Ver edição completaTristezas não pagam dívidas é mote que assenta como uma luva aos lisboetas nos dias que correm. Já parece fado esta sina de mandar a realidade para atrás das costas amiúde, pelo menos por uns dias. Com as Festas de Lisboa à porta, tudo depende dos gostos e dos gastos. E por falar em sina e em fado, cruzam-se estes parentes próximos (no significado, mas também na cor negra comum ou na própria Severa…) para se afirmarem como eixo central do cartaz de eventos promovidos este ano pela empresa camarária responsável pela gestão de equipamentos e animação cultural (Egeac), através de umconjunto de iniciativas que tem o povo cigano como inspiração (em Ano Europeu do Diálogo Intercultural), e de múltiplos espectáculos onde a canção nacional é protagonista.
Mas a capital vai continuar a poder orgulhar-se do cheiro a sardinha que impregna muitos largos ou recantos dos seus bairros no mês de Junho, e até do cheiro a suor, que é coisa indispensável amarchante que se preze, sinal claro de empenho no despique das marchas populares que se inicia no Pavilhão Atlântico uns dias antes da apoteose em plena Avenida da Liberdade, na noite de Santo António. (...)
(...) Continuação na página 6 do Jornal da Região da Lisboa 126, de 9 de Maio de 2008





