segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Costa de Caparica, obras em bom ritmo

Praias já ganharam 400 mil metros cúbicos de areia
A intervenção nas praias da Costa da Caparica já resultou na colocação artificial de cerca de 400 mil metros cúbicos de novas areias, com a conclusão do enchimento das praias da ‘Saúde’, ‘Nova Praia’, ‘Praia Nova’, ‘Dragão Vermelho’, ‘Golfinho’ e ‘Tarquínio’, todas na zona sul. Esta intervenção, que arrancou a 5 de Agosto, e que tem por objectivo repor cerca de um milhão de metros cúbicos de areias oriundas da zona de cabeça do Pato, à saída do Tejo, está já a estender-se à parte norte da frente arenosa costeira da zona, nomeadamente às praias do ‘CDS’ e ‘São João’, esta última de maior amplitude. “Podemos dizer que estamos a 40 por cento das estimativas, sendo que o plano traçado em termos de 'timings' está a ser cumprido com grande rigor”, disse ao Jornal da Região José Manuel Proença, do INAG, a entidade responsável pela operação. No decurso da intervenção, que não deixou de gerar algum desconforto junto das entidades locais e dos turistas, por ter avançado em plena época estival, o INAG optou por “avançar com a montagem de duas linhas de dragagem e tem feito ligeiras adaptações técnicas entre uma e outra linha de obra, uma a sul e outra a norte”, de modo a poder ter concluídos os trabalhos até ao final e Setembro.
Já o ano passado, como havia sido referido pelo presidente do Instituto, Orlando Borges, as praias da Caparica ganharam “90 milmetros cúbicos de novas areias, acima do que era expectável”. De acordo com o caderno de encargos está ainda prevista uma nova intervenção no próximo ano, que, segundo José Manuel Proença, deverá “estabilizar definitivamente” os movimentos das areias, embora, confesse o técnico, “há ainda que esperar como as mesmas vão reagir durante o Inverno, já que se verificam sempre alguns índices de remoção”. As três fases desta intervenção visam, sobretudo, “calçar as areias”, de modo a evitar que as mesmas sejam transferidas para a zona adjacente dentro de água. “A ideia fundamental é proteger a costa e evitar ataque às dunas. Fazer com que a rebentação das marés ocorra em zona mais interior, dentro das águas. Não é propriamente criar mais praia”, explica o técnico do INAG.
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Almada 186, de 25 a 31 de Agosto de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

CIDADÃOS EXIGEM LIMITES NO IC20

Cidadãos exigem vigilância
Dias depois da governadora civil de Setúbal, Eurídice Pereira, ter feito um apelo aos automobilistas para tentar travar o elevado índice de acidentes nas estradas da região, o presidente da Associação de Cidadãos Auto-mobilizados, Manuel João Ramos, aplaude a intenção da representante do Governo, mas alerta para a existência de estradas marcadas por excessos, onde os condutores “pouco ou nada são fiscalizados”. Entre os exemplos, está a via Almada-Costa de Caparica. Com efeito, admite Manuel João Ramos, o IC20 que ao longo dos anos vem sendo manchado por sucessivas tragédias, tendo mesmo umdos pontos negros do distrito, traduz “a típica estrada que precisa de um policiamento assíduo, mas agora fica mais complicado após a extinção da Brigada de Trânsito”. Segundo o dirigente, numa estrada de excessos como esta, onde não se registam problemas de sinalização, era imperial que os automobilistas se sentissem mais observados pelas forças de segurança. “Mas isso não acontece e depois as pessoas acabam por fazer perfeitos disparates ao volante com resultados trágicos”, sublinha, lamentando ainda que os carros-patrulha circulem à velocidade das restantes viaturas.(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Oeiras 183, de 14 a 20 de Julho de 2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

EMPREENDEDORISMO SOCIAL EM ACÇÃO

Ver edição completa
Cinco projectos de empreendedorismo social reconhecidos pela importância a favor da comunidade
Uma escolinha de rugby que tem dado auto-estima a muitas dezenas de crianças de bairros desfavorecidos;umcentro de reabilitação e integração de deficientes gerador de oportunidades de negóciocomsucesso a nível material e pessoal;umlivro que permite quatro leituras a partir de outras tantas formas de expressão (regular, braille, linguagem gestual e pictogramas); um conceito de consumo de menor impacto ambiental que transforma objectos deitados foraemnovos produtos prontos a usar ou vender; e umcentro de educação empenhado em mostrar às crianças que uma alimentação saudável pode ser saborosa e divertida... Estes foram os cinco projectos de empreendedorismo social (ES), seleccionados de entre quase 200, distinguidos no âmbito de uma pesquisa pioneira de iniciativas de cariz social no concelho de Cascais, cujos resultados foram apresentados no passado dia 29, no Espaço Memória dos Exílios, no Estoril. Num evento tocado pelas emoções próprias do altruísmo, os mentores destes projectos – todas elas mulheres – foram homenageados com a entrega de certificados de mérito social ES+ por parte de figuras mediáticas de alguma forma ligadas às temáticas abrangidas: o capitão da selecção nacional de rugby, João Correia, o actor e autor do livro ‘Uma Vida Normal’ Paulo Azevedo, a jornalista Laurinda Alves, e o ‘chef’ José Avillez. O projecto “ES+ Mais Empreendedores Sociais” foi desenvolvido pelo Instituto de Empreendedorismo Social (IES) – criado em finais do ano passado – em parceria com a Câmara de Cascais, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e oINSEAD(França), na sequência dos congressos de ES realizados em Cascais desde 2007. Durante meses, os técnicos do IES, supervisionados por professores universitários nacionais e internacionais, cruzaram o concelho à procura das melhores ideias e práticas existentes nesta área. Com o apoio de 45 observadores privilegiados, identificaram 187 iniciativas de ES, depois de “muitas entrevistas com lágrimas, gente a falar com o coração”, como testemunhou Rita Megre, daquele instituto.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Cascais 182, de 7 a 13 de Julho de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

"SINTRA PRIVILEGIOU APOIO SOCIAL"

Em entrevista concedida a propósito do Dia do Município, que se assinalou esta segunda-feira, o presidente da Assembleia Municipal, Ângelo Correia, reflecte sobre a realidade do concelho justifica o menor investimento ao nível de equipamentos
A Assembleia Municipal é, por natureza, um órgão fiscalizador do executivo municipal. Essa fiscalização em Sintra tem sido eficaz?
A lei portuguesa, domeu ponto de vista, é pouco precisa e ambiciosa no que diz respeito à fiscalização dos órgãos municipais, na exacta medidaemque se compararmos a relação parlamento/-governo e assembleias/executivos municipais há, claramente, uma dissonância: O Parlamento tem mais poderes em relação ao Governo do que a assembleia municipal no caso do executivo. Por isso, dentro desse contexto que é limitado e limitativo (que a longo prazo devíamos alterar), a Assembleia Municipal de Sintra tem exercido umamissão de diagnóstico, análise e crítica do executivo. E tem assumido essa postura de modo transparente, claro e permanente.
Que alterações preconiza a este nível a legislação autárquica?
É da Assembleia Municipal que deve sair o executivo municipal: há uma lista clara para o executivo municipal, dirigido por um potencial presidente. Cada partido apresenta o seu e, depois consoante o número de votos que se expressam na assembleia municipal, assim se gere o município. O município tem de ser gerido de acordo com equilíbrios políticos estabelecidos na assembleia municipal, ou seja, se a assembleia municipal for dominada por uma força política, é natural que o executivo seja monocolor. Se existir um partido minoritário, e se fizer coligação com outro, então o executivo projecta essa participação. O executivo deve reflectir os equilíbrios estabelecidos no seio da assembleia municipal.
Mas, no actual quadro de competências e de poderes, que balanço faz da actividade da Assembleia Municipal de Sintra?
Não houve razões fundamentais para estar insatisfeito. As assembleias desenvolveram-se com civismo. Os munícipes participaram em todas as sessões com intensidade. No quadriénio, sentimos dois ou três grandes problemas. Tivemos o problema dos postes de alta tensão, que sentimos como vital. Sentimos como importante algumas obras municipais, em que houve munícipes a reclamarem. E a questão da educação, em que houve também uma incidência muito forte das petições e das exposições à assembleia municipal. Foram sempre presentes de um modo satisfatório, célere e transparente. Penso que raramente houve críticas mal-intencionadas. Todos os partidos desempenharam com eficiência e seriedade o seu mandato. Raramente senti aquilo que se possa considerar uma atitude mais imprópria, mais insensata, o que é positivo para a democracia.(...)
(...) Continuação nas páginas 8 e 9 do Jornal da Região da Cascais 181, de 30 de Junho a 6 de Julho de 2009.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

CAMPO DE GOLFE SOB CONTESTAÇÃO

Ver edição completa

COMPLEXO DO JAMOR Assinaturas contra campo de golfe

Ao lado do famélico curso de água do rio Jamor, um forte caudal de dúvidas e críticas a volumou-se, no passado domingo, de manhã, junto à nesga de sombra onde os contestatários à construção de um campo de golfe em curso no extremo norte do Complexo Desportivo do Jamor (CDJ) improvisaramumponto de recolha de assinaturas a favor das suas reivindicações. Angariaram 110 nomes – a juntar aos quase 600 na petição ‘online’ – e muitos mais desabafos de revolta. Em comum, o receio de um dia chegarem àquele espaço natural de lazer e desporto e não encontrarem mais áreas de livre acesso, bem como a forte impressão de que, mais uma vez, se pretende construir primeiro e só depois responder às inquietações do cidadão comum. Uma desconfiança potenciada pela falta de informação por parte dos responsáveis pela obra – o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) – de que se queixam os dinamizadores do protesto, agrupados sob a designação de Amigos do Estádio Nacional. “Já expirou o prazo previsto por lei para que as entidades a que pedi acesso aos processos administrativos referentes à obra (Câmara de Oeiras, IDPe Região Hidrográfica do Tejo) o facultassem”, lamentou ao JR, Margarida Novo, a jurista e moradora na Cruz Quebrada que encabeça o movimento contestatário, o qual anunciou, entretanto, que vai fazer uma nova recolha de assinaturas no próximo sábado, entre as 10 e as 13 horas, desta feita no portão principal junto aos ‘courts’ de ténis. A mentora dos Amigos do Estádio Nacional afirma-se segura de que a obra “decorre em zona de domínio hídrico público”, classificação atribuída depois das cheias de 85 e que “proíbe total ou parcialmente quaisquer alterações”.O que a leva à convicção de que “eles não têm os licenciamentos necessários”.(...)

(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Oeiras 180, de 23 a 29 de Junho de 2009

terça-feira, 16 de junho de 2009

BE INCENTIVA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA

André Beja, candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Sintra, apresenta as suas prioridades
Aos 31 anos de idade, André Beja apresenta-se como cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda à Câmara de Sintra. Licenciado em Enfermagem, com prática hospitalar de urgência e com um mestrado em curso na área de Saúde e Desenvolvimento, este deputado municipal, eleitoem2005, desempenha ainda funções de assessoria do grupo parlamentar do BE na Assembleia da República.
Há oito anos, o BE apresentou como candidato um nome nacional, Luís Fazenda. Desde então, tem apostado em figuras ligadas ao concelho. Sintra perdeu importância para o BE? O concelho de Sintra ganhou importância para o Bloco de Esquerda. Em 2001, o partido era recente e, neste contexto, a candidatura de Fazenda contribuiu para abrir espaço político e dar umimpulso decisivo ao Bloco no seu todo. Desde então, valorizámos a estrutura local e apostámos em novas pessoas, para garantir a renovação do Bloco e da política. Em 2005 esta aposta deu frutos, pois ficámos a poucos votos de eleger um vereador, crescemos em número de eleitos na Assembleia Municipal e obtivemos representação em nove freguesias. Agora voltamos a apostar num candidato local, jovem, para a Câmara de Sintra. O Miguel Portas, que reside na freguesia de Colares, encabeça de novo a lista da Assembleia Municipal.
Para quem não acompanha a actividade da Assembleia Municipal de Sintra, o nome de André Beja será desconhecido... Essa falta de protagonismo poderá ser prejudicial? OBloco dá primazia às ideias e a um projecto para o concelho. Em função desse projecto, apresenta uma escolha feita localmente e não um nome imposto pela liderança do partido. Uma candidatura autárquica não pode ser pensada em função do protagonismo ou mediatismo de fulana A ou indivíduo B. Quem lê a imprensa local, que tem uma distribuição considerável, sabe que o Bloco está presente e que eu sou uma das pessoas que dá voz por este projecto. Quem se cruza comigo no comboio ou no mercado talvez não associe a pessoa ao nome, mas é também para isso que estamos no terreno e faremos campanha. As pessoas conhecem o BE e procuram-nos para expor os seus problemas. Ao longo deste mandato, mantivemos uma intervenção permanente e sólida, com a preocupação de ir ao encontro das populações e de aprender com elas.(...)

(...) Continuação na páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Sintra 179, de 16 a 22 de Junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

AMBIENTE RENOVADO NO JARDIM DA ANTA

Ver edição completa

Para sensibilizar miúdos e graúdos para a preservação do ambiente, está já em actividade a Ecoteca do Jardim da Anta (Agualva). O primeiro equipamento do género no concelho, denominado ‘De Mãos na Terra’, vai explorar o meio natural e apelar à protecção do nosso planeta

‘Demãosna terra’.Éassim que, literalmente, vão ficar os frequentadores da Ecoteca do Jardim da Anta, em Agualva, o primeiro equipamento do género no concelho. Inaugurado por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, na passada sexta-feira, a Ecoteca vai proporcionar umconjunto de actividades à comunidade educativa, mas também às famílias durante os fins-de-semana, na esfera da sensibilização ambiental. Um equipamento de exploração do meio natural (Jardim da Anta) e de apelo à preservação do planeta. "Vamos sempre trabalhar vários elementos: o conhecimento, amente, a matéria e o sentir, a vertente emocional", sintetiza Carlos Oliveira, da Naturanima, responsável pela promoção das actividades da Ecoteca. Numa sociedade dominada pela vertente tecnológica, desde tenra idade, o equipamento vai concretizar "uma efectiva ligação à terra". "Trabalhamos omais possível virado para o exterior: mexer na terra do jardim", explica este responsável. Com as terças e quintas-feiras mais vocacionadas para grupos escolares, em especial para o 1.º Ciclo, os restantes dias são virados para os habituais frequentadores do Jardim da Anta e os fins-de-semana reservados às famílias que queiram passar umas horas a brincar e a aprender. "O conhecimento leva ao respeito pelo meio que nos rodeia".(...)

(...) Continuação na página 7 do Jornal da Região da Sintra 178, de 9 a 15 de Junho de 2009