Desmistificar os medos associados a cuidar dos doentes em casa, após a alta hospitalar, é o principal objectivo do projecto “Cuidador Informal”, que o Hospital Amadora-Sintra está já a aplicar em praticamente todos os seus serviços desde Setembro passado, após uma experiência-piloto, em Março deste ano, nas áreas de Ortopedia, Obstetrícia, Medicina III e Neurologia.
A figura do “Cuidador Informal” foi criada a pensar na pessoa mais próxima e significativa para o doente internado, geralmente um familiar, a quem se procura transmitir conhecimentos, essencialmente práticos, sobre como tratar o paciente no domicílio. A pessoa que aceita exercer essa função recebe um cartão de identificação próprio que lhe dá o privilégio de poder estar junto do doente desde as 9 às 22h00, no horário que lhe for mais conveniente. Em contrapartida, tem alguns deveres, o mais importante dos quais a obrigatoriedade de colaborar nos cuidados ao seu doente, por forma a ficar habilitado a assegurar a continuidade dos tratamentos após a alta hospitalar.
“Mesmo os próprios profissionais que não são do serviço de Ortopedia têm algum receio em lidar com estes doentes”, realça Fernanda Pombeira, enfermeira-chefe neste departamento. Por isso, “o que acontecia, muitas vezes, é que, mesmo havendo disposição e condições para levar o doente, os familiares adiavam o mais possível esse momento por não se sentirem aptos a prestar-lhes os cuidados necessários em casa”. O resultado é os doentes ficarem internados “desde dias até várias semanas” apesar de já terem luz verde para deixarem o hospital.(...)
(...) Continuação na página 9 do Jornal da Região da Sintra 197, de 10 a 16 de Novembro de 2009





