quarta-feira, 4 de março de 2009

Parquímetros polémicos em Linda-a-Velha

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Zona de Estacionamento de Duração Limitada alargada esta semana

Está definitivamente instalado o caos automobilístico em Linda-a-Velha. É desta forma que começa a exposição de um abaixo-assinado enviado à Câmara de Oeiras, àAssembleia Municipal, à Junta de Freguesia de Linda-a-Velha e à Parques Tejo a propósito da entrada em funcionamento dos parquímetros no Largo da Lagoa. Uma recolha de assinaturas que surgiu numa altura em que já estavam a ser colocadas novas máquinas na Rua de Ceuta e noutras artérias limítrofes, encerrando assim a Zona de Estacionamento de Duração Limitada (ZEDL) no espaço público compreendido entre a Alameda António Sérgio e a Avenida Carolina Michaëlis. No abaixo-assinado, os moradores e os trabalhadores das zonas afectadas pela introdução de parquímetros deixam claro não serem contra o conceito de estacionamento pago, “apenas acreditam que o mesmo deve ser aplicado em lugares e circunstâncias onde faça sentido e revele utilidade pública”. Com a entrada em funcionamento de novos parquímetros, a situação agravou-se. “Os parques e bolsas de estacionamento encontram-se agora vazios, mas o número de carros na zona é o mesmo. Os parquímetros potenciaram o estacionamento imaginativo, criaram problemas aos residentes e barreiras aos seus visitantes e prejudicam fortemente todos os estabelecimentos comerciais da zona e os seus trabalhadores”. É desta forma que as centenas de subscritores do documento solicitam a “retirada dos parquímetros na Rua Diogo Couto, Avenida Carolina Michaëlis, Largo da Lagoa e redondezas”. A falta de informação é outra das reclamações, principalmente dos residentes da Rua de Ceuta, surpreendidos na passada semana com a entrada em funcionamento dos parquímetros. “Nunca nos foi colocado um aviso no prédio, por isso nem sabemos se temos direito a estacionar gratuitamente”, lamenta um morador.

segunda-feira, 2 de março de 2009

POLIS POR CONCLUIR NO CACÉM

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Recursos municipais vão terminar a ligação pedonal entre o Parque Urbano da Bela Vista e o Parque Linear

A conclusão da ligação pedonal entre o Parque Urbano da Bela Vista e o Parque Linear da Ribeira das Jardas vai ser concretizada com recurso a financiamento camarário, adiantou ao JR o presidente da Junta de Freguesia do Cacém (JFC), José Faustino. "Será descentralizada uma verba para a Junta de Freguesia que irá lançar o concurso e adjudicar a empreitada, respeitante à conclusão da ligação pedonal, a construção do estacionamento a norte à Praceta João de Deus e a requalificação da própria praceta", enuncia o autarca, embora prefira não avançar com previsões quanto ao arranque e conclusão das obras. "Tem havido todo o empenho e manifestação de vontade, da nossa parte, para que as coisas sejam feitas o mais rapidamente possível, porque este local parece uma zona de estaleiro de obras", acrescenta José Faustino, que lamenta que esta intervenção seja um dos trabalhos que ficou por concluir pela sociedade CacémPolis, que entretanto cessou a sua actividade no final de 2008. "Agora, terá de sercomrecursos do próprio município a realização de algumas obras por concluir", reforça o autarca, desiludido com a falta de verbas que impediu a conclusão de algumas intervenções de requalificação urbana. No caso da ligação pedonal entre os parques, por exemplo, "está impedido um pouco do trajecto que as pessoas podiam fazer, ou seja, usufruir deste espaço de lazer na plenitude não está a ser feito". A par desta obra, na mesma área, será construído o tal estacionamento a norte à Praceta João de Deus, com capacidade para 50 viaturas, que vai servir como apoio aos moradores e ao próprio parque urbano.(...)

(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Sintra 164, de 3 a 9 de Março de 2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

ESTRADAS DA MORTE

Governo Civil de Setúbal identifica pontos negros nas estradas da região e conclui que a maioria dos acidentes registam-se no interior das localidades. Câmaras têm agora dados concretos para intervir
O município de Almada vai receber do Governo Civil de Setúbal um relatório a indicar quais os pontos do concelho onde se registam mais acidentes rodoviários. Os números ainda não são conhecidos, mas já se sabe que cerca de 65 por cento dos casos acontecem dentro das localidades. Os relatórios de sinistralidade rodoviária elaborados pelo recém-criado Observatório Distrital de Segurança Rodoviária, para cada um dos 13 concelhos do distrito de Setúbal, apontam que “a maioria do acidentes ocorrem dentro das localidades”. Trata-se de um documento que a governadora civil, Eurídice Pereira, anunciou em Junho do ano passado, e está agora a ser ultimado. Embora não avance ainda números concretos, revela que 65 por cento dos acidentes acontecem à porta de casa. Segundo Eurídice Pereira, uma das prioridades do seu mandato é o combate à sinistralidade rodoviária, daí surgiu a necessidade de criar o Observatório Distrital de Segurança Rodoviária, instrumento de partilha e “uma mais-valia na troca de informação” entre todos os agentes envolvidos nesta problemática. Ao criar uma matriz única entre as forças policiais, o trabalho fica muito mais facilitado, já que a partir de agora os relatórios irão “incluir o número de polícia e o local exacto do acidente”, assim deixará de ser assinalado “apenas com o nome da rua ou avenida” e passarão a ser utilizadas outros pontos de referência como os números de porta dentro das localidades, entre outros, permitindo assim uma localização mais pormenorizada do local da ocorrência.(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Almada 163, de 24 de Fevereiro a 2 de Março de 2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

NOVO HOSPITAL AVANÇA A BOM RITMO

Urgências com ‘vias verdes’ Urgências com equipas em permanência e “vias verdes” destinadas a canalizar doentes para as unidades funcionais da respectiva especialidade, ou a organização dos serviços em apenas cinco grandes departamentos de forma a racionalizar a gestão de camas, são apenas algumas das apostas do grupo Hospitais Privados de Portugal (HPP Saúde) para o futuro Hospital de Cascais, em construção desde há um ano em Alcabideche, e que deverá ser inaugurado em Fevereiro do próximo ano. Até lá, aquele grupo assegura a administração do actual hospital com algumas reformas e investimentos assumidamente “mínimos” que incluem a “humanização dos espaços”, a “concentração de alguns serviços”, mudanças de circuitos nas urgências e, ainda, a aquisição de alguns equipamentos para as duas novas especialidades que, por obrigação contratual, já estão a ser aplicadas (dermatologia e neurologia) - às quais se juntarão, no futuro hospital, outras duas novidades: psiquiatria e urologia. Contudo, só no segundo semestre haverá repercussão verificável destas reformas e o presidente da nova administração, José Miguel Boquinhas, reconheceu, na apresentação da nova unidade de saúde do grupo HPP, realizada recentemente, que “para este primeiro ano os objectivos são muito pouco ambiciosos como é natural nestes casos”. Mais ainda tendo em conta as limitações encontradas. É que, segundo fez notar, “embora tenha havido uma grande evolução do modelo de gestão pública, o hospital antigo tem deficiências muito grandes”, não só a antiguidade e a própria concepção arquitectónica, mas também “despesas e ineficiências que não estávamos à espera”.(...)
(...) Continuação na página 8 do Jornal da Região da Cascais 163, de 24 de Fevereiro a 2 de Março de 2009

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

SINTRA-MAFRA POR AUTO-ESTRADA

Nova concessão rodoviária entre Sintra e Malveira/Venda do Pinheiro será lançada nas próximas semanas
Venda do Pinheiro, que irá estabelecer a ligação por auto-estrada à A8 (Lisboa-Leiria), vai ser lançada nas próximas semanas, garantiu ao JR o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos. “Estamos a ultimar todos os trabalhos com vista a esse lançamento. Será muito em breve”, revelou o governante. “É uma questão de semanas”, reforçou. “Há um conjunto de questões que têm de ser resolvidas, nomeadamente com a entidade que construiu um conjunto de infra-estruturas e, concluída essa tramitação administrativa, lançaremos mão à obra”, enunciou Paulo Campos, referindo-se às negociações que decorrem com a Câmara de Mafra para a transferência da posse da A21 (Malveira-Mafra-Ericeira) para a empresa Estradas de Portugal, promotora da concessão. A nova via, como o JR avançou em primeira mão em Fevereiro de 2008, vai abranger a auto-estrada construída pelo município de Mafra e, no concelho de Sintra, o troço já construído da Via de Cintura, entre Fervença e Montelavar. Em termos de obra nova, a concessão vai contemplar a construção da Variante à Estrada Nacional 9, entre Lourel e Fervença, e a ligação entre Montelavar e a A21, no denominadoNóda Ventureira, junto à localidade de Igreja Nova (concelho de Mafra). CominícioemLourel, a nova concessão assegura a articulação com o IC16 (Nó de Lourel/CREL) e com o IC30 (Nó de Lourel-Alcabideche), a concessão da Grande Lisboaemconstrução, beneficiando assim também o concelho de Cascais com uma ligação alternativa às principais vias rodoviárias a nível nacional. "Será criado umnovo eixo rodoviário que interligará Cascais/Sintra/Mafra até à A8, possibilitando uma saída para norte para todos estes concelhos”, realça o secretário de Estado das Obras Públicas, que destaca também que, mais tarde, a importância desta nova via será reforçada com a construção do IC11, um itinerário previsto no Plano Rodoviário Nacional entre a A8 e a A1 (Lisboa-Porto), na zona do Carregado.(...)
(...) Continuação na página 9 do Jornal da Região da Sintra 163, de 24 de Fevereiro a 2 de Março de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

CAMPISTAS VÃO TER ORDEM DE DESPEJO

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A transferência dos parques de campismo da Costa da Caparica para o Pinhal do Inglês está em vias de ser consumada. A medida não agrada a ninguém. Autarcas, moradores e campistas prometem contestação

A transferência dos parques de campismo da zona sul da Costa de Caparica para o Pinhal do Inglês, na Charneca de Caparica, continua nos planos da Sociedade CostaPolis. O presidente da Junta da Costa da Caparica, António Neves, tem a indicação de que o terreno em causa já foi expropriado. Os moradores e o autarca da Charneca, Fernando Jorge, voltam a levantar a voz contra a instalação dos parques no Pinhal do Inglês, preocupados com as consequências que terá para o ambiente e com o aumento do tráfego que trará para a freguesia. A transferência dos parques do Clube de Campismo do Concelho de Almada, da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e do Clube de Campismo de Lisboa 2 para o Pinhal do Inglês provocou contestação do presidente da Junta da Charneca, de grupos ambientalistas e até de partidos políticos, sobretudo em 2006, altura em que esteve em consulta pública o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) para a construção dos novos parques. Nos últimos tempos, o assunto não tem sido muito falado, mas a Sociedade CostaPolis confirma que a transferência continua prevista, apesar de ainda não avançar com uma previsão de quando poderá acontecer. Entretanto, António Neves teve a indicação de que já foi publicada em Diário da República a expropriação dos terrenos no Pinhal do Inglês, que pertenciam a um particular. Charneca não foi ouvida. Porém, Fernando Jorge lamenta que todo o processo esteja a decorrer “sem a intervenção da freguesia”, que “não tem sido ouvida em nada”. A seu ver, a transferência dos parques para o Pinhal do Inglês levanta problemas, desde logo, por causa dos acessos, já que os utentes dos novos parques vão ficar a cerca de cinco quilómetros das praias da Fonte da Telha e vão ter que se deslocar de carro. Por isso, duvida que tenha condições para avançar, pelo menos até que seja construído o troço da Estrada Regional 377-2 entre a Costa da Caparica e a Fonte da Telha, previsto na Concessão do Baixo Tejo, que vai agora arrancar. Para além disso, teme que a transferência prejudique a “vegetação extraordinária” do Pinhal do Inglês.(...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Almada 162, de 17 a 23 de Janeiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Crise acentua-se no sector dos mármores

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Pequenas empresas familiares estão condenadas a desaparecer

A redução do número de trabalhadores nas grandes empresas e o desaparecimento de pequenas unidades de carácter familiar é a triste realidade do sector das rochas ornamentais, que domina a zona norte do concelho, com especial enfoque nas freguesias de Pero Pinheiro, Montelavar e Terrugem. À semelhança do que sucede em vários sectores da economia, a crise bateu à porta e está a provocar graves consequências no tecido social da região. Se os tempos áureos do sector, que emprega actualmente cerca de dois mil trabalhadores, há muito ficaram para trás, o novo ano veio trazer ainda mais preocupações aos empresários e, por arrasto, aos trabalhadores. Em causa, a quebra acentuada do mercado interno, decorrente da paralisação da construção de habitação, a par de constrangimentos na área da exportação. Com o mercado árabe a fechar fronteiras, as empresas portuguesas deparam-se com uma feroz concorrência dos países asiáticos. Face à diminuição do volume de negócios, as pequenas empresas, que gravitam à volta das grandes unidades, estão condenadas a desaparecer. “As empresas que vivem exclusivamente com o mercado interno, unidades até dez trabalhadores, não vão ter hipótese de sobreviver”, acentua José Raúl Amaro, vogal da ASSIMAGRA (Associação Portuguesa dos Industriais de Mármore, Granitos e Ramos Afins), que dispõe de uma delegação em Pero Pinheiro. “As empresas maiores, que trabalham com o mercado externo, também vão ter de reduzir o seu pessoal”, sentencia este responsável. Mesmo o mercado externo já não representa o filão de outros tempos. “O mercado árabe fechou, cancelou tudo o que eram encomendas”. Na Europa, apesar da redução estimada em cerca de 50 por cento, “o mercado ainda mexe alguma coisa” e, mais do que isso, “há uma calendarização de pagamentos, não tem nada a ver com o nosso mercado em que, nesta altura, ninguém paga a ninguém”. “Portugal já não conta para esta estatística, porque praticamente não há encomendas, não há obras”, lamenta José Raúl Amaro, apontando o dedo à crise do imobiliário. “Até ao final de 2008, algumas empresas fizeram um esforço para se manterem. No início do ano, algumas estão a encerrar e outras estão a despedir”, reforça o vogal da ASSIMAGRA, que, à semelhança de outros protagonistas do sector das rochas ornamentais, não consegue vislumbrar uma luz ao fundo do túnel. Com empresa instalada em Pero Pinheiro há meio século, José Raúl Amaro reconhece que tem trabalho até Março. “Depois disso, é a incógnita total, é a procura do mercado”, sublinha este empresário. Com aproximadamente 25 trabalhadores, considerada como uma empresa de média dimensão, a José Joaquim Amaro & Filhos exporta para França, Bélgica, Alemanha e Inglaterra.(...)

(...) Continuação nas páginas 6 e 7 do Jornal da Região da Sintra 162, de 17 a 23 de Fevereiro de 2009