quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A16 aumenta portagens da A5

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Nova auto-estrada, entre Alcabideche e a CREL, permite ligações internas sem cobrança de portagens, mas vai motivar o aumento de preços na A5, para compensar a concessionária
A Brisa, responsável pela concessão da Auto-estrada A5 (Cascais/Lisboa), anunciou que vai aumentar o preço das portagens de Carcavelos e Estoril até cinco cêntimos, devido à alteração de tráfego provocada pela abertura da A16. Em declarações à agência Lusa, o porta-voz desta concessionária adiantou que “a abertura da A16 altera os fluxos de tráfego na Auto-estrada da Costa do Estoril, introduzindo, numa auto-estrada que funciona em sistema aberto e onde se cobra em função de uma distância média,um significativo acréscimo de quilómetros percorridos”. “De igual modo, se assiste a um impacto na respectiva operação e na necessidade de antecipar a adaptação da infra-estrutura a um maior número de veículos em circulação”, acrescentou o responsável, sublinhando que “o aumento acordado será, no máximo, de cinco cêntimos para a classe 1, nas barreiras de Carcavelos e Estoril", sem, no entanto, adiantar uma data precisa para a entrada em vigor desta decisão. Umasituação que foi conhecida no dia a seguir à inauguração da A16, que engloba o IC30, entre Alcabideche e Lourel, e o IC16, entre Lourel e a CREL, articulando a A5, o IC19 e a CREL. Uma via que representou um investimento de 127,5 milhões de euros em construção, numa extensão de 23 quilómetros, e que implica um pagamento de 90 cêntimos entre Alcabideche e Ranholas, ou melhor entre Linhó e Ranholas, já que os primeiros quilómetros a partir da A5 estão isentos de pagamento. Mas, para quem é obrigado a pagar, as críticas já se fizeram sentir. "Se entrar no Linhó e for até Alcabideche não pago nada. Se for de Ranholas ao Linhó pago como se fizesse onze quilómetros. É injusto", diz um potencial utente da A16. "Esta é uma auto-estrada em sistema aberto. Há muitas ligações sem portagens, mas quem fizer o troço todo paga pela proporcão dos quilómetros efectuados", justifica, por seu turno, Rui Guimarães, director de operações da Ascendi (antiga Aenor), concessionária da nova auto-estrada. Para quem fizer o percurso todo, entre Alcabideche e a CREL, terá de desembolsar 1,90 euros.(...)
(...) Continuação na página 5 do Jornal da Região da Cascais 192, de 6 a 12 de Outubro de 2009

EDITORIAL

Domingo, vamos a votos
No próximo domingo, 11 de Outubro, os portugueses vão ser chamados a eleger os seus representantes nas assembleias de freguesia, Assembleia Municipal e na Câmara Municipal. Pela primeira vez, nos seus 13 anos de história, o Jornal da Região decidiu acompanhar de perto as campanhas eleitorais, as propostas, os projectos e as iniciativas mais marcantes dos diversos candidatos às câmaras municipais das regiões em que estamos inseridos: Sintra, Cascais, Oeiras, Amadora e Almada, curiosamente, concelhos distintos quanto à cor política que maioritariamente governa as respectivas autarquias. A nossa intenção, nem sempre bem compreendida, foi a de proporcionar aos leitores o máximo de informação possível sobre as diferentes propostas e programas que se apresentam a sufrágio, de modo a que no dia 11 possam escolher livremente qual o futuro que desejam para a sua (nossa) terra. A tarefa não foi fácil e nem sempre pudemos corresponder a todos os convites ou solicitações que tivemos para acompanhar iniciativas de campanha, por manifesta falta de recursos humanos disponíveis. Lamentamos não ter conseguido ir a todo o lado e assumimos que desprotegemos as campanhas para as freguesias em benefício das candidaturas à Câmara Municipal. Todos os candidatos às câmaras mereceram espaços de entrevista em igualdade de circunstâncias. No caso de Sintra, promovemos em conjunto com a Rádio Clube de Sintra um ciclo de entrevistas e um debate entre quatro dos cinco candidatos à edilidade. Foi uma experiência enriquecedora, só possível graças ao sacrifício, empenho e dedicação de um conjunto de seis jornalistas, a quem agradeço publicamente. Esperemos que o resultado seja uma grande afluência às urnas no próximo domingo.
Paulo Parracho
Director

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

DEBATE ESCLARECEDOR

Debate entre os cabeças de lista à Câmara Municipal de Sintra, promivido pelo Jornal da Região e a Rádio Clube de Sintra
A saúde, mobilidade e transportes e o ordenamento do território foram os principais pontos abordados a noite passada no debate de hora e meia que juntou os quatro candidatos à presidência da Câmara de Sintra. O debate público organizado pela Rádio Clube de Sintra e o Jornal da Região juntou no Centro Cultural Olga Cadaval os quatro candidatos à presidência da Câmara de Sintra: Fernando Seara (Coligação Mais Sintra), Ana Gomes (PS), Baptista Alves (CDU) e André Beja (BE). Os candidatos trataram de necessidades como as de construção de um novo hospital público no concelho, de criar condições de acessibilidade interna de acesso às principais vias de transportes e a importância da revisão do Plano Director Municipal. Os candidatos da oposição traçaram um balanço negativo ao último mandato da Coligação Mais Sintra, acusando o presidente da autarquia de não ter solucionado muitas destas questões, aos quais Fernando Seara respondeu com a obra feita pelo seu executivo aos níveis da acção social e educação. “Faço um balanço bastante negativo porque as pessoas foram deixadas para trás”, disse Ana Gomes, adiantando que Sintra enfrenta hoje vários problemas “por falta da má gestão e falta de liderança” de Fernando Seara. Baptista Alves e André Beja traçaram igualmente um balanço negativo aos últimos quatro anos de gestão da Coligação Mais Sintra (PSD e CDS-PP) à frente da autarquia, considerando que o presidente da câmara deveria ter promovido a revisão do Plano Director Municipal. “Perdeu-se a oportunidade de fazer a revisão do PDM, que é mau e faz parte da especulação imobiliária”, disse Baptista Alves Questões como o novo hospital de Sintra, onde os quatro candidatos partilham a opinião de que já deveria ter sido construído, ou a divisão de pelouros em caso de vitória dos partidos de maior dimensão, foram os temas aplaudidos pelas duas centenas de pessoas que assistiram ao debate. André Beja e Ana Gomes mostraram-se indisponíveis para aceitar pelouros em caso de vitória de Fernando Seara, enquanto Baptista Alves se mostrou disponível a trabalhar com qualquer dos partidos que vencer as eleições autárquicas. Após o final da sessão, o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, adiantou à Agência Lusa que “há diferenças” entre os candidatos sobretudo ao nível da “governação da câmara”. “Eu quero incluir todos, o que Ana Gomes exclui. Acho que todas as contribuições são positivas porque cada um deles expressará os diferentes sentimentos dos cidadãos”, adiantou. A candidata socialista considerou que “foi um debate esclarecedor” ao qual faltou a discussão de temas essenciais para “o futuro do concelho como as questões da educação, do apoio social, do património cultural da humanidade e recuperação do centro histórico e de desenvolvimento económico”. André Beja disse à Agência Lusa que “houve um bom esclarecimento das ideias dos diferentes partidos” e que os “sintrenses podem tomar a sua decisão mais em consciência no dia 11 de Outubro”. O candidato independente da CDU, Baptista Alves, considerou que “faltou tratar outros temas que estavam agendados, principalmente a questão do emprego que é muito importante para o concelho”.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

HOSPITAL DE SINTRA MOTIVA TROCA DE ACUSAÇÕES

Ana Gomes e Fernando Seara trocam acusações sobre os avanços e recuos da unidade hospitalar
Com a campanha eleitoral a dar os primeiros passos, acentuam-se as divergências entre os cabeças-de-lista da Coligação 'Mais Sintra' e do PS, Fernando Seara e Ana Gomes, respectivamente, em torno de áreas sensíveis para o concelho de Sintra. Um dos principais focos de polémica reside no processo do Hospital de Sintra, há muito reivindicado e que tarda em evoluir em termos concretos, apesar das múltiplas garantias governamentais ao longo de anos. Sendo competência da Administração Central, o processo da unidade hospitalar continua num impasse, agora à espera que a administração do Hospital Amadora-Sintra (HAS) defina os contornos do futuro equipamento de saúde. Para Ana Gomes, o principal responsável pela situação é o actual presidente, “que congelou o processo que a dr.ª Edite Estrela tinha em marcha, com o terreno que estava identificado”, na zona da Cavaleira (Algueirão-Mem Martins). “Só não temos hospital em Sintra, ainda hoje, porque o dr. Fernando Seara não se interessou”, frisou a candidata do PS, no recente ciclo de entrevistas em parceria entre o Jornal da Região e a Rádio Clube de Sintra. “O presidente da Câmara desinteressou-se completamente do Hospital de Sintra”, reforçou a candidata, que acusou o edil de, quando interpelado pelo Governo para sugerir localizações, ter “oferecido o velho Hospital da Vila, que, obviamente, não tem condições nenhumas para um equipamento criado de raiz, quanto muito poderia receber o Centro de Saúde de Sintra”.(...)
(...) Continuação na página 5 do Jornal da Região da Sintra 191, de 29 de Setembro a 5 de Outubro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

BLOCO PROMETE FAZER A DIFERENÇA

Ver edição completa Helena Pinto, candidata do BE à Câmara da Amadora, assume a retirada da maioria absoluta ao PS como objectivo e define o combate à pobreza como prioridade
Nasceu há 50 anos em Beja e tem uma filha. É animadora social, activista contra a pobreza e a exclusão e já deu formação a mulheres desempregadas. Assume-se como feminista, pelo que assumiu a luta pelo direito à interrupção voluntária da gravidez nos dois referendos realizados. Helena Pinto, conhecida pelo seu papel interventivo na Assembleia da República, é a candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal da Amadora.
Foi uma das fundadoras do BE e é deputada na Assembleia da República. Que desafios a motivam a aceitar esta candidatura à Câmara da Amadora? A Amadora é um concelho onde estão bem patentes os desafios do poder local. O tempo é de mudança e de inversão de prioridades. Colocar as políticas sociais no centro da política local é umdesafio que o Bloco de Esquerda aceita com entusiasmo. E aqui, onde as desigualdades são gritantes e as assimetrias do território revelam a exclusão de grande parte da população, é absolutamente necessário recentrar as prioridades. O Bloco de Esquerda dará este contributo e estou certa que a presença do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal será a garantia de que a mudança está a começar.
Porém, o facto de ser também candidata à Assembleia da República faz pensar que não está de 'alma e coração' nesta corrida autárquica... Pelo contrário, é um desafio que vale a pena aceitar e com o qual vou, de certeza, aprender muito.
Se for eleita, como vai conciliar os dois mandatos?(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Oeiras 158, de 20 a 26 de Janeiro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Capucho a sufrágio

António Capucho concorre a terceiro e último mandato, nas eleições de 11 de Outubro. Em entrevista ao JR, responde às críticas dos seus opositores
António Capucho apresenta-se a terceiro e último mandato na corrida eleitoral de 11 de Outubro. O cabeça-de-lista da Coligação ‘Viva Cascais’ (PSD e CDS-PP) está confiante em prosseguir o trabalho que tem desenvolvido, nos últimos oito anos. Como adversários surgem Leonor Coutinho (PS), Pedro Mendonça (CDU) e Rita Calvário (BE).
Que balanço faz destes dois mandatos autárquicos? Faço um balanço globalmente muito positivo – no que creio ser secundado pela maioria dos eleitores –, sem ignorar o que falta ainda fazer para atingirmos os objectivos a que nos propomos. Continua a ser visível que Cascais está dividido entre duas realidades: o interior que "caminha mais devagar" e o litoral que vai sendo requalificado com mais velocidade.
O que é necessário para ambos andarem à mesma velocidade e terem as suas próprias atracções, quer turísticas, quer de qualidade de vida? Discordo da afirmação do jornalista, que se limita a repetir um ‘slogan’ estafado da oposição. Emverdade o interior caminhamais depressa do que o litoral pois tem beneficiado de maior investimento emrequalificação do que o litoral. As assimetrias de desenvolvimento que esta maioria encontrou têm sido atenuadas progressivamente.
A Casa das Histórias Paula Rego já está aberta ao público e será uma das grandes atracções do centro de Cascais. Para quando uma obra do género no interior do concelho? O jornalista, quando pergunta por uma ‘uma obra do género’ no interior, esquece-se do Hospital, da Biblioteca de São Domingos de Rana, da Piscina da Abóboda, dos centros de saúde de São Domingos de Rana e de Alcabideche, do Parque de Outeiro de Polima. Eis alguns exemplos de obras no interior que nos parecem de indiscutível relevância.(...)
(...) Continuação nas páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Cascais 190, de 22 a 28 de Setembro de 2009

OBRAS NA A16 NA RECTA FINAL

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Com abertura prevista para o dia 30, a A16 (IC16/IC30) vai descongestionar o IC19 e aproximar Sintra da capital
Com abertura há muito anunciada para o dia 30 de Setembro, a nova auto-estrada de Sintra, a A16 (IC16/IC30), promete mudar o panorama das acessibilidades no concelho, mas carece, ainda, de investimentos complementares, casos das circulares nascente e poente ao Cacém, de responsabilidade municipal. A nova ligação Sintra-Lisboa (IC16), entre o nó de Lourel e o nó da CREL, vai permitir chegar à capital em poucos minutos, em alternativa ao ainda congestionado, em horas de ponta, IC19. Atribuída pelo Governo em Janeiro de 2007 ao Grupo Aenor e denominada de Concessão da Grande Lisboa, a A16 divide-se entre IC16, do nó de Lourel ao nó da CREL, e IC30, entre Lourel e Alcabideche, articulando o IC19 e a A5. O IC16 tem uma extensão de onze quilómetros, com sete nós (CREL, Idanha, Agualva, Mira Sintra, Telhal, Sacotes e Lourel), contornando por norte as principais zonas urbanas do concelho que se estabeleceram em torno da Linha de Sintra e do IC19. Com a praça de portagem junto ao Bairro João da Nora, logo após o nó da CREL que vai servir as zonas de Monte Abraão e Belas, segue-se o nó da Idanha que, no futuro, vai permitir a articulação com a Circular Nascente ao Cacém. Um quilómetro depois o nó do Cacém vai articular com a EN250, com o traçado a desenvolver-se junto ao Bairro do Grajal e a intersectar novamente a EN250, na zona de Mira Sintra e do quartel da Carregueira, através de um nó que, posteriormente, permitirá a ligação à Circular Poente ao Cacém. O traçado inflecte depois para norte, para uma zona com cariz mais rural, nos limites da Tapada dos Coelhos e da Quinta do Molhapão, contornando a povoação de Tala. Junto à Casa de Saúde do Telhal, novo nó (articulação com a EM544 e no futuro com a Circular Industrial de Pero Pinheiro) é antecedido do maior viaduto da auto-estrada, com 200 metros de extensão. A nova via segue o seu rumo para norte, com passagem pela pedreira Maria Dias, junto à qual nasceu uma área de serviço, em ambos os lados da via. O IC16 volta a cruzar a EN250, junto a Sacotes, onde foi construído novo nó rodoviário e foi implantada a praça da portagem.(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Sintra 190, de 22 a 28 de Setembro de 2009