacalhau) e das antigas fábricas de conserva de peixe e de engarrafamento de vinho. Fernando Horta vê com bons olhos a requalificação do Cais do Ginjal, tanto da parte da autarquia como do grupo de investidores madeirense. "Isto está quase tudo abandonado, há por aí uma meia dúzia de pessoas a morar", sublinha, lamentando o estado "nada digno"em que se encontra o cais. "É uma zona muito visitada por turistas. Depois de irem aos restaurantes sobem ao elevador para ir visitar o Cristo-Rei", conta.
(...) Continuação nas páginas 8 e 9 do Jornal da Região da Oeiras 199, de 24 a 30 de Novembro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009