quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Câmara de Almada investe sete milhões


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Nova biblioteca e duas piscinas já em construção


A Câmara Municipal de Almada lançou, no passado sábado, de uma assentada, três obras municipais de grande envergadura: uma biblioteca, no Feijó, e dois complexos de piscinas, na Sobreda e na Charneca de Caparica, um investimento que ascende a sete milhões de euros.
A nova Biblioteca Municipal, que está a ser construída na Rua da Alembrança, vai estar integrada no futuro Centro Cívico do Feijó e servirá perto de 50 mil pessoas não só daquela freguesia, mas também do Laranjeiro e Sobreda e sete mil alunos das escolas envolventes. Por outro lado, com as duas novas piscinas na Sobreda e Charneca a autarquia pretende que, em 2009, perto de 20 mil pessoas estejam a fazer natação, por dia, no concelho.
A nova biblioteca, da autoria do arquitecto municipal João Lucas, autor do Fórum Romeu Correia, será de acordo com o vereador da educação uma infra-estrutura "moderna e avançada", com uma sala polivalente, uma zona de periódicos, uma sala juvenil, outra infantil e uma sala multimédia, um bar de apoio e gabinetes de trabalho. No fundo, segundo António Matos, o novo edifício, a par de outro equipamento que está a ser construído no Pragal, constituirá um novo centro de Almada. Vai aqui nascer "um novo centro da cidade que afirma a centralidade do Feijó, enobrece esta terra e vai ser um novo centro de convívio", disse.
Nova praça central
Também José Manuel Pereira, presidente da Junta do Feijó, congratulou-se pela construção da obra naquele local, sobretudo no ano em que a freguesia comemora os 15 anos da sua criação.
Depois da construção deste equipamento, serão posteriormente lançadas para aquele espaço as obras da nova sede da Junta de Freguesia do Feijó, de um salão de chá, uma praça central com um pequeno anfiteatro com bancada e do edifício para o centro de saúde do Feijó, proposta que foi apresentada ao Ministério da Saúde e que ainda não mereceu qualquer resposta.


(...)


Continuação na página 6 do Jornal da Região de Almada. 15 de Fevereiro de 2008

TÚNEL DO ROSSIO


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Reabertura cara e tardia
Regresso dos comboios revitaliza comércio da zona

Junto à renovada Estação do Rossio, os turistas detêm-se amiúde para admirar e fotografar os traços neo-manuelinos deste edifício, construído entre 1886 e 1887 e classificado como património industrial. Mas quem tem negócio montado na Baixa olha para o mesmo local e vê outra realidade, bem mais prosaica. "Mesmo que sejam só 20 pessoas em cada mil que passem por aqui, claro que já será bom para a casa", diz um dos funcionários da Beira Gare, restaurante situado mesmo no caminho de entrada e saída da estação, referindo-se ao fluxo de passageiros esperado com a reabertura do Túnel do Rossio, marcada para amanhã.
Depois de mais de três anos a sentir na pele os prejuízos do encerramento do túnel (a 22 de Outubro de 2004), que levou ao desvio de cerca de 70 mil pessoas para outras zonas, nomeadamente para os interfaces de Entrecampos e Sete Rios, na Baixa é altura de se fazerem contas um pouco mais aliviadas de apertos.
Apesar de tudo, um optimismo com algumas reservas. É que "as coisas já não são como antes do fecho e alguns dos antigos clientes, provavelmente, já não voltarão porque, entretanto, criaram hábitos noutros lados". Além disso, "hoje em dia há mais alternativas, sobretudo o Metro, e os passageiros já não são obrigados a passar por aqui". Já para não falar que "anda tudo teso", como se ouve comentar à boca cheia entre os comerciantes da zona.
Mesmo assim, serão mais algumas dezenas de milhares de potenciais consumidores, a somar às cerca de 200 mil pessoas que diariamente cruzam esta área da cidade.
"A reabertura do túnel do Rossio é francamente benéfica para a zona, a todos os níveis", sublinhou ao JR António Amaral, director executivo da Agência Baixa-Chiado. Não só por ser "uma mais-valia para a actividade comercial e cultural da zona", como também por reforçar, ainda mais, a segurança, "que era o maior problema que se punha, à noite, agora já não, felizmente". Ou seja, o fluxo extra de passageiros da Linha de Sintra "ajudará, decerto, a manter o crescimento do actual processo de dinamização da Baixa-Chiado, que hoje em dia tem policiamento, está mais arrumada, está mais limpa e segura".
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Continuação na página 8 do Jornal da Região de Lisboa, 15 de Fevereiro de 2008

quinta-feira, 21 de junho de 2007

METRO SUL DO TEJO


Obras desesperam comerciantes de Almada

As inúmeras queixas que os comerciantes do centro de Almada levaram ao Fórum Romeu Correia, na passada segunda-feira, marcaram a 17.º Fórum de Participação do Metro Sul do Tejo, promovido pela Câmara de Almada. Com o decorrer das obras na principal artéria da cidade, os comerciantes têm-se sentido bastante prejudicados, ao ponto de muitos alertarem para o encerramento de algumas lojas, e o eventual fecho de outras. "As dificuldades que estamos a sentir são de uma enormidade assustadora. Perdemos clientes, precisamos de ser apoiados e a ajuda da presidente é neste momento vital", começou por dizer Armando Durães, comerciante na Av. 25 de Abril. "Não estamos contra o metro, nem contra a requalificação. Precisamos da autarquia para manter os postos de trabalho e os fornecedores. Não conseguimos estar abertos muito mais tempo", desabafou, enquanto Nuno Guerra, também comerciante e membro da recém criada comissão de comerciantes para a zona de obra do MST, alertou que alguns estabelecimentos já fecharam portas, e "outros estão em vias de fechar. Há comerciantes que não falam, mas já têm as lojas à venda em imobiliárias", disse. Os comerciantes sentem-se também lesados em relação à falta de estacionamento, não só para gerentes e funcionários, mas também para clientes...


Ana Cristina Fernandes


(...) Continuação no Jornal da Região de Almada n.º 86, páginas 6 e 7.

terça-feira, 19 de junho de 2007

SMAS de Sintra definem prioridades até 2026


ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Nova condutano horizonte



Cerca de 58 milhões de euros é o investimento necessário, até 2026, ao nível do abastecimento de água ao concelho de Sintra. O montante consta da proposta do plano municipal em fase de actualização, a cargo da empresa Hidroprojecto, que define as principais prioridades de investimento. O documento foi apresentado na passada quinta-feira, numa sessão realizada no edifício sede dos SMAS (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento) de Sintra, propondo como uma das intervenções estratégicas a construção de um reservatório na Carregueira, junto ao Regimento de Infantaria n.º 1, com capacidade para 50 mil m3 de água, no sentido de aumentar a autonomia do concelho em situações de emergência. A execução deste equipamento, associado à construção de 12 novos reservatórios e à ampliação de outros dez, permitiria aumentar para dois dias a autonomia do concelho em caso de falha no abastecimento de água por parte da EPAL. Actualmente, a reserva de água do concelho, correspondente a 124 mil m3, cifra-se em um dia e meio.Entre as intervenções prioritárias ao nível do abastecimento de água ao concelho, dependente quase exclusivamente da EPAL, está a criação de uma nova conduta adutora, com um diâmetro de 1000 mm, entre o Alto de Carenque e as Mercês. O concelho é servido nesse trajecto, neste momento, por uma conduta com 40 anos, com roturas frequentes, que se traduz na elevada perda de água ou em interrupções do abastecimento em casos extremos. Segundo Pedro Tomás, da Hidroprojecto, "a solução mais adequada será a duplicação da conduta, num traçado, em alguns troços, paralelo ao existente, mas em outros com um percurso alternativo". Os responsáveis da Hidroprojecto defendem ainda a reabilitação da actual adutora do Alto de Carenque às Mercês, "até ao termo da sua vida útil", para funcionar em paralelo com a nova conduta...

João Carlos Sebastião
(...) Continuação no Jornal da Região de Sintra n.º 86, páginas 8 e 9.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Carmona sem margem de manobra


PSD impõe a realização de eleições intercalares

Foi um Carmona Rodrigues sorridente que saíu, quinta-feira por volta das 15h30, do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), na Avenida Casal Ribeiro em Lisboa, onde entrara pelas 10h00 para prestar esclarecimentos no âmbito do caso Bragaparques. Por essa altura, já o cenário de eleições intercalares estava posto em cima da mesa com muito mais força, depois de o líder do PSD ter anunciado, quarta-feira à noite, a decisão de pedir aos vereadores eleitos nas listas social-democratas para renunciarem aos respectivos mandatos, reconhecendo que "não há condições política para gerir a câmara com eficácia". Na ocasião, Marques Mendes adiantou que já comunicara "pessoalmente" esta decisão ao próprio Carmona Rodrigues e que o edil "coincidiu" na análise feita pela direcção do PSD.
No entanto, a verdade é que até à hora de fecho da presente edição, subsistiam algumas dúvidas, não só quanto a saber se o presidente da autarquia acataria, de facto, a decisão de provocar eleições intercalares, mas também sobre se as mesmas iriam ou não incluir a Assembleia Municipal de Lisboa (AML, onde o PSD está em maioria), tal como vem reivindicando a oposição. Frontalmente contra esta hipótese está a actual presidente daquele órgão, Paula Teixeira da Cruz (igualmente presidente da Distrital de Lisboa do PSD).
"A oposição está a fazer uma confusão institucional lamentável", disse aquela responsável, em declarações à TSF, sublinhando que a AML "tem uma legitimidade própria". De resto, em resposta às críticas do PS quanto ao facto de Marques Mendes nada ter referido quanto à AML, Paula Teixeira da Cruz contra-atacou com a situação em Oeiras, onde os vereadores socialistas não seguiram os passos que poderiam levar à queda de Isaltino Morais. "É preciso esclarecer porque é que o PS tem uma posição quando em coligação no poder e outra quando está na oposição", sublinhou, em declarações à SIC.(...)

Jorge Ferreira

(...) Continuação no Jornal da Região de Lisboa n.º 79, página 7.

segunda-feira, 26 de março de 2007

SELECÇÃO NACIONAL


Portugal defronta Bélgica com o pensamento na vitória

Quanto mais verde, melhor. Ao contrário do que se passa na gíria futebolística, quando aplicada à natureza, esta máxima é consensual. Por isso, o encontro dos jogadores da Selecção Nacional João Moutinho e Jorge Andrade, do seleccionador Luiz Felipe Scolari e outros elementos da sua equipa técnica, e do rei Eusébio, no "rectângulo verde" do Jardim do Campo Grande, na passada quarta-feira, foi exclusivamente dedicado à causa ambiental, ou não tivesse decorrido em plena comemoração do Dia Mundial da Floresta.
A iniciativa juntou na mesma equipa os profissionais da bola e vários responsáveis camarários, desde o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, ao vereador do Ambiente e Espaços Verdes, António Prôa, além do presidente da Junta de Freguesia do Campo Grande, Valdemar Salgado. O resultado foi muito positivo para as cores nacionais, saldando-se na plantação de uma dúzia de casuarinas, árvores da família dos pinheiros e que podem atingir 20 a 30 metros de altura. Carmona Rodrigues destacou o "acto simbólico" e aproveitou para afinar a "táctica" nesta matéria: "há muitos espaços verdes em Lisboa", disse, ressalvando, porém, que é preciso "atrair mais pessoas a frequentá-los".
Por seu turno, Scolari (...)
(...) Continuação no Jornal da Região de Lisboa n.º 73, página 4.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Trafaria - Governo vai ouvir Câmara




Planos da APL prevêem novos silos junto ao Tejo

Residentes e pescadores da Trafaria não acreditam que os silos alguma vez saiam da vila. Há anos que a população local se manifesta contra a permanência da empresa Silopor, na Trafaria, não só devido ao barulho que a constante circulação de camiões de transporte de cereais provoca, mas também por causa do pó levantado pelos mesmos. E se hoje a situação já é difícil de suportar, a população nem quer imaginar como poderá ser se o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Porto de Lisboa, que está em elaboração, for implementado. É que, segundo o documento, uma das acções a empreender é o aumento do movimento de 1,2 milhões de toneladas por ano de granéis para 6 milhões de toneladas...

(...) Continuação no Jornal da Região de Almada n.º 72, página 8.

Ana Cristina Fernandes